Transformações Gasosas


1. TRANSFORMAÇÕES COM MASSA CONSTANTE

Considere um gás confinado em um recipiente com as seguintes condições iniciais: pressão p0, volume V0 e temperatura T0. O gás, então, sofre uma transformação (quando aquecido, por exemplo) e passa a ter um novo valor de pressão PF, volume VF e temperatura TF.

Todas essas grandezas estão relacionadas abaixo.

 

Pegadinha do Malandro: a temperatura deve sempre ser expressa em Kelvin (K = C + 273)!

 

2. TRANSFORMAÇÃO ISOBÁRICA

Nas transformações isobáricas, o volume e a temperatura de um gás são grandezas diretamente proporcionais, pois o aumento na agitação das moléculas (temperatura), acarretam uma ocupação maior do espaço.

 

 

A equação abaixo é válida para uma transformação isobárica:

 

 

3. TRANSFORMAÇÃO ISOVOLUMÉTRICA (ISOMÉTRICA OU ISOCÓRICA)

A transformação isovolumétrica é uma transformação onde o volume de um gás permanece constante e pode ocorrer de duas formas distintas:

 

·        o gás está confinado em um recipiente com paredes indeformáveis.

 

·        o gás está confinado em um recipiente com paredes elásticas. A transformação é isovolumétrica se o volume final e inicial do gás é igual (mesmo que o volume mude durante o processo).

 

 

Em uma transformação isovolumétrica, a pressão e a temperatura de um gás são grandezas diretamente proporcionais.

Da equação geral dos gases perfeitos, temos para uma transformação isobárica:

 

 

4. TRANSFORMAÇÃO ISOTÉRMICA

A transformação isotérmica é uma transformação onde o volume de um gás permanece constante.

 

Em uma transformação isotérmica, a pressão e o volume de um gás são grandezas inversamente proporcionais.

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Da equação geral dos gases perfeitos, temos para uma transformação isotérmica:

 

 

5. GRÁFICOS NAS TRANSFORMAÇÕES

Em uma transformação isobárica, o gráfico V x T uma reta inclinada, pois o volume e a temperatura são grandezas diretamente proporcionais.

Em uma transformação isovolumétrica, o gráfico p x T é uma reta inclinada, pois a pressão e a temperatura são grandezas diretamente proporcionais.

Em uma transformação isotérmica, o gráfico p x V é uma curva, pois a pressão e o volume são grandezas inversamente proporcionais.

 

 

6. TRANSFORMAÇÕES COM MASSA VARIÁVEL

Nas transformações onde a quantidade de gás no início e no fim das transformações são iguais (o que é raro nos exercícios), a equação abaixo é validade, pois deve-se levar em consideração a quantidade de gás antes (n0) e a quantidade de gás após (n) após a transformação.

 

 

7. MISTURAS GASOSAS

As misturas gasosas ocorrem quando dois ou mais gases são misturados. Considere a mistura dos gases abaixo com as seguintes variáveis de estado.

 

·        Gás 1 – número de mols n1, pressão p1, volume V1 e temperatura T1.

·        Gás 2 – número de mols n2, pressão p2, volume V2 e temperatura T2.

 

A quantidade de gás da mistura (número de mols – nMISTURA) será a soma da quantidade de gás 1 (n1) com o gás 2 (n2).

 

8. PRESSÃO ATMOSFÉRICA

Em volta do planeta Terra existe uma camada de ar. Essa camada é atraída pela força gravitacional que o nosso planeta exerce sobre essas partículas. A força que as partículas exercem sobre os corpos por unidade de área constitui o que chamamos de pressão atmosférica. A pressão atmosférica, ao nível do mar, vale aproximadamente 1.105 N/m2.

 

A pressão atmosférica diminui com a altitude (menor camada de ar). No pico do Monte Everest (o ponto mais alto da Terra) localizado a 8.836 metros acima do nível do mar, a pressão atmosférica é de apenas 0,3 atm.

 

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Roldanas

Olá pessoal! O Direto ao ponto tem como objetivo apresentar a teoria para aqueles que não querem perder tempo e precisam de um resumo de Física rápido da matéria. Vamos lá!

 

1. ROLDANAS

Existem dois tipos de roldanas no cotidiano: a fixa e a móvel.

 

1.1 Roldana Fixa

Uma roldana fixa para alterar o sentido da força, como mostra a ilustração abaixo.

 

Forma  O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

 

1.2 Roldana Móvel

A roldana móvel pode se movimentar na vertical e divide pela metade a força que o trabalhador deve aplicar em uma corda, para elevar um objeto.

 

Forma  O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Uma polia fixa e uma móvel estão representadas na figura acima. O esforço do trabalhador na corda é apenas a metade (50 N) do peso total do balde. A polia fixa altera o sentido da força.

 

Para n polias, o esforço do trabalhador pode ser calculado por

 

 

onde T é a força aplicada pelo trabalhador na corda para elevar o objeto de peso P.

 

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Processos de Transmissão de Calor

Olá pessoal! O Direto no ponto tem como objetivo apresentar a teoria para aqueles que não querem perder tempo e precisam de um resumo rápido da matéria. Vamos lá!

 

1. INTRODUÇÃO

Já sabemos que a temperatura mede a agitação das moléculas e o calor é a transferência de energia entre corpos com temperaturas diferentes. Mas, como que ocorre essa transferência de energia no cotidiano? Existem três formas: a condução, a convecção e a irradiação.

 

2. CONDUÇÃO

Uma barra condutora é aquecida de acordo com a ilustração abaixo.

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As moléculas mais agitadas (próximas a chama da vela) transferem energia para as moléculas que estão mais próximas e assim sucessivamente. Em um material condutor de calor, como os metais, essa transferência ocorre de maneira rápida.

 

O processo de transmissão de calor por condução ocorre, portanto, de molécula para molécula.

 

3. CONVECÇÃO

A convecção é o processo de transmissão de calor que ocorre pelo deslocamento entre partes frias (mais densas e mais pesadas) e partes quentes (menos densas e mais leves).

 

Considere um ar condicionado posicionado na parte superior de um ambiente. O ar frio, lançado na parte superior, é mais denso que o ar quente localizado na parte inferior do ambiente.

 

Por isso, o ar mais pesado desce e o ar mais leve  sobe (para ser lançado para fora do ambiente). Esse fluxo é conhecido como correntes de convecção.

 

4. IRRADIAÇÃO

O processo de transmissão de calor por irradiação ocorre pela propagação ondas eletromagnéticas geradas pelo corpo quente.

 

É o único processo que pode ocorrer no vácuo. Se não há matéria, não é possível a transferência de calor por condução e convecção.

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5. APLICAÇÕES NO COTIDIANO

 

5.1 Agasalhos

Os habitantes do deserto utilizam casaco tanto de dia (onde a temperatura checa a 50 ºC) quanto de noite (0 ºC).

       

Durante o dia, o casaco dificulta a troca de calor entre o ambiente (maior temperatura) e o corpo (menor temperatura). Durante a noite, o processo se inverte. O casaco dificulta a troca de calor entre o corpo (maior temperatura e o ambiente).

 

5.2 O segredo de um bom churrasco

O espeto de metal introduzido no interior da carne permite o seu aquecimento sem queimar o exterior. O metal é um ótimo condutor de calor e contribui para a transmissão de calor por condução no interior da carne.

 

5.3 A garrafa térmica

A garrafa térmica é construída de tal forma que deve bloquear os três processos de transmissão de calor: condução, convecção e irradiação.

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·        Condução e convecção: utiliza-se o vácuo entre as paredes interna e externa para impedir os dois processos.

·        Irradiação: utiliza-se uma parede espelhada no seu interior. A radiação emitida pelo líquido quente reflete na parede espelhada e retorna para o seu interior.

 

5.4 Geladeira

O congelador em uma geladeira é localizado na parte superior. O ar frio, mais pesado, desce e o ar quente (no interior da geladeira) sobe. Além disso, as prateleiras são no formato de grade para permitir a circulação das correntes de convecção.

 

5.5 O vento na praia

 

·        Durante o dia: a areia da praia aquece rapidamente (comparada com a água). O ar sobre a areia também se torna mais quente. Ocorre então, um deslocamento de ar da região mais fria (sobre a água) para a região mais quente (sobre a areia).

 

·        Durante a noite: o processo se inverte. A água está mais aquecida que a areia (lembre-se que a água demora mais para esfriar). Ocorre então, um deslocamento de ar da região mais fria (sobre a areia) para a região mais quente (sobre o mar).

 

Espero que tenham gostado!

 

Um grande abraço do BF!

 

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Processos de eletrização


1. PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO

A eletrização ocorre quando um corpo recebe ou perde elétrons e há um desequilíbrio na igualdade entre o número de prótons e elétrons. Na prática, esse processo pode ocorrer de três formas: atrito, contato ou indução.

 

2. ATRITO

A carga elétrica dos corpos é a mesma em módulo, porém com sinais contrários (um carregado positivamente e o outro negativamente).

 

Considere que o bastão e a lã abaixo estão neutros, ou seja, possuem o mesmo número de prótons e elétrons. Assuma que o bastão possui 8 prótons e 8 elétrons e a lã possui 10 prótons e 10 elétrons.

O vidro e a lã devem ser atritados (esfregados) para que o processo de eletrização ocorra (não basta encostar um corpo no outro). Dois elétrons se deslocam para a lã.

O bastão fica carregado positivamente com carga +2q (8 prótons e 6 elétrons), pois perdeu dois elétrons. A lã fica carregada negativamente com carga -2q (12 elétrons e 10 prótons), pois recebeu dois elétrons.

 

A ilustração abaixo mostra a configuração final de ambos.

Portanto, concluímos que na eletrização por atrito, a carga elétrica dos corpos é a mesma em módulo, porém com sinais contrários (um carregado positivamente e o outro negativamente).

 

2.1. Princípio da conservação da carga elétrica

Em um sistema isolado, a quantidade total de carga elétrica permanece constante, ou seja, a carga total antes e depois do processo ocorrer é a mesma.

 

3. CONTATO

A eletrização por contato ocorre quando dois corpos (sendo pelo menos um deles eletrizado) são encostados entre si.

 

3.1 Corpo eletrizado negativamente

Considere um corpo com carga -4q (quatro elétrons em excesso) e um corpo neutro. Os dois corpos possuem a mesma dimensão.


Durante o contato, a metade dos elétrons em excesso no corpo eletrizado passa para o corpo neutro.

O corpo neutro recebe dois elétrons e fica eletrizado negativamente com carga -2q, enquanto o corpo que cedeu dois elétrons, continua eletrizado negativamente, porém com carga -2q.

 

3.2 Corpo eletrizado positivamente

A ilustração abaixo mostra um corpo com carga +4q (quatro elétrons em excesso) e um corpo neutro. Os dois corpos possuem a mesma dimensão. É comum pensar que os prótons se deslocariam de um corpo para outro, mas isso é impossível! Os prótons estão presos no núcleo atômico e não podem se deslocar.

Durante o contato, o corpo neutro cede a metade dos elétrons que faltam para neutralizar o corpo carregado positivamente.

O corpo neutro perdeu dois elétrons e fica eletrizado positivamente com carga +2q, enquanto o corpo que recebeu dois elétrons, continua eletrizado positivamente, porém com carga +2q.

Neste processo, a carga final dos dois corpos é a mesma em módulo e sinal.

 

4. INDUÇÃO

No processo de indução, os corpos são aproximados um do outro (desde que um deles esteja carregado).

 

A ilustração abaixo mostra uma esfera condutora neutra sobre um suporte isolante. Um bastão carregado negativamente é aproximado da esfera, e pelo processo da polarização, induz uma movimentação de cargas na esfera neutra.

Em seguida, liga-se um fio terra na esfera, que retira os elétrons em excesso.

O fio terra é retirado e o bastão é afastado. A carga positiva se distribui uniformemente pela esfera. A esfera se eletriza com a carga de sinal contrário ao do bastão.

 

5. O ELETROSCÓPIO

Para saber se um corpo se encontra eletrizado ou não, utiliza-se um eletroscópio. O eletroscópio é formado por um material externo isolante, uma haste de material condutor e duas pequenas lâminas de alumínio.

 

A polarização ocorre e há movimentação de carga negativa para as folhas de alumínio. As cargas elétricas negativas se repelem e as folhas de alumínio de afastam (abrem).

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6. A POLARIZAÇÃO

A polarização ocorre quando as cargas de um corpo neutro se deslocam devido a presença de um corpo carregado. Suponha que um bastão carregado negativamente se aproxime de um corpo neutro. A carga negativa do bastão repele os elétrons do corpo neutro.

 

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Potência Térmica


1. POTÊNCIA TÉRMICA

A potência térmica mede a velocidade com que a energia (E) é transferida para um corpo.

 

 

A energia pode ser de muitos tipos diferentes. Na calorimetria, trabalhamos com a energia térmica (Q) que o corpo recebe ou cede ao exterior para que sua temperatura mude ou o corpo mude de fase.

 

 

 

No S.I., a unidade é:

 

 

A unidade calorias por segundo também é usada ocasionalmente.

 

 

Em um gráfico de potência (P) x tempo (t), a área compreendida entre a reta e o eixo do x fornece a quantidade de calor trocada pelo gás com o exterior.

 

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Plano Inclinado

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1. PLANO INCLINADO

As forças que atuam sobre um bloco em um plano inclinado são a força peso P (vertical para baixo) e a normal N (perpendicular ao plano).

 

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Observe na figura abaixo que a força peso pode ser decomposta na direção do plano (Px) e na direção perpendicular ao plano (Py).

 

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É possível demonstrar que PX e PY valem, respectivamente:

 

 

e ϴ é o ângulo do plano inclinado.

 

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Magnetismo

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1. MAGNETISMO

Em uma experiencia muito famosa, o físico Christian Oersted percebeu que uma corrente elétrica afetava o funcionamento de uma bússola. O movimento da bússola é um fenômeno puramente magnético, porém, a corrente elétrica que percorria um fio próximo a bússola afetava o seu funcionamento.

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Estabelecia-se então, a ligação entre a eletricidade e o magnetismo. Ampére propôs que as correntes elétricas eram a fonte de todos os fenômenos magnéticos. Surgiu então, o eletromagnetismo.

 

2. POLOS MAGNÉTICOS

Imãs exercem sobre si forças de natureza magnética. As leis que regem essas forças são semelhantes a Lei de DuFay que aprendemos para cargas elétricas.

 

Os imãs se atraem ou repelem quando aproximados (dependendo das extremidades).

 

A intensidade da força magnética depende da distância que os separa.

 

Portanto, o provedor da força magnética são os polos magnéticos. Os imãs possuem sempre um polo norte (N) e um polo sul (S). É impossível um imã possui apenas um polo. Isso é conhecido como princípio da inseparabilidade dos polos.

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Os polos de um imã se comportam de forma semelhante as cargas elétricas. Cargas de mesmo sinal se repelem; cargas com sinais contrários se atraem. Polos iguais se repelem e polos diferentes se atraem.

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3. CAMPO MAGNÉTICO

Já aprendemos que campo gera força. Um campo é gerado por um “personagem”. Uma massa gera um campo gravitacional; uma carga gera um campo elétrico e uma carga em movimento gera um campo magnético.

 

Personagem

Campo

Força

Massa

Gravitacional (g)

Gravitacional

Carga elétrica

Elétrico (E)

Elétrica

Carga elétrica em movimento

Magnético (B)

Magnética

 

O campo magnético também pode ser definido como a região próxima a um ímã que influencia outros ímãs ou materiais ferromagnéticos e paramagnéticos, como cobalto e ferro. As linhas que representam o campo magnético são denominadas linhas de indução e são representadas de acordo com a figura abaixo.

 

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As linhas de indução saem do polo norte e chegam ao polo sul. O campo magnético é representado por um vetor denominado vetor indução magnética (), ou simplesmente, vetor campo magnético (). O vetor campo magnético (B) é sempre tangente as linhas de campo.

 

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3.1 Bússola

A bussola é formada por uma agulha que se orienta dentro do campo magnético terrestre. Materiais imantados adquirem a mesma direção do vetor indução e o polo norte apontando no mesmo sentido do vetor.

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A figura abaixo mostra um imã em forma de U. Repare que no interior do imã, as linhas de campo se distribuem praticamente paralelas, ou seja, consideramos esse campo magnético uniforme.

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A unidade do campo magnético (B) no Sistema Internacional é o tesla (T).

 

4. CAMPO MAGNÉTICO TERRESTRE

A Terra se comporta como um imã gigante. O polo norte magnético da Terra se situa aproximadamente no polo sul geográfico terrestre. O polo sul magnético da Terra se situa aproximadamente no polo norte geográfico terrestre.

 

O norte da agulha de uma bússola será atraído pelo sul magnético da Terra. Por isso, a agulha de uma bússola sempre aponta para o norte geográfico.

 

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Espelhos Planos

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1. REFLEXÃO LUMINOSA

A reflexão luminosa é o fenômeno onde a luz reflete em um obstáculo e retorna para o mesmo meio. No cotidiano, existem dois tipos de reflexão luminosa, que serão vistos a seguir.

 

Reflexão regular – a luz reflete em uma superfície plana e regular.

 

Na ilustração acima, os raios de luz (paralelos entre si) refletem em um espelho plano (superfície plana e regular) e retornam paralelos para o mesmo meio (ar).

 

Reflexão difusa – a luz reflete em uma superfície irregular. Feixes de raios paralelos refletem na superfície e retornam em todas as direções.

Resultado de imagem para reflexao difusa

 

1.1 As leis da reflexão

Considere um feixe de luz incidindo em uma superfície regular como mostra a ilustração abaixo.

 

A normal (N) é uma linha imaginária perpendicular a superfície. O raio incidente e a normal formam um ângulo (i – ângulo de incidência). O raio refletido e a normal também formam um ângulo (r – raio de incidência).

 

As leis da reflexão estão resumidas a seguir:

 

·        1ª Lei – O raio incidente, o raio refletido e a normal pertencem ao mesmo plano.

 

·        2ª Lei – O ângulo de incidência e o ângulo de reflexão são iguais.

 

 

2. A DIFERENÇA ENTRE UMA IMAGEM VIRTUAL E REAL
Uma imagem virtual é aquela que aparece apenas no sistema óptico (espelhos ou lente) e não pode ser projetada em nenhuma superfície (parede, tela ou folha de papel).

Uma imagem real é aquela que não só aparece no sistema óptico, mas também pode ser projetada em alguma superfície, como ocorre com a imagem na tela do cinema.

 

3. ESPELHOS PLANOS

Os espelhos planos são superfícies planas e regulares.

 

3.1 As características dos espelhos planos

·        o tamanho da imagem (i) formada por um objeto extenso de tamanho (o) são iguais.

·        a distância do espelho ao objeto (d) é igual à distância da imagem do objeto ao espelho (d’).

 

 

Observe a imagem da palavra FÍSICA refletida no espelho plano abaixo.

Em um espelho plano, objeto e imagens são figuras enantiomorfas, ou seja, apresentam formas contrárias (inversão da esquerda e da direita).

 

3.2 Campo visual de um espelho plano

O campo visual de um espelho plano é uma região do espaço onde os objetos ali posicionados são vistos, por reflexão, no espelho plano.

 

O campo visual é determinado seguindo os dois procedimentos a seguir.

Resultado de imagem para campo visual espelho plano

 

·        Traçamos o ponto-imagem (P’) do observador P (lembre-se que a distância da imagem do observador ao espelho é a mesma que a distância do observador ao espelho.

·        Traçamos, a partir do ponto-imagem P’, duas retas passando pelas bordas do espelho.

 

A região entre essas duas retas situada a frente do espelho é denominada campo visual. Os objetos ali posicionados podem ser vistos (por reflexão) no espelho.

 

3.3 A translação de um espelho plano

Considere um espelho plano se desloca de uma distância x da sua posição inicial. A imagem de um objeto fixo se desloca D = 2x no mesmo sentido. Dessa forma, se um espelho plano se desloca com uma velocidade v, a imagem do objeto se desloca com velocidade 2v.

Resultado de imagem para translação de um espelho plano

Em resumo:

 

 

3.4 Rotação

A rotação é um movimento do espelho em torno de um eixo que faz a imagem rotacionar. Na ilustração abaixo, um espelho gira no sentido indicado.

Resultado de imagem para rotação de um espelho plano

O espelho gira de um ângulo a da posição 1 para a posição 2. A imagem também muda de posição, rotacionando de um ângulo D, que é duas vezes maior que o primeiro.

 

 

3.5 Imagens em dois espelhos planos conjugados

Considere dois espelhos planos conjugados que formam um ângulo α entre si. O número de imagens formadas (N) por esses dois espelhos é dado expressão abaixo:

 

 

 

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Espelhos Esféricos

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1. CLASSIFICAÇÃO

Espelhos esféricos são calotas esféricas onde uma das superfícies é refletora. A parte interna funciona como um espelho côncavo e a parte externa funciona como um espelho convexo.

Figura 1 – Ilustra a forma de uma calota esférica e suas superfícies.

Os espelhos côncavos podem produzir imagens reais e virtuais e os espelhos convexos somente produzem imagens virtuais.

 

2. OS ELEMENTOS DE UM ESPELHO ESFÉRICO

Na figura abaixo, é apresentado um espelho esférico côncavo e seus respectivos elementos.

 

Resultado de imagem para elementos espelhos esfericos

 

·        C (centro de curvatura) – centro da esfera que contém a superfície do espelho.

·        F (foco) – ponto médio entre o centro de curvatura e o vértice do espelho.

·        V (vértice) – centro da calota esférica, ou seja, o centro da superfície do espelho.

·        R (raio de curvatura) – raio da esfera que contém a superfície do espelho.

 

A distância focal é a metade do raio de curvatura.

 

 

·        f (distância focal) – distância do foco ao espelho.

·        Eixo principal – segmento de reta que passa pelo centro de curvatura e pelo vértice do espelho.

 

3. Raios particulares

 

·        Raio que incide paralelamente ao eixo principal do espelho reflete, e passa pelo foco.

 

·        Raio que incide pelo foco é refletido pelo espelho e emerge paralelo ao eixo principal.

 

·        Raio que incide pelo centro de curvatura reflete no espelho e retorna pelo centro de curvatura.

 

·        Raio que incide no vértice do espelho reflete formando o mesmo ângulo em relação ao eixo principal.

O ângulo entre o raio de luz e o eixo principal do espelho e o ângulo entre o raio de luz é refletido e o eixo principal do espelho são iguais, após refletirem no vértice do espelho.

 

4. FORMAÇÃO DE IMAGENS NOS ESPELHOS ESFÉRICOS

As imagens nos espelhos esféricos são formadas por pelo menos, dois raios que se cruzam. Para isso, utilizamos os raios particulares acima.

 

4.1 Espelhos côncavos

O espelho côncavo, ao contrário do espelho convexo (que só forma imagem virtual), é capaz de gerar imagens reais ou virtuais. A natureza da imagem depende da posição do objeto em relação ao espelho.

 

4.1.1 Objeto além do centro de curvatura

·        Natureza da imagem: real, invertida e menor que o objeto.

 

4.1.2 Objeto sobre o centro de curvatura

·        Natureza da imagem: real, invertida e do mesmo tamanho que o objeto.

 

4.1.3 Objeto entre o centro de curvatura e o foco do espelho.

·        Natureza da imagem: real, invertida e maior que o objeto.

 

4.1.4. Objeto sobre o foco

Repare que os raios não se cruzam. Portanto, não há formação de nenhuma imagem, que é dita imprópria.

 

4.1.5 Objeto entre o foco e espelho

·        Natureza da imagem: virtual, direita e maior que o objeto.

 

4.2. Espelhos convexos

O prolongamento dos raios de luz se cruza atrás do espelho e forma uma imagem virtual, direita e maior do que o objeto.

 

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Espelhos Esféricos – Equação de Gauss

1. A MATEMÁTICA DOS ESPELHOS ESFÉRICOS

O eixo do x é o eixo das distâncias e o eixo do y é o eixo dos tamanhos (do objeto e da imagem).

Linha do tempo  O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.

Os objetos e as imagens reais então do mesmo lado no qual a luz incide, ou seja, estão do mesmo lado da superfície refletora. Os objetos e as imagens virtuais encontram-se em lados opostos. Observando o referencial, notamos que distâncias reais são positivas e que distâncias virtuais são negativas.

 

Adotamos as convenções de sinais abaixo para a distância do objeto ao espelho (p) e para a distância da imagem ao espelho.

 

  • p´ > 0 – imagem real
  • p´ < 0 – imagem virtual

 

Observe a convenção de sinais para o tamanho da imagem (i).

 

  • i > 0 – imagem direita
  • i < 0 – imagem invertida

 

O espelho côncavo possui foco real (na frente do espelho) e a sua distância focal (f) é positiva. O espelho convexo possui foco virtual (atrás do espelho) e sua distância focal (f) é negativa.

 

  • f > 0 – côncavo
  • i < 0 – convexo

 

1.1. Equação de Gauss

A equação de Gauss relaciona a distância focal do espelho (f) e as distâncias do objeto (p) e da imagem (p´) ao espelho.

 

 

1.2 Aumento Linear (A)

O aumento linear transversal é um número que compara o tamanho da imagem (i) formada com o tamanho do objeto (o).

 

 

 

 

 

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