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Revise a teoria: resumo de Espelhos Esféricos e resumo de Espelhos Esféricos – Equação de Gauss.
Questões desta lista
Questão 1
UNESP 2026A figura 1 mostra um veículo em marcha à ré com velocidade constante \(\overset{\rightarrow}{v}\) , aproximando-se de um muro, em uma direção perpendicular a ele. Nessa situação, o espelho esférico convexo externo esquerdo do veículo está a uma distância d do muro.

A figura 2 representa uma visão superior desse espelho, do muro e da imagem do muro em dois instantes, t0 = 0 e t1 = 2 s. No instante t0, o espelho está a uma distância d0 do muro e a imagem do muro dista \(\frac{8}{11} \text{m}\) do espelho. No instante t1, o espelho está a uma distância d1 do muro e a imagem do muro dista \(\frac{20}{29} \text{m}\) do espelho.

Sabendo que a distância focal desse espelho é f = – 0,8 m, o módulo da velocidade v com que o carro se aproxima do muro é
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: C
Como o veículo se move em direção ao muro com velocidade constante, o módulo de sua velocidade pode ser calculado pela razão entre a variação de sua distância ao muro e o intervalo de tempo correspondente. Como a distância diminui, usamos a diferença entre a distância inicial e a distância final:
\[v = \frac{Δd}{Δt} = \frac{d_{0} – d_{1}}{t_{1} – t_{0}}\]
Entretanto, as distâncias d0 e d1 não são fornecidas diretamente. Em cada instante, elas devem ser determinadas por meio da Equação de Gauss para espelhos esféricos:
\[\frac{1}{f} = \frac{1}{di} + \frac{1}{do}\]
Nessa relação, f é a distância focal, di é a distância da imagem ao espelho e do é a distância do objeto ao espelho. Como o espelho é convexo, a imagem formada é virtual e fica atrás do espelho. Por isso, sua distância é considerada negativa na convenção de sinais: di < 0. O muro é o objeto refletido, de modo que do corresponde à distância do muro ao espelho, isto é, a d0 ou a d1, conforme o instante analisado.
Para t0 = 0 s, a imagem está a\(\frac{8}{11} \text{m}\)do espelho. Usando f = −0,8 m e considerando a distância da imagem negativa, obtemos:
\[\frac{1}{f} = \frac{1}{di} + \frac{1}{do} \overset{di <</mo>0}{\rightarrow} \frac{1}{- 0.8} = \frac{1}{- \frac{8}{11}} + \frac{1}{d_{0}}\]
Isolando o termo que contém a distância do objeto, calculamos inicialmente o inverso de d0:
\[\frac{1}{d_{0}} = \frac{11}{8} – \frac{10}{8}\]
A subtração das frações resulta em:
\[\frac{1}{d_{0}} = \frac{1}{8}\]
Invertendo essa igualdade, encontramos a distância inicial entre o espelho e o muro:
\[d_{_{0}} = 8 \text{m}\]
Para t1 = 2 s, a imagem do muro está a\(\frac{20}{29} \text{m}\)do espelho. Novamente, a distância da imagem é negativa por se tratar de uma imagem virtual:
\[\frac{1}{f} = \frac{1}{di} + \frac{1}{do} \overset{di <</mo>0}{\rightarrow} \frac{1}{- 0.8} = \frac{1}{- \frac{20}{29}} + \frac{1}{d_{1}}\]
Isolando novamente o termo correspondente à distância do muro, temos:
\[\frac{1}{d_{1}} = \frac{29}{20} – \frac{10}{8}\]
Efetuando a operação indicada, resulta:
\[\frac{1}{d_{1}} = 0.2\]
Invertendo o resultado, obtemos a distância do espelho ao muro no instante final:
\[d_{1} = 5 \text{m}\]
Assim, durante o intervalo considerado, o veículo percorreu a diferença entre as distâncias inicial e final. O intervalo de tempo é:
\[\text{v}= \frac{Δd}{Δt} = \frac{d_{0} – d_{1}}{t_{1} – t_{0}} = \frac{8 \text{m} – 5 \text{m}}{2 \text{s}}\]
Portanto, o módulo da velocidade do veículo é:
\[v = 1.5 \text{m} / \text{s}\]
Questão 2
UECE 2026Em um laboratório de Física, um estudante realiza um experimento com um espelho esférico côncavo de Gauss, de distância focal F, que se encontra imerso em meio homogêneo e transparente. Um objeto linear de altura H é colocado a uma distância 3F do vértice do espelho. Forma-se então uma imagem real de altura Y a uma distância X do vértice do espelho. Em seguida, o objeto é posicionado a distância X do vértice do mesmo espelho, onde dá origem a uma outra imagem de altura Z. Assim, é correto afirmar que a razão Z/Y entre as alturas das imagens é
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: D
Para determinar a razão entre as alturas das imagens, é necessário primeiro calcular as distâncias das imagens em cada situação por meio da Equação de Gauss e, depois, aplicar a expressão do aumento linear transversal.
A figura abaixo representa as duas situações: inicialmente, o objeto de altura H está a uma distância 3F do vértice do espelho, formando uma imagem de altura Y a uma distância X. Em seguida, o objeto é colocado a uma distância X do vértice, formando uma imagem de altura Z a uma distância W.

Para um espelho esférico de Gauss, utiliza-se a Equação de Gauss:
\[\frac{1}{f} = \frac{1}{di} + \frac{1}{do}\]
Nessa relação, f é a distância focal do espelho, di é a distância da imagem ao vértice e do é a distância do objeto ao vértice. Como a distância focal é indicada por F, na primeira situação temos f = F, do = 3F e di = X.
Situação 1:
Substituindo esses valores na Equação de Gauss:
\[\frac{1}{f} = \frac{1}{di} + \frac{1}{do}\] \[\frac{1}{\text{F}} = \frac{1}{X} + \frac{1}{3 \text{F}}\]
Isolando o termo que contém X, subtraímos \(\frac{1}{3 \text{F}}\) dos dois lados:
\[\frac{1}{X} = \frac{1}{\text{F}} – \frac{1}{3 \text{F}}\]
Colocando as frações no mesmo denominador:
\[\frac{1}{X} = \frac{2}{3 \text{F}}\]
Invertendo os dois lados da igualdade, obtemos a distância da imagem:
\[X = \frac{3 \text{F}}{2}\]
Situação 2:
Na segunda situação, o objeto é colocado à distância X do vértice. A distância focal continua sendo F, enquanto a distância da nova imagem é representada por W. Portanto, agora do = X e di = W:
\[\frac{1}{\text{F}} = \frac{1}{\text{W}} + \frac{1}{X} \overset{\frac{1}{X} = \frac{2}{3 \text{F}}}{\rightarrow} \frac{1}{\text{F}} = \frac{1}{\text{W}} + \frac{2}{3 \text{F}}\]
Como já foi obtido que \(\frac{1}{X} = \frac{2}{3 \text{F}}\), essa expressão pode ser usada diretamente na equação da segunda situação:
\[\frac{1}{\text{W}} = \frac{1}{\text{F}} – \frac{2}{3 \text{F}}\]
Efetuando a subtração das frações:
\[\frac{1}{\text{W}} = \frac{1}{3 \text{F}}\]
Invertendo os dois lados, encontra-se a distância da imagem na segunda situação:
\[W = 3 \text{F}\]
Para relacionar as alturas dos objetos e das imagens, utiliza-se o aumento linear transversal:
\[\left(A_{n} = \frac{i}{o} = – \frac{di}{do}\right)\]
O aumento linear compara a altura da imagem com a altura do objeto. O sinal negativo indica que a imagem é invertida em relação ao objeto. Como o objetivo é obter a razão entre as alturas, os sinais serão mantidos até a divisão final.
Situação 1:
A imagem tem altura Y, o objeto tem altura H, a distância da imagem é X e a distância do objeto é 3F:
\[A_{1} = \frac{Y}{H} = – \frac{di}{do} = – \frac{3 \text{F} / 2}{3 \text{F}}\]
Como o fator 3F aparece no numerador e no denominador, ele se cancela:
\[A_{1} = – \frac{1}{2}\]
Situação 2:
Agora, a imagem tem altura Z, o objeto continua tendo altura H, a distância da imagem é W = 3F e a distância do objeto é X = 3F/2:
\[A_{2} = \frac{Z}{H} = – \frac{3 \text{F}}{X} = – \frac{3 \text{F}}{3 \text{F} / 2}\]
Substituindo X = 3F/2 e simplificando a razão:
\[A_{2} = – 2\]
Resta calcular a razão Z/Y. Para isso, dividimos o aumento da segunda situação pelo aumento da primeira. Como a altura do objeto H é a mesma nas duas situações, ela se cancela:
\[\frac{A_{2}}{A_{1}} = \frac{\frac{Z}{\cancel{H}}}{\frac{Y}{\cancel{H}}} = \frac{Z}{Y} = \frac{- 2}{- \frac{1}{2}}\]
Os dois sinais negativos se cancelam, pois ambas as imagens são invertidas. Dividir por \(\frac{1}{2}\) equivale a multiplicar por 2:
\[\frac{A_{2}}{A_{1}} = 4\]
Logo, a imagem da segunda situação tem altura quatro vezes maior que a imagem da primeira situação. Portanto:
Alternativa d) 4.
Questão 3
PUC RJ 2026Um objeto é colocado em frente a um espelho côncavo, tal como mostrado na Figura, em que C representa o centro da casca esférica do espelho.

A imagem formada pelo espelho está representada em
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: E
Em um espelho côncavo, o ponto C indica o centro de curvatura. Pela figura, o objeto está situado entre C e o vértice do espelho.
Nessa posição, os raios principais refletem-se de modo que os raios incidentes paralelos ao eixo principal passam pelo foco, enquanto o raio que incide na direção do centro de curvatura retorna sobre a própria trajetória. O prolongamento desses raios refletidos se cruza em uma região situada além de C, no lado do objeto.
A imagem formada é, portanto, real, porque resulta do encontro efetivo dos raios refletidos; invertida, porque fica com orientação oposta à do objeto; e maior, porque o objeto está entre o foco e o centro de curvatura.
Entre as representações apresentadas, somente a alternativa E mostra a imagem além de C, invertida em relação ao objeto e com tamanho aumentado.
Questão 4
FAMERP 2026Espelhos esféricos convexos podem ser utilizados para monitorar espaços em que há grande fluxo de pessoas ou de veículos, pois eles apresentam campo visual maior do que o de um espelho plano de mesmas dimensões. Porém, diferentemente das imagens conjugadas pelos espelhos planos, as imagens de objetos reais conjugadas pelos espelhos esféricos convexos são sempre
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: D
Para compreender o comportamento das imagens formadas por espelhos esféricos convexos, é necessário analisar as propriedades geométricas e ópticas desse tipo de refletor. Diferente dos espelhos côncavos, que podem projetar diversos tipos de imagens dependendo da posição do objeto, os espelhos convexos possuem uma característica constante para objetos reais: a imagem formada será sempre virtual, com orientação direta (não invertida) e com dimensões reduzidas em relação ao tamanho original do objeto.
Uma imagem é classificada como virtual quando se forma no prolongamento dos raios de luz refletidos, ou seja, atrás da superfície do espelho, não sendo possível projetá-la em uma tela. A orientação direta significa que a imagem mantém a mesma posição vertical do objeto, sem sofrer inversão de cima para baixo. Além disso, o fator de ampliação nesses sistemas é sempre menor que a unidade, resultando em uma imagem menor.

A aplicação prática desse fenômeno é observada em dispositivos de segurança e monitoramento, como os espelhos de esquinas ou de retrovisores, onde o objetivo é ampliar o campo visual. Para que esse campo seja expandido, a luz deve ser divergida, o que ocorre naturalmente na superfície convexa, permitindo que uma área maior de objetos reais seja captada e projetada em imagens menores e diretas dentro do campo de visão do observador.
ao analisar as opções apresentadas, conclui-se que a única descrição que respeita as leis da óptica geométrica para espelhos convexos é a que indica imagens direitas e menores que o objeto, validando a alternativa D.
Questão 5
EsPCEx 2026O desenho abaixo representa o instante t = 0 s em que um espelho gaussiano côncavo, de distância focal 10 cm, desloca-se ao longo de seu eixo principal com uma velocidade constante de módulo Ve = 3 cm/s, paralela ao eixo, no sentido indicado; ainda nesse instante t = 0 s, um objeto real P, que está no eixo principal a 8 cm do vértice do espelho, desloca-se com uma velocidade constante de módulo Vp = 1 cm/s, paralela ao eixo. A partir das informações fornecidas, o instante em que a imagem do objeto formada pelo espelho côncavo será imprópria é:

Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: E
A imagem será imprópria quando o objeto estiver sobre o foco do espelho, ou seja, quando aquele estiver a 10 cm do vértice deste. Caso o objeto se desloque para a esquerda, teremos:
\[v_{\text{rel}} = \frac{Δs}{Δt}\] \[3 + 1 = \frac{10 – 8}{Δt_{1}}\] \[Δt_{1} = 0.5 s\]
Caso o objeto se desloque para a direita, teremos:
\[v_{\text{rel}} = \frac{Δs}{Δt}\] \[3 – 1 = \frac{10 – 8}{Δt_{2}}\] \[Δt_{2} = 1 s\]
Logo, a imagem será imprópria após 0,5 s ou 1 s.
Questão 6
UFRGS 2025Um método útil de localizar as imagens formadas por um espelho esférico é utilizar a construção geométrica de um diagrama de raios luminosos.
Considere as afirmações abaixo, para um espelho côncavo.
I. Raios luminosos que atingem o espelho paralelamente ao seu eixo principal são refletidos através do ponto focal.
II. Raios luminosos que divergem de uma fonte puntiforme colocada no ponto focal do espelho são refletidos pelo espelho como raios paralelos ao seu eixo principal.
III. Raios luminosos que atingem o espelho, passando pelo seu centro de curvatura, são refletidos paralelamente ao eixo principal do espelho.
Quais estão corretas?
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: C
Para determinar a validade das proposições apresentadas, é necessário aplicar as propriedades fundamentais da óptica geométrica aplicadas aos espelhos esféricos côncavos. Essas propriedades descrevem como os raios de luz se comportam ao interagir com a superfície refletora, baseando-se na posição da fonte luminosa e na direção do raio em relação ao eixo óptico.
A primeira afirmação é correta. De acordo com as leis da reflexão para espelhos esféricos, quando um feixe de luz incide sobre a superfície de um espelho côncavo de forma perfeitamente paralela ao seu eixo principal, o fenômeno da convergência ocorre. Isso significa que, após o choque com o espelho, todos esses raios são direcionados para um único ponto comum localizado no foco do sistema óptico. Portanto, a proposição I descreve com precisão o comportamento de raios paralelos.
A segunda afirmação também é verdadeira e representa o princípio inverso da anterior. Se considerarmos uma fonte de luz pontual posicionada exatamente sobre o ponto focal do espelho, os raios que partem dessa fonte divergem em diversas direções. Ao atingirem a superfície côncava, esses raios sofrem reflexão de modo que seus trajetórias pós-reflexão tornam-se paralelas ao eixo principal do espelho. Essa relação entre o foco e a paralelidade é uma característica essencial para o desenho de diagramas de raios.
Por outro lado, a terceira afirmação está incorreta. Quando um raio luminoso incide sobre o espelho passando pelo centro de curvatura, ele atinge a superfície de forma perpendicular ao plano tangente naquele ponto. Devido à geometria do espelho esférico, qualquer raio que passe pelo centro de curvatura é considerado um raio normal à superfície no ponto de incidência. Como consequência direta das leis da reflexão, o ângulo de incidência é zero, o que faz com que o raio seja refletido sobre si mesmo, retornando exatamente pela mesma trajetória em direção ao centro de curvatura, e não de forma paralela ao eixo principal.
Em conclusão, ao avaliarmos cada item individualmente, observamos que apenas as descrições contidas em I e II estão fisicamente corretas, enquanto a afirmação III falha ao descrever o comportamento do raio que atravessa o centro de curvatura.
Questão 7
PUC RJ 2025Ao entrar em uma sala de espelhos em um parque de diversão, uma criança observa que, no primeiro espelho, a imagem de seu rosto está invertida e menor que o tamanho real. Em um segundo espelho, ela vê sua imagem direita, porém maior que o tamanho real. O primeiro e o segundo espelho são, respectivamente,
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: A
Um espelho convexo sempre forma uma imagem virtual, direita e menor que o objeto. Portanto, a imagem invertida observada no primeiro espelho não pode ter sido produzida por um espelho convexo.
Espelhos côncavos podem formar imagens invertidas ou direitas, dependendo da posição do objeto em relação ao foco e ao centro de curvatura. Quando o objeto está além do centro de curvatura, a imagem formada é real, invertida e menor que o objeto. Essa é a situação descrita para o primeiro espelho.
No segundo caso, a imagem é direita e maior que o objeto.
Essa formação também é possível com um espelho côncavo quando o objeto está entre o vértice do espelho e o foco. Nessa posição, a imagem é virtual, direita e ampliada. Assim, os dois espelhos são côncavos.
Questão 8
EsPCEx 2025Duas calotas esféricas idênticas são espelhadas em lados diferentes de modo a formarem o espelho convexo (α1), e o espelho côncavo (α2), ambos gaussianos. Eles são dispostos com seus respectivos eixos principais sobre a reta r, conforme representado no desenho a seguir. Entre os espelhos, no centro de curvatura de α2 e a 2,0 mm do vértice de α1, é colocado um ponto luminoso O sobre a reta r. Sabendo que a distância focal de
é 1,0 mm, a distância entre a primeira imagem do ponto luminoso formada por
e a primeira imagem do ponto luminoso formada por α2 é de, aproximadamente:

Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: E
Posição da primeira imagem formada por \(M 1\).
\[\frac{1}{f_{1}} = \frac{1}{p_{1}} + \frac{1}{\left(p_{1}\right)^{'}}\] \[\frac{1}{6} = \frac{1}{12} + \frac{1}{\left(p_{1}\right)^{'}}\] \[\left(p_{1}\right)^{'} = 12 \text{mm}\]
Ou seja, aproximadamente 0,67 mm à esquerda do vértice de \(M_{1}\). E, como o objeto está sobre o centro de curvatura de
, a imagem formada por este espelho está localizada no mesmo ponto (sendo invertida em relação ao objeto). Portanto, a distância entre as imagens é de: \(d = 12 – 6 = 6 \text{mm}\).
Questão 9
PUC RJ 2024Analisando-se a imagem de uma fina haste colocada a 1,0 m do vértice de um espelho esférico, observa-se que a imagem tem comprimento igual à metade do real e está direita (não-invertida).
Qual é o tipo de concavidade e o raio, em metros, do espelho?
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: E
A imagem é direita e tem metade do tamanho do objeto. Em espelhos esféricos, uma imagem virtual, direita e reduzida é formada por um espelho convexo. Nesse caso, a distância do objeto ao vértice é p = 1,0 m.
O aumento linear transversal é dado por A = i/o, em que i é a altura da imagem e o é a altura do objeto. Como a imagem tem metade da altura do objeto e é direita, A = +0,5. Também vale a relação entre o aumento e as distâncias:
\(A = – \frac{q}{p}\)
Substituindo A = 0,5 e p = 1,0 m:
\(0,5 = – \frac{q}{1,0}\)
Daí, q = −0,5 m. O sinal negativo indica que a imagem é virtual, localizada atrás do espelho, como ocorre no espelho convexo.
Aplicando a equação de Gauss para espelhos esféricos,
\(\frac{1}{f} = \frac{1}{p} + \frac{1}{q}\)
obtém-se:
\(\frac{1}{f} = \frac{1}{1,0} + \frac{1}{- 0,5} = 1 – 2 = – 1\)
Logo, a distância focal é f = −1,0 m. O raio de curvatura relaciona-se com a distância focal por R = 2f. Portanto, seu módulo é 2,0 m, correspondente ao raio geométrico do espelho.
Questão 10
ENEM 2024Mirascópio 3D: produtor de ilusão instantânea
O equipamento ilustrado na figura, de dimensões apresentadas no esquema, é composto por dois espelhos côncavos E1 e E2, apoiados um sobre o outro por suas bordas, de tal forma que o vértice de E1 coincide com o foco de E2 e vice-versa. Na abertura circular de E2, é formada uma imagem tridimensional de um objeto posicionado sobre o vértice de E1. Essa imagem é formada a partir dos raios procedentes do objeto, refletidos por E2 e E1, respectivamente, conforme o esquema. Os observadores julgam visualizar o objeto quando estão, de fato, visualizando sua imagem. O efeito só é possível porque as superfícies de ambos os espelhos são de extrema qualidade.
A natureza da imagem formada e a distância vertical entre cada ponto objeto e seu correspondente ponto imagem são
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: C
O sistema óptico descrito opera por meio de duas reflexões sucessivas em espelhos côncavos idênticos dispostos de maneira específica.
Para determinar a natureza da imagem e sua posição relativa ao objeto, analisamos primeiramente o trajeto dos raios luminosos. O ponto luminoso encontra-se exatamente sobre o vértice do primeiro espelho E1, o que implica que ele coincide com o foco principal do segundo espelho E2. Quando um feixe de luz parte do foco de um espelho côncavo, os raios incidentes são refletidos paralelamente ao eixo óptico principal. Dessa forma, após a primeira reflexão em E2, obtemos um feixe emergente paralelo.
Esse conjunto de raios paralelos incide sobre o espelho E1. Pela propriedade fundamental dos espelhos esféricos, quando os raios incidentes são paralelos ao eixo principal, eles convergem para um único ponto após a reflexão, denominado foco imagem. Como o vértice de E2 coincide com o foco de E1, os raios refletidos por este segundo espelho se encontram exatamente na região da abertura circular superior. O fato de os raios luminosos se cruzarem fisicamente em um ponto do espaço confirma que a imagem resultante é real, pois pode ser projetada e observada diretamente pelos espectadores sem necessidade de prolongamento virtual dos raios.
Quanto à separação vertical entre cada ponto do objeto e sua correspondente imagem, o esquema dimensional apresentado indica que essa distância total corresponde à soma de dois segmentos consecutivos ao longo do eixo óptico. Cada segmento mede 3,8 cm, representando as distâncias focais ou os deslocamentos geométricos característicos da montagem. A relação matemática que descreve esse afastamento é expressa por:
\[D = 3.8 + 3.8\]
Ao realizar a operação aritmética indicada, obtemos o valor final para o deslocamento vertical entre os pontos correspondentes:
\[D = 7.6 \text{cm} .\]
Com base na análise óptica e no cálculo dimensional, conclui-se que a montagem produz uma imagem real localizada a 7,6 cm do objeto original.
