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Questões desta lista
Questão 1
UFRGS 2026O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é um exemplo moderno de tecnologia cuja precisão depende diretamente da Teoria da Relatividade. Em particular, a relatividade restrita de Einstein prevê efeitos que afetam a medição do tempo nos relógios atômicos a bordo dos satélites em movimento.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre a relação entre o GPS e os princípios da relatividade restrita.
( ) Os relógios dos satélites, devido à sua alta velocidade em relação a um observador na Terra (maior do que 3.800 m/s), marcam o tempo mais lentamente que os relógios na superfície terrestre, efeito conhecido como dilatação temporal.
( ) A diferença de tempo entre satélites e Terra é pequena e pode ser tratada apenas por correções em solo, dispensando qualquer ajuste prévio nos relógios a bordo.
( ) Os efeitos relativísticos previstos são compensados por ajustes prévios nos relógios dos satélites e por correções contínuas realizadas nos cálculos de posicionamento, para garantir a precisão do sistema.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Resposta: E
A análise da primeira afirmação revela que ela é verdadeira. Sob a ótica da Relatividade Restrita, proposta por Albert Einstein, ocorre o fenômeno da dilatação temporal para objetos que se deslocam em velocidades consideráveis em relação a um referencial inercial. No caso do sistema GPS, os satélites orbitam a Terra com uma velocidade orbital elevada, o que faz com que seus relógios atômicos internos registrem a passagem do tempo de forma mais lenta quando comparados aos relógios situados na superfície terrestre. Esse atraso temporal é uma consequência direta da relação entre velocidade e a percepção do fluxo do tempo prevista pela teoria.
Quanto à segunda afirmação, ela deve ser considerada falsa. É um equívoco supor que as discrepâncias temporais causadas pelos efeitos relativísticos sejam insignificantes ou passíveis de tratamento apenas em solo. Na realidade, se essas variações não fossem tratadas com rigor extremo, o acúmulo de erros de sincronização resultaria em falhas catastróficas no cálculo das coordenadas geográficas, gerando desvios de posicionamento de muitos quilômetros em um curto período de tempo. Portanto, a correção não é opcional nem meramente secundária, mas uma necessidade técnica fundamental para o funcionamento do sistema.
A terceira afirmação é verdadeira e descreve o procedimento técnico adotado para mitigar os problemas mencionados anteriormente. Para assegurar que o GPS forneça dados de localização com precisão milimétrica, a engenharia do sistema utiliza uma estratégia dupla: primeiro, realiza-se um ajuste prévio na frequência dos relógios atômicos nos satélites antes mesmo de seu lançamento, compensando as previsões teóricas; segundo, aplicam-se correções matemáticas contínuas durante o processamento dos sinais de posicionamento. Essa combinação de ajustes físicos e computacionais garante que a sincronia entre os receptores terrestres e a constelação de satélites seja mantida com exatidão.
Em conclusão, a sequência correta é composta por uma afirmação verdadeira sobre o fenômeno da dilatação temporal, uma falsa ao minimizar a importância das correções, e uma verdadeira ao descrever como os ajustes são efetivamente implementados para manter a precisão tecnológica do GPS.
Questão 2
UFRGS 2026O ano de 2025 foi proclamado pela ONU/UNESCO como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas, pois marca o centenário da Mecânica Quântica, ciência que revolucionou o entendimento da matéria e da radiação através dos trabalhos de Werner Heisenberg, Max Born e Pascual Jordan. Já a chamada Velha Mecânica Quântica (1900–1925), com contribuições de Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr e Louis de Broglie, entre outros, introduziu as ideias fundamentais que culminaram no sucesso de 1925.
Entre os conceitos propostos nesse primeiro período estão:
– a quantização da energia por Planck, para descrever a radiação do corpo negro;
– a explicação do efeito fotoelétrico por Einstein, com a ideia corpuscular de luz;
– o modelo atômico de Bohr, com órbitas quantizadas para o elétron;
– a dualidade onda-partícula proposta por de Broglie: elétrons podem comportar-se ou como partículas ou como ondas.
Com base nessas ideias, assinale a alternativa correta.
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Resposta: C
A alternativa A está incorreta porque o postulado fundamental de Niels Bohr para o modelo atômico estabelece que os elétrons não possuem liberdade para orbitar o núcleo em qualquer distância ou trajetória. Em vez disso, eles estão restritos a estados estacionários específicos, conhecidos como órbitas quantizadas, onde cada uma corresponde a um nível de energia bem definido. A emissão de energia ocorre apenas quando há uma transição entre esses níveis preestabelecidos, e não de forma contínua em qualquer posição.
Quanto à alternativa B, ela é falsa pois contraria o princípio introduzido por Max Planck para resolver o problema da radiação do corpo negro. Diferente da física clássica, que previa uma emissão contínua, Planck demonstrou que a troca de energia entre a matéria e a radiação ocorre em pacotes discretos chamados quanta. Isso significa que a energia não é emitida de maneira ininterrupta, mas sim em quantidades específicas que seguem uma relação matemática fundamental.
A alternativa C é a correta. Ao investigar o fenômeno do efeito fotoelétrico, Albert Einstein aplicou os conceitos de quantização para propor que a luz se comporta como um fluxo de partículas, os fótons. Ele demonstrou que a energia individual de cada fóton é determinada exclusivamente pela frequência da radiação, e não pelo brilho ou intensidade da fonte luminosa. Enquanto a intensidade da luz está relacionada ao número de fótons que atingem uma superfície (o que influencia a quantidade de elétrons liberados), a energia cinética dos elétrons e o limiar para sua emissão dependem estritamente da frequência da onda incidente.
A opção D é incorreta porque descreve exatamente o oposto do que ocorria na teoria clássica. Antes da mecânica quântica, os modelos de radiação baseados no eletromagnetismo clássico previam que a intensidade da radiação emitida por um corpo negro deveria crescer infinitamente conforme as frequências aumentavam, atingindo a região do ultravioleta. Esse fenômeno, conhecido como catástrofe ultravioleta, era uma falha teórica grave que a física clássica não conseguia evitar, sendo corrigida justamente pela introdução da quantização de Planck.
Por fim, a alternativa E é falsa porque o contexto histórico da descoberta da quantização está diretamente ligado à radiação térmica. O problema central que motivou Planck a propor que a energia era emitida em unidades discretas foi justamente a tentativa de explicar como objetos aquecidos emitem radiação (corpo negro), e não o estudo de espectros moleculares complexos.
Em conclusão, a questão exige o conhecimento das bases da física quântica inicial. A única afirmação que descreve corretamente a relação entre as propriedades da luz e o efeito fotoelétrico é a C, que diferencia com precisão o papel da frequência e da intensidade no processo de emissão de elétrons.
Questão 3
UFRGS 2026Um exemplo de produção de pares no mundo subatômico é o do decaimento de um fóton em um par elétron-pósitron nas proximidades de um núcleo atômico. Nesse processo, um fóton decai no par constituído por um elétron (partícula) e um pósitron (a antipartícula do elétron).
Considerando o processo do sistema isolado núcleo+fóton se transformando no sistema isolado núcleo+elétron+pósitron, pode-se afirmar que, durante sua ocorrência, existe
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Resposta: C
Para compreender a validade da alternativa C, é necessário analisar as leis de conservação que regem os fenômenos subatômicos em sistemas isolados. No cenário proposto, um fóton interage com um núcleo atômico para gerar um par composto por um elétron e um pósitron. O primeiro princípio fundamental a ser observado é o da conservação da energia total. Em processos de criação de partículas, a energia contida no fóton original não desaparece; ela é convertida em novas formas de energia no estado final. Essa conversão abrange tanto a energia de repouso (massa) das novas partículas criadas quanto a energia cinética que elas adquirem durante o movimento.
Dessa forma, a soma de todas as energias do sistema antes da interação deve ser rigorosamente igual à soma das energias após o decaimento, garantindo que o balanço energético seja mantido conforme os princípios da termodinâmica e da relatividade.
O segundo princípio essencial aplicado é o da conservação da carga elétrica. Antes da transformação, o fóton é uma partícula eletricamente neutra, possuindo carga igual a zero. Da mesma maneira, o núcleo atômico possui uma carga específica que permanece constante durante o processo. No estado final, o sistema passa a conter o elétron, que possui carga negativa, e o pósitron, que é sua antipartícula e possui carga positiva de igual magnitude. Ao somarmos as cargas do par produzido, o resultado é zero, o que coincide exatamente com a neutralidade elétrica do fóton inicial.
Portanto, como a carga total do sistema permanece inalterada e a energia total é transferida entre diferentes formas sem ser perdida, conclui-se que tanto a carga quanto a energia são grandezas conservadas nesse fenômeno físico.
Questão 4
UEL 2026O modelo atômico de Rutherford previa que os elétrons em movimento que orbitam o núcleo perderiam energia e seguiriam em espiral até colidir com esse núcleo do átomo. Supunha-se que o átomo pudesse colapsar e ser extinto. Porém, na prática, esse fenômeno não acontecia. O modelo de Bohr afastava essa hipótese e estabelecia que os elétrons estariam em órbitas eletrônicas chamadas de estados estacionários ou fundamentais.
Sobre o modelo atômico de Bohr, assinale a alternativa correta.
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Resposta: D
A alternativa A está incorreta porque o processo de migração para uma camada mais externa exige que o elétron absorva energia, em vez de liberá-la.
Quanto à opção B, ela é improcedente, visto que a interação responsável pelo movimento orbital do elétron é de caráter eletromagnético e não decorrente da força nuclear forte.
A afirmação C apresenta um erro conceitual ao sugerir que o retorno à camada de origem demanda ganho energético; na realidade, esse fenômeno ocorre por meio da emissão de energia.
A alternativa D é a correta, pois descreve adequadamente que o elétron percorre trajetórias circulares mantidas pela atração eletromagnética exercida pelo núcleo.
Por fim, a opção E é falsa porque o momento angular L não aceita valores arbitrários, sendo restrito a múltiplos inteiros de h conforme a quantização estabelecida por Bohr.
Questão 5
UEG 2026Uma placa metálica, ao ser atingida por radiação luminosa de determinadas frequências, pode ter elétrons ejetados de sua superfície. Esse fenômeno é conhecido como Efeito Fotoelétrico e foi observado por vários cientistas no final do Século XIX. Albert Einstein, em um dos seus famosos trabalhos publicados em 1905, sendo este o trabalho que lhe rendeu o Prêmio Nobel em 1921, apresentou a conclusão teórica para o Efeito Fotoelétrico contrariando a teoria ondulatória e admitindo a luz como pequenos pacotes de energia: os quanta de luz ou fótons. Considere um aparato experimental para investigar o Efeito Fotoelétrico, com uma placa de potássio, cuja função trabalho é φ = 2.3 eV. Aproximando a constante de Planck por h = 4,1×10-15eV·s, a frequência mínima da luz incidente para que ocorra o Efeito Fotoelétrico e a energia cinética máxima dos elétrons ejetados para uma luz incidente de frequência igual a 7×1014 Hz são, respectivamente,
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Resposta: B
Para que ocorra o efeito fotoelétrico, a energia do fóton deve ser no mínimo igual à função trabalho
Frequência mínima (f0):
Usamos a equação Isolando a frequência:
Energia Cinética Máxima (Ec):
Usamos a equação de Einstein :
Para
Questão 6
UECE 2026A Física de Partículas investiga fenômenos que ocorrem em altas energias e em escalas extremamente pequenas, nas quais os efeitos relativísticos, associados à velocidade da luz c, medida em m/s, e os efeitos quânticos, relacionados à constante de Planck (dividida por 2π) ℏ h medida em J·s, tornam-se fundamentais. Nesse contexto, utiliza-se um sistema de unidades naturais, em que essas constantes universais são incorporadas às equações, simplificando-as e refletindo a estrutura essencial das leis físicas. Adotando-se c = ℏ = 1, todas as grandezas passam a ser expressas em potências de energia (ou, de forma equivalente, de massa). Sabendo que, no sistema internacional de unidades (SI), as dimensões fundamentais são comprimento (L), massa (M) e tempo (T), a constante de gravitação universal G de Newton possui, em unidades naturais, a sua dimensão dada por
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Resposta: A
Questão de análise dimensional envolvendo as grandezas força, energia, frequência, velocidade, aceleração, tempo, comprimento e massa.
As dimensões da constante G da gravitação universal são:
Dimensão de força:
Dimensão do comprimento (distância): [r] = L
Dimensão da massa: [m] = M
Assim, a dimensão da constante de gravitação fica:
Agora, necessitamos verificar as dimensões da velocidade c e da constante de Planck h para simplificar a expressão anterior, pois o enunciado nos informa que ambas são constantes.
Dimensão da velocidade da luz c:
Para averiguar a dimensão da constante de Planck devemos investigar antes as dimensões da frequência e da energia.
Dimensão da frequência f:
Dimensão da energia E:
Dimensão da constante de Planck h:
Com isso, eliminando-se as dimensões da constante de Planck e da velocidade da luz da constate G temos, finalmente:
Questão 7
UEA 2026Nos reatores nucleares, a liberação de energia nuclear ocorre quando o isótopo 235 do urânio (235U) absorve um nêutron, torna-se extremamente instável e rompe-se quase que instantaneamente em dois outros núcleos, como os de bário-141 (141Ba) e criptônio-92 (92Kr). Desse processo, resultam ainda três nêutrons (n) e liberação de 2,70×10-11 J de energia, como mostra a equação:
Nesse caso, a liberação de energia nuclear ocorre por meio de um processo de
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Resposta: B
A questão aborda reações nucleares, especificamente o comportamento do Urânio ao ser bombardeado por nêutrons.
Está correta a alternativa [B], Fissão nuclear: O termo ‘fissão’ significa divisão. A equação mostra o núcleo pesado de235U absorvendo um nêutron e se partindo em dois núcleos menores (141Ba e92Kr), além de liberar novos nêutrons e energia. Este é o conceito clássico de fissão.
Estão incorretas:
[A] Fusão nuclear: É a união de núcleos leves para formar um mais pesado (ex: hidrogênio formando hélio), o oposto do descrito.
[C] Decaimento alfa: Ocorre quando um núcleo emite uma partícula (núcleo de hélio), reduzindo o número de massa em 4 unidades.
[D] Decaimento beta: Envolve a emissão de um elétron (partícula ) resultante da conversão de um nêutron em próton, sem alterar o número de massa.
[E] Decaimento gama: É a emissão de radiação eletromagnética de alta energia por um núcleo instável, sem alterar a identidade química do elemento.
Questão 8
PUC RJ 2026Considere as afirmações a seguir sobre modelos atômicos.
I – O modelo atômico atual não define posições fixas para os elétrons, mas sim regiões de maior probabilidade chamadas orbitais.
II – A experiência da lâmina de ouro de Rutherford foi crucial para determinar a relação entre o tamanho do núcleo e o tamanho da eletrosfera.
III – No modelo de Bohr, os elétrons podiam ocupar qualquer posição ao redor do núcleo sem regras energéticas.
É correto o que se afirma em
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Resposta: D
A afirmação I está correta. No modelo atômico atual, baseado na mecânica quântica, não se considera que o elétron percorra uma trajetória circular e perfeitamente definida ao redor do núcleo. Sua posição é descrita por uma distribuição de probabilidades. As regiões do espaço nas quais há maior probabilidade de encontrar o elétron são denominadas orbitais.
A afirmação II também está correta. No experimento da lâmina de ouro, Rutherford observou que a maioria das partículas atravessava a lâmina sem sofrer desvios, enquanto uma pequena quantidade era desviada ou até mesmo retornava. Esses resultados indicaram que o átomo é predominantemente vazio e que sua carga positiva e quase toda a sua massa estão concentradas em uma região central muito pequena, o núcleo. A comparação entre a dimensão reduzida do núcleo e o tamanho da eletrosfera permitiu concluir que o núcleo é muito menor que o átomo como um todo.
A afirmação III está incorreta. No modelo de Bohr, os elétrons não podiam ocupar qualquer posição ou qualquer valor de energia. Eles permaneciam em níveis ou estados estacionários de energia definidos. A passagem de um nível energético para outro ocorria apenas mediante absorção ou emissão de uma quantidade específica de energia, relacionada à diferença entre os níveis.
Desse modo, somente as afirmações I e II estão de acordo com os modelos atômicos apresentados.
Questão 9
FUVEST 2026Em 1905, Albert Einstein propôs que a luz, um tipo de radiação eletromagnética, é composta por fótons, sendo que cada fóton tem energia proporcional à frequência da luz (f) e à constante de Planck (h). Nesses termos, E = h f, e a intensidade da luz é a medida da quantidade de fótons. Essa interpretação foi fundamental para o desenvolvimento da teoria quântica da luz e para explicar o efeito fotoelétrico. Esse efeito consiste em um fenômeno físico no qual elétrons são ejetados de um material, geralmente um metal, quando este é irradiado com luz cujos fótons têm energia maior que a energia de ligação do elétron ao material, também conhecida como função trabalho. Assim, quando o fóton incide sobre a superfície do material, a energia excedente transforma-se na energia cinética do elétron que escapa da superfície.
Em qual das situações a seguir a energia cinética do elétron ejetado no efeito fotoelétrico aumenta?
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Resposta: C
Para compreender o fenômeno do efeito fotoelétrico, é essencial analisar a relação entre a energia de cada fóton individual e a energia necessária para liberar um elétron de um sólido. De acordo com a teoria proposta por Einstein, a energia de um fóton depende exclusivamente da frequência da radiação eletromagnética incidente.
O processo ocorre quando a luz atinge uma superfície metálica e transfere sua energia para os elétrons. Para que ocorra a ejeção de um elétron, a energia do fóton deve ser, obrigatoriamente, superior à função trabalho do material, que representa o potencial mínimo de ligação do elétron ao metal. A diferença entre a energia total fornecida pelo fóton e essa barreira energética é o que determina a energia cinética com que o elétron se desloca após ser expelido.
Ao observarmos a relação de proporcionalidade direta entre a frequência da luz e a energia do fóton, percebemos que qualquer incremento no valor da frequência resultará em um aumento correspondente na energia transportada por cada partícula de luz. Se essa nova energia for maior do que o valor fixo da função trabalho do material utilizado, o excedente energético será convertido diretamente em movimento.
Portanto, ao elevar a frequência da radiação incidente, amplia-se o saldo energético disponível após a superação da barreira de ligação, o que promove um aumento na energia cinética dos elétrons ejetados. Isso confirma que a alternativa C é a única que descreve corretamente uma condição para o aumento da velocidade ou energia de movimento do elétron no contexto do efeito fotoelétrico.
Questão 10
FAMERP 2026O efeito fotoelétrico é o resultado da interação entre radiação eletromagnética e determinados materiais. Esse efeito corresponde à ejeção de elétrons pela superfície do material, geralmente metálico, quando fótons dessa radiação transferem sua energia para esses elétrons. Para que ocorra o efeito fotoelétrico, os fótons da radiação incidente devem ter uma energia mínima, que varia de acordo com o material sobre o qual a radiação incide.

A energia cinética (EC) com que um elétron ejetado da superfície do material se movimenta, após sua ejeção, é dada por EC = EF – E0. Nessa equação, EF é a energia do fóton da radiação incidente e E0 é a energia mínima necessária para retirar o elétron da superfície desse material. Para o sódio, essa energia mínima é de 3,6×10-19 J e para o cobalto é de 6,2×10-19 J.
Considere que os fótons de certa radiação ejetam elétrons com energia cinética de 3,0×10-19 J ao incidirem sobre uma superfície de sódio. Se fótons dessa mesma radiação incidirem sobre uma superfície de cobalto, esses fótons ejetarão elétrons com energia cinética de
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Resposta: A
Energia do fóton da radiação incidente:
Ao incidirem fótons dessa mesma radiação sobre a superfície de cobalto, a energia cinética dos elétrons ejetados será igual a: