Exercícios de Física Moderna

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Questões desta lista

Questão 1

UFRGS 2026

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é um exemplo moderno de tecnologia cuja precisão depende diretamente da Teoria da Relatividade. Em particular, a relatividade restrita de Einstein prevê efeitos que afetam a medição do tempo nos relógios atômicos a bordo dos satélites em movimento.


Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre a relação entre o GPS e os princípios da relatividade restrita. 


(     ) Os relógios dos satélites, devido à sua alta velocidade em relação a um observador na Terra (maior do que 3.800 m/s), marcam o tempo mais lentamente que os relógios na superfície terrestre, efeito conhecido como dilatação temporal.


(     ) A diferença de tempo entre satélites e Terra é pequena e pode ser tratada apenas por correções em solo, dispensando qualquer ajuste prévio nos relógios a bordo.


(      ) Os efeitos relativísticos previstos são compensados por ajustes prévios nos relógios dos satélites e por correções contínuas realizadas nos cálculos de posicionamento, para garantir a precisão do sistema. 


A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

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Resposta: E

A análise da primeira afirmação revela que ela é verdadeira. Sob a ótica da Relatividade Restrita, proposta por Albert Einstein, ocorre o fenômeno da dilatação temporal para objetos que se deslocam em velocidades consideráveis em relação a um referencial inercial. No caso do sistema GPS, os satélites orbitam a Terra com uma velocidade orbital elevada, o que faz com que seus relógios atômicos internos registrem a passagem do tempo de forma mais lenta quando comparados aos relógios situados na superfície terrestre. Esse atraso temporal é uma consequência direta da relação entre velocidade e a percepção do fluxo do tempo prevista pela teoria.


Quanto à segunda afirmação, ela deve ser considerada falsa. É um equívoco supor que as discrepâncias temporais causadas pelos efeitos relativísticos sejam insignificantes ou passíveis de tratamento apenas em solo. Na realidade, se essas variações não fossem tratadas com rigor extremo, o acúmulo de erros de sincronização resultaria em falhas catastróficas no cálculo das coordenadas geográficas, gerando desvios de posicionamento de muitos quilômetros em um curto período de tempo. Portanto, a correção não é opcional nem meramente secundária, mas uma necessidade técnica fundamental para o funcionamento do sistema.


A terceira afirmação é verdadeira e descreve o procedimento técnico adotado para mitigar os problemas mencionados anteriormente. Para assegurar que o GPS forneça dados de localização com precisão milimétrica, a engenharia do sistema utiliza uma estratégia dupla: primeiro, realiza-se um ajuste prévio na frequência dos relógios atômicos nos satélites antes mesmo de seu lançamento, compensando as previsões teóricas; segundo, aplicam-se correções matemáticas contínuas durante o processamento dos sinais de posicionamento. Essa combinação de ajustes físicos e computacionais garante que a sincronia entre os receptores terrestres e a constelação de satélites seja mantida com exatidão.


Em conclusão, a sequência correta é composta por uma afirmação verdadeira sobre o fenômeno da dilatação temporal, uma falsa ao minimizar a importância das correções, e uma verdadeira ao descrever como os ajustes são efetivamente implementados para manter a precisão tecnológica do GPS.

Questão 2

UFRGS 2026

O ano de 2025 foi proclamado pela ONU/UNESCO como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas, pois marca o centenário da Mecânica Quântica, ciência que revolucionou o entendimento da matéria e da radiação através dos trabalhos de Werner Heisenberg, Max Born e Pascual Jordan. Já a chamada Velha Mecânica Quântica (1900–1925), com contribuições de Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr e Louis de Broglie, entre outros, introduziu as ideias fundamentais que culminaram no sucesso de 1925.


Entre os conceitos propostos nesse primeiro período estão:


– a quantização da energia por Planck, para descrever a radiação do corpo negro;


– a explicação do efeito fotoelétrico por Einstein, com a ideia corpuscular de luz; 


– o modelo atômico de Bohr, com órbitas quantizadas para o elétron;


– a dualidade onda-partícula proposta por de Broglie: elétrons podem comportar-se ou como partículas ou como ondas.


Com base nessas ideias, assinale a alternativa correta.

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Resposta: C

A alternativa A está incorreta porque o postulado fundamental de Niels Bohr para o modelo atômico estabelece que os elétrons não possuem liberdade para orbitar o núcleo em qualquer distância ou trajetória. Em vez disso, eles estão restritos a estados estacionários específicos, conhecidos como órbitas quantizadas, onde cada uma corresponde a um nível de energia bem definido. A emissão de energia ocorre apenas quando há uma transição entre esses níveis preestabelecidos, e não de forma contínua em qualquer posição.


Quanto à alternativa B, ela é falsa pois contraria o princípio introduzido por Max Planck para resolver o problema da radiação do corpo negro. Diferente da física clássica, que previa uma emissão contínua, Planck demonstrou que a troca de energia entre a matéria e a radiação ocorre em pacotes discretos chamados quanta. Isso significa que a energia não é emitida de maneira ininterrupta, mas sim em quantidades específicas que seguem uma relação matemática fundamental.


A alternativa C é a correta. Ao investigar o fenômeno do efeito fotoelétrico, Albert Einstein aplicou os conceitos de quantização para propor que a luz se comporta como um fluxo de partículas, os fótons. Ele demonstrou que a energia individual de cada fóton é determinada exclusivamente pela frequência da radiação, e não pelo brilho ou intensidade da fonte luminosa. Enquanto a intensidade da luz está relacionada ao número de fótons que atingem uma superfície (o que influencia a quantidade de elétrons liberados), a energia cinética dos elétrons e o limiar para sua emissão dependem estritamente da frequência da onda incidente.


A opção D é incorreta porque descreve exatamente o oposto do que ocorria na teoria clássica. Antes da mecânica quântica, os modelos de radiação baseados no eletromagnetismo clássico previam que a intensidade da radiação emitida por um corpo negro deveria crescer infinitamente conforme as frequências aumentavam, atingindo a região do ultravioleta. Esse fenômeno, conhecido como catástrofe ultravioleta, era uma falha teórica grave que a física clássica não conseguia evitar, sendo corrigida justamente pela introdução da quantização de Planck.


Por fim, a alternativa E é falsa porque o contexto histórico da descoberta da quantização está diretamente ligado à radiação térmica. O problema central que motivou Planck a propor que a energia era emitida em unidades discretas foi justamente a tentativa de explicar como objetos aquecidos emitem radiação (corpo negro), e não o estudo de espectros moleculares complexos.


Em conclusão, a questão exige o conhecimento das bases da física quântica inicial. A única afirmação que descreve corretamente a relação entre as propriedades da luz e o efeito fotoelétrico é a C, que diferencia com precisão o papel da frequência e da intensidade no processo de emissão de elétrons.

Questão 3

UFRGS 2026

Um exemplo de produção de pares no mundo subatômico é o do decaimento de um fóton em um par elétron-pósitron nas proximidades de um núcleo atômico. Nesse processo, um fóton decai no par constituído por um elétron (partícula) e um pósitron (a antipartícula do elétron).


Considerando o processo do sistema isolado núcleo+fóton se transformando no sistema isolado núcleo+elétron+pósitron, pode-se afirmar que, durante sua ocorrência, existe

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Resposta: C

Para compreender a validade da alternativa C, é necessário analisar as leis de conservação que regem os fenômenos subatômicos em sistemas isolados. No cenário proposto, um fóton interage com um núcleo atômico para gerar um par composto por um elétron e um pósitron. O primeiro princípio fundamental a ser observado é o da conservação da energia total. Em processos de criação de partículas, a energia contida no fóton original não desaparece; ela é convertida em novas formas de energia no estado final. Essa conversão abrange tanto a energia de repouso (massa) das novas partículas criadas quanto a energia cinética que elas adquirem durante o movimento.


Dessa forma, a soma de todas as energias do sistema antes da interação deve ser rigorosamente igual à soma das energias após o decaimento, garantindo que o balanço energético seja mantido conforme os princípios da termodinâmica e da relatividade.


O segundo princípio essencial aplicado é o da conservação da carga elétrica. Antes da transformação, o fóton é uma partícula eletricamente neutra, possuindo carga igual a zero. Da mesma maneira, o núcleo atômico possui uma carga específica que permanece constante durante o processo. No estado final, o sistema passa a conter o elétron, que possui carga negativa, e o pósitron, que é sua antipartícula e possui carga positiva de igual magnitude. Ao somarmos as cargas do par produzido, o resultado é zero, o que coincide exatamente com a neutralidade elétrica do fóton inicial.


Portanto, como a carga total do sistema permanece inalterada e a energia total é transferida entre diferentes formas sem ser perdida, conclui-se que tanto a carga quanto a energia são grandezas conservadas nesse fenômeno físico.

Questão 4

UEL 2026

O modelo atômico de Rutherford previa que os elétrons em movimento que orbitam o núcleo perderiam energia e seguiriam em espiral até colidir com esse núcleo do átomo. Supunha-se que o átomo pudesse colapsar e ser extinto. Porém, na prática, esse fenômeno não acontecia. O modelo de Bohr afastava essa hipótese e estabelecia que os elétrons estariam em órbitas eletrônicas chamadas de estados estacionários ou fundamentais.


Sobre o modelo atômico de Bohr, assinale a alternativa correta.

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Resposta: D

A alternativa A está incorreta porque o processo de migração para uma camada mais externa exige que o elétron absorva energia, em vez de liberá-la.


Quanto à opção B, ela é improcedente, visto que a interação responsável pelo movimento orbital do elétron é de caráter eletromagnético e não decorrente da força nuclear forte.


A afirmação C apresenta um erro conceitual ao sugerir que o retorno à camada de origem demanda ganho energético; na realidade, esse fenômeno ocorre por meio da emissão de energia.


A alternativa D é a correta, pois descreve adequadamente que o elétron percorre trajetórias circulares mantidas pela atração eletromagnética exercida pelo núcleo.


Por fim, a opção E é falsa porque o momento angular L não aceita valores arbitrários, sendo restrito a múltiplos inteiros de h conforme a quantização estabelecida por Bohr.

Questão 5

UEG 2026

Uma placa metálica, ao ser atingida por radiação luminosa de determinadas frequências, pode ter elétrons ejetados de sua superfície. Esse fenômeno é conhecido como Efeito Fotoelétrico e foi observado por vários cientistas no final do Século XIX. Albert Einstein, em um dos seus famosos trabalhos publicados em 1905, sendo este o trabalho que lhe rendeu o Prêmio Nobel em 1921, apresentou a conclusão teórica para o Efeito Fotoelétrico contrariando a teoria ondulatória e admitindo a luz como pequenos pacotes de energia: os quanta de luz ou fótons. Considere um aparato experimental para investigar o Efeito Fotoelétrico, com uma placa de potássio, cuja função trabalho é φ = 2.3 eV. Aproximando a constante de Planck por h = 4,1×10-15eV·s, a frequência mínima da luz incidente para que ocorra o Efeito Fotoelétrico e a energia cinética máxima dos elétrons ejetados para uma luz incidente de frequência igual a 7×1014 Hz são, respectivamente,

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Resposta: B

Para que ocorra o efeito fotoelétrico, a energia do fóton deve ser no mínimo igual à função trabalho (φ).


Frequência mínima (f0):


Usamos a equação φ=h·f0. Isolando a frequência:

f0=φh=2,34,11015
f0=5,61014Hz


Energia Cinética Máxima (Ec):


Usamos a equação de Einstein : Ec=hfφ


Para f=71014Hz:

Ec=4,11015710142,3=2,872,3
Ec=0,57eV

Questão 6

UECE 2026

A Física de Partículas investiga fenômenos que ocorrem em altas energias e em escalas extremamente pequenas, nas quais os efeitos relativísticos, associados à velocidade da luz c, medida em m/s, e os efeitos quânticos, relacionados à constante de Planck (dividida por  2π) ℏ h medida em J·s, tornam-se fundamentais. Nesse contexto, utiliza-se um sistema de unidades naturais, em que essas constantes universais são incorporadas às equações, simplificando-as e refletindo a estrutura essencial das leis físicas. Adotando-se c = ℏ = 1, todas as grandezas passam a ser expressas em potências de energia (ou, de forma equivalente, de massa). Sabendo que, no sistema internacional de unidades (SI), as dimensões fundamentais são comprimento (L), massa (M) e tempo (T), a constante de gravitação universal G de Newton possui, em unidades naturais, a sua dimensão dada por

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Resposta: A

Questão de análise dimensional envolvendo as grandezas força, energia, frequência, velocidade, aceleração, tempo, comprimento e massa. 


As dimensões da constante G da gravitação universal são: 

[Fg]=[G][Mm][r2]
[G]=[Fg][r2][Mm]


Dimensão de força: [F]=MLT2


Dimensão do comprimento (distância): [r] = L


Dimensão da massa: [m] = M


Assim, a dimensão da constante de gravitação fica: [G]=MLT2L2M2
[G]=ML3T2M2 


Agora, necessitamos verificar as dimensões da velocidade c e da constante de Planck h para simplificar a expressão anterior, pois o enunciado nos informa que ambas são constantes. 


Dimensão da velocidade da luz c: [c]=LT


Para averiguar a dimensão da constante de Planck devemos investigar antes as dimensões da frequência e da energia.


Dimensão da frequência f: [f]=1T 


Dimensão da energia E: [E]=[F][d]
[E]=MLT2L
[E]=ML2T2 


Dimensão da constante de Planck h: E=hf
h=Ef
[h]=ML2T21T
[h]=ML2T 


Com isso, eliminando-se as dimensões da constante de Planck e da velocidade da luz da constate G temos, finalmente:

[G]=ML3T2M2=LTcML2Th1M2c=1h=1[G]=1M2

Questão 7

UEA 2026

Nos reatores nucleares, a liberação de energia nuclear ocorre quando o isótopo 235 do urânio (235U) absorve um nêutron, torna-se extremamente instável e rompe-se quase que instantaneamente em dois outros núcleos, como os de bário-141 (141Ba) e criptônio-92 (92Kr). Desse processo, resultam ainda três nêutrons (n) e liberação de  2,70×10-11 J de energia, como mostra a equação:

U235+nBa141+Kr292+3n+2,70×1011J


Nesse caso, a liberação de energia nuclear ocorre por meio de um processo de

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Resposta: B

A questão aborda reações nucleares, especificamente o comportamento do Urânio ao ser bombardeado por nêutrons.


Está correta a alternativa [B], Fissão nuclear: O termo ‘fissão’ significa divisão. A equação mostra o núcleo pesado de235U absorvendo um nêutron e se partindo em dois núcleos menores (141Ba e92Kr), além de liberar novos nêutrons e energia. Este é o conceito clássico de fissão.


Estão incorretas:


[A] Fusão nuclear: É a união de núcleos leves para formar um mais pesado (ex: hidrogênio formando hélio), o oposto do descrito.


[C] Decaimento alfa: Ocorre quando um núcleo emite uma partícula α (núcleo de hélio), reduzindo o número de massa em 4 unidades.


[D] Decaimento beta: Envolve a emissão de um elétron (partícula β) resultante da conversão de um nêutron em próton, sem alterar o número de massa.


[E] Decaimento gama: É a emissão de radiação eletromagnética de alta energia por um núcleo instável, sem alterar a identidade química do elemento.

Questão 8

PUC RJ 2026

Considere as afirmações a seguir sobre modelos atômicos.


I – O modelo atômico atual não define posições fixas para os elétrons, mas sim regiões de maior probabilidade chamadas orbitais.

II – A experiência da lâmina de ouro de Rutherford foi crucial para determinar a relação entre o tamanho do núcleo e o tamanho da eletrosfera.

III – No modelo de Bohr, os elétrons podiam ocupar qualquer posição ao redor do núcleo sem regras energéticas.


É correto o que se afirma em

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Resposta: D

A afirmação I está correta. No modelo atômico atual, baseado na mecânica quântica, não se considera que o elétron percorra uma trajetória circular e perfeitamente definida ao redor do núcleo. Sua posição é descrita por uma distribuição de probabilidades. As regiões do espaço nas quais há maior probabilidade de encontrar o elétron são denominadas orbitais.


A afirmação II também está correta. No experimento da lâmina de ouro, Rutherford observou que a maioria das partículas atravessava a lâmina sem sofrer desvios, enquanto uma pequena quantidade era desviada ou até mesmo retornava. Esses resultados indicaram que o átomo é predominantemente vazio e que sua carga positiva e quase toda a sua massa estão concentradas em uma região central muito pequena, o núcleo. A comparação entre a dimensão reduzida do núcleo e o tamanho da eletrosfera permitiu concluir que o núcleo é muito menor que o átomo como um todo.


A afirmação III está incorreta. No modelo de Bohr, os elétrons não podiam ocupar qualquer posição ou qualquer valor de energia. Eles permaneciam em níveis ou estados estacionários de energia definidos. A passagem de um nível energético para outro ocorria apenas mediante absorção ou emissão de uma quantidade específica de energia, relacionada à diferença entre os níveis.


Desse modo, somente as afirmações I e II estão de acordo com os modelos atômicos apresentados.

Questão 9

FUVEST 2026

Em 1905, Albert Einstein propôs que a luz, um tipo de radiação eletromagnética, é composta por fótons, sendo que cada fóton tem energia proporcional à frequência da luz (f) e à constante de Planck (h). Nesses termos, E = h f, e a intensidade da luz é a medida da quantidade de fótons. Essa interpretação foi fundamental para o desenvolvimento da teoria quântica da luz e para explicar o efeito fotoelétrico. Esse efeito consiste em um fenômeno físico no qual elétrons são ejetados de um material, geralmente um metal, quando este é irradiado com luz cujos fótons têm energia maior que a energia de ligação do elétron ao material, também conhecida como função trabalho. Assim, quando o fóton incide sobre a superfície do material, a energia excedente transforma-se na energia cinética do elétron que escapa da superfície.


Em qual das situações a seguir a energia cinética do elétron ejetado no efeito fotoelétrico aumenta?

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Resposta: C

Para compreender o fenômeno do efeito fotoelétrico, é essencial analisar a relação entre a energia de cada fóton individual e a energia necessária para liberar um elétron de um sólido. De acordo com a teoria proposta por Einstein, a energia de um fóton depende exclusivamente da frequência da radiação eletromagnética incidente.


O processo ocorre quando a luz atinge uma superfície metálica e transfere sua energia para os elétrons. Para que ocorra a ejeção de um elétron, a energia do fóton deve ser, obrigatoriamente, superior à função trabalho do material, que representa o potencial mínimo de ligação do elétron ao metal. A diferença entre a energia total fornecida pelo fóton e essa barreira energética é o que determina a energia cinética com que o elétron se desloca após ser expelido.


Ao observarmos a relação de proporcionalidade direta entre a frequência da luz e a energia do fóton, percebemos que qualquer incremento no valor da frequência resultará em um aumento correspondente na energia transportada por cada partícula de luz. Se essa nova energia for maior do que o valor fixo da função trabalho do material utilizado, o excedente energético será convertido diretamente em movimento.


Portanto, ao elevar a frequência da radiação incidente, amplia-se o saldo energético disponível após a superação da barreira de ligação, o que promove um aumento na energia cinética dos elétrons ejetados. Isso confirma que a alternativa C é a única que descreve corretamente uma condição para o aumento da velocidade ou energia de movimento do elétron no contexto do efeito fotoelétrico.

Questão 10

FAMERP 2026

O efeito fotoelétrico é o resultado da interação entre radiação eletromagnética e determinados materiais. Esse efeito corresponde à ejeção de elétrons pela superfície do material, geralmente metálico, quando fótons dessa radiação transferem sua energia para esses elétrons. Para que ocorra o efeito fotoelétrico, os fótons da radiação incidente devem ter uma energia mínima, que varia de acordo com o material sobre o qual a radiação incide.

Imagem da questão 10 sobre teoria

A energia cinética (EC) com que um elétron ejetado da superfície do material se movimenta, após sua ejeção, é dada por EC = EF – E0. Nessa equação, EF é a energia do fóton da radiação incidente e E0 é a energia mínima necessária para retirar o elétron da superfície desse material. Para o sódio, essa energia mínima é de 3,6×10-19 J e para o cobalto é de 6,2×10-19 J.


Considere que os fótons de certa radiação ejetam elétrons com energia cinética de 3,0×10-19 J ao incidirem sobre uma superfície de sódio. Se fótons dessa mesma radiação incidirem sobre uma superfície de cobalto, esses fótons ejetarão elétrons com energia cinética de

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Resposta: A

Energia do fóton da radiação incidente:

3,01019=EF3,61019
EF=6,61019J


Ao incidirem fótons dessa mesma radiação sobre a superfície de cobalto, a energia cinética dos elétrons ejetados será igual a:

EC=6,610196,21019
EC=4,01020J

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Exercícios de Astronomia

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Questões desta lista

Questão 1

UEA 2026

O final do ciclo evolutivo de estrelas de grande massa é catastrófico. Elas explodem e espalham parte de sua matéria pelo espaço, restando um núcleo muito denso. Se a massa desse núcleo for maior do que 3 vezes a massa do Sol, ele dará origem a uma região do espaço com uma gravidade tão intensa que nada que estiver nessa região conseguirá dela escapar, nem mesmo a luz.


Essa região é denominada

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Resposta: E

A questão aborda a evolução estelar de estrelas com grande massa.


O enunciado descreve o colapso gravitacional de um núcleo remanescente após uma explosão, onde a massa final M é superior a 3 massas solares (M).


Justificativa das alternativas:


[A] Incorreta: Estrelas de nêutrons surgem se o núcleo tiver entre 1, 4 e 3 massas solares. Nelas, a luz ainda consegue escapar.


[B] Incorreta: Supernova é o nome do evento da explosão em si, e não da região ou objeto resultante descrito no final do enunciado.


[C] Incorreta: Anãs brancas são remanescentes de estrelas de baixa/média massa (como o Sol) e não possuem gravidade suficiente para impedir a saída da luz.


[D] Incorreta: Anãs marrons são ‘estrelas fracassadas’ que nunca iniciaram a fusão do hidrogênio, não resultando de explosões catastróficas.


[E] Correta: Quando o núcleo restante é tão massivo que a gravidade vence a pressão de degenerescência, ele colapsa em um ponto de densidade infinita. A gravidade torna-se tão extrema que a velocidade de escape supera a velocidade da luz, definindo um buraco negro.

Questão 2

UEA 2026

Em uma observação cuidadosa do céu, numa noite limpa, sem luar e longe das luzes das cidades, é possível constatar que as estrelas têm cores diferentes. Sirius, por exemplo, apresenta coloração branco-azulada, Capella é amarelada, Antares exibe um tom avermelhado e Rigel se apresenta azulada. Exclusivamente por meio da cor de uma estrela, pode-se estimar

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Resposta: B

A análise cromática dos corpos celestes fundamenta-se nos princípios da física térmica e da radiação de corpo negro. O fenômeno que permite associar a cor observada de uma estrela à sua condição física é regido pela Lei de Wien, que estabelece uma relação matemática precisa entre o comprimento de onda de emissão máxima e a temperatura do objeto. De acordo com esse princípio, existe uma proporcionalidade inversa entre a temperatura termodinâmica (T) e o comprimento de onda em que ocorre o pico de radiação emitida.


A alternativa B está correta porque a coloração percebida pelo olho humano é um reflexo direto da distribuição espectral de energia da estrela. Estrelas com temperaturas superficiais extremamente elevadas tendem a emitir luz predominantemente em comprimentos de onda menores, situando-se na região do azul e do violeta do espectro visível. Em contrapartida, astros com temperaturas mais baixas concentram sua emissão em comprimentos de onda maiores, o que resulta em tonalidades avermelhadas ou alaranjadas. Portanto, a cor funciona como um termômetro visual da superfície estelar.


Quanto às demais opções, a alternativa A é incorreta pois o brilho percebido, conhecido como magnitude aparente, não depende exclusivamente da cor, mas sim de uma combinação entre a luminosidade intrínseca do astro e a distância que o separa do observador. A alternativa C está errada porque o volume é uma grandeza tridimensional relacionada ao espaço ocupado pelo corpo, algo que não pode ser mensurado apenas pela análise da luz visível emitida. A alternativa D é improcedente porque, embora a composição química influencie o espectro, ela é identificada por meio de linhas de absorção ou emissão específicas obtidas via espectroscopia detalhada, e não meramente pela cor predominante. Por fim, a alternativa E está incorreta pois a massa estelar é uma propriedade complexa, geralmente calculada através da observação de interações gravitacionais em sistemas binários ou por modelos de evolução, não sendo possível determiná-la apenas pela cor.


Em conclusão, ao observar que estrelas como Sirius são azuladas e Antares é avermelhada, o astrônomo está, na verdade, identificando diferentes patamares de temperatura superficial baseando-se no deslocamento do pico de emissão eletromagnética.

Questão 3

UEA · SIS I 2025

A órbita de um planeta em torno do Sol é elíptica, sendo que o Sol ocupa um dos focos dessa elipse. Considerando que o periélio é o ponto da órbita que está mais próximo do Sol, que o afélio é o ponto da órbita que está mais distante do Sol e que a força que atrai o planeta em direção ao Sol é a gravitacional, uma consequência direta das leis de Kepler é que a velocidade escalar de um planeta, ao longo de sua órbita, tem seu valor

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: A

Para compreender o comportamento da velocidade de um corpo celeste em uma órbita elíptica, é fundamental analisar a interação entre a distância e a intensidade da força gravitacional. De acordo com as leis que regem o movimento planetário, a aceleração sentida pelo planeta está diretamente ligada à proximidade do astro central, o Sol. Quando o planeta atinge o periélio, ele se encontra no ponto de menor distância em relação ao centro de massa do sistema solar.


Nesse estágio da trajetória, a intensidade da força gravitacional exercida pelo Sol é máxima, devido à inversão do quadrado da distância. Como essa força é a responsável pela aceleração centrípeta que mantém o planeta em sua órbita, uma maior força resulta em uma aceleração mais elevada. Consequentemente, para manter a estabilidade da trajetória elíptica e respeitar a conservação da energia mecânica e do momento angular, o planeta deve apresentar seu valor de velocidade escalar mais alto justamente nesse ponto de aproximação máxima.


Em contrapartida, ao atingir o afélio, o planeta alcança sua maior distância em relação ao Sol. Nessa configuração, a influência gravitacional é reduzida ao seu nível mínimo durante o ciclo orbital, o que provoca uma diminuição na aceleração do corpo. Como resultado direto dessa redução de força e aceleração, a velocidade escalar do planeta também atinge o seu valor mínimo no afélio.


Portanto, concluindo a análise física do movimento, identifica-se que a velocidade orbital não é constante ao longo da elipse, mas varia conforme a posição do planeta. O ponto de maior rapidez coincide com o periélio, enquanto o ponto de menor rapidez ocorre no afélio, validando a alternativa A como a correta.

Questão 4

UEA · SIS I 2025

A vida de determinada estrela começa com uma nebulosa, uma nuvem de poeira cósmica densa, que colapsa sob a ação da __________ para formar uma protoestrela. Quando a temperatura e a pressão no núcleo tornam-se suficientemente __________, inicia-se a __________ nuclear, marcando a fase de sequência principal, em que a estrela passa a maior parte da sua vida convertendo hidrogênio em hélio.


As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por:

Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: E

O processo de formação estelar tem sua origem em nebulosas, que são vastas regiões compostas por poeira e gases espaciais. O fenômeno inicial de colapso dessas nuvens é impulsionado pela força da gravidade. À medida que a matéria se concentra em regiões específicas, a diferença de atração gravitacional entre as partes mais densas e as menos densas da nebulosa promove um acúmulo contínuo de massa, intensificando o colapso central.


Com a compressão crescente do material no núcleo dessa protoestrela, ocorre uma conversão de energia potencial gravitacional em energia térmica, resultando em um aumento significativo tanto da pressão quanto da temperatura interna. Para que uma estrela entre em sua fase de sequência principal, essas condições termodinâmicas devem atingir níveis extremamente elevados.


Quando o núcleo alcança temperaturas e pressões suficientemente altas, supera-se a repulsão eletrostática entre os núcleos atômicos, permitindo que ocorra a fusão nuclear. Diferente da fissão, que consiste na divisão de núcleos pesados, a fusão é o processo de união de núcleos leves, como o hidrogênio, para formar elementos mais pesados, como o hélio. Esse mecanismo de fusão libera uma quantidade colossal de energia, sustentando a luminosidade e a estabilidade da estrela durante a maior parte de seu ciclo de vida.


Portanto, ao preencher as lacunas do enunciado, identificamos que o colapso é causado pela gravidade, ocorre sob condições de temperatura e pressão altas e resulta no processo de fusão nuclear. Isso valida a alternativa E.

Questão 5

UEA 2025

Os planetas do Sistema Solar podem ser classificados entre rochosos e gasosos. O gráfico a seguir, que descreve a relação entre a densidade dos planetas e a distância deles ao Sol, auxilia nessa caracterização.


Imagem da questão 5 sobre teoria


Com base no gráfico, afirma-se que __________ é um planeta gasoso e __________ é um planeta rochoso.


As lacunas no texto são preenchidas, respectivamente, por:

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: B

Para solucionar essa questão, é fundamental compreender a distinção física entre os tipos de planetas no Sistema Solar com base em suas propriedades de composição e densidade. A densidade é uma grandeza física que relaciona a massa de um corpo com o volume que ele ocupa, sendo um indicador crucial para identificar se um astro possui uma estrutura predominantemente sólida ou gasosa.


Os planetas classificados como gasosos são caracterizados por possuírem grandes volumes e composições formadas majoritariamente por gases e gelos, o que resulta em valores de densidade significativamente baixos. Exemplos clássicos desse grupo incluem Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Em contrapartida, os planetas rochosos possuem superfícies sólidas compostas por silicatos e metais, apresentando uma concentração de massa muito maior em relação ao seu volume, o que lhes confere uma densidade elevada. Nesse grupo, situam-se Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.


Ao analisar as opções fornecidas pelo enunciado para preencher as lacunas com a sequência correta de um planeta gasoso seguido de um planeta rochoso, devemos verificar cada alternativa individualmente. A opção A está incorreta pois apresenta dois planetas gasosos (Júpiter e Netuno). A opção C falha ao listar dois planetas rochosos (Vênus e Terra). A opção D apresenta um planeta rochoso seguido de um gasoso (Marte e Netuno), invertendo a ordem solicitada. A opção E também inverte a lógica, apresentando um rochoso antes de um gasoso (Mercúrio e Saturno).


Portanto, ao examinarmos a alternativa B, observamos que Urano se enquadra perfeitamente na categoria de planeta gasoso devido à sua baixa densidade, enquanto Mercúrio é corretamente identificado como um planeta rochoso por sua natureza sólida e alta densidade. Dessa forma, a única sequência que atende rigorosamente aos critérios estabelecidos pelo gráfico e pela classificação astronômica é a B.

Questão 6

ITA 2025

Um explorador em um planeta exótico, circundado por um satélite natural, observa que o intervalo de tempo entre as fases cheia e nova de seu satélite é de 58 dias terrestres. Sabe-se que a massa desse planeta é igual à massa da Terra e muito maior que a massa de seu satélite.


Assinale a alternativa que contém a estimativa correta da distância entre o planeta exótico e seu satélite

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: B

Como o tempo decorrido entre as fases da lua cheia e nova equivale a meio período, temos que:

T=258dias=258246060s1107s


Aplicando a 3ª lei de Kepler, obtemos uma estimativa para a distância entre o planeta exótico e seu satélite:

T2R3=4π2GM
(1107)2R3=4π26,7101161024
R311027
R1109m

Questão 7

EEAR 2025

A grande contribuição de Johannes Kepler durante o século XVI foi seu estudo sobre órbitas planetárias. A partir dos conhecimentos de Brahe, Kepler pode redigir sua descoberta, com a formulação de leis que ajudariam na compreensão posteriormente de Isaac Newton para a formulação da Lei da Gravitação Universal.


Sobre o assunto, avalie as afirmações a seguir e coloque V para verdadeiro ou F para falso, em seguida assinale a alternativa com a sequência correta.


(     ) Para o quadrado do período da revolução do planeta (T2), temos o quadrado da distância média do planeta ao sol (r2).


(     ) Quanto mais próximo do sol um planeta está, maior será sua velocidade orbital em torno do sol.


(     ) Afélio é o ponto em que um planeta está mais próximo do sol.


(     ) O valor da constante gravitacional é expressa em Nm2 kg‐2 no SI.

Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: B

A análise da primeira afirmação revela que ela é incorreta. De acordo com a Terceira Lei de Kepler, também conhecida como Lei Harmônica, existe uma relação proporcional entre o tempo que um corpo leva para completar sua órbita e sua distância em relação ao centro de massa do sistema. Especificamente, o quadrado do período orbital deve ser proporcional ao cubo do raio médio da órbita, e não ao seu quadrado.


A relação matemática correta estabelece que o valor de


T2

é diretamente proporcional ao valor de


r3

Portanto, a proposição que sugeria uma relação com o quadrado da distância está errada.


Quanto à segunda afirmação, ela é verdadeira. O movimento planetário segue as leis da dinâmica orbital, onde a velocidade de um corpo em uma órbita elíptica varia conforme sua posição em relação ao foco (o Sol). Em regiões de menor distância radial, a energia cinética do planeta deve ser maior para compensar o potencial gravitacional mais intenso, resultando em uma velocidade orbital superior quando o planeta está mais próximo da estrela.


A terceira afirmação é falsa devido à confusão entre os termos astronômicos que descrevem os pontos extremos da órbita elíptica. O afélio representa o ponto de maior afastamento do planeta em relação ao Sol. O termo correto para designar o momento de proximidade máxima entre o corpo celeste e o centro gravitacional é periélio.


Por fim, a quarta afirmação é verdadeira. No Sistema Internacional de Unidades (SI), a constante de gravitação universal, comumente representada por G ou k, possui uma dimensão específica que relaciona força, massa e distância. A unidade padrão para essa constante é expressa em


Nm2k2

Isso significa que a constante é medida em Newtons vezes metros quadrados por quilograma ao quadrado. Conclui-se, portanto, que apenas as afirmações B e D estão corretas, validando a sequência F – V – F – V.

Questão 8

UEA 2024

Um planeta é observado descrevendo uma órbita elíptica, conforme a figura.


Imagem da questão 8 sobre teoria


Sabe-se que um dos cinco pontos indicados na figura é o local onde se encontra a estrela que governa a órbita desse planeta. Sendo assim, essa estrela está sobre o ponto

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: D

De acordo com a primeira lei de Kepler, a trajetória de um planeta é elíptica, com o sol (estrela que governa a órbita do planeta) ocupando um dos focos da elipse, situado sobre o eixo maior. No caso, mais aproximadamente, o ponto P.


Para uma determinação mais precisa pode-se calcular o ponto focal, adotando a origem do sistema de eixos ( x, y ) no centro da elipse (ponto Q) e o lado do quadrículo igual 1 unidade (u), como indicado na figura.


Imagem da resolução da questão 8 sobre teoria


Assim, da figura:


a = 9 u (semieixo maior)


b 4,5 u (semieixo menor)


c = ? (ponto focal)


Usando a relação pitagórica da elipse:

a2=b2+c2c2=a2b2c2924,52
c28120,25
c60,75
c7,8u 


Voltando à figura:

xp=8u 


De fato, a posição da estrela é muito aproximadamente o ponto P.

Questão 9

ITA 2024

Na sua obra “Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo”, Galileu Galilei cita a variação de tamanho aparente de Marte no céu como uma evidência de que os planetas não orbitavam a Terra:


Simplício : Mas quais são os indícios de que eles se movem em torno do Sol?


Salviati : Isso se conclui, para os três planetas superiores, Marte, Júpiter e Saturno, a partir de eles se encontrarem sempre muito próximos à Terra quando estão em oposição ao Sol, e muito distantes quando estão em conjunção; e estas aproximação e afastamento têm tanta importância que, quando Marte está próximo, vê-se 60 vezes maior que quando está afastadíssimo (MARICONDA, 2011, p.404).


Com base nos dados disponíveis no trecho e sabendo que a razão apontada por Galileu refere-se à área aparente de Marte visto da Terra, assinale a alternativa que contém a melhor estimativa do período de revolução¸ ao de Marte ao redor do Sol em meses terrestres.

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: B

Do enunciado, temos que:

dMarte/Sol+dTerra/SoldMarte/SoldTerra/Sol=AmáxAmín=60
60dMarte/Sol60dTerra/Sol=dMarte/Sol+dTerra/Sol
60dMarte/SoldMarte/Sol=dTerra/Sol+60dTerra/Sol
(601)dMarte/Sol=(1+60)dTerra/Sol
dMarte/SoldTerra/Sol=1+606011,3


Aplicando a 3ª Lei de Kepler, chegamos a:

TMarte2dMarte/Sol3=TTerra2dTerra/Sol3
TMarte21,33dTerra/Sol3=122dTerra/Sol3
TMarte=1221,33
TMarte18 meses 

Questão 10

FCMSCSP 2024

Em sua obra Harmonices Mundi Libri V (A Harmonia dos Mundos em 5 volumes, 1616), Kepler apresentou sua “terceira lei”, na qual estabelece que o tempo de revolução de um planeta ao redor do Sol é proporcional a R3/2, em que R é o raio médio da órbita do planeta.


Sabendo que o raio médio da órbita de Netuno em torno do Sol é aproximadamente 30 vezes o raio médio da órbita da Terra, o intervalo de tempo em que o planeta Netuno completa uma volta ao redor do Sol é, aproximadamente,

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: A

De acordo com o enunciado a expressão do período da órbita do planeta (T) em função do raio orbital (R) é:

T=kR32.


Fazendo a razão, sabendo que o período da Terra é 1 ano terrestre:

TNTT=(RNRT)32TN1=(30 RTRT)3/2TN=303=3030⇒ 
TN= 305,5=165 
 TN  160 anos terrestres.

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Exercícios de Lei de Lenz – Faraday

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Questões desta lista

Questão 1

UFRGS 2026

Uma versão dos chamados “pardais” (radares de velocidade) pode utilizar bobinas instaladas sob o asfalto para medir a velocidade de veículos. Quando um carro passa sobre as bobinas, suas partes metálicas perturbam o campo magnético na região, fazendo variar o fluxo magnético através das espiras. Essa variação gera pulsos elétricos que permitem calcular a velocidade do automóvel.


Em relação a esses equipamentos, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.


(     ) O funcionamento desse tipo de pardal depende de pressão mecânica sobre o asfalto. 


(     ) A passagem do veículo provoca variação do fluxo magnético nas bobinas, o que induz uma força eletromotriz (fem) detectável, de acordo com a lei de Faraday. 


(     ) A corrente induzida, segundo a Lei de Lenz, surge no mesmo sentido da variação do fluxo magnético que a originou. 


(     ) O intervalo de tempo entre os pulsos gerados em duas bobinas, colocadas a uma distância conhecida, permite determinar o módulo da velocidade do veículo pela relação v = d / ∆t.


A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Ver resposta e resolução da questão 1

Resposta: A

A análise da primeira afirmação revela que ela é falsa, pois o mecanismo de detecção descrito não se baseia em sensores de pressão ou contato mecânico com a superfície da via. Em vez disso, o sistema opera por meio de princípios eletromagnéticos, onde a presença de componentes metálicos do veículo altera as propriedades do campo magnético local.


Quanto à segunda proposição, ela é verdadeira e fundamenta-se na Lei de Faraday da Indução Eletromagnética. Quando um objeto metálico atravessa o campo magnético das bobinas sob o asfalto, ocorre uma alteração no fluxo magnético que atravessa as espiras. Essa variação temporal do fluxo induz uma força eletromotriz (fem) nas extremidades do circuito, gerando o sinal elétrico necessário para a medição.


A terceira afirmação é incorreta devido à interpretação da Lei de Lenz. Este princípio físico estabelece que o sentido da corrente elétrica induzida deve ser tal que o campo magnético por ela criado se oponha à variação do fluxo magnético original. Portanto, a corrente não surge no mesmo sentido da variação, mas sim em uma direção que busca neutralizar essa mudança, mantendo o equilíbrio do sistema.


Por fim, a quarta afirmação é verdadeira. Ao utilizar duas bobinas posicionadas a uma distância fixa e conhecida, o dispositivo consegue registrar o tempo decorrido entre os dois pulsos elétricos gerados pela passagem do carro. Através da relação fundamental da cinemática para um movimento uniforme, onde a velocidade é a razão entre o deslocamento e o intervalo de tempo, é possível calcular o módulo da velocidade do automóvel.


Em conclusão, ao avaliarmos cada item, percebemos que a sequência correta de validade é Falsa, Verdadeira, Falsa e Verdadeira, o que corresponde à alternativa A.

Questão 2

UEMA 2026

O estado do Maranhão é um estado que produz boa parte da energia que consome. Abaixo, está ilustrada a Usina Hidrelétrica de Estreito, uma das principais do estado.

não encontrado

A descoberta da lei da indução eletromagnética, também chamada lei de Faraday, constituiu, sem dúvida, uma das grandes descobertas científicas da humanidade. Por meio da lei da indução, tornou-se possível produzir energia elétrica, a partir da energia de movimento das águas, processo que é realizado nas usinas hidrelétricas. A respeito da lei de Faraday, considere as afirmações a seguir:


I. É possível produzir corrente elétrica sobre uma espira de cobre por meio da variação do fluxo de campo magnético através da espira. Essa corrente ocorre, apenas, quando variamos a intensidade do campo  magnético ou a área definida pela espira.


II. A simples mudança na orientação de uma espira, alterando o ângulo entre as linhas do campo magnético e a direção da reta normal à espira, afeta o fluxo de campo magnético, fazendo, portanto, surgir uma corrente elétrica induzida sobre a espira, mesmo que a intensidade do campo magnético permaneça constante.


III. A corrente elétrica que chega às nossas residências é do tipo contínua, razão pela qual qualquer lâmpada comum, acesa, apresenta um brilho constante.


IV. A corrente elétrica que chega às nossas residências é do tipo alternada, variando de sentido periodicamente. Apesar disso, qualquer lâmpada comum acesa apresenta um brilho aparentemente constante porque o olho humano não consegue detectar as rápidas variações da intensidade luminosa.


Está correto, apenas, o que se afirma em

Ver resposta e resolução da questão 2

Resposta: A

Para resolver esta questão, aplicamos a Lei de Faraday, que define o fluxo magnético como Φ=B·A·cos(θ).


Análise das afirmações:


[I] Incorreta. A variação do fluxo ocorre ao mudar o campo (B), a área (A) ou o ângulo (θ). A afirmação exclui incorretamente a mudança de orientação (ângulo) como causa.


[II] Correta. Ao alterar a orientação (θ), o cos(θ) muda, variando o fluxo magnético e induzindo uma força eletromotriz acompanhada de corrente, conforme a Lei de Faraday.


[III] Incorreta. A corrente residencial é alternada (CA), produzida por geradores rotativos em usinas, e não contínua.


[IV] Correta. A corrente residencial é alternada (oscila em 60 Hz no Brasil). A percepção de brilho constante deve-se à inércia visual humana (persistência da visão), que não detecta oscilações tão rápidas.


Apenas [II] e [IV] estão corretas. Alternativa [A].

Questão 3

UEL 2026

Uma das funcionalidades, divulgada como diferencial em alguns modelos de smartphones, é o carregamento sem fio da bateria. A tecnologia existe desde a década de 1990 e utiliza o fenômeno da indução eletromagnética. Basicamente, um carregador sem fio contém uma bobina em seu interior que gera um campo magnético variável. Quando o celular é posicionado sobre o carregador, esse campo gerado atravessa uma bobina dentro do celular, resultando no carregamento da bateria.


Com base nos conhecimentos sobre eletromagnetismo, assinale a alternativa correta.

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: A

A alternativa A está correta pois fundamenta-se no princípio da indução eletromagnética, onde a alteração temporal do fluxo magnético que atravessa um circuito fechado, como uma bobina, provoca o surgimento de uma corrente elétrica induzida, conforme estabelecido pela Lei de Faraday.


Quanto à opção B, ela é incorreta devido à Lei de Lenz, que determina que a corrente induzida cria um campo magnético com sentido contrário ao que motivou sua origem, buscando se opor à variação do fluxo inicial.


A afirmação C apresenta erro conceitual, uma vez que o fluxo magnético atinge seu valor de pico quando as linhas de campo atravessam a bobina de forma perpendicular ao seu plano, e não paralela.


Em relação à alternativa D, o processo descrito é equivocado, pois a transferência de energia ocorre por meio do acoplamento magnético e não pela condução ou propagação térmica.


Por fim, a opção E é falsa porque a indução de uma força eletromotriz exige obrigatoriamente que o campo magnético seja variável no tempo; campos estáticos não produzem correntes induzidas por esse mecanismo.

Questão 4

UECE 2026

Um fio condutor retilíneo muito longo encontra-se no plano XY, orientado na direção vertical ao longo do eixo Y. O fio é percorrido por uma corrente constante I no sentido de baixo para cima. No primeiro quadrante, encontra-se uma espira condutora quadrada de lado L e resistência R que se move com velocidade constante V, para a direita, afastando-se do fio. Durante todo o movimento, dois de seus lados permanecem paralelos ao fio. Considerando o meio como vácuo, analise as seguintes afirmações:


I. O fluxo do campo magnético produzido pelo fio, através da espira, é constante no tempo; portanto, pela Lei de Faraday, a força eletromotriz induzida na espira é nula.


II. O fluxo magnético através da espira varia com o tempo, devido à variação espacial da intensidade do campo do fio sobre a área da espira conforme ela se afasta, gerando força eletromotriz induzida.


III. A força magnética resultante sobre a espira é não nula e aponta no sentido de afastá-la do fio.


É correto somente o que se afirma em

Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: B

Para resolver essa questão, precisamos aplicar as leis do eletromagnetismo (Lei de Ampère, Lei de Faraday-Lenz e a Força de Lorentz) ao cenário de uma espira se movendo em um campo magnético não uniforme. 


Análise das Afirmações: 


[I] Falsa. O campo magnético B gerado por um fio retilíneo longo é dado por B=μ0i2πr. Note que a intensidade do campo diminui à medida que a distância r do fio aumenta. Como a espira está se movendo para a direita (afastando-se do fio), ela está entrando em regiões onde o campo magnético é cada vez mais fraco. Portanto, o fluxo magnético (Φ) através da área da espira está diminuindo com o tempo, e não é constante.


[II] Verdadeira. Pela Lei de Faraday, uma variação no fluxo magnético no tempo (ΔΦ/Δt) induz uma força eletromotriz (ε)  na espira:

ε=ΔΦΔt 


Como a espira se desloca lateralmente em um campo que varia espacialmente (gradiente de campo), o fluxo total que a atravessa muda, gerando corrente induzida.


[III] Falsa. Pela Lei de Lenz, a corrente induzida surge para se opor à variação do fluxo.


1. O fluxo (entrando no plano, pela regra da mão direita no fio) está diminuindo.


2. A espira cria um campo para reforçar esse fluxo (também entrando no plano).


3. Isso gera uma corrente no sentido horário.


4. A força magnética nos lados paralelos ao fio será diferente: o lado mais próximo do fio sofre uma força de atração maior do que a força de repulsão no lado mais distante.


5. Resultado: A força magnética resultante será oposta ao movimento, ou seja, aponta no sentido de puxar a espira de volta para o fio (tentando impedir o afastamento que causa a perda de fluxo).

Questão 5

UEA 2026

Para a Física, a energia é uma grandeza que não pode ser criada ou destruída, embora possa ser transformada entre suas diversas modalidades. Essa capacidade de transição possibilitou que o ser humano construísse usinas, como a apresentada na figura.

(www.enelgreenpower.com)

Nessa usina eólica, o objetivo é transformar a energia

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: D

O funcionamento de uma usina eólica baseia-se no princípio da conversão de energia, onde o fluxo de ar em movimento, caracterizado como energia cinética, é captado pelas pás do aerogerador. Quando o vento incide sobre essas lâminas, ele promove um movimento de rotação, transformando a energia do deslocamento do ar em energia mecânica.


Essa energia mecânica resultante da rotação das pás é transmitida ao eixo de uma turbina, que por sua vez aciona um gerador elétrico. Dentro desse componente, ocorre o fenômeno da indução eletromagnética, processo no qual o movimento rotacional é convertido em corrente elétrica, cumprindo assim a finalidade principal do sistema: a produção de eletricidade a partir da força dos ventos.

Questão 6

EFOMM 2026

Utilize o valor g = 10 m/s2 para a aceleração da gravidade, a menos que seja determinado o contrário em alguma questão


Uma espira condutora circular está inserida em um campo magnético uniforme que varia linearmente com o tempo, dado por B(t)=(B0+α2t)k^, em que B0 < 0 e α são constantes, e k^ é o vetor unitário na direção do eixo z. A espira está contida no plano z = 0. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta. 

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: B

Definição do Fluxo Magnético (Φ): O fluxo magnético através de uma espira de área (A) contida no plano z = 0 é dado pelo produto escalar entre o vetor indução magnética (B) e o vetor área (A).. Como o campo é uniforme e perpendicular ao plano da espira (B está na direção k^ e a espira no plano xy), temos:

Φ(t)=B(t)A=(B0+α2t)k^Ak^
Φ(t)=(B0+α2t)A


Onde A=πr2 é a área da espira circular de raio r.


Assim, a expressão para o fluxo magnético passa a ser igual a:

Φ(t)=(B0+α2t)πr2 


Aplicação da Lei de Faraday-Lenz: A força eletromotriz (f.e.m.) induzida (ε) é definida pela taxa de variação negativa do fluxo magnético em relação ao tempo:

ε=dt


Derivando a expressão do fluxo em relação ao tempo, temos:

ε=dt=ddt[(B0+α2t)A]=Addt(B0+α2t)


Como B0α2 são constantes, então a expressão da força eletromotriz fica:

ε=2
ε=πr2α2


Nota-se pela expressão acima que a força eletromotriz também é constante, pois depende apenas de parâmetros também constantes.


Análise das alternativas:


[A] Falsa. A corrente é dada por: i=ε/R (onde R é a resistência). Como ε0, a corrente será constante e nunca nula.


[B] Verdadeira. Como Φ, r e α são constantes, o valor de ε não depende do tempo. Portanto, a f.e.m. induzida é constante.


[C] Falsa. O termo α2t aumenta o campo na direção +z ao longo do tempo. Pela Lei de Lenz, a corrente induzida gera um campo para se opor a esse aumento, ou seja, na direção -z. Pela regra da mão direita, para gerar um campo em -z, a corrente deve ser horária para um observador em z > 0.


[D] Falsa. A f.e.m. depende da área (A=πr2), logo depende do raio.


[E] Falsa. Como  é proporcional a α2, se dobrarmos , a f.e.m. será multiplicada por 4.


Resposta: A alternativa correta é a b, pois a derivada de uma função linear em relação ao tempo resulta em um valor constante, garantindo que a f.e.m. induzida não varie com o tempo.  

Questão 7

AFA 2026

Os dínamos são geradores de corrente elétrica utilizados em bicicletas para acender uma pequena lâmpada. Para isso é necessário que a parte móvel (rotor) esteja em contato com o pneu da bicicleta por meio de uma pequena polia, conforme ilustrado na figura 1.

Imagem da questão 7 sobre teoria

O movimento do pneu é transmitido à pequena polia de contato convertendo energia mecânica em elétrica. A cada volta do rotor os polos norte e sul do imã passam em frente a cada uma das duas bobinas, alterando o fluxo de indução magnética através delas, conforme esquematizado na figura 2.

Imagem da questão 7 sobre teoria

Para determinada velocidade da bicicleta tem-se que o comportamento do fluxo de indução magnética (Φ), em função do tempo (t), pode ser descrito pelo gráfico seguinte.

Imagem da questão 7 sobre teoria

A partir da análise das figuras 1 e 2 e do gráfico acima, examine as assertivas seguintes:


I. Considerando o raio da polia de contato igual a 2 cm e não havendo deslizamento da roda e nem da polia, pode-se afirmar que a velocidade da bicicleta é de 36 km/h. 


II. A força eletromotriz máxima disponível nos terminais da lâmpada é 12 V. 


III. O módulo da carga elétrica transportada pela corrente elétrica, em cada ciclo, é igual a 0,15 μC, considerando-se a resistência elétrica da lâmpada igual a 2,4Ω.


São verdadeiras as assertivas

Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: A

[I] Verdadeira. De acordo com o gráfico, T=4π103s. Logo:

v=2πRT=2π21024π103
v=10m/s=36km/h 


[II] Verdadeira. Aplicando a Lei de Faraday-Neumann:

εmáx=dt=18π2
εmáx=12V


[III] Falsa. O módulo da carga elétrica transportada é dado por:

Q=iΔt=εmáxRΔt
Q=122,4[(2ππ)+(4π3π)]
Q=30mC

Questão 8

UECE 2025

Durante uma aula de física sobre os princípios de indução eletromagnética descobertos por Michael Faraday e formulados na Lei de Faraday-Lenz, o professor realiza um experimento em que um ímã é movido para dentro e para fora de uma bobina conectada a um galvanômetro. Os alunos observam a deflexão da agulha do galvanômetro e são questionados sobre o fenômeno. Considerando o experimento e os conceitos da Lei de Faraday-Lenz, assinale a opção que corresponde à correta explicação desse fenômeno.

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: A

A situação apresentada aborda os fundamentos da indução eletromagnética, um processo essencial para o funcionamento de diversos dispositivos tecnológicos. O fenômeno ocorre quando há uma alteração no fluxo magnético que atravessa uma espira ou bobina, provocando a criação de uma força eletromotriz (fem) induzida. Segundo a Lei de Faraday, essa grandeza elétrica é gerada pela rapidez com que o fluxo magnético varia ao longo do tempo dentro do circuito.


Para compreender a dinâmica do experimento, é necessário analisar o papel da Lei de Lenz, que complementa os princípios de Faraday. Quando o ímã se aproxima ou se afasta da bobina, ele altera a intensidade do campo magnético que atravessa as espiras. Em resposta a essa mudança, surge uma corrente elétrica induzida no condutor. O ponto crucial desta lei é que a natureza dessa corrente é regida pelo princípio da conservação de energia: o campo magnético gerado pela própria corrente induzida terá um sentido tal que ele criará uma força oposta à variação do fluxo original. Ou seja, se o fluxo está aumentando, a corrente induzida tentará diminuí-lo; se o fluxo está diminuindo, a corrente induzida tentará mantê-lo constante.


Portanto, ao observar a deflexão da agulha do galvanômetro, os alunos estão testemunhando o resultado direto dessa interação. A alternativa A descreve com precisão esse mecanismo, indicando que a corrente resultante produz um campo magnético cujo objetivo é contrariar a variação do fluxo magnético externo que a originou, em total conformidade com as previsões da Lei de Lenz.

Questão 9

ITA 2025

Um campo magnético diminui ao longo do tempo a uma taxa fixa de 20i^10j^+12k^T/s. Considere uma circunferência feita com material cuja resistência por unidade de comprimento vale 3Ω / m e que passa pela origem e pelos pontos (4m, 0m, 0m) e (2m, 2m, 0m).


Assinale a alternativa que corresponde ao valor da corrente que flui pela circunferência.

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: C

Resistência elétrica da circunferência descrita:

Imagem da resolução da questão 9 sobre teoria

r=3Ωm2π2m=12πΩ


A corrente que flui pela espira é dada por:

|ε|=ri=dtri=dBzdtπR212πi=12π22i=4A

Questão 10

ENEM 2025

O aquecimento em fogões por indução utiliza bobinas para produzir um campo magnético variável. Essa bobina se localiza abaixo do vidro cerâmico sobre o qual a panela se apoia. O mecanismo aquece apenas a panela que se encontra na zona de cozimento, o que é uma das principais vantagens em relação ao uso do fogão a gás ou de resistência elétrica. 

Imagem da questão 10 sobre teoria

O uso do campo magnético variável tem a finalidade de 

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: D

O funcionamento do fogão por indução baseia-se na indução eletromagnética, descrita pela Lei de Faraday. A corrente alternada que percorre a bobina situada sob o vidro cerâmico produz um campo magnético que varia continuamente com o tempo.


Esse campo magnético variável atravessa o fundo metálico da panela. Como o fluxo magnético através da panela também varia, surge nela uma força eletromotriz induzida. Essa força provoca o aparecimento de correntes elétricas induzidas, também chamadas correntes parasitas ou correntes de Foucault, na parte inferior da panela.


As correntes induzidas encontram resistência elétrica no material metálico da panela. Por isso, a energia elétrica associada a essas correntes é transformada em energia térmica pelo efeito Joule. O calor é produzido diretamente no fundo da panela e, em seguida, se distribui pelo recipiente e pelo alimento.


Assim, o vidro cerâmico funciona principalmente como suporte e isolante, enquanto o aquecimento ocorre na própria panela. Não é necessário aquecer o ar entre a bobina e o vidro, nem movimentar átomos de ferro. O objetivo também não é simplesmente imantar o recipiente ou aquecê-lo pela emissão de radiação eletromagnética.

Portanto, a finalidade do campo magnético variável é induzir corrente elétrica na parte inferior da panela, aquecendo-a por efeito Joule.


Resposta: alternativa d).

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Exercícios de Campo magnético por fio, espira, solenoide

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Questões desta lista

Questão 1

FCMSCSP 2026

A figura mostra um solenoide de comprimento L, constituído por N espiras circulares dispostas lateralmente. Quando esse solenoide é percorrido por uma corrente elétrica de intensidade i, surge um campo magnético de intensidade B ao longo do eixo desse solenoide.

Imagem da questão 1 sobre teoria

Se dois solenoides, idênticos a esse, fossem unidos por uma de suas extremidades, de modo que ambos fossem percorridos por uma corrente elétrica de mesma intensidade i, surgiria, ao longo do eixo comum a esses dois solenoides, um campo magnético de intensidade:

Ver resposta e resolução da questão 1

Resposta: A

A intensidade do campo magnético no interior do solenoide é dada por:

B=0iL


Unindo 2 solenoides através de uma de suas extremidades, o solenoide resultante terá o dobro do número de espiras e o dobro do comprimento. Portanto, a nova intensidade do campo magnético seria de:

B=20i2L=B

Questão 2

UFU 2025

Um fio retilíneo é percorrido por uma corrente elétrica contínua ao mesmo tempo que uma partícula eletrizada com carga positiva se move indo em seu sentido e de modo perpendicular à direção que ocupa, conforme mostra a figura abaixo.


Imagem da questão 2 sobre teoria


Qual das alternativas representa o vetor força que a carga positiva recebe devido à interação eletromagnética com o fio?

Ver resposta e resolução da questão 2

Resposta: B

Para determinar a direção e o sentido da força magnética que atua sobre a partícula, devemos analisar primeiro o campo magnético gerado pelo fio condutor. Observando a configuração apresentada, nota-se que a corrente elétrica percorre o fio em uma trajetória vertical, com o fluxo de cargas deslocando-se de baixo para cima. De acordo com a Lei de Ampère e a aplicação da regra da mão direita para condutores retilíneos, ao posicionar o polegar da mão direita no sentido da corrente (para cima), os demais dedos indicam a circulação das linhas de indução magnética ao redor do fio em um movimento circular. Nesse cenário, à frente da partícula, as linhas de campo penetram no plano da imagem, enquanto, do lado oposto ao fio, elas emergem da página, estabelecendo um sentido anti-horário para o campo.


Uma vez identificado o vetor campo magnético (B) na posição da carga, aplicamos a definição da força magnética sobre uma carga móvel, regida pela Lei de Lorentz. Como a partícula possui carga positiva, utilizamos a regra da mão esquerda para encontrar a orientação do vetor força (F). Ao posicionar os dedos dessa forma, o dedo indicador deve apontar para a direção do campo magnético (entrando na página), enquanto o dedo médio deve seguir a direção da velocidade da partícula (movimento horizontal no sentido indicado). Consequentemente, o polegar, que representa a força resultante, será direcionado para baixo em relação ao plano da folha.


Portanto, ao correlacionar a interação entre o campo magnético circular do fio e o movimento perpendicular da carga positiva, conclui-se que o vetor força aponta para a parte inferior da imagem, validando a alternativa B como a correta.


Imagem da resolução da questão 2 sobre teoria

Questão 3

EEAR 2025

Um fio condutor, retilíneo e extenso é percorrido por uma corrente elétrica i, constante e de intensidade igual a 2,0 A, conforme mostrado na figura a seguir. Nesta mesma figura são apresentados quatro pontos, w, x, y e z, e as distâncias destes pontos até o fio. Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta corretamente a intensidade e o sentido do vetor campo magnético presente no ponto. Considere o meio como sendo o vácuo e, assim, a permeabilidade magnética dada por μ0 = 4π·10−7 T⋅m / A.

Imagem da questão 3 sobre teoria

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: B

Intensidade do campo magnético nos pontos dados:

B=μ0i2πr
Bx=4π10722π16102
Bx=2,5106T
By=4π10722π10102
By=4106T
Bw=4π10722π8102
Bw=5106T
Bz=4π10722π5102
Bz=8106T


Pela regra da mão direita, o vetor campo magnético entra no plano da folha nos pontos y e z e sai nos pontos x e w. Portanto, a alternativa [B] está correta.

Questão 4

FUVEST 2024

Considere os textos a seguir sobre o campo magnético terrestre, essencial para a manutenção da vida no planeta:


“O campo magnético é o resultado do movimento do ferro líquido que envolve o núcleo interno do planeta, formado de ferro sólido. Ao girar a uma velocidade maior que aquela da superfície, o ferro líquido produz um campo magnético com dois polos magnéticos opostos, próximos aos polos Norte e Sul geográficos.”(1)


“O campo magnético do planeta, porém, não é estável e vem enfraquecendo continuamente desde pelo menos 1832, quando o físico e matemático alemão Carl Friedrich Gauss aferiu pela primeira vez sua intensidade. De lá para cá, medições mais frequentes e precisas confirmam que a intensidade diminui à taxa de 17 nanoteslas (nT) por ano – o campo tem 66 mil nT nos polos e 22 mil nT sobre uma faixa do hemisfério Sul que vai da África à América do Sul.”(2)


Imagem da questão 4 sobre teoria


Com base nos textos e na figura apresentados e nos seus conhecimentos, é correto afirmar que:

Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: D

A análise da alternativa correta fundamenta-se nas informações quantitativas fornecidas pelo texto de apoio. O enunciado estabelece que a intensidade do campo magnético terrestre apresenta valores distintos dependendo da localização geográfica, indicando que o campo não é uniforme em todo o globo.


Ao observar os dados apresentados, nota-se que nos polos magnéticos a intensidade atinge 66 mil nanoteslas (nT). Em contrapartida, o texto menciona uma faixa específica no hemisfério Sul, que se estende da África até a América do Sul, onde a intensidade é de apenas 22 mil nT. Como o território brasileiro e as nações vizinhas estão inseridos nessa região mencionada, conclui-se que a força do campo magnético nessas áreas é significativamente inferior à observada nas regiões polares.


Do ponto de vista físico, esse fenômeno ocorre devido ao mecanismo de geração do magnetismo terrestre. O movimento rotacional do ferro em estado líquido no núcleo externo da Terra cria correntes elétricas por meio de processos dinâmicos. Esse sistema pode ser comparado ao funcionamento de uma grande espira ou bobina percorrida por corrente elétrica, o que, conforme as leis do eletromagnetismo, resulta na produção de um campo magnético ao redor do planeta.


Portanto, a afirmação D está correta pois reflete com precisão a disparidade de intensidade entre os polos e a região que abrange o Brasil, conforme descrito nos dados científicos fornecidos.

Questão 5

EFOMM 2024

Dois fios longos, fixos e retilíneos, 1 e 2, estão no vácuo e paralelos entre si, numa direção perpendicular ao plano desse papel, conforme mostra a figura. Inicialmente, somente o fio 1 é percorrido por uma corrente constante i1 = 3 A, entrando no plano do papel. Nessa condição, o módulo do vetor indução magnética no ponto P vale 0, 3 μ T. Uma corrente i2 = 1 A começa a percorrer o fio 2 com o mesmo sentido de i1, resultando num vetor indução magnética total no ponto P de módulo 1010μT .


Qual é a distância d, em metros, entre os fios?


Dado: μ0 = 4π×10−7 T.m / A.


Imagem da questão 5 sobre teoria

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: D

Distância entre o fio 1 e o ponto P:


Imagem da resolução da questão 5 sobre teoria

B1=μ0i12πr1
0,3106=4π10732πr1
r1=2 m 


Intensidade do campo B2:

B2=B12+B22
(1010106)2=(0,3106)2+B22
0,11012=0,091012+B22
11014=B22
B2=0,1μ


Distância entre o fio 2 e o ponto P:

B2=μ0i22πr2
0,1106=4π10712πr2
r2=2 m 


Logo, a distância entre os fios é de:

d=22+22
d=22 m

Questão 6

PUC Goiás · Medicina 2023

Um solenoide é um conjunto de circuitos fechados próximos uns dos outros, que fornece um campo magnético uniforme e pode ser obtido enrolando-se um fio sob a forma de bobina.


Se você deseja criar um campo magnético uniforme com 1,0 T e possui um solenoide de 800 voltas por centímetro, que intensidade de corrente elétrica deve percorrer esse dispositivo?


Dados: considere π = 3; μb = 4π⋅10−7 T⋅m / A.


Marque a única alternativa correta:

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: B

O campo magnético de um solenoide é dado pela equação:

B=μ0N·il;


onde:


B = intensidade do vetor indução magnética no interior do solenoide, em tesla T;

μ0= permeabilidade magnética no vácuo, em Tm/A;


N = número de espiras no comprimento do solenoide;


i = intensidade da corrente elétrica, em amperes A;

l= comprimento do solenoide em metros.


Usando-se a equação acima para calcular a intensidade da corrente elétrica, tem-se:

i=Blμ0N=1 T102m4π107Tm/A800
i=10,4 A

Questão 7

Mackenzie 2023

Dois fios longos e retilíneos são colocados fixamente no vácuo e paralelos entre si em uma direção perpendicular ao plano da folha. Ambos os fios são percorridos por correntes elétricas constantes, idênticas, e saindo do plano da folha, representadas na figura pelo símbolo ⊙. Os fios são percorridos por correntes elétricas de intensidade 2 A e estão dispostos nos vértices A e B do triângulo equilátero segundo a figura abaixo.


Imagem da questão 7 sobre teoria


Sendo μ0 = 4π⋅10−7 T⋅m / A, marque a alternativa que representa o módulo do vetor indução magnética resultante no ponto médio M do segmento AB¯ do triângulo equilátero mostrado acima.

Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: E

Aplicando a regra prática da mão direita, encontram-se os sentidos dos vetores indução magnética no ponto M, BA e BB, conforme indicado.


A expressão do vetor indução magnética de um fio longo e reto, a distância d do fio é:

B=μ0i2πd. A correntes são iguais e as distâncias até o ponto médio também são iguais; logo, os dois vetores têm mesma intensidade. Como os sentidos são opostos, o vetor indução magnética resultante em M é nulo.


Imagem da resolução da questão 7 sobre teoria

Questão 8

FATEC 2023

Umas das profissões que usa bastante tecnologia é a de mágico. Um número realizado por esses artistas é o truque da “mala mágica”. Nele, o mágico conta uma história, alegando que apenas pessoas especiais dotadas de poderes extraordinários conseguem levantar uma mala, localizada no palco, na qual há uma base escondida de metal ferromagnético. Convida, então, pessoas da plateia que, obviamente, não conseguem levantá-la. Em seguida, após o mágico apertar de forma discreta um botão escondido no palco, o próprio mágico, ou uma criança, consegue levantá-la.


Sobre a realização do truque descrito, é correto afirmar que envolve conceitos de

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: B

O fenômeno descrito no truque da mala mágica fundamenta-se nos princípios do eletromagnetismo. Quando uma corrente elétrica atravessa um condutor enrolado em formato de bobina, cria-se ao seu redor um campo magnético. Esse efeito é intensificado caso a bobina esteja próxima a um núcleo metálico, transformando o conjunto em um eletroímã.


No contexto do espetáculo, o botão acionado pelo mágico serve para ativar essa corrente elétrica de forma oculta. Uma vez energizada, a bobina gera uma força magnética suficiente para atrair e sustentar a base ferromagnética contida na mala. Assim, a capacidade de levantar o objeto não decorre de poderes sobrenaturais, mas sim da interação entre o campo magnético gerado eletronicamente e as propriedades magnéticas do metal presente na estrutura da mala.

Questão 9

Unisinos 2022

Dois fios condutores retilíneos e paralelos, no vácuo, conduzem correntes elétricas em sentidos opostos, tal como ilustrado na figura abaixo. Um dos fios condutores é percorrido por uma corrente elétrica de 10 A. Sabe-se que o espaçamento d entre os fios é de 20 cm e que o ponto C encontra-se a uma distância d2 à direita do condutor percorrido pela corrente de 10 A. Para que o campo magnético resultante no ponto C seja nulo, o valor da corrente elétrica I deverá ser:


Imagem da questão 9 sobre teoria


Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: B


Aplicando as regras práticas do eletromagnetismo (mão direita/mão esquerda) obtêm-se os sentidos dos vetores indução magnética, B2, no ponto C. 



 

Imagem da resolução da questão 9 sobre teoria


 


Para que o vetor indução magnética resultante no ponto C seja nulo, esses dois vetores devem ter a mesma intensidade. 


Aplicando a expressão do campo magnético de fio longo e reto nesse ponto C, vem: 

B=μ0i2πd{B1=μ0i12π(d+d2)  B1=μ0I2π(3d2)  B1=μ0I3πdB2=μ0102π(d2)  B2=10μ0πd



 


Igualando as expressões: 

B1=B2 
 μ0I3πd=10μ0πd 
 I=30A

Questão 10

PUC Goiás · Medicina 2022

Considere as informações do fragmento de texto, a seguir, sobre o filme “Velozes e Furiosos”:


O herói do filme, Dominic “Dom” Toretto (Vin Diesel), vivia uma vida tranquila com Letty (Michelle Rodriguez) e seu filho. Mas é puxado de volta à ação quando o planeta se vê ameaçado por um homem com quem ele tem uma certa história: seu irmão, há muito afastado, Jakob (John Cena),


que por acaso possui um eletroímã. Esse ímã consiste em discos magnéticos que podem ser conectados juntos ou usados separadamente. Um disco de controle (com um mostrador bem útil, daquele tipo que mostra a potência de zero-a-dez) aumenta ou diminui a polaridade dos ímãs. O mesmo disco pode criar um campo magnético de menor intensidade, que tenha força para afastar um garfo. Mas, se ajustado para as configurações mais altas, o eletroímã pode, digamos, ser preso ao fundo de um avião e pegar um carro no ar, enquanto ele


se precipita num penhasco. […]


(Disponível em: https://www.terra.com.br/diversao/cinema/sequencia-de-velozes-e-furiosos-desafia-as-leis-da-fisica,32f6de843dccf3379fa08256ea1d4deecst0koj0.html. Acesso em: 25 out. 2021. Adaptado.)


A respeito dos eletroímãs, analise as assertivas a seguir:


I. Um eletroímã é um tipo de dispositivo eletromagnético que faz uso de corrente elétrica para gerar um campo magnético. Para que isso ocorra, normalmente, utiliza-se fios espiralados que ficam no entorno de um material ferromagnético, podendo ser um núcleo de ferro, de níquel, cobalto, entre outros. Quando uma tensão é aplicada ao fio, neste será gerada uma corrente elétrica que induzirá o surgimento de um campo magnético no eletroímã. A intensidade desse campo dependerá do número de voltas do fio e da intensidade da corrente elétrica sobre o fio.


II. Foi uma experiência realizada por Oersted, por volta de 1820, que revelou a possibilidade de se obter um campo magnético a partir da corrente elétrica. Posteriormente, Faraday descobriu que, reciprocamente, um campo magnético pode induzir um campo elétrico, fenômeno que foi denominado por indução eletromagnética.


III. Um solenoide é um fio enrolado em uma hélice, com as voltas bem próximas entre si. É utilizado para produzir um campo magnético intenso na região da vizinhança de seus anéis. O campo magnético de um solenoide é o de um conjunto de N anéis de corrente idênticos colocados lado a lado. Se o comprimento do solenoide for da ordem ou maior que cerca de 10 vezes o seu diâmetro, o campo magnético produzido em seu centro, quando percorrido por uma corrente, é bastante uniforme.


Em relação às assertivas analisadas, assinale a única alternativa correta:

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: A

I) A afirmação está correta. Um eletroímã funciona como um componente que converte energia elétrica em magnetismo por meio da circulação de uma corrente. Estruturalmente, ele é formado por condutores enrolados em espiral ao redor de um núcleo feito de materiais ferromagnéticos, como o ferro, o cobalto ou o níquel. Quando uma diferença de potencial é aplicada, a corrente resultante cria um campo magnético cuja força é diretamente influenciada tanto pela quantidade de espiras (voltas do fio) quanto pelo valor da intensidade da corrente elétrica que atravessa o condutor.


II) A afirmação está correta. O fundamento histórico desse fenômeno remete aos experimentos de Oersted em 1820, nos quais ele observou que a passagem de eletricidade por um fio causava uma deflexão em uma bússola próxima, provando a relação entre eletricidade e magnetismo. Em um processo inverso e complementar, Faraday demonstrou que a variação de um campo magnético pode induzir uma corrente elétrica, princípio fundamental conhecido como indução eletromagnética.


III) A afirmação está correta. O solenoide caracteriza-se por ser uma bobina onde o fio é disposto em formato helicoidal com espiras muito próximas. Esse arranjo permite a criação de um campo magnético intenso em sua vizinhança, comportando-se como uma sucessão de anéis de corrente. Quando as proporções físicas do dispositivo são adequadas, especificamente se o seu comprimento for significativamente maior que o seu diâmetro, o campo magnético gerado em sua região central apresenta uma característica de uniformidade.

Publicado em Listas de Exercícios | Comentários desativados em Exercícios de Campo magnético por fio, espira, solenoide

Exercícios de Magnetismo

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Questões desta lista

Questão 1

UFRGS 2025

Um feixe contendo partículas com cargas de mesmo módulo, mesma velocidade v e com massas m1 e m2 = 2m1 penetra em uma região onde existe um campo magnético B, perpendicularmente a ele. A figura abaixo representa a situação descrita.


Imagem da questão 1 sobre teoria


As semicircunferências a e b representam as trajetórias seguidas pelas cargas.


Com base na figura, pode-se afirmar que

Ver resposta e resolução da questão 1

Resposta: A

A dependência entre rio da curva e massa é obtida sabendo-se que a resultante centrípeta é a força magnética.

Imagem da resolução da questão 1 sobre teoria


Nota-se, então, que o raio é diretamente proporcional à massa da partícula, assim quanto maior a massa, maior o raio e tem-se que a maior massa m2 é a correspondente ao raio Rb.


Quanto aos sinais das cargas, usando-se a regra da mão direita e da mão esquerda, pode-se concluir que a partícula positiva faz o percurso do raio Rb e a partícula negativa faz o percurso de raio Ra.


Imagem da resolução da questão 1 sobre teoria


Logo, a menor massa é negativa e faz o percurso a, enquanto a maior massa é positiva e faz o percurso b.

Questão 2

PUC RJ 2025

Uma partícula de carga 4,0 x 10-9 C, com velocidade inicial de 3,0 x 105 m/s, entra em uma região onde há campos elétrico e magnético, ambos uniformes. Nessa região, o campo gravitacional pode ser ignorado, e o campo magnético tem módulo 2,0 x 10-4 T e está perpendicular à velocidade de entrada da partícula.


Considerando-se que a partícula atravessa essa região sem modificar em nada seu movimento, qual é o módulo, em N/C, do campo elétrico?

Ver resposta e resolução da questão 2

Resposta: D

A partícula atravessa a região sem alterar sua velocidade nem sua direção. Portanto, a força resultante sobre ela deve ser nula. Como a carga se move em uma região com campo elétrico e campo magnético, atuam sobre ela as forças elétrica e magnética.


O módulo da força elétrica é dado por Fe = qE. Como o campo elétrico deve compensar a força magnética, os módulos dessas forças são iguais:


Fe=Fm


O módulo da força magnética sobre uma carga em movimento é Fm = qvB sen θ. O campo magnético é perpendicular à velocidade, portanto θ = 90° e sen 90° = 1. Assim, a força magnética fica Fm = qvB.


Substituindo as expressões das duas forças na condição de equilíbrio:


qE=qvB


A carga q aparece nos dois lados da igualdade e pode ser cancelada. Isso mostra que o campo elétrico necessário depende apenas da velocidade da partícula e do módulo do campo magnético:


E=vB


Com v = 3,0 × 105 m/s e B = 2,0 × 10-4 T:


E=3,0×1052,0×104


Multiplicando os valores numéricos e as potências de 10:


E=6,0×101 N/C


Como 6,0 × 101 = 60, o módulo do campo elétrico é 60 N/C.

Questão 3

PUC Campinas · Medicina 2025

Em um experimento, elétrons são lançados com velocidade inicial v em uma região onde existe um campo magnético uniforme de intensidade B e direção perpendicular à direção da velocidade dos elétrons. Ao penetrarem na região do campo magnético, os elétrons descrevem uma trajetória circular de raio R e sentido horário.


Substituindo-se os elétrons por prótons, que têm massa maior que a dos elétrons e carga elétrica igual, mas de sinal oposto, e mantidos inalterados os módulos, as direções e os sentidos do campo magnético e da velocidade inicial, a trajetória descrita pelos prótons tem raio

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: E

A força magnética sobre as partículas é igual à força centrípeta, assim:

Fm=Fc
B vq=mv2R
Bq=mvR


Nota-se que o campo magnético B, a carga q e a velocidade v têm o mesmo valor em módulo tanto para o elétron quanto para o próton. Então como a razão m/R deve ser mantida e como a massa do próton é maior que o elétron, o raio de curvatura R também deve ser maior para o próton, pois a massa e o raio da curvatura são diretamente proporcionais. Por outro lado, como a carga dos prótons tem sinal contrário dos elétrons, o sentido da trajetória circular passa a ser anti-horária. Conclui-se com isso, que a alternativa correta é [E].

Questão 4

IME 2025

Imagem da questão 4 sobre teoria


Na figura, é apresentado um canhão oscilando preso ao teto por duas molas e disparando continuamente elétrons numa região sujeita a um campo magnético constante.


Dados:


• constante elástica de cada mola: k;


• amplitude de oscilação do canhão / par de molas: A;


• direção de oscilação do canhão / par de molas: y;


• vetor campo magnético: (˘B,0,0);


• velocidade relativa de disparo dos elétrons em relação ao canhão: (˘v,0,0);


• massa do elétron: m;


• massa do canhão: M;


• carga do elétron: ˘e.


Observações:


• o canhão oscila no plano xy;


• a velocidade inicial de um elétron disparado é obtida ao se somarem vetorialmente os efeitos da oscilação e do canhão parado;


• despreze o efeito gravitacional no movimento dos elétrons;


• m << M;


• despreze as interações elétricas entre os elétrons.


Nas condições acima, a maior coordenada z que algum elétron pode alcançar é:

Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: E


Maior raio do movimento helicoidal:



 

R=mvyqB=mωAeB=mAeBkeqM=mAeB2kM



 


Maior coordenada z que um elétron pode alcançar:



 

R=mvyqB=mωAeB=mAeBkeqM=mAeB2kM

Questão 5

UFPR 2024

Uma partícula contendo uma carga Q = 1,6×10−19 C entra numa região onde há um campo magnético de intensidade B = 1,0 T com uma velocidade de módulo v. Sobre ela, passa a agir uma força magnética de intensidade F = 3,2×10−16 N. O ângulo entre os vetores velocidade e campo magnético vale θ, e sabe-se que cos θ=32  e senθ=12 .


Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor do módulo v da velocidade da partícula.

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: B

Da expressão da força magnética sobre uma partícula:

F=|Q|vBsenθ
v=F|Q|Bsenθ=3,2×10161,6×1019112=23,2×10161,6×1019
v=4×103 m/s

Questão 6

UFAM · PSC III 2024

As micro-ondas de um forno de micro-ondas são produzidas a partir de uma válvula termiônica, denominada de magnetron. Ao redor do dele estão dispostos dois ímãs com a função de fazer com que os elétrons emitidos pela válvula termiônica girem em alta velocidade, orbitando o campo magnético na frequência de 2,4GHz e, enquanto o fazem, emitem ondas eletromagnéticas (as micro-ondas) de 2,4GHz. A partir dessas informações, podemos afirmar que a intensidade do campo magnético dos ímãs é igual a:


Dados: relação carga-massa do elétron: |q|m=1,8×1011kg/C; π=3.

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: C

A força magnética age como força centrípeta:

Fmag=FRcp 
 |q|vB=mv2R 
 B=mvR|q| 
 B=ωRR|q|m 
 
B=2πf|q|m 
 B=232,4×1091,8×1011 
 B=80×103T  B=80mT. 

Questão 7

UEA 2024

Uma criança está brincando com uma bússola e um imã, em formato de barra, em um local onde o campo magnético da Terra é desprezível. A imagem representa somente o imã com o qual a criança brinca.


Imagem da questão 7 sobre teoria


Colocando a bússola nas posições simétricas ao imã 1, 2, 3 e 4, nesta ordem, as indicações que esse instrumento deverá fornecer são, respectivamente:


Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: E

Para compreender o comportamento da bússola em relação ao ímã de barra, é fundamental analisar a natureza das linhas de indução magnética. Essas linhas representam o caminho percorrido pelo campo magnético e possuem uma convenção de direção específica: elas emergem do polo norte do ímã e penetram no seu polo sul. Em um ambiente onde o campo magnético terrestre é desprezível, como descrito no enunciado, a orientação da agulha magnética da bússola será determinada exclusivamente pelo campo gerado por esse ímã local.


A interação entre o ímã e a bússola ocorre porque a extremidade norte da agulha da bússola atua como um pequeno dipolo magnético que busca se alinhar ao campo externo. Fisicamente, isso significa que a ponta norte da agulha sempre apontará na mesma direção das linhas de indução, posicionando-se de forma tangente a essas trajetórias em qualquer ponto do espaço ao redor do ímã.


Imagem da resolução da questão 7 sobre teoria


Ao analisar as posições 1, 2, 3 e 4 solicitadas pelo problema, deve-se observar o fluxo das linhas de campo em cada ponto simétrico. Nas regiões próximas aos polos, as linhas saem ou entram de forma radial, enquanto nas laterais do ímã, elas descrevem curvas que conectam as extremidades opostas. Ao posicionar a bússola nesses pontos, a agulha girará para que seu eixo norte tangencie o vetor campo magnético local, seguindo o sentido definido pelo fluxo do polo norte para o polo sul.


Portanto, a determinação das indicações da bússola depende estritamente de identificar para onde as linhas de indução estão apontando em cada uma das coordenadas mencionadas. Ao seguir essa lógica de tangenciamento e direção do fluxo magnético, é possível correlacionar o sentido das setas da agulha com as opções fornecidas, validando a sequência correta de orientações.

Questão 8

PUC RJ 2024

Duas partículas, P1 e P2, de mesma massa m têm cargas elétricas, respectivamente, q e 2q e mesma velocidade em módulo v. Elas entram em uma região onde há um campo magnético uniforme, de módulo B, como mostrado na Figura. Despreze as forças entre as partículas. Considere as seguintes afirmações sobre seus movimentos dentro da região com campo magnético.


Imagem da questão 8 sobre teoria


I – Ambas as partículas mantêm o mesmo módulo de velocidade.

II – Ambas as partículas descrevem trajetórias circulares, sendo o raio da trajetória de P1 o dobro do raio da trajetória de P2.

III – A partícula P2 tem aceleração em módulo dada por qvB/m.


É correto APENAS o que se afirma em

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: A

A força magnética sobre uma partícula carregada é perpendicular à sua velocidade. Por isso, ela pode mudar a direção do movimento, mas não realiza trabalho sobre a partícula e não altera o módulo de sua velocidade. Como as duas partículas entram no campo com módulo de velocidade v, ambas continuam com esse mesmo módulo enquanto permanecem na região magnetizada. A afirmação I é verdadeira.


Na situação de P1, a velocidade é paralela ao campo magnético. Nesse caso, o ângulo entre a velocidade e o campo é zero, e a força magnética é nula. P1, portanto, não descreve uma trajetória circular.


Já P2 entra perpendicularmente ao campo magnético. Sobre ela atua uma força magnética, que permanece perpendicular à velocidade e funciona como força centrípeta, produzindo uma trajetória circular. O raio dessa trajetória é inversamente proporcional ao módulo da carga, pois r = mv/(|q|B). Como P1 não realiza movimento circular e, além disso, possui carga q enquanto P2 possui carga 2q, a afirmação II é falsa.


Para P2, a intensidade da força magnética é F = 2qvB, porque sua carga tem módulo 2q e sua velocidade é perpendicular ao campo. Dividindo essa força pela massa m, obtém-se a aceleração:

a=2qvBm


Assim, a aceleração de P2 tem módulo 2qvB/m, e não qvB/m. A afirmação III também é falsa.


Somente a afirmação I está de acordo com o movimento das partículas.

Questão 9

Provão Paulista · Etapa III 2024

Um ímã em formato de barra, com seus polos localizados nos extremos mais distantes, é fixado sobre o tampo horizontal de uma mesa de madeira, e ao seu redor, nas regiões indicadas, deverão ser colocadas quatro bússolas.


Imagem da questão 9 sobre teoria


Sabendo que a agulha de uma bússola é um ímã permanente, magnetizado de tal forma que a ponta da agulha é o polo Norte desse ímã, as posições assumidas pelas agulhas das quatro bússolas são as esquematizadas em:

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: C

Dado que o campo magnético sai do polo norte e entra no polo sul, e como a agulha da bússola tende a ficar alinhada com as linhas de campo, as suas posições corretas estão representadas na figura abaixo:


Imagem da resolução da questão 9 sobre teoria

Questão 10

EFOMM 2024

Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.


I. Por ser sempre perpendicular à trajetória, a força magnética nunca realiza trabalho.


II. É possível manter uma carga elétrica em equilíbrio estável, desde que ela esteja no centro geométrico de uma configuração de cargas elétricas estáticas.


III. Uma partícula sujeita a uma força restauradora sempre realizará um Movimento Harmônico Simples.


IV. A força normal atuando num objeto só será igual a reação à força peso se esse objeto se encontrar sobre uma superfície plana horizontal.

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: A

A análise da primeira afirmação revela que ela é verdadeira. Quando uma carga elétrica pontual se desloca em um campo magnético, a força magnética resultante atua sempre de forma ortogonal ao vetor velocidade da partícula. Como o trabalho realizado por uma força é definido pelo produto escalar entre o vetor força e o vetor deslocamento, e dado que o ângulo entre a força magnética e a direção do movimento é de 90 graus, o valor do seno desse ângulo é zero, o que anula qualquer transferência de energia mecânica para ou da partícula através dessa interação específica.


Quanto à segunda afirmação, ela é incorreta. Embora o centro geométrico de uma configuração de cargas possa ser um ponto de equilíbrio, a estabilidade desse equilíbrio depende estritamente do perfil do potencial eletrostático no local. Para que um equilíbrio seja classificado como estável, a carga deve estar posicionada em um ponto de mínimo de energia potencial eletrostática, garantindo que qualquer pequeno deslocamento resulte em uma força que a retorne à posição original. Nem sempre o centro geométrico satisfaz essa condição de mínimo potencial.


A terceira afirmação também é falsa. O fato de existir uma força restauradora não garante, por si só, a ocorrência de um Movimento Harmônico Simples (MHS). Para que o fenômeno seja caracterizado como MHS, a força restauradora deve obedecer rigorosamente à Lei de Hooke, ou seja, sua magnitude deve ser diretamente proporcional ao deslocamento em relação à posição de equilíbrio e atuar em sentido oposto. Se a força for restauradora, mas não possuir essa proporcionalidade linear, o movimento será oscilatório, porém não harmônico simples.


Por fim, a quarta afirmação é falsa devido a um equívoco conceitual sobre as Leis de Newton. A força normal e a força peso não formam um par de ação e reação. De acordo com a Terceira Lei de Newton, forças de ação e reação devem atuar em corpos distintos e ser da mesma natureza. No caso de um objeto sobre uma superfície, o peso é a interação gravitacional entre o objeto e a Terra, enquanto a normal é a interação de contato entre o objeto e a superfície. Além disso, em superfícies inclinadas ou sob outras forças externas, a normal não precisa ser numericamente igual ao peso.


Conclui-se, portanto, que apenas a afirmação I está correta, validando a opção A como a resposta adequada para o problema proposto.

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Exercícios de Capacitor

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Questões desta lista

Questão 1

EsPCEx 2026

O circuito elétrico a seguir é composto por: fios ideais, dois geradores ideais de f.e.m E1 e E2, sete resistores ôhmicos iguais, de resistência R cada um, e três capacitores iguais c1, c2 e c3, de capacitância C cada um. Na situação estacionária, com os capacitores à carga máxima possível, podemos afirmar que a carga elétrica armazenada nos capacitores c1, c2 e c3 é, respectivamente: 

Imagem da questão 1 sobre teoria

Ver resposta e resolução da questão 1

Resposta: A

A análise da carga elétrica nos capacitores baseia-se na aplicação da fórmula Q = CU, que estabelece a relação entre a carga, a capacitância e a voltagem aplicada. Ao atingir o regime estacionário, verifica-se que os capacitores C1 e C2 estão conectados diretamente à influência do gerador E1, o que faz com que ambos acumulem uma carga de valor CE1.


Quanto ao capacitor C3, sua posição no arranjo das malhas caracteriza uma ponte de Wheatstone equilibrada. Como os resistores são idênticos e estão dispostos de forma simétrica, a diferença de potencial nos terminais desse componente é zero, impedindo o acúmulo de carga elétrica. Dessa maneira, as cargas para C1, C2 e C3 são CE1, CE1 e 0, respectivamente, o que confirma a alternativa A.

Questão 2

ACAFE 2026

Segundo a American Heart Association (AHA), o uso precoce de desfibriladores automáticos pode aumentar em até 70% a chance de sobrevivência após uma parada cardíaca súbita. Esses aparelhos funcionam com circuitos elétricos simples, capazes de acumular e descarregar energia rapidamente por meio de capacitores.


O esquema a seguir representa parte do circuito RC, com resistores ôhmicos, também presentes nos desfibriladores, onde uma fonte ideal de 300 V está ligada em série com uma chave A. Após a chave, o circuito divide-se em três ramos em paralelo.


Após a chave ser fechada, o circuito permanece assim por tempo suficiente para que os capacitores fiquem completamente carregados. Em seguida, a chave é aberta, isolando a fonte.


Dados: 


– Ramo 1: R1 = 2kΩ em série com C1 = 10μF


– Ramo 2: R2 = 1kΩ em série com C2 = 20μF


– Ramo 3: R = 4kΩ e R4 = 6kΩ em série

Imagem da questão 2 sobre teoria

Analise as afirmativas.


I.  Com a chave A fechada, a corrente que atravessa a fonte ideal é de 30 mA.


II. Com a chave A fechada, a energia armazenada no capacitor C1, totalmente carregado, é de 450 mJ.


III. Com a chave A fechada e o capacitor C2 completamente carregado, o potencial elétrico sobre ele é menor que 300 V, pois está em série com o resistor R2.


IV. Com os capacitores completamente carregados, a carga elétrica total acumulada na associação é de 9 mC.


V. Com a chave A aberta, não haverá corrente percorrendo o circuito RC.


Assinale a alternativa CORRETA.

Ver resposta e resolução da questão 2

Resposta: B

[I] Verdadeiro. Somente o ramo 3 conduz corrente após os capacitores estarem carregados.

Req=R3+R4 
Req=6x103+4x103
R=10x103Ω


[II] Verdadeiro. Energia em C1:  

i= V/R
i= 300/10x103
i= 30 mA

E=C·V2/2
E=105·3002/2
E=450mJ


[III] Falso. Se C2 está completamente carregado, ele atinge a mesma ddp da fonte: V = 300 V.


[IV] Verdadeiro.

Q=C·V
Q1=105·300
Q1=3x103C

Q2=2x105·300
Q2=6x103C


Logo,

Qeq+Q1+Q2
Qeq= 9 mC


[V] Falso. Com a chave A aberta, haverá corrente no circuito RC devido as cargas e tensões existentes nos capacitores.

Questão 3

UDESC 2023

Considere os componentes de um circuito elétrico e as suas funções.


I. O indutor é capaz de armazenar energia eletrostática.


II. A resistência é capaz de converter energia elétrica em calor.


III. Uma resistência é capaz de alterar a diferença de potencial de uma parte de um circuito.


IV. O capacitor armazena energia através de um campo magnético.


V. A energia armazenada em um indutor é igual à quantidade de trabalho necessária para estabelecer um dado fluxo de corrente através do indutor.


Assinale a alternativa correta.

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: A

A afirmação I está incorreta porque a função primordial de um indutor é o armazenamento de energia por meio da criação de um campo magnético, e não via campos eletrostáticos.


Quanto ao item II, a proposição é verdadeira, uma vez que os resistores realizam a transformação de energia elétrica em energia térmica, fenômeno conhecido como efeito Joule.


A afirmação III também é correta, pois a presença de uma resistência em um circuito provoca uma redução na diferença de potencial ao longo do componente, gerando uma queda de tensão.


O item IV apresenta um erro conceitual, visto que o armazenamento de energia nos capacitores ocorre por meio de um campo elétrico, diferindo da natureza magnética dos indutores.


Por fim, a proposição V é verdadeira, pois o montante de energia acumulado em um indutor corresponde ao trabalho realizado para que uma determinada corrente elétrica flua através dele.

Questão 4

AFA 2023

O circuito ilustrado a seguir é alimentado por uma bateria ideal de força eletromotriz ε igual a 12 V.


Imagem da questão 4 sobre teoria


A e B são dois amperímetros ideais, K é uma chave aberta e C um capacitor de capacitância 10 mF, completamente descarregado. O circuito possui ainda dois resistores ôhmicos, R1 e R2, cujas resistências elétricas valem 2Ω e 10Ω respectivamente.


Ao fechar a chave K, a intensidade da corrente iA, medida pelo amperímetro A, em função da intensidade da corrente iB, medida pelo amperímetro B, está corretamente indicada pelo gráfico


Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: A

No momento em que a chave é fechada, a ddp sobre o capacitor é nula (pois este está totalmente descarregado). Dessa forma, com o resistor R2 em curto-circuito (e iB = 0 A), toda a corrente elétrica do circuito passa pelo amperímetro A, e o seu valor é:

U=R1iA
12=2iA
iA=6 A


Após o capacitor ficar totalmente carregado, o seu ramo se comportará como um aberto, e a malha de cima poderá ser desconsiderada. Sendo assim, o valor das correntes será:

U=(R1+R2)i
12=(2+10)i
iA=iB=i=1 A


Ao fechar a chave, ficamos com a seguinte relação:

R1iA+R2iB=U
2iA+10iB=12
iA=65iB


Como se trata de uma relação linear, o gráfico que melhor descreve o comportamento relativo das correntes em A e B é dado pela alternativa [A].

Questão 5

ITA 2021

Deseja-se capturar uma foto que ilustre um projétil, viajando a 500 m / s, atravessando uma maçã. Para isso, é necessário usar um flash de luz com duração compatível com o intervalo de tempo necessário para que o projétil atravesse a fruta. A intensidade do flash de luz está associada à descarga de um capacitor eletricamente carregado, de capacitância C, através de um tubo de resistência elétrica dada por 10 Ω. Assinale a alternativa com o valor de capacitância mais adequado para a aplicação descrita.

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: D

Sendo l o diâmetro da maçã, o tempo para atravessá-la vale:

Δt=lv=l500


Igualando este valor à constante de tempo do circuito RC, obtemos:

Δt=RC
l500=10C
C=l5000


Tomando l=7,5 cm, chegamos a:

C=7,5·1025·103=1,5105
C=15 μF

Questão 6

FGV 2021

O gráfico mostra a variação da quantidade de carga elétrica armazenada em um capacitor em função do tempo, quando ligado a certo circuito elétrico.


Imagem da questão 6 sobre teoria


O coeficiente angular da reta tangente a um ponto correspondente a um instante qualquer da curva representa

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: C

O coeficiente angular da reta tangente seria dado por:

tgα=ΔyΔx=ΔQΔ


Como ΔQΔt=i, a grandeza representada seria a corrente elétrica no capacitor naquele instante.

Questão 7

ITA 2020

Considere o circuito da figura no qual há uma chave elétrica, um reostato linear de comprimento total de 20 cm. uma fonte de tensão V = 1,5V e um capacitor de capacitância C = 10μF conectado a um ponto intermediário do reostato, de modo a manter contato elétrico e permitir seu carregamento. A resistência R entre uma das extremidades do reostato e o ponto de contato elétrico, a uma distância x, varia segundo o gráfico abaixo.


Imagem da questão 7 sobre teoria


Com a chave fechada e no regime estacionário, a carga no capacitor é igual a

Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: Anulada

ANULADA


Questão anulada no gabarito oficial.


Do gráfico, temos que:

R x = 60 20
R = 3 x ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”41″ width=”133″ alt=”R over x equals 60 over 20 not stretchy rightwards double arrow R equals 3 x” style=”vertical-align: -15px;”>


Temos então o circuito:


Imagem da resolução da questão 7 sobre teoria


Corrente elétrica que passa pela malha esquerda:

1 , 5 = 60 i
i = 0 , 025 A ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”23″ width=”169″ alt=”1 comma 5 equals 60 times i not stretchy rightwards double arrow i equals 0 comma 025 A” style=”vertical-align: -7px;”>


Tensão elétrica sobre o capacitor:

U = 3 x 0 , 025
U = 0 , 075 × V / c m ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”23″ width=”249″ alt=”U equals 3 x times 0 comma 025 not stretchy rightwards double arrow U equals 0 comma 075 cross times V divided by c m” style=”vertical-align: -7px;”>


Logo, a carga o capacitor deve ser de:

Q = C U = 10 0 , 075 x Q = 0 , 75 x μ C / c m ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”51″ width=”170″ alt=”table row cell Q equals C times U equals 10 times 0 comma 075 x end cell row cell therefore Q equals 0 comma 75 x blank straight mu blank C divided by c m end cell end table” style=”vertical-align: -20px;”>


Dessa forma, concluímos que não há alternativa correta.


Questão 8

IME 2020

Imagem da questão 8 sobre teoria


Um capacitor previamente carregado com energia de 4,5 J foi inserido no circuito, resultando na configuração mostrada na figura acima. No instante t = 0 a chave S é fechada e começa a circular no circuito a corrente i(t), com i(0)>2 A.


Diante do exposto, ao ser alcançado o regime permanente, ou seja i(t)=0, o módulo da variação de tensão, em volts, entre os terminais capacitor desde o instante t = 0 é:

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: Anulada

ANULADA


Questão anulada no gabarito oficial.


Na figura do enunciado, consta o valor de 1 C ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”19″ width=”22″ alt=”1 C” style=”vertical-align: -4px;”> ao lado do capacitor, o que possibilita duas interpretações:


1ª – O valor correto era de 1  F ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”20″ width=”24″ alt=”Error converting from MathML to accessible text.” style=”vertical-align: -4px;”>. Nesse caso:


Tensão sobre o capacitor:

E = C U 2 2
4 , 5 = 1 U 2 2
U = 3 V ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”47″ width=”250″ alt=”E equals C U to the power of 2 end exponent over 2 not stretchy rightwards double arrow 4 comma 5 equals fraction numerator 1 times U to the power of 2 end exponent over denominator 2 end fraction not stretchy rightwards double arrow U equals 3 text end text V” style=”vertical-align: -15px;”>


Dependendo da polaridade, podemos ter:

i ( 0 ) = 5 ± 3 2 ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”42″ width=”82″ alt=”i not stretchy left parenthesis 0 not stretchy right parenthesis equals fraction numerator 5 plus-or-minus 3 over denominator 2 end fraction” style=”vertical-align: -15px;”>


Como i(0)&gt;2A,” class=”Wirisformula” role=”math” height=”21″ width=”65″ alt=”straight i left parenthesis 0 right parenthesis greater than 2 straight A comma” style=”vertical-align: -5px;”> devemos ter que:

i ( 0 ) = 5 + 3 2
i ( 0 ) = 4 A ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”42″ width=”168″ alt=”i not stretchy left parenthesis 0 not stretchy right parenthesis equals fraction numerator 5 plus 3 over denominator 2 end fraction not stretchy rightwards double arrow i not stretchy left parenthesis 0 not stretchy right parenthesis equals 4 text end text A” style=”vertical-align: -15px;”>


Portanto, o módulo da variação de tensão entre os terminais do capacitor seria de 5  V + 3  V = 8  V ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”20″ width=”105″ alt=”Error converting from MathML to accessible text.” style=”vertical-align: -4px;”>.


2ª – O valor indicava a carga de 1 C ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”19″ width=”22″ alt=”1 C” style=”vertical-align: -4px;”> no capacitor. Nesse outro caso:


Tensão sobre o capacitor:

E = Q U 2
4 , 5 = 1 U 2
U = 9 V ” class=”Wirisformula” role=”math” height=”45″ width=”237″ alt=”E equals fraction numerator Q U over denominator 2 end fraction not stretchy rightwards double arrow 4 comma 5 equals fraction numerator 1 times U over denominator 2 end fraction not stretchy rightwards double arrow U equals 9 text end text V” style=”vertical-align: -15px;”>


Portanto, para a única polaridade possível, o módulo da variação de tensão entre os terminais do capacitor seria de 5V+9V=14V.” class=”Wirisformula” role=”math” height=”20″ width=”107″ alt=”5 straight V plus 9 straight V equals 14 straight V.” style=”vertical-align: -4px;”>

Questão 9

PUC PR · Medicina 2019

O circuito a seguir apresenta um capacitor C de capacitância 8μF, conectado a dois resistores ôhmicos e a um gerador ideal de força eletromotriz ε.


Imagem da questão 9 sobre teoria


Para o arranjo apresentado, o capacitor armazena uma energia potencial elétrica de 16μJ após o equilíbrio ter sido alcançado.


Utilizando o mesmo capacitor (inicialmente descarregado) e o gerador ideal, se faz uma nova configuração de circuito.


Imagem da questão 9 sobre teoria


Qual será a nova energia potencial elétrica no capacitor após ter atingido o máximo de armazenamento para a situação?

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: D

Para o primeiro circuito, temos:


Tensão em cada ramo:

E=CU22
16106=8106U22
U=2V


Corrente do circuito:

U=R2i
2=2i
i=1A


Força eletromotriz ε:

U=εR1i
2=ε41
ε=6V


Para o segundo circuito, temos:


Corrente do circuito:

ε=Reqi6=(2//2+5+4)i6=10ii=0,6 A


Tensão sobre o ramo do capacitor:

U=(2//2+5)i
U=60,6
U=3,6 V


Nova energia armazenada no capacitor:

E=CU22
E=81063,622
 E=51,84 μJ

Questão 10

Insper 2019

No circuito ideal esquematizado na figura, o gerador fornece uma tensão contínua de 200 V As resistências dos resistores ôhmicos são R1 = R3 = 20 Ω, R2 = 60Ω e a capacitância do capacitor é C = 2,0⋅10−6 F.


Imagem da questão 10 sobre teoria


Nessas condições, a quantidade de carga acumulada no capacitor será, em C, igual a

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: B

Com o capacitor totalmente carregado, temos:


Corrente elétrica do circuito:

U=(R1+R2+R3)i
200=(20+60+20)i
i=2A


Tensão no resistor R2:

UR2=R2i=602
UR2=120 V


Como a tensão sobre o capacitor é a mesma sobre o resistor R2. obtemos:

Q=CUR2=2106120
Q=2,4104C

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Exercícios de Gerador

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Questões desta lista

Questão 1

UNICAMP 2026

De forma simplificada, o comportamento de uma bateria pode ser modelado com uma fonte ideal de diferença de potencial elétrico Ub em série com um resistor de resistência Rb. Dessa maneira, o dispositivo que é alimentado pela bateria pode, muitas vezes, ser representado por um resistor de resistência R.

Imagem da questão 1 sobre teoria

Na situação exemplificada na figura, a diferença de potencial registrada pelo voltímetro é

Ver resposta e resolução da questão 1

Resposta: B

Comentário: O circuito possui duas resistências em série, assim, a resistência equivalente do circuito é a soma das resistências.

Req=Rb+R=1,2Ω+6Ω
Req=7,2Ω


Lançando-se mão da Primeira Lei de Ohm, que relaciona a tensão, a corrente e a resistência de resistores ôhmicos, obtém-se a corrente elétrica do circuito:

Utot=Reqitot
itot=UReq=3,6V7,2Ω
itot=0,5A


Finalmente, utilizando-se a mesma lei, obtém-se a tensão elétrica em volts sobre o resistor R.

U=Ritot=6Ω0,5A
U=3V

Questão 2

UECE 2026

Em equipamentos elétricos reais, há sempre perdas internas de natureza resistiva e, em certas situações, a condição de ajuste do equipamento para atingir a potência útil máxima é relevante, como em otimização de conversores ou no condicionamento de carga. Uma fonte ideal de tensão de 120 V alimenta um equipamento cujo modelo elétrico pode ser representado por uma resistência interna r = 10Ω (responsável pelas perdas) em série com uma resistência ajustável R, correspondente à carga útil do equipamento. Quando o equipamento é ajustado de modo que a potência dissipada na resistência R é máxima, a corrente elétrica I, que percorre o circuito, é

Ver resposta e resolução da questão 2

Resposta: A

Para que a potência dissipada na carga R (potência útil) seja máxima em um circuito com uma resistência interna r, deve ser aplicada a Teoria da Máxima Transferência de Potência. 


De acordo com esse teorema, a transferência máxima de potência ocorre quando a resistência da carga é igual à resistência interna da fonte:

R=r=10Ω


Nessa condição, o circuito torna-se uma malha simples com duas resistências de 10Ω em série. A resistência total (Req) será:

Req=r+R=10Ω+10Ω
Req=20Ω


Agora, aplicamos a Lei de Ohm para encontrar a corrente:

U=ReqI
120V=20ΩI
I=120V20ΩI=6A

Questão 3

PUC RJ 2026

Ao conectar uma bateria não ideal a um voltímetro, a leitura é de 12 V. Essa bateria é então conectada a um resistor de resistência 90 Ω, e observa-se que a corrente no circuito é 100 mA.


Qual é a resistência interna da bateria, em Ω?

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: B

Com o voltímetro conectado, a corrente fornecida pela bateria é desprezível. Por isso, a leitura de 12 V corresponde à força eletromotriz da bateria, isto é, à tensão ideal disponível antes da queda de tensão na resistência interna.


Quando o resistor de 90 Ω é ligado, a corrente do circuito é 100 mA, que equivale a 0,10 A. A tensão nos terminais da bateria passa a ser a tensão no resistor externo:


U=R·i=90·0,10=9 V


A diferença entre a força eletromotriz, 12 V, e a tensão efetivamente entregue ao resistor, 9 V, é a queda de tensão na resistência interna da bateria:


Ur=129=3 V


Essa queda obedece à relação Ur=r·i, em que r é a resistência interna. Isolando essa grandeza:


r=Uri=30,10=30 Ω

Questão 4

ENEM 2025

Em uma comunidade rural, os moradores utilizam uma bomba-d’água alimentada por 100 V de tensão contínua, podendo variar em até 5 V. Um eletrotécnico pretende instalar placas fotovoltaicas para alimentar essa bomba. As placas são idênticas e cada uma apresenta tensão de operação igual a 34 V com corrente de 7,5 A. Além disso, cada placa apresenta 40 V de tensão elétrica, quando em circuito aberto. Assim, considerando que a placa descrita é um gerador não ideal, em circuito aberto ela pode ser representada conforme a figura: 


Imagem da questão 4 sobre teoria


O eletrotécnico construiu um circuito que permite à bomba-d’água operar corretamente com o menor número possível de placas conectadas. Para isso, desenhou um diagrama no qual todas essas placas são representadas como um único gerador não ideal, com a especificação das correspondentes características elétricas. 


O diagrama que representa o circuito construído pelo eletrotécnico é:

Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: B

Para dimensionar corretamente o sistema de alimentação da bomba-d’água, é fundamental analisar primeiramente a exigência de tensão imposta pelo equipamento. O motor requer uma tensão contínua nominal de 100 V, admitindo uma tolerância de variação de ±5 V, o que delimita uma faixa operacional segura entre 95 V e 105 V.


Como as placas fotovoltaicas são idênticas e operam com tensão de 34 V cada, a conexão em série é a configuração adequada para somar suas tensões parciais. Buscando o menor número de módulos que mantenha a tensão total dentro da faixa permitida, verifica-se que duas placas forneceriam apenas 68 V, valor insuficiente. Já três placas conectadas em série resultam em uma tensão operacional total de 102 V, valor este que se enquadra perfeitamente no intervalo aceitável de funcionamento.


Para formalizar essa verificação quantitativa, estabelece-se a desigualdade abaixo:


100V5V<334V<100V+5V


O que se simplifica para a relação numérica:


95V<102V<105V


Com a quantidade de módulos definida, o próximo passo consiste em determinar a resistência interna equivalente de cada placa. Considerando que o dispositivo fotovoltaico se comporta como um gerador não ideal, sua tensão terminal U durante a operação está relacionada à força eletromotriz ε pela equação característica do gerador, subtraindo-se a queda de tensão na resistência interna r devido à corrente i fornecida.


A aplicação dos dados fornecidos no enunciado segue a expressão:


U=εri


Substituindo os valores conhecidos de tensão operacional, tensão em circuito aberto e corrente nominal:


34=40r7,5


Resolvendo algebricamente para encontrar o valor da resistência interna unitária:


r=0,8Ω


Ao conectar três desses módulos em série para formar o gerador equivalente solicitado pelo diagrama, as características elétricas do conjunto devem ser calculadas. A força eletromotriz total equivale à soma das forças eletromotrizes individuais, enquanto a resistência interna equivalente também segue a regra de associação em série.


Assim, obtém-se:


εeq=3ε=340V=120V


E para a resistência interna:


req=3r=30,8Ω=2,4Ω


Portanto, o circuito equivalente construído pelo profissional deve representar um gerador com força eletromotriz de 120 V e resistência interna de 2,4 Ω. Essa configuração corresponde exatamente ao esquema apresentado na alternativa B.

Questão 5

UFAM · PSC II 2024

O gráfico a seguir representa a curva característica de um gerador elétrico:



 

Imagem da questão 5 sobre teoria


 


A partir dessas informações, podemos afirmar que:


I. O ponto A do gráfico representa a diferença de potencial (ddp) entre os terminais do gerador quando o circuito no qual está inserido está fechado.


II. O ponto B do gráfico representa a situação de curto-circuito, ou seja, a potência útil é nula e toda a energia de outra modalidade que se transforma em energia elétrica se dissipará internamente, no próprio gerador.


III. A equação característica de um gerador é dada por U = ε−r⋅i, onde ε e r são constantes que dependem de como o gerador foi construído.


IV. A resistência interna do gerador é dada pelo valor absoluto do coeficiente angular da curva característica.


Assinale a alternativa CORRETA:

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: D

[I] Incorreta. O ponto A do gráfico representa a força eletromotriz do gerador. É possível observar este fato fazendo i = 0 na equação do gerador:

υ=εri
υ=εr·0
υ=ε

Questão 6

UEA · SIS III 2024

O esquema mostra um gerador real, de força eletromotriz E com resistência interna r, e o gráfico mostra a curva característica desse gerador real.


Imagem da questão 6 sobre teoria

Imagem da questão 6 sobre teoria


O valor da resistência interna r desse gerador é

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: C

Com os dados da curva característica, obtém-se a equação característica do gerador que tem a seguinte forma:

U=εri 


Para o primeiro ponto do gráfico: (i; U)=(0A; 10 V)
ε=10 V 


Para o segundo ponto: (i; U)=(2 A; 0 V)
 r=εi=102
r=5 Ω 

Questão 7

ENEM · PPL 2024

Ao realizar os preparativos para o Natal, uma pessoa resolveu aumentar o número de lâmpadas incandescentes de um pisca-pisca que originalmente tinha 20 lâmpadas associadas em paralelo, cada uma com resistência R. Adicionou outras 20 lâmpadas com as mesmas especificações e também em paralelo. O circuito passou a ser composto por 40 lâmpadas em paralelo e uma fonte de resistência interna r. A corrente total do circuito com 40 lâmpadas é proporcional à corrente do circuito com 20 lâmpadas, ou seja, i40=αi˙20 . Ao ligar o sistema, ela observou que o brilho das lâmpadas diminuiu com fator de proporcionalidade igual a α2.


Qual é o fator a, utilizado para a obtenção da redução do brilho em cada lâmpada?

Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: C

Considere a fonte de força eletromotriz E e resistência interna r. A tensão U nos terminais da fonte é igual à força eletromotriz menos a queda de tensão na resistência interna, dada por ri. Ao mesmo tempo, essa tensão é a mesma aplicada ao conjunto de lâmpadas, cuja resistência equivalente é Req.

Assim, combinam-se as relações

U=EriU=Req

Na segunda relação, a expressão completa é a tensão no conjunto de lâmpadas, isto é, a resistência equivalente multiplicada pela corrente total. Portanto, igualando as duas expressões para a tensão:

Reqi=Eri

Reunindo no mesmo membro os termos que contêm a corrente, obtém-se:

E=(Req+r)i.

Como as lâmpadas são idênticas e estão associadas em paralelo, a resistência equivalente de N lâmpadas, cada uma com resistência R, é igual a R/N. Logo, para 20 lâmpadas, a resistência equivalente é R/20; para 40 lâmpadas, é R/40.

Aplicando essa expressão aos dois circuitos propostos, a força eletromotriz E é a mesma nos dois casos:

E=R20+ri20E=R40+ri40R20+ri20=R40+ri40i40=R20+rR40+ri20

A corrente total no circuito com 40 lâmpadas é definida pelo enunciado como proporcional à corrente no circuito com 20 lâmpadas:

i40=αi20α=R20+rR40+r

O brilho de cada lâmpada incandescente é proporcional ao quadrado da corrente que a atravessa. Como a corrente de cada lâmpada também varia na mesma proporção associada à corrente total do circuito, a redução do brilho é representada pelo fator α2, conforme indicado no enunciado.

Portanto, o fator α é determinado pela razão entre as resistências totais dos dois circuitos, incluindo a resistência interna da fonte. A expressão correspondente à alternativa indicada no gabarito é:

Alternativa C.

Questão 8

AFA 2024

Na Figura 1 a seguir, tem-se a representação esquemática de um circuito simples, constituído por um gerador de força eletromotriz ε e resistência interna r, que alimenta um reostato de resistência variável R. O gráfico da Figura 2 descreve o comportamento da potência útil, PU, do gerador em função da corrente i, onde i1 é a medida da corrente elétrica no circuito quando o gerador entrega a esse a máxima potência.


Imagem da questão 8 sobre teoria

Imagem da questão 8 sobre teoria


Com base nas informações fornecidas, avalie as afirmações abaixo.


I. Da simetria do gráfico, pode-se concluir que a corrente i1 é a metade da corrente de curto-circuito do gerador.


II. No regime de máxima transferência de potência, a diferença de potencial nos terminais do gerador é igual à força eletromotriz ε.


III. A área do gráfico fornece a diferença de potencial do circuito.


IV. A resistência elétrica do reostato será R = r quando o gerador transferir máxima potência ao circuito.


Estão corretas apenas as afirmações

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: C

[I] Verdadeira. Como a corrente de curto-circuito é dada para R = 0 (PU = 0), pela simetria da parábola, temos que i1=icc2.


[II] Falsa. No regime de máxima transferência de potência (R = r), a d.d.p é dividida igualmente para os resistores, o que faz com que a diferença de potencial nos terminais do gerador seja igual a ε2.


[III] Falsa. A diferença de potencial do circuito é dada pela tangente ao gráfico de P×i, não pela área desse gráfico.


[IV] Verdadeira. A condição de máxima transferência de potência ao circuito ocorre para R = r.

Questão 9

UFRGS 2023

Uma fonte possui tensão nominal (de circuito aberto) V e resistência interna Ri, e é colocada como componente do circuito indicado na figura. A tabela apresenta valores da corrente I que percorre o circuito, para dois valores da resistência R.


Imagem da questão 9 sobre teoria

Imagem da questão 9 sobre teoria

I (A)

2,5

4

3,5

3


A partir desses dados, assinale a alternativa que melhor representa os valores de V (em volts) e de Ri (em ohms), respectivamente.

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: B

Temos que:

V=Reqi
V=(Ri+2,5)4V=(Ri+3,5)3
V=4Ri+10V=3Ri+10,5
4Ri+10=3Ri+10,5
Ri=0,5 Ω
V=40,5+10
V=12 V


Logo, os valores de V e Ri são, respectivamente, iguais a 12 V e 0,5Ω

Questão 10

UFAM · PSC III 2023

Quando necessário, utilize:


– a aceleração da gravidade, adote g = 10 m / s2


– a constante elétrica do ar kar = 9,0×109 N⋅m2 / C2


Numa aula no Laboratório de Eletricidade, um grupo de alunos tinha como objetivo estimar a resistência interna de uma bateria de 12V, utilizada em automóveis. Para tanto, montaram o circuito esquematizado na figura a seguir, onde R = 2Ω Em seguida, com um voltímetro, suposto ideal, eles mediram a diferença de potencial entre os pontos A e B, obtendo o valor de 10V.


Imagem da questão 10 sobre teoria


Desprezando qualquer resistência extra dos fios conectores, eles concluíram que o valor estimado da resistência interna da bateria é:

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: C

No resistor externo:

UAB=Ri
10=2i
i=5A


Sendo r a resistência interna da bateria, pela equação do gerador, tem-se:

UAB=Eri
10=12r(5)
r=25=0,4Ω
r=400 mΩ

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Exercícios de Instrumentos de medida

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Questões desta lista

Questão 1

UEA 2021

O circuito ilustrado na figura apresentou mau funcionamento, e uma técnica supõe que um dos resistores esteja queimado, ou seja, sem condutividade, pois a fonte está funcionando corretamente.


Imagem da questão 1 sobre teoria


Utilizando os pontos de contato 1, 1’, 2, 2’, 3, 3’, 4 e 4’, e dispondo de um amperímetro e de um voltímetro, ela conseguirá identificar o resistor defeituoso quando

Ver resposta e resolução da questão 1

Resposta: A

Para solucionar este problema, é fundamental compreender o comportamento de um circuito elétrico quando ocorre uma falha em um de seus componentes. O enunciado estabelece que um dos resistores está “queimado”, o que, no contexto da física de circuitos, significa que ele perdeu sua capacidade de conduzir corrente elétrica, comportando-se como um circuito aberto ou uma resistência infinita.


Em um circuito em série ou em ramos específicos, a intensidade da corrente elétrica, medida em Ampères (A), depende da continuidade do caminho condutor. Se um componente interrompe esse caminho, a corrente que deveria atravessar aquele trecho específico torna-se zero. Para diagnosticar essa falha, utiliza-se o amperímetro, um instrumento projetado para medir o fluxo de cargas elétricas. Para que a medição seja precisa e reflita a realidade do circuito, o amperímetro deve ser obrigatoriamente conectado em série com o componente que se deseja testar.


Imagem da resolução da questão 1 sobre teoria


Ao posicionar o amperímetro em série nos pontos de contato 1, 2 ou 3, o técnico estará inserindo o instrumento diretamente no caminho da corrente de cada ramo correspondente. Caso um dos resistores desses ramos esteja com a condutividade interrompida, não haverá fluxo de elétrons passando pelo ponto de medição, resultando em uma leitura de corrente nula no visor do aparelho.


É importante expandir esse raciocínio para os pontos subsequentes. A interrupção da continuidade elétrica em um resistor afeta todo o trecho do circuito que vem logo após a falha naquele ramo. Portanto, se o amperímetro for conectado nos pontos 1′, 2′ ou 3′, que representam as saídas dos respectivos ramos, ele também detectará a ausência de corrente caso o componente anterior esteja defeituoso.


Em conclusão, a estratégia de ligar o amperímetro em série próximo aos pontos iniciais (1, 2 ou 3) permite identificar o resistor queimado através da observação de uma corrente igual a zero, validando assim a alternativa A como a correta para o diagnóstico do mau funcionamento apresentado.

Questão 2

ENEM · PPL 2021

Baterias são dispositivos que acumulam energia e estão presentes em inúmeros aparelhos portáteis. Uma bateria ideal não possui resistência interna. Entretanto, baterias reais apresentam resistência interna disponibilizando uma tensão efetiva V inferior à sua tensão nominal ε, conforme a figura. Uma vez que se sabe o valor da tensão nominal da bateria, determina-se sua carga pelo conhecimento da corrente i enquanto está conectada a um circuito de resistência R, de tensão efetiva V, e da resistência interna r da bateria.


Imagem da questão 2 sobre teoria


De posse de um voltímetro Imagem da questão 2 sobre teoria de um amperímetro Imagem da questão 2 sobre teoria e de uma resistência-teste R, a configuração adequada para avaliar a carga da bateria é:


Ver resposta e resolução da questão 2

Resposta: A

Para solucionar este problema, é fundamental compreender o funcionamento e a conexão correta dos instrumentos de medição elétrica em um circuito. O objetivo é determinar a carga da bateria, o que exige o conhecimento preciso da corrente elétrica que circula pelo sistema e da diferença de potencial aplicada ao resistor de teste R.


O primeiro instrumento mencionado é o amperímetro, cuja função primordial é mensurar a intensidade da corrente elétrica, representada pela variável i. Para que essa medição seja fidedigna e reflita o fluxo de cargas que atravessa o componente de interesse, o amperímetro deve ser obrigatoriamente conectado em série com o resistor R. Essa configuração garante que toda a corrente que percorre o circuito passe necessariamente por dentro do dispositivo de medição, permitindo a leitura correta da grandeza.


O segundo instrumento necessário é o voltímetro, utilizado para aferir a tensão elétrica ou diferença de potencial (V) entre dois pontos específicos. Diferente do amperímetro, o voltímetro possui uma resistência interna extremamente elevada, projetada para não desviar a corrente do circuito principal. Por esse motivo, ele deve ser conectado em paralelo aos terminais do resistor R. Ao estabelecer essa conexão paralela, o instrumento consegue captar a queda de tensão sobre o componente sem interferir significativamente no funcionamento da malha elétrica.


Portanto, ao combinar essas duas técnicas de conexão — amperímetro em série para monitorar o fluxo de carga e voltímetro em paralelo para verificar a tensão efetiva nos terminais do resistor — torna-se possível obter os dados necessários para calcular a carga da bateria conforme as relações estabelecidas no enunciado. A alternativa A é a correta pois descreve exatamente esse arranjo experimental indispensável para a caracterização do dispositivo.

Questão 3

ENEM 2020

Uma pessoa percebe que a bateria de seu veículo fica descarregada após cinco dias sem uso. No início desse período, a bateria funcionava normalmente e estava com o total de sua carga nominal, de 60Ah Pensando na possibilidade de haver uma corrente de fuga, que se estabelece mesmo com os dispositivos elétricos do veículo desligados, ele associa um amperímetro digital ao circuito do veículo.


Qual dos esquemas indica a maneira com que o amperímetro deve ser ligado e a leitura por ele realizada?


Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: B

Para determinar a corrente de fuga que descarrega a bateria do veículo, é fundamental compreender o princípio de funcionamento dos instrumentos de medição elétrica. O amperímetro, por definição, deve ser inserido em série ao caminho percorrido pela corrente elétrica desejada. Dessa forma, todo o fluxo de cargas que atravessa o ponto de interesse passa obrigatoriamente pelo aparelho, permitindo uma leitura precisa sem interferir na tensão do restante do circuito. Essa configuração em série é a única maneira válida de quantificar a intensidade da corrente que esgota a reserva energética da bateria durante o período de inatividade.


Com a conexão adequada estabelecida, o próximo passo consiste em relacionar as grandezas físicas envolvidas no processo de descarga. A capacidade nominal da bateria é expressa em ampère-hora, uma unidade que representa a quantidade total de carga elétrica armazenada. A relação fundamental entre carga elétrica, intensidade da corrente e intervalo de tempo é descrita pela expressão matemática:


Q=iΔt


Esta equação demonstra que a carga total transferida corresponde ao produto da corrente constante pelo tempo decorrido. Para isolar o valor da corrente de fuga, basta reorganizar os termos da igualdade, obtendo-se a seguinte forma algébrica:


i=QΔt=605×24


Na prática, os dados fornecidos pelo enunciado indicam que a bateria, inicialmente totalmente carregada com sua capacidade máxima de sessenta ampère-hora, se esgota completamente após cinco dias. Convertendo o intervalo temporal para horas, temos cinco vezes vinte e quatro unidades de tempo, resultando em cento e vinte horas. Ao substituir esses valores na expressão isolada, realizamos a operação aritmética indicada:


i=0,5 A


A divisão entre sessenta ampère-hora por cento e vinte horas elimina as unidades de carga e tempo, restando exclusivamente o ampère como unidade da grandeza calculada. O resultado numérico obtido confirma que a corrente de fuga mantém-se constante em meio ampère durante todo o período de estacionamento. Essa magnitude, combinada à configuração de ligação em série do instrumento, corresponde exatamente ao esquema apresentado na alternativa B, validando tanto a metodologia experimental quanto o cálculo realizado.

Questão 4

IFSul · Integrado 2018

Os instrumentos de medidas elétricas que medem corrente elétrica, diferença de potencial elétrico e resistência elétrica são denominados, respectivamente, amperímetros, voltímetros e ohmímetros. Muitas vezes, eles são reunidos em um único aparelho, denominado multímetro, o qual tem uma chave que permite selecionar a função desejada.


Em relação à forma correta que esses medidores devem ser associados com um resistor em um circuito elétrico, um amperímetro ideal, quando associado

Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: A

Para compreender o funcionamento de um amperímetro, é fundamental entender a natureza da grandeza que ele se propõe a mensurar: a intensidade da corrente elétrica. A corrente elétrica representa o fluxo ordenado de cargas elétricas que atravessa uma seção transversal de um condutor por unidade de tempo. Para que esse fluxo seja contabilizado pelo instrumento, todos os portadores de carga devem obrigatoriamente passar pelo interior do medidor.


Dessa forma, a configuração técnica exigida para essa medição é a associação em série. Ao conectar o amperímetro em série com o componente que se deseja analisar, como um resistor, cria-se um caminho único para a eletricidade, garantindo que a mesma quantidade de carga que circula pelo circuito passe também pelo sensor do aparelho. Se o medidor fosse colocado em paralelo, ele não captaria o fluxo total da corrente principal, invalidando a leitura.


Um ponto crucial para a precisão dessa medição é o conceito de amperímetro ideal. Um instrumento ideal possui uma resistência interna nula, ou seja, sua resistência é tão baixa que não oferece qualquer obstáculo à passagem dos elétrons. Isso evita que a inserção do aparelho altere a corrente original do circuito, permitindo uma leitura fiel da intensidade elétrica sem causar quedas de tensão indesejadas no sistema.


Em conclusão, para medir o fluxo de cargas em um resistor, o amperímetro deve ser integrado ao caminho do circuito de modo que ele se torne parte integrante da linha de condução, caracterizando uma ligação em série, o que valida a alternativa A como a correta.

Questão 5

ACAFE 2016

Em uma atividade experimental um estudante dispõe de um voltímetro V e um amperímetro A. Uma lâmpada de potência desconhecida é ligada a uma fonte de tensão, estabelecendo um circuito acrescido de tais medidores.


A alternativa correta que mostra a conexão de circuito que permite achar o valor da potência dessa lâmpada é:

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: A

Para determinar a potência elétrica de um componente, como a lâmpada mencionada no problema, é fundamental compreender como os instrumentos de medição devem ser integrados ao circuito para obter dados precisos sobre as grandezas físicas envolvidas. A potência elétrica pode ser calculada através do produto da diferença de potencial aplicada ao dispositivo pela intensidade da corrente elétrica que o atravessa.


O primeiro passo consiste em medir a corrente elétrica, que representa o fluxo de carga por unidade de tempo. Para que essa medição seja fidedigna, o amperímetro deve ser obrigatoriamente conectado em série com a lâmpada. Isso garante que toda a intensidade da corrente que circula pelo condutor da lâmpada passe também pelo medidor, permitindo a leitura correta do valor em Ampères.


Simultaneamente, é necessário aferir a tensão elétrica, ou seja, a diferença de potencial (DDP) estabelecida nos terminais da lâmpada. Diferente do amperímetro, o voltímetro possui uma resistência interna muito elevada e deve ser conectado em paralelo com o componente que se deseja medir. Essa configuração permite que o instrumento capture a variação de potencial entre os dois pontos da lâmpada sem desviar significativamente a corrente principal do circuito.


Portanto, ao observar as opções de montagem, busca-se aquela que apresenta o amperímetro inserido no mesmo caminho percorrido pela corrente da lâmpada e o voltímetro posicionado de forma a abraçar os seus terminais. Seguindo essa lógica de conexão técnica para medição de grandezas elétricas, identifica-se que apenas a alternativa A atende aos requisitos de montagem em série para a corrente e em paralelo para a tensão, possibilitando o cálculo subsequente da potência.

Questão 6

UPF 2015

Em uma aula no laboratório de Física, o professor solicita aos alunos que meçam o valor da resistência elétrica de um resistor utilizando um voltímetro ideal e um amperímetro ideal. Dos esquemas abaixo, que representam arranjos experimentais, qual o mais indicado para a realização dessa medição?

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: A

Para determinar a resistência elétrica de um componente por meio de medições diretas, é fundamental compreender como os instrumentos de medida devem ser integrados ao circuito para não interferirem nos valores reais das grandezas estudadas. No caso de dispositivos ideais, como o voltímetro e o amperímetro mencionados no enunciado, seguimos princípios específicos de conexão elétrica.


O amperímetro tem a função de medir a intensidade da corrente elétrica que atravessa um condutor. Para que ele consiga contabilizar o fluxo de cargas que passa pelo resistor, ele deve ser obrigatoriamente conectado em série com o elemento de interesse. Em um dispositivo ideal, o amperímetro possui resistência interna nula, o que garante que sua inserção no caminho da corrente não altere a resistência total do circuito nem reduza a intensidade da corrente medida.


Por outro lado, o voltímetro é utilizado para aferir a diferença de potencial (ddp) aplicada sobre o componente. Para realizar essa medição sem desviar a corrente principal do circuito, ele deve ser conectado em paralelo ao resistor. Um voltímetro ideal apresenta uma resistência interna infinita, o que impede que uma parcela significativa da corrente passe por ele, assegurando que a leitura da tensão seja fiel àquela presente nos terminais do resistor.


Portanto, o arranjo experimental correto exige que o amperímetro esteja inserido no mesmo caminho da corrente que percorre o resistor e que o voltímetro envolva os dois pontos de conexão do componente. Analisando as opções apresentadas sob essa ótica técnica, identifica-se que apenas a configuração descrita na alternativa A atende plenamente aos requisitos de montagem para uma medição precisa de resistência elétrica.

Questão 7

EsPCEx 2013

O amperímetro é um instrumento utilizado para a medida de intensidade de corrente elétrica em um circuito constituído por geradores, receptores, resistores, etc. A maneira correta de conectar um amperímetro a um trecho do circuito no qual queremos determinar a intensidade da corrente é

Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: A

A medição da intensidade de corrente elétrica exige uma configuração específica para que o instrumento não interfira no comportamento original do circuito. O amperímetro é projetado para quantificar o fluxo de cargas elétricas que atravessa um determinado ponto, e para que essa medição seja fidedigna, ele deve ser inserido diretamente no caminho percorrido pelos portadores de carga.


Para atingir esse objetivo, o dispositivo precisa ser conectado em série com o componente ou trecho do circuito que se deseja analisar. Ao estabelecer uma conexão em série, garante-se que a mesma quantidade de carga que circula pelo circuito principal também passe obrigatoriamente pelo interior do medidor, permitindo a leitura exata da corrente elétrica naquele ponto específico.


Um aspecto técnico fundamental para o funcionamento ideal desse instrumento é a sua resistência interna. Em um cenário de medição perfeita, espera-se que o amperímetro possua uma resistência interna nula ou extremamente baixa. Essa característica é crucial porque, se o aparelho apresentasse uma resistência elevada, ele alteraria a resistência equivalente do circuito, modificando a intensidade da corrente que estava sendo medida e gerando um erro de leitura.


Portanto, conclui-se que a conexão em série é a única forma de garantir que todo o fluxo de corrente passe pelo sensor do instrumento, enquanto a baixa resistência interna assegura que essa inserção não prejudique a dinâmica elétrica do sistema estudado. Assim, a alternativa correta é a A.

Questão 8

ENEM 2013

Medir temperatura é fundamental em muitas aplicações, e apresentar a leitura em mostradores digitais é bastante prático. O seu funcionamento é baseado na correspondência entre valores de temperatura e de diferença de potencial elétrico. Por exemplo, podemos usar o circuito elétrico apresentado, no qual o elemento sensor de temperatura ocupa um dos braços do circuito (RS) e a dependência da resistência com a temperatura é conhecida.


Imagem da questão 8 sobre teoria


Para um valor de temperatura em que RS = 100Ω a leitura apresentada pelo voltímetro será de

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: D

Para determinar a indicação do instrumento de medição, analisamos o arranjo resistivo apresentado na figura inicial.


Imagem da resolução da questão 8 sobre teoria

Adotando um voltímetro ideal, sabemos que ele não interfere no fluxo de corrente pelos ramos do circuito. Assim, podemos tratar cada braço como um circuito série independente alimentado pela mesma fonte de tensão contínua de 10 V.


Imagem da resolução da questão 8 sobre teoria

No primeiro ramo, a resistência equivalente resulta da soma do resistor fixo de 470 Ω com o sensor térmico $R_S$, que neste instante vale 100 Ω. Aplicando a Lei de Ohm, obtemos a corrente $i_1$ que percorre esse caminho:


U=Ri {10=(470+100) i˙1i1=10570=157 A.10=(470+120) i˙2i2=10590=159 A.

Para relacionar essas correntes com os potenciais elétricos nos nós marcados no esquema, observamos que o ponto A está conectado ao polo positivo da fonte, enquanto B e C correspondem aos pontos intermediários após as resistências de 470 Ω em cada braço. A queda de tensão entre A e B é dada pelo produto da resistência de 470 Ω pela corrente $i_1$, e a queda entre A e C segue o mesmo princípio com $i_2$. Matematicamente, expressamos essas diferenças de potencial da seguinte maneira:


{VAVB=470157VAVC=470159VA+VB=470157VAVC=470159VBVC=47059470570,28 V

Para encontrar a leitura do voltímetro, que mede a diferença de potencial entre B e C, realizamos uma combinação algébrica das equações anteriores. Subtraindo a relação envolvendo o nó B da que envolve o nó C, isolamos $V_B – V_C$:


VBVC0,3V.

Realizando os cálculos numéricos, temos que 470 dividido por 59 resulta aproximadamente em 7,966 V, enquanto 470 dividido por 57 corresponde a cerca de 8,245 V. A subtração desses valores fornece uma diferença próxima de -0,28 V, que ao ser arredondada para uma casa decimal, conforme as opções apresentadas, confirma o valor de -0,3 V. Portanto, a alternativa correta é D.

Questão 9

ENEM 2013

Um eletricista analisa o diagrama de uma instalação elétrica residencial para planejar medições de tensão e corrente em uma cozinha. Nesse ambiente existem uma geladeira (G), uma tomada (T) e uma lâmpada (L), conforme a figura. O eletricista deseja medir a tensão elétrica aplicada à geladeira, a corrente total e a corrente na lâmpada. Para isso, ele dispõe de um voltímetro (V) e dois amperímetros (A).


Imagem da questão 9 sobre teoria


Para realizar essas medidas, o esquema da ligação desses instrumentos está representado em:

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: E

Para solucionar essa questão, é fundamental compreender os princípios de conexão dos instrumentos de medição elétrica em um circuito. A medição da diferença de potencial, ou tensão elétrica, exige que o voltímetro seja conectado em paralelo com o componente ou trecho do circuito que se deseja analisar. No caso específico da geladeira, o instrumento deve ser posicionado de modo que seus terminais fiquem conectados simultaneamente aos pontos de fase e neutro que alimentam o aparelho, permitindo captar a queda de tensão entre esses dois polos.


No que diz respeito à medição de intensidade de corrente elétrica, o procedimento é distinto. O amperímetro possui uma resistência interna muito baixa para não interferir no fluxo de cargas e, por esse motivo, deve ser obrigatoriamente inserido em série com o elemento a ser medido. Para determinar a corrente total do sistema, um dos amperímetros precisa estar localizado no caminho principal da alimentação, ou seja, conectado diretamente ao terminal de fase ou ao terminal de neutro antes que o circuito se ramifique para os demais componentes.


Já para obter a leitura específica da corrente que percorre a lâmpada, o segundo amperímetro deve ser integrado ao ramo exclusivo desse componente. Isso significa que o fluxo de elétrons destinado à lâmpada deve passar obrigatoriamente por dentro do instrumento antes de seguir para o dispositivo, garantindo que a medição seja restrita apenas àquele trecho do circuito.


Portanto, a configuração correta para atender às três solicitações do eletricista consiste em um voltímetro conectado em paralelo com a geladeira, um amperímetro posicionado na linha principal para registrar a corrente total e um segundo amperímetro ligado em série especificamente no ramo da lâmpada. Essa disposição técnica assegura a precisão das grandezas medidas sem comprometer o funcionamento da instalação residencial.

Questão 10

UFTM 2012

Assinale a alternativa que explica corretamente o funcionamento dos elementos componentes de um circuito elétrico.

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: A

Para compreender por que a alternativa A está correta, é fundamental analisar o modo de operação de um amperímetro dentro de um sistema elétrico. Esse dispositivo tem como função primordial medir a intensidade da corrente elétrica que flui através de um condutor. Para que essa medição seja fidedigna ao estado real do circuito, o instrumento deve ser conectado em série com os componentes que se deseja monitorar, estabelecendo-se um caminho único para o fluxo de cargas.


A característica técnica essencial de um amperímetro ideal é possuir uma resistência interna extremamente baixa, tendendo a zero. Essa propriedade é necessária porque, ao inserir o medidor em série, ele passa a integrar a resistência total do conjunto. Se o amperímetro apresentasse uma resistência elevada, ele aumentaria consideravelmente a resistência equivalente do circuito, o que, de acordo com as leis da eletrodinâmica, provocaria uma redução na corrente elétrica total. Consequentemente, o valor lido pelo aparelho não representaria a corrente real que circularia no circuito sem a presença do medidor, gerando um erro de medição significativo.


Portanto, ao garantir que sua resistência interna seja desprezível em comparação às demais resistências presentes no sistema, o amperímetro minimiza qualquer interferência na dinâmica elétrica original. Isso assegura que a leitura obtida seja uma representação precisa da intensidade da corrente, validando a necessidade de um componente com baixa oposição à passagem dos elétrons para não comprometer a integridade dos dados coletados.

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Exercícios de Associação de resistores

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Questões desta lista

Questão 1

UEA 2026

A figura 1 mostra um dispositivo elétrico associado em paralelo a um resistor de 20Ω. O comportamento da corrente elétrica que se estabelece nesse dispositivo em função da diferença de potencial aplicada entre seus terminais está ilustrado na figura 2.

Imagem da questão 1 sobre teoria

Quando a corrente elétrica nesse dispositivo é igual a 10 mA, a corrente elétrica que se estabelece no resistor vale

Ver resposta e resolução da questão 1

Resposta: C

O gráfico da Figura 2 mostra a relação entre a ddp (U) e a corrente (i) no dispositivo. Quando a corrente é 10mA, o gráfico indica que a ddp aplicada é de 0,6V.


Como o resistor de 20Ω está em paralelo com o dispositivo, ambos estão submetidos à mesma diferença de potencial. Portanto, Uresistor = 0,6V.


Aplicação da Lei de Ohm: Para encontrar a corrente no resistor (iR), usamos:

 iR=UR
iR=0,620
iR=0,03A30mA


Justificativa das Alternativas:


[A] Incorreta. 10mA é a corrente no dispositivo, não no resistor.


[B] Incorreta. Valor obtido por erro de leitura gráfica ou cálculo de ddp.


[C] Correta. Corresponde ao cálculo exato da Lei de Ohm para a ddp de 0,6V.


[D] Incorreta. Valor sugerido possivelmente para confundir com a resistência de 20Ω.


[E] Incorreta. Resultaria se a ddp lida fosse 1,0V.

Questão 2

PUC RJ 2026

Quatro resistores idênticos, com resistência R = 1,0 kΩ, são arranjados como na Figura a seguir. Esse conjunto de resistores está em série com uma bateria de voltagem V = 12 V.


Imagem da questão 2 sobre teoria


Nesse cenário, qual é, em mA, a corrente fornecida pela bateria?

Ver resposta e resolução da questão 2

Resposta: D

A corrente fornecida pela bateria é determinada pela lei de Ohm:


I=VReq


em que V é a tensão da bateria e Req é a resistência equivalente do conjunto de resistores.


Cada resistor possui resistência de 1,0 kΩ. Ao substituir os resistores pela resistência equivalente correspondente à associação mostrada no circuito, obtém-se Req = 600 Ω. Como a tensão fornecida pela bateria é 12 V, a corrente total é


I=12 V600 Ω


O resultado é 0,020 A. Convertendo para miliampères, usa-se 1 A = 1000 mA:


0,020 A=20 mA

Questão 3

FCMSCSP 2026

No circuito representado na figura, o gerador tem resistência interna desprezível e os resistores são ôhmicos.

Imagem da questão 3 sobre teoria

Se os fios de ligação utilizados na montagem desse circuito tiverem resistência desprezível, a potência total dissipada por ele será de 14,4 W se o valor de Rx for

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: E

Para que a potência dissipada seja de 14,4 W, a resistência equivalente do circuito deve ser de:

Pd=U2Req
14,4=122Req
Req=10Ω


Dessa forma, o valor de Rx deve ser igual a:

Rx(6+6)Rx+(6+6)+2=10
12Rx=8(Rx+12)
4Rx=96
Rx=24Ω

Questão 4

EsPCEx 2026

Em um determinado experimento, um aluno deve aquecer 40 g de um líquido de calor específico igual a 0,9 cal/g °C, de uma temperatura de 25°C até 85°C, em 4 min e 12 s. Para isso, ele utiliza rá um aquecedor elétrico cujo circuito é representado no desenho abaixo. Como o aquecedor não varia a temperatura do líquido no tempo requerido, conforme o planejado, ele precisará modificar o circuito do aquecedor acrescentando um novo resistor. Para atingir o objetivo, deverá associar ao resistor de 8Ω:


Dados: A troca de calor ocorre apenas entre os resistores e o líquido, que está em um recipiente adiabático; os fios do circuito são ideais; considere 1 cal = 4,2 J.

Imagem da questão 4 sobre teoria


Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: C

Potência elétrica do circuito:

P=QΔt=mcΔθΔt
P=400,9(8525)4,2460+12
P=36W


Resistência elétrica equivalente do circuito:

P=U2Req
36=122Req
Req=4Ω


Para que a resistência equivalente seja de 4Ω, é necessário adicionar mais um resistor de 8Ω em paralelo com o resistor de 8Ω presente no circuito.

Questão 5

Einstein · Medicina 2026

No circuito elétrico mostrado na figura, há três resistores ôhmicos e três pares de contatos, X, Y e Z, inicialmente vazios, nos quais pretende-se ligar uma lâmpada em cada um. O gerador e os fios de ligação são ideais.

Imagem da questão 5 sobre teoria

Existem três lâmpadas, L1, L2 e L3 de 10 W cada uma, disponíveis para serem integradas a esse circuito. Essas lâmpadas estão indicadas a seguir, junto com seus respectivos valores nominais:

Imagem da questão 5 sobre teoria

Para que essas lâmpadas acendam e funcionem de acordo com seus valores nominais, deve-se conectar as lâmpadas, L1, L2 e L3, respectivamente, nos pares de contatos

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: B

Para que as lâmpadas funcionem em seus valores nominais, a tensão (U) aplicada em cada contato do circuito deve ser exatamente igual à tensão nominal da lâmpada conectada a ele. 


Cálculo da Resistência das Lâmpadas:


Todas as lâmpadas têm potência P = 10 W. Usando a fórmula P=U2R, podemos encontrar a resistência de cada uma:

L1 (30V):R1=30210=90010R1=90Ω
L2 (60V):R2=60210=360010R2=360Ω
L3 (20V):R1=20210=40010R3=40Ω


Análise das Tensões nos Ramos do Circuito:


No circuito dessa questão, temos um gerador ideal de 60 V e uma associação de resistores (dois de 40Ω em um ramo e um de 90Ω em outro) os quais criam divisores de tensão nos pontos de contato X, Y e Z.


– Ponto Z: Está ligado em paralelo diretamente aos terminais do gerador. Portanto, a tensão disponível em Z é de 60 V. Assim, a lâmpada correta para esse ramo é L2 (mesma tensão da fonte-circuito em paralelo).


– Ponto Y (Divisor de Tensão de 30 V): Como neste ramo já existe um resistor de  colocando-se a lâmpada L1 (30 V) em série, a tensão total do ramo de  se divide igualmente para cada resistor (30 V cada).


– Ponto X (Divisor de Tensão de 20 V): No ponto X há dois resistores de 40Ω em série (totalizando 80Ω). Cada elemento desse circuito fica com uma tensão de 20 V, pois tanto os resistores como a lâmpada L3 tem resistências iguais, assim a tensão do ramo se divide igualmente entre os elementos. 

Ux=RR+R+RUtot=4040+40+4060V=1360V
Ux=20V


A alternativa correta é a [B], pois conecta as lâmpadas L1, L2 e L3 aos contatos Y, Z e X, respectivamente.

Questão 6

UECE 2025

No início do século XIX, cientistas como Georg Simon Ohm e Gustav Kirchhoff fizeram importantes descobertas que ajudaram a estabelecer as leis fundamentais da eletricidade, permitindo avanços significativos na compreensão dos circuitos elétricos. Essas leis continuam a ser aplicadas até hoje em diversas áreas da engenharia e da física. Considere um circuito elétrico ideal, como os estudados por esses pioneiros, contendo uma fonte de tensão, resistores e fios condutores.


Com base nos princípios estabelecidos por Ohm e Kirchhoff, assinale a afirmação verdadeira.

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: D

Para identificar a alternativa correta, é necessário analisar as propriedades fundamentais dos circuitos elétricos sob a ótica das leis de Ohm e Kirchhoff. Ao examinar a opção A, percebe-se um erro conceitual sobre associações em série. Em uma configuração onde os resistores estão conectados um após o outro no mesmo caminho condutor, não há ramificações para a passagem da carga elétrica. Por essa razão, a intensidade da corrente elétrica, que representa o fluxo de carga por unidade de tempo, deve ser idêntica em todos os componentes do trecho, sendo independente dos valores individuais de resistência de cada elemento.


Quanto à opção B, a afirmação inverte as propriedades das associações em paralelo. Em um circuito com múltiplos ramos conectados aos mesmos nós, o que permanece constante para todos os componentes é a diferença de potencial, ou seja, a tensão elétrica aplicada. A corrente, por outro lado, distribui-se entre os ramos de forma inversamente proporcional às resistências presentes, seguindo a Lei de Ohm.


A análise da opção C revela uma incorreção sobre o cálculo da resistência equivalente em paralelo. Quando adicionamos caminhos alternativos para a passagem da corrente, facilitamos o fluxo total do sistema, o que resulta em uma resistência equivalente que é obrigatoriamente inferior ao valor da menor resistência individual presente na associação. Matematicamente, isso ocorre porque o inverso da resistência equivalente é a soma dos inversos das resistências individuais.


Por fim, a opção D apresenta-se como correta por descrever precisamente um dos pilares da análise de circuitos: a Segunda Lei de Kirchhoff, também conhecida como Lei das Tensões ou Lei das Malhas. Este princípio estabelece que, em qualquer caminho fechado (malha) de um circuito, o somatório algébrico de todas as variações de potencial elétrico deve ser igual a zero. Em termos práticos, isso significa que toda a energia potencial fornecida pela fonte de tensão será consumida pelas quedas de tensão ocorridas ao atravessar os resistores do circuito. Portanto, a soma das quedas de tensão em uma associação em série é exatamente igual à tensão total disponibilizada pela fonte.


Conclui-se que a única afirmação tecnicamente precisa é a D, pois reflete corretamente o comportamento conservativo da energia elétrica em malhas fechadas conforme definido pelos princípios de Kirchhoff.

Questão 7

PUC RJ 2025

Cinco resistores idênticos, R1 = R2 = R3 = R4 = R5 = 1,0 kΩ, estão ligados por fios ideais, como mostrado na Figura a seguir. Aplica-se, então, uma ddp de 100 V entre os terminais A e B.


Imagem da questão 7 sobre teoria

Calcule a potência dissipada, em watts, APENAS no resistor R5.

Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: A

Os quatro resistores externos formam dois divisores de tensão idênticos entre A e B. Como todos possuem a mesma resistência, a tensão se divide igualmente em cada ramo: o ponto médio de um ramo fica no mesmo potencial elétrico que o ponto médio do outro.


O resistor R5 liga justamente esses dois pontos médios. Portanto, a diferença de potencial entre suas extremidades é nula, mesmo havendo uma ddp de 100 V entre A e B:


UR5 = 0 V


Pela relação entre potência, tensão e resistência,


PR5 = UR52/R5


Como UR5 = 0 V, não há corrente atravessando R5 e sua potência dissipada é 0 W.

Questão 8

ENEM · Reaplicação COP30 2025

Um circuito é utilizado para determinar a tensão da bateria, representada na figura pela letra V. Os dispositivos numerados de 1 a 4 apresentam resistência desprezível à passagem de corrente e, quando percorridos por uma corrente igual ou superior ao valor limiar, passam a emitir luz. O projeto representado no diagrama pode ser usado para avaliar a tensão, verificando-se quantos dispositivos acendem. Nele, todos os dispositivos são idênticos, e a corrente limiar é de 25 mA.

Imagem da questão 8 sobre teoria

Um estudante utilizou inicialmente uma bateria de 9 V no circuito (situação A) e depois a substituiu por uma bateria de 12 V (situação B).


Manual de operação e instalação. Disponível em: www.renesola.com.br. Acesso em: 30 nov. 2021 (adaptado).


Em cada situação, quais dispositivos acenderam?

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: A

Resistência elétrica equivalente do circuito:

1Req=11+11+11+11
Req=14


Corrente total do circuito para a tensão na bateria de 9 V:

V=Reqi
9=14i
i=36mA


Cada resistor recebe uma corrente de 36mA4=9mA. E as correntes no circuito ficam:

Imagem da resolução da questão 8 sobre teoria

Corrente total do circuito para a tensão na bateria de 12 V:

vv=RRai
12=14i
i=48mA


Cada resistor recebe uma corrente de 48mm4=12mm. E as correntes no circuito ficam:

Imagem da resolução da questão 8 sobre teoria

Portanto, considerando a corrente limiar de 25 mA, acenderam os dispositivos 1 e 2 nas duas situações.

Questão 9

ENEM · PPL 2025

Pretende-se utilizar um aquecedor d’água, mas a rede elétrica local não suporta a potência dissipada, interrompendo seu funcionamento. A solução criativa adotada foi associar em série, ao primeiro, um segundo aquecedor idêntico. Com essa solução, o tempo que leva para ferver determinado volume de água é t.


Quanto tempo levaria para ferver o mesmo volume de água, se a rede suportasse um único aquecedor?

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: D

Para compreender a dinâmica do aquecimento descrito, é fundamental analisar como a potência elétrica se comporta diante de alterações na configuração do circuito.


Definindo U como a tensão constante da rede e R como a resistência interna de cada aparelho idêntico, a taxa de conversão de energia elétrica em calor segue a lei básica da eletricidade:


P=U2R

Nesta expressão, observa-se que a potência é diretamente proporcional ao quadrado da tensão aplicada e inversamente proporcional à resistência total do caminho elétrico.


Ao optar pela interligação dos dois aquecedores em série, a impedância do sistema sofre uma modificação direta. Em associações sequenciais, as resistências se somam algebricamente, resultando em um valor equivalente de 2R. Ao substituir essa nova resistência na fórmula inicial, determinamos o novo regime de operação:


P‘=U22R=P2

A manipulação algébrica demonstra claramente que a potência efetiva cai para metade do valor original, pois o denominador dobrou enquanto a tensão permaneceu inalterada.


O aquecimento da água até a ebulição demanda uma quantidade fixa de energia térmica, representada por E, necessária para elevar a temperatura do volume especificado. A potência atua como a velocidade com que essa energia é transferida ao meio, conforme a relação:


P=EΔt

Tendo em vista que E é uma grandeza constante durante todo o processo, nota-se uma dependência inversamente proporcional entre a potência dissipada e o intervalo de tempo Δt. Isso implica que, ao reduzir a taxa de fornecimento energético pela metade, o período necessário para completar o aquecimento dobra.


Caso a infraestrutura elétrica fosse capaz de suportar a operação isolada do primeiro aparelho, a resistência total voltaria a ser apenas R, restaurando a potência nominal P. Como a potência dobra em relação ao regime série (que era P/2), o tempo requerido para atingir a mesma quantidade de energia E deve reduzir-se proporcionalmente pela metade. Aplicando essa lógica inversa ao intervalo t registrado na associação dupla, concluímos que o novo período será:


t=t2

Portanto, se a rede não apresentasse limitações e permitisse o uso exclusivo de um único aquecedor, o volume de água ferveria em metade do tempo observado anteriormente, confirmando que a alternativa correta corresponde à D.

Questão 10

ENEM 2025

Em sua maioria, os equipamentos eletrônicos domésticos demandam baixa potência elétrica em corrente contínua. Para alimentá-los, uma fonte externa ou embutida transforma a corrente alternada em corrente contínua de baixa tensão. Entretanto, cada equipamento tem suas especificidades, e muitas vezes não é possível simplesmente trocar essas fontes sem levar em conta a tensão, a corrente ou a potência elétrica de saída.


Considere um equipamento de resistência elétrica Rc que funciona corretamente apenas em um dado valor de tensão. Porém, a única fonte de alimentação disponível fornece uma tensão 20% superior à tensão recomendada. Para adaptar essa fonte ao aparelho, a associação de um resistor de proteção Rp, de potência adequada, se faz necessária. 


A configuração adequada do circuito e o valor do resistor de proteção, em relação ao valor da resistência do equipamento, são: 

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: E

Como a fonte fornece uma tensão 20% maior que a tensão de funcionamento do equipamento, é necessário reduzir a tensão aplicada ao equipamento. Para isso, o resistor de proteção deve ser ligado em série com o equipamento, pois, nessa associação, a tensão da fonte é dividida entre os dois resistores.


Considere que a tensão recomendada para o equipamento seja U. A fonte disponível fornece, portanto, uma tensão igual a 1,2U. Assim, o equipamento deve receber a tensão U, enquanto o resistor de proteção deve ficar submetido à tensão excedente:

Ufonte=1,2U


Como a associação é em série, a corrente elétrica i é a mesma no equipamento, cuja resistência é Rc, e no resistor de proteção, cuja resistência é Rp. Pela Lei de Ohm, a tensão em cada elemento é o produto de sua resistência pela corrente que o atravessa. Para o equipamento e para o resistor de proteção, temos:


{U=RCi0,2U=RPi÷


A segunda relação ocorre porque o resistor de proteção deve receber os 20% de tensão que excedem o valor adequado ao equipamento. Dividindo a primeira equação pela segunda, a tensão U e a corrente i são canceladas:

U0,2U=RCiRPi

Com a simplificação, obtém-se:


RP = 0,2RC


O resistor escolhido também deve ser capaz de dissipar a potência elétrica correspondente à energia transformada em calor, razão pela qual o enunciado ressalta que sua potência deve ser adequada. Portanto, a configuração correta é a de um resistor de proteção ligado em série, com resistência igual a 20% da resistência do equipamento. Isso corresponde à alternativa E.

Publicado em Listas de Exercícios | Comentários desativados em Exercícios de Associação de resistores

Exercícios de Segunda lei de Ohm

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Questões desta lista

Questão 1

UNESP 2026

As figuras 1 e 2 representam o circuito elétrico do indicador do nível de combustível de um veículo. Esse indicador possui uma boia de plástico que flutua no combustível, dentro do tanque, e está conectada a uma barra de metal. A outra ponta dessa barra desliza sobre um resistor de resistência variável (reostato). Quando o tanque está cheio (figura 1), apenas uma pequena porção do resistor faz parte do circuito. Quando o tanque está vazio (figura 2), uma grande porção do resistor faz parte do circuito.

Imagem da questão 1 sobre teoria

A bateria do veículo faz circular uma corrente elétrica por esse circuito, que é usada para aquecer uma lâmina bimetálica constituída por dois metais, A e B, que, quando aquecida, se curva e desloca o ponteiro do mostrador, conforme a figura 1. 


À medida que o combustível vai sendo utilizado, a intensidade da corrente elétrica que passa pelo reostato vai __________ e, para que esse indicador funcione como descrito na figura, o coeficiente de dilatação térmica do metal A da lâmina bimetálica deve __________ ser coeficiente de dilatação térmica do metal B.


As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por:

Ver resposta e resolução da questão 1

Resposta: B

Ao analisar o funcionamento do sistema, observa-se que a redução do nível de combustível altera a parte do reostato integrada ao circuito. Conforme o tanque esvazia, a extensão do resistor utilizada aumenta, o que eleva a resistência elétrica total e, consequentemente, provoca uma diminuição na intensidade da corrente elétrica que percorre o dispositivo.
Em relação à lâmina bimetálica, o movimento de curvatura é determinado pela diferença entre os coeficientes de dilatação térmica dos materiais que a compõem. Observando o deslocamento do ponteiro nas ilustrações, percebe-se que o metal A apresenta uma expansão menos acentuada que o metal B, o que indica que seu coeficiente de dilatação térmica é inferior ao do metal B. Portanto, a sequência correta para preencher as lacunas é diminuindo e menor do que o, validando a alternativa B.

Questão 2

AFA 2026

Termômetros de resistência elétrica são amplamente utilizados em vários tipos de aeronaves e seu princípio de funcionamento baseia-se na variação da resistividade elétrica de um elemento resistor acoplado ao componente que se deseja medir a temperatura.


Utilizando um material para o elemento resistor, de coeficiente de temperatura 5·10-3°C-1, quando a temperatura do componente varia de 20°C a θ, sua resistência elétrica aumenta, linearmente, para 1,6 do valor inicial.


Desprezando-se os efeitos de dilatação no elemento resistor, a temperatura θ, registrada pelo termômetro, indicada no painel da aeronave, em °F, vale

Ver resposta e resolução da questão 2

Resposta: D

Temperatura registrada em Celsius:

R=R0(1+αΔθ)
1,6R0=R0(1+5103(θ20))
1,6=1+5103θ0,1
θ=140°C 


Convertendo para Fahrenheit, chegamos a:

1405=θ329
θ=284°F

Questão 3

UNESP 2023

A figura representa, de forma esquemática, um dispositivo capaz de regular a intensidade do brilho de uma lâmpada. Esse dispositivo é constituído de dois resistores em forma de fio, R1 e R2, ambos feitos de um mesmo material e com mesma área de secção transversal. O resistor R1 tem comprimento L e o resistor R2 tem formato semicircular e comprimento 4L. Nesse dispositivo, o que controla o brilho da lâmpada é o ponteiro P, que pode fazer contato com o resistor R2 em qualquer ponto localizado entre seus extremos I e II.


Imagem da questão 3 sobre teoria


Quando o ponteiro faz contato com o ponto I, a lâmpada é percorrida por uma corrente i1 = 0,3 A e apresenta seu brilho mínimo. Quando o ponteiro faz contato com o ponto II, a lâmpada é percorrida por uma corrente i∥1 = 0,5 A e apresenta seu brilho máximo. Desconsiderando a resistência dos fios de ligação e sabendo que o sistema está ligado a uma diferença de potencial constante de 120 V, a resistência elétrica dessa lâmpada é de

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: A

Da segunda lei de Ohm:


Analisando o circuito dado, nota-se que:


– quando o ponteiro está em I, a corrente percorre todo o resistor R2;


– quando o ponteiro está em II, R2 fica em curto-circuito.


Assim, aplicando a segunda lei de Ohm:

R1=ρLAR2=ρ(4L)A=4ρLAR2II=0
R2=4R1 


Aplicando a Lei de Ohm-Pouillet a ambos os casos:

U=Reqi

120 =(RL+R1+R21)i1120=(RL+R1+4R1)0,31200,3=RL+R1+4R1RL_+R1+4R1=400(1)

(II):120=(RL+R1+R2||)i120=(RL+R1+0)0,51200,5=RL+R1
RL+R1=240_(2) 


Substituindo (2) em (1):

240+4R1=400
4R1=160
R1=40Ω


Voltando em (1):

RL+40=240
RL=200Ω

Questão 4

EEAR 2023

Um estudante de Física precisa ligar dois equipamentos por meio de um fio condutor de formato cilíndrico. Para isso ele dispõe de 4 opções, A, B, C e D, descritas na tabela a seguir.


Dados do condutor

Condutores

A

B

C

D

Comprimento

Imagem da questão 4 sobre teoria

Imagem da questão 4 sobre teoria

Imagem da questão 4 sobre teoria

Imagem da questão 4 sobre teoria

Área da secção transversal

S

2S

0,5 S

3S

Resistividade

Imagem da questão 4 sobre teoria

Imagem da questão 4 sobre teoria

Imagem da questão 4 sobre teoria

Imagem da questão 4 sobre teoria


Essa tabela foi elaborada a partir dos valores de referência (ℓ S e ρ) que são utilizados para comparação:


l – representa um valor do comprimento do condutor;


S – representa um valor da área da secção transversal do condutor; e


ρ – representa uma resistividade elétrica do material que constitui o condutor.


Como o objetivo é conectar o condutor elétrico que apresenta a menor resistência ôhmica, dentre os condutores descritos qual deles deve ser utilizado?

Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: D

Pela 2ª Lei de Ohm, temos os valores das resistências elétricas de cada condutor:

R=ρlS
RA=ρ2lS=2R
RB=ρl2S=R2
RC=0,5ρl0,5S=R
RD=0,5ρl3S=R6


Portanto, o condutor que possui menor resistência ôhmica é o condutor D.

Questão 5

ENEM · PPL 2022

Em virtude do frio intenso, um casal adquire uma torneira elétrica para instalar na cozinha. Um eletricista é contratado para fazer um novo circuito elétrico para a cozinha, cuja corrente será de 30 A, com a finalidade de alimentar os terminais da torneira elétrica. Ele utilizou um par de fios de cobre, de área da seção reta igual a 4 mm2 e de 28 m de comprimento total, desde o quadro de distribuição (onde ficam os disjuntores) até a cozinha. A tensão medida na saída do quadro de distribuição é 220 V. Considere que a resistividade do fio de cobre é de 1,7×10−8 Ωm.


Considerando a resistência da fiação, a tensão aplicada aos terminais da torneira é mais próxima de

Ver resposta e resolução da questão 5

Resposta: C

São fornecidos a tensão no quadro de distribuição, o comprimento total do par de fios, a área da seção reta, a resistividade do cobre e a corrente do circuito. Esses dados são:

U=220V; L=28m; A=4mm2=4×106m2; ρ=1,7×108Ωm; i=30A

A área da seção reta precisa ser expressa em metros quadrados, pois a resistividade está dada em ohm-metro. Assim, 4 mm2 = 4 × 10−6 m2, como indicado nos dados.

Pela segunda lei de Ohm, a resistência de um fio é diretamente proporcional à resistividade do material e ao comprimento do fio, e inversamente proporcional à área de sua seção reta. Portanto, para a resistência da fiação, utiliza-se:

R=ρLA=1,7×108284×106

A substituição dos valores na expressão mostra que a resistência equivalente da fiação é aproximadamente:

R0,12Ω

Essa resistência provoca uma queda de tensão no circuito. Pela primeira lei de Ohm, a queda de tensão é igual ao produto da resistência pela corrente que percorre os fios:

Uf=Ri=0,12×30

Logo, a tensão perdida na fiação é:

Uf=3,6 V

A tensão fornecida pelo quadro de distribuição se divide entre a fiação e a torneira. Assim, a tensão nos terminais da torneira, indicada por Ut, somada à queda de tensão nos fios, indicada por Uf, deve ser igual à tensão total de 220 V:

Ut+Uf=U

Substituindo a queda de tensão calculada, obtém-se:

Ut+3,6=220

Portanto, a tensão efetivamente aplicada aos terminais da torneira é aproximadamente:

Ut216 V

Assim, considerando a resistência elétrica dos fios, a tensão nos terminais da torneira é mais próxima de 216 V. Portanto, a alternativa correta é a c).

Questão 6

UFAM · PSC III 2021

O resistor do dispositivo de aquecimento de uma secadora de roupas (2,0kW − 110V) tem 1,00m de comprimento. Considere a situação na o resistor apresentou problemas e, na falta de uma peça nova de reposição, um técnico resolveu remover um trecho defeituoso de 20cm do dispositivo e o reinstalou na secadora de roupas. Considerando que a secadora continue a ser programada para funcionar pelo mesmo intervalo de tempo de antes, podemos afirmar que a energia elétrica consumida pela secadora:

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: C

Usando a segunda lei de Ohm, comparam-se as resistências, antes e depois do corte:

R=ρLA
R1=ρ(1)AR2=ρ(10,2)A=ρ(0,8)A
R1R2=ρA×A0,8
 R2=0,8R1 


Comparando as potências:

P=U2R
P1=U2R1P2=U2R2=U20,8R1
P2P1=U20,8R1×R1U2
P2=P10,8
P2=1,25P1


Portanto, a energia elétrica consumida pela secadora aumentará em 25%.

Questão 7

UECE 2021

O LED ( light emitter diode ou diodo emissor de luz) é um componente eletrônico semicondutor muito utilizado em equipamentos. O LED funciona a partir da passagem de uma corrente elétrica oriunda de uma tensão aplicada aos seus terminais. Para tanto, essa tensão e, consequentemente a intensidade de corrente, devem ser limitadas para que o componente não seja danificado. Tal controle pode ser realizado pela presença de resistores no circuito elétrico. Suponha que a corrente máxima suportada pelo LED seja de 20 mA quando submetido a uma tensão máxima de 4 V. Assim, o valor mínimo da resistência de um resistor ligado em série com o LED para que esse não seja danificado quando o circuito for alimentado por uma fonte de 12 V é igual a

Ver resposta e resolução da questão 7

Resposta: A

Resistência do LED:

RLED=4 V20 mA=200 Ω


Valor da resistência que deve ser ligada em série ao LED:

R+200=12 V20 mA
R+200=600
R=400 Ω

Questão 8

FMC 2021

Dois condutores ôhmicos A e B, cilíndricos, de mesmo comprimento I e diâmetro d, são conectados por suas bases formando um condutor C, também cilíndrico, de mesmo diâmetro e comprimento 2l Uma diferença de potencial V é estabelecida entre as extremidades do condutor C.


Nesta condição, sabendo que o condutor A tem resistividade duas vezes maior que a do condutor B, a razão PA / PB entre as potências dissipadas pelos resistores A e B, e a relação VA / VB entre as diferenças de potencial nas extremidades de cada um desses condutores são, respectivamente:

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: C

A figura ilustra os dois condutores conectados pelas bases.


Imagem da resolução da questão 8 sobre teoria


Os dois condutores têm mesmo diâmetro. Então as áreas das secções transversais também são iguais.


Aplicando a segunda lei de Ohm aos dois condutores:

RB=ρLARA=2ρlARB=ρlA÷
RARB=2


Os dois condutores estão associados em série, sendo, então, percorridos pela mesma corrente elétrica.


Aplicando as expressões da potência dissipada e da diferença de potencial aos dois condutores:

P=Ri2PA=RAi2PB=RBi2÷PAPB=RARB
PAPB=2

V=RiVA=RAiVB=RBi÷VAVB=RARB
VAVB=2


Questão 9

ENEM 2021

Cientistas da Universidade de New South Wales, na Austrália, demonstraram em 2012 que a Lei de Ohm é válida mesmo para fios finíssimos, cuja área da seção reta compreende alguns poucos átomos. A tabela apresenta as áreas e comprimentos de alguns dos fios construídos (respectivamente com as mesmas unidades de medida). Considere que a resistividade mantém-se constante para todas as geometrias (uma aproximação confirmada pelo estudo).


Área

Comprimento

Resistência elétrica

Fio 1

9

312

R1

Fio 2

4

47

R2

Fio 3

2

54

R3

Fio 4

1

106

R4


WEBER, S. B. et. al Ohm’s Law Survives to the Atomic Scale. Science . n. 335. jan. 2012 (adaptado).


As resistências elétricas dos fios, em ordem crescente, são

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: C

Para determinar a ordem crescente das resistências elétricas apresentadas, é fundamental recorrer à segunda lei de Ohm, que estabelece a relação entre a resistência elétrica de um condutor e suas características geométricas, bem como ao material do qual é constituído.


R=ρLAR1=ρ3129R134,7ρR2=ρ474R211,8 ρR3=ρ542R3=27,0 ρR4=ρ1061R4=106,0 ρ


Nessa expressão, o símbolo ρ representa a resistividade intrínseca do material, uma grandeza que permanece constante conforme informado no enunciado. A resistência elétrica R é diretamente proporcional ao comprimento L e inversamente proporcional à área da seção transversal A. Dessa forma, para comparar os valores de cada fio sem precisar conhecer o valor numérico exato da resistividade, basta calcular a razão entre o comprimento e a área fornecida na tabela.


Realizando as divisões indicadas para cada caso, obtemos coeficientes que multiplicam ρ. Para o primeiro condutor, a divisão de 312 por 9 resulta em aproximadamente 34,7, o que significa que sua resistência equivale a cerca de 34,7 vezes a resistividade do material. No segundo fio, ao dividirmos 47 por 4, chegamos a um valor próximo de 11,8 ρ. Já para o terceiro condutor, a razão entre 54 e 2 fornece exatamente 27,0 ρ. Por fim, analisando o quarto fio, onde o comprimento é dividido pela área unitária, o resultado é 106,0 ρ.


R2<R3<R1<R4


Com base nos coeficientes calculados, a análise comparativa torna-se direta. O menor valor corresponde ao segundo fio, seguido pelo terceiro, depois pelo primeiro e, por último, o quarto fio apresenta a maior resistência. Essa sequência numérica confirma que a alternativa correta é C.

Questão 10

UERJ 2020

Em um experimento, quatro condutores, I, II, III e IV, constituídos por metais diferentes e com mesmo comprimento e espessura, estão submetidos à tensão elétrica. O gráfico abaixo apresenta a variação da tensão u em cada resistor em função da corrente elétrica i.


Imagem da questão 10 sobre teoria


O condutor que apresenta a maior resistividade elétrica é:

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: A

A resistividade (ρ) é diretamente proporcional a resistência elétrica (R), de acordo com a 2ª lei de Ohm.

R=ρLA


A declividade de cada curva apresentada no gráfico fornece a resistência elétrica e, portanto, a curva mais inclinada (I) tem a maior resistência elétrica e também a maior resistividade.

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