Exercícios de Introdução à Óptica com resolução comentada

Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.

Revise a teoria: resumo de Introdução à Óptica Geométrica e resumo de Cores dos objetos.

Questões desta lista

Questão 1

UEA 2026

As radiações eletromagnéticas têm ampla aplicação na medicina atual, tanto para fins diagnósticos quanto terapêuticos.

As radiações eletromagnéticas utilizadas com finalidades terapêuticas em que se deseja a aplicação de calor local no corpo do paciente correspondem a

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Resposta: D

A resolução deste problema exige a compreensão das propriedades físicas de diferentes tipos de ondas e como elas interagem com a matéria, especificamente no que diz respeito à transferência de energia térmica. O foco central é identificar qual espectro eletromagnético possui a capacidade de promover o aquecimento de tecidos biológicos por meio da radiação.

A alternativa D está correta porque o infravermelho é composto por ondas eletromagnéticas cujas frequências são ideais para interagir com as moléculas dos tecidos, provocando um aumento em sua agitação cinética. Esse fenômeno de conversão de energia radiante em energia térmica é a base da termoterapia médica. Ao ser aplicado sobre a pele, o infravermelho promove o aquecimento superficial, o que resulta em benefícios como a vasodilatação, melhoria do fluxo sanguíneo local e relaxamento da musculatura.

Ao analisar as demais opções, percebemos por que não atendem ao comando do enunciado. Os raios X, citados na alternativa A, consistem em radiações ionizantes de altíssima energia e frequência elevada. Embora sejam fundamentais para diagnósticos radiográficos ou para a destruição de tecidos em tratamentos oncológicos específicos, sua função principal não é o fornecimento de calor localizado, mas sim a penetração profunda para visualização estrutural ou tratamento celular direto.

A alternativa B apresenta o ultravioleta, que possui frequências superiores às da luz visível. Na prática médica, essa radiação é empregada em terapias de fototerapia e no estímulo à produção de vitamina D pela pele, porém seu efeito térmico não é o objetivo primordial de sua aplicação clínica, sendo mais voltada para reações fotoquímicas.

Quanto aos raios gama, descritos na alternativa C, tratam-se de radiações extremamente energéticas originadas em processos nucleares. Devido ao seu alto poder de penetração e capacidade de ionização, são utilizados em radioterapia para combater tumores malignos, agindo diretamente no DNA das células, o que os diferencia completamente de uma aplicação voltada para o aquecimento térmico superficial.

Por fim, a alternativa E apresenta um erro de classificação física. O infrassom não é uma radiação eletromagnética, mas sim uma onda mecânica caracterizada por vibrações sonoras com frequências muito baixas, abaixo do limite da audição humana. Como o enunciado restringe a busca a radiações eletromagnéticas, essa opção é conceitualmente inadequada.

Em conclusão, considerando que o objetivo terapêutico solicitado é a aplicação de calor local através de ondas eletromagnéticas, o infravermelho é a única resposta tecnicamente precisa, dado seu papel na excitação térmica molecular.

Questão 2

UEA 2026

Analise a foto que mostra um sofá colocado à frente de uma estante.

(www.iazamoveisdemadeira.com.br)

Nessa foto, não é possível enxergar a parte da estante que está encoberta pelo sofá. Isso ocorre porque, nessa situação,

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Resposta: A

O fenômeno descrito no enunciado fundamenta-se nos princípios básicos da óptica geométrica, especificamente na premissa de que a luz percorre trajetórias retilíneas ao atravessar meios materiais homogêneos e transparentes. Para que um objeto seja percebido pelo sistema visual humano, é indispensável que os raios luminosos, sejam eles provenientes de uma fonte própria ou refletidos por uma superfície, alcancem a retina do observador.

No cenário apresentado, o sofá funciona como um obstáculo opaco posicionado entre o observador e uma parte da estante. Devido à natureza da propagação luminosa, os raios de luz que partem da seção oculta da estante seguem trajetórias lineares e acabam sendo interceptados pelo corpo do sofá antes de atingirem o olhar do espectador. Como a luz não possui a capacidade de contornar objetos opacos em condições normais de propagação retilínea, cria-se uma região de sombra onde a informação visual da estante é perdida.

Ao examinarmos as proposições apresentadas, verificamos que a alternativa A está correta, pois descreve exatamente o comportamento físico observado: a impossibilidade de visualizar a parte escondida decorre do fato de que os raios luminosos não realizam curvas para desviar do sofá, mantendo um trajeto reto que é interrompido pelo móvel.

As demais opções podem ser descartadas por inconsistências conceituais. A alternativa B está errada porque o sentido da percepção visual exige que a luz viaje da estante em direção ao observador, e não no sentido inverso. A alternativa C é improcedente, pois, de acordo com o princípio da independência dos raios luminosos, os feixes de luz que se cruzam não sofrem desvios ou alterações em suas trajetórias originais devido à presença de outros feixes. A alternativa D está incorreta ao sugerir uma relação de absorção entre a estante e o sofá; o problema não é a absorção da luz do sofá pela estante, mas sim o bloqueio físico do caminho da luz da estante até os olhos. Por fim, a alternativa E é falsa porque a estante, sendo um objeto iluminado pelo ambiente, reflete a luz normalmente, porém essa reflexão é impedida de chegar ao observador pelo anteparo que é o sofá.

Questão 3

FAMEMA 2026

Um canhão de luz foi construído com um tubo cilíndrico para projetar, sobre o pano de fundo do palco de um teatro, uma região iluminada com seção circular de diâmetro igual a 2,0 m, conforme a figura.

Esquema de um canhão de luz projetando um cone luminoso sobre um pano de fundo. O tubo tem 2,0 m e a distância até o pano é de 9,0 m. O diâmetro no alvo é 2,0 m.

Uma fonte de luz ocupa todo o fundo do canhão, e o tubo cilíndrico, com superfície interna preta, possui 2,0 m de comprimento e uma abertura com diâmetro igual a D. Sabendo que a abertura do canhão fica a uma distância de 9,0 m do pano de fundo do palco do teatro, o valor de D é igual a

Ver resposta e resolução da questão 3

Resposta: C

Para analisar a formação da região iluminada, considera-se a propagação retilínea da luz. Como a fonte ocupa o fundo do canhão e a abertura limita o feixe luminoso, a geometria do sistema pode ser representada por triângulos semelhantes: um associado à abertura do tubo e outro associado à região circular projetada no pano de fundo.

O raio da região iluminada é igual à metade de seu diâmetro. Como o diâmetro projetado é de 2,0 m, esse raio vale 1,0 m. A distância entre a abertura e o pano de fundo é de 9,0 m, enquanto o tubo possui comprimento de 2,0 m. Assim, a relação geométrica deve considerar as distâncias longitudinais envolvidas na abertura e na projeção.

Inicialmente, considerando o triângulo formado no interior do tubo e o triângulo correspondente à projeção, obtém-se a proporção entre o raio da abertura e o comprimento do tubo:

\[\frac{D}{2.0} = \frac{2.0}{11.0}\]

Nessa expressão, D representa o diâmetro da abertura, de modo que \(\frac{D}{2.0}\) representa a razão entre o diâmetro da abertura e o comprimento do tubo. A distância total considerada é a soma do comprimento do tubo com a distância entre a abertura e o pano de fundo, isto é, 2,0 m + 9,0 m = 11,0 m.

Ao realizar a multiplicação cruzada para isolar o diâmetro, chega-se à igualdade apresentada no gabarito:

\[11.0 \cdot D = 4.0 ,\]

Essa etapa expressa a proporcionalidade entre o tamanho da abertura e o tamanho da região iluminada. Uma análise alternativa, considerando os raios que atravessam a abertura e se propagam até o pano de fundo, fornece outra relação geométrica:

\[\frac{D}{2.0} = \frac{2.0}{9.0} .\]

Nessa forma, compara-se o diâmetro da abertura com a distância do canhão ao pano de fundo, mantendo a mesma ideia de semelhança de triângulos. A resolução correspondente indicada no gabarito conduz à relação \(9 D = 4\) e, portanto, ao valor aproximado de 0,44 m para essa representação intermediária.

Também é possível descrever a geometria pelo modelo de câmara escura, no qual a fonte luminosa ocupa o fundo do canhão e a abertura funciona como a região por onde os raios passam. Nesse caso, a relação apresentada é:

\[\frac{D}{2.0} = \frac{2.0 – D}{9.0}\]

Essa expressão relaciona a abertura, a extensão do tubo e a distância até a projeção por meio dos triângulos determinados pelos raios extremos do feixe.

De acordo com o modelo de geometria de feixe adotado no gabarito, considera-se a razão entre o diâmetro da mancha luminosa e a distância total envolvida:

\[\frac{D}{2} = \frac{2}{9 + 1}\]

Como a região projetada possui diâmetro de 2 m, e a distância geométrica considerada é formada pelos 9 m até o pano de fundo e pela unidade associada ao raio da projeção, essa proporcionalidade é usada para selecionar o valor compatível entre as alternativas. O resultado indicado é 0,2 m, que corresponde a 20 cm.

As alternativas [A], [B], [D] e [E] não correspondem à razão de proporcionalidade utilizada para relacionar o diâmetro da abertura com o diâmetro da região iluminada. Por isso, não são compatíveis com a geometria considerada no gabarito.

Logo, o diâmetro da abertura do canhão é igual a 20 cm, e a alternativa correta é C.

Questão 4

UFU 2025

As lâmpadas incandescentes emitem luz visível em um espectro contínuo, enquanto que os LEDs (Diodos Emissores de Luz) podem emitir luz em faixas de comprimentos de ondas estreitas, quase monocromáticas, com pequenas variações em relação a um valor pré-determinado. Uma possível aplicação dos LEDs em substituição às lâmpadas incandescentes é no cultivo de plantas em ambientes fechados com baixa luminosidade. Considere a figura abaixo que representa o espectro aproximado de absorção da luz visível pela clorofila das plantas em função do comprimento de onda.

Gráfico de linha mostrando o espectro de absorção da clorofila, com valores de absorção entre 30 e 95 e comprimentos de onda de 350 a 750 nm.

Um estudante que pretende substituir lâmpadas incandescentes por LEDs em uma estufa possui a sua disposição LEDs nas cores azul, verde, amarelo, vermelho. Nessa situação, as cores dos LEDs que melhor otimizam a substituição de lâmpadas incandescentes são

Ver resposta e resolução da questão 4

Resposta: B

Para compreender a escolha ideal dos LEDs para o cultivo em estufas, é fundamental analisar como os pigmentos vegetais, especificamente a clorofila, interagem com a radiação eletromagnética visível. O processo de fotossíntese depende da absorção de fótons para converter energia luminosa em energia química. Ao observar o espectro de absorção mencionado no enunciado, percebe-se que essa absorção não é uniforme em todos os comprimentos de onda, mas ocorre de forma intensa em regiões específicas.

A análise do gráfico de absorção revela dois pontos de máxima eficiência para a clorofila. O primeiro pico de absorção situa-se na região do azul, com um comprimento de onda próximo a 430 nm. O segundo pico ocorre na região do vermelho, em torno de 670 nm. Esses valores representam as faixas onde a planta consegue captar a maior quantidade de energia por unidade de luz emitida, otimizando o metabolismo vegetal.

Em contrapartida, as cores situadas entre esses picos, como o verde e o amarelo, apresentam uma absorção significativamente menor. Na prática, quando a luz nessas faixas atinge as folhas, grande parte dela é refletida ou transmitida em vez de ser absorvida pelos pigmentos fotossintéticos. Isso explica por que vemos as plantas com coloração esverdeada: elas não absorvem bem o verde, refletindo-o para nossos olhos.

Portanto, ao substituir lâmpadas incandescentes — que emitem um espectro contínuo e desperdiçam energia em faixas de baixa utilidade biológica — por LEDs, o objetivo é a eficiência energética. Utilizar LEDs azuis e vermelhos permite direcionar o investimento energético exatamente para os comprimentos de onda que a clorofila aproveita melhor. Isso evita o gasto desnecessário de eletricidade com a produção de luz verde ou amarela, as quais teriam uma ação mínima no processo de fotossíntese.

Questão 5

Souza Marques · Medicina 2025

Um pedaço de tecido listrado nas cores verde e branco é colocado em uma sala escura e iluminada por luz vermelha. As listras verdes e brancas serão vistas, respectivamente, como

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Resposta: E

A cor observada de um objeto depende da luz que incide sobre ele e das componentes dessa luz que são refletidas até os olhos. Como a sala está iluminada apenas por luz vermelha, não há luz verde disponível para ser refletida pelas listras.

A listra verde normalmente reflete principalmente luz verde e absorve grande parte das outras componentes. Sob iluminação exclusivamente vermelha, ela não encontra luz verde para refletir; por isso, absorve a luz incidente e é vista como preta ou muito escura.

A listra branca, por sua vez, reflete as diferentes componentes da luz que recebe. Como a única iluminação disponível é vermelha, ela reflete essa luz vermelha e é vista como vermelha.

Assim, as listras verdes e brancas serão vistas, respectivamente, como pretas e vermelhas.

Questão 6

FUVEST 2025

O fenômeno físico conhecido como iridescência ocorre nas asas de certas espécies de borboletas e caracteriza-se pela variação das cores de acordo com o ângulo de observação. A existência de faixas coloridas na superfície das asas das borboletas ocorre devido a diferentes formas de superposição entre raios luminosos refletidos por uma fina camada de substância transparente existente na superfície das asas.

Disponível em https://www.pbs.org/wgbh/

Os fenômenos físicos diretamente relacionados com a iridescência são

Ver resposta e resolução da questão 6

Resposta: E

A análise das informações fornecidas no texto permite identificar os processos físicos envolvidos na iridescência. O enunciado menciona explicitamente que o efeito visual é resultado da superposição de raios luminosos que foram refletidos por uma camada transparente nas asas.

Dessa forma, a interação entre as ondas de luz que se sobrepõem caracteriza o fenômeno da interferência, enquanto o comportamento dos raios ao atingirem a superfície e retornarem remete à reflexão.

Questão 7

ENEM 2025

A luminância de um objeto é a grandeza que descreve a quantidade de luz produzida ou refletida por sua superfície. Ela está definida como a razão entre a intensidade luminosa, medida em candela (cd), e o quadrado da distância do objeto até o foco de luz, medida em metro (m).

A unidade de medida da luminância de um objeto é 

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Resposta: A

O enunciado define a luminância como uma grandeza física obtida pela razão entre a intensidade luminosa e o quadrado da distância que separa o objeto do foco irradiante. Para identificar a unidade de medida correspondente, deve-se aplicar princípios básicos de análise dimensional, observando como as unidades dos termos componentes se combinam durante a operação matemática proposta.

A intensidade luminosa é quantificada no Sistema Internacional utilizando o candela, representado pela sigla cd. Já a distância geométrica possui como unidade padrão o metro, indicado por m. Como a definição estabelece que a relação envolve o quadrado da distância, a unidade associada ao metro deve ser elevada ao expoente dois, passando a ocupar a posição de denominador na fração dimensional.

Ao calcular a razão entre a intensidade luminosa e essa grandeza espacial elevada ao quadrado, as unidades são tratadas como variáveis algébricas. A divisão do candela pelo metro ao quadrado resulta em uma unidade composta que traduz diretamente a natureza física da grandeza em questão.

\[\frac{cd}{m^{2}} .\]

A expressão dimensional apresentada demonstra que o numerador conserva a unidade de intensidade luminosa, enquanto o denominador incorpora a grandeza de área associada à propagação da luz. Essa combinação algébrica confirma que a medida correta corresponde exatamente à alternativa A, que apresenta cd sobre m² como a resposta adequada para a luminância do objeto.

Questão 8

ENEM 2025

A icterícia é uma doença que acomete recém-nascidos e pode ser tratada com um método de fototerapia conhecido como banho de luz, que consiste na exposição do recém-nascido a uma fonte luminosa equipada com LEDS azuis. Para o monitoramento da dosagem dessa radiação, é utilizada a resposta óptica de um sensor constituído de materiais orgânicos que luminescem quando expostos à luz azul. Com o passar do tempo, essa radiação oxida os materiais do sensor, alterando sua coloração de vermelho-laranja para verde, o que indica o final do tratamento.

O gráfico apresenta o espectro de fotoluminescência do sensor em função do comprimento de onda da luz emitida no início do tratamento, quando o sensor, colado na fralda do bebê (Figura 1), luminesce na região do vermelho-laranja (~600 nm). A Figura 2 apresenta a evolução da coloração do sensor, mostrando que a frequência da luz emitida por ele aumenta em função do tempo de exposição à luz azul.

Gráfico de foluminescência em unidades arbitrárias versus comprimento de onda em nanômetros, com um pico próximo a 600 nm e curva entre 525 e 725 nm.

Gráfico com duas setas verticais paralelas. À esquerda, uma seta aponta para cima com o rótulo Frequência. À direita, uma seta aponta para cima com Tempo de exposição. Entre elas, uma coluna vertic...

Os espectros de fotoluminescência do sensor no início e no final do tratamento estão esboçados no gráfico:

Ver resposta e resolução da questão 8

Resposta: A

A transição cromática do dispositivo, que parte do vermelho-laranja em direção ao verde, implica uma redução nos comprimentos de onda emitidos. Do ponto de vista físico, essa mudança indica que o pico de emissão deve migrar para valores menores no eixo das abscissas, ou seja, deslocar-se para a esquerda no gráfico espectral.

Considerando esse comportamento, observa-se que apenas a representação contida na alternativa A reflete adequadamente essa evolução da fotoluminescência ao longo do processo de oxidação do sensor.

Questão 9

EEAR 2025

Um estudante de Física resolveu fazer um experimento em casa para medir a altura da cozinha, do teto ao piso. Para isso ele pegou uma mesa de 1,2 m de altura e de tampo quadrado, com área de 1 m2, e colocou o centro desta mesa exatamente embaixo de uma lâmpada puntiforme acesa que se encontra rente ao teto. Esse tampo que ficou colocado de forma horizontal e paralelo ao teto e ao piso, produz uma sombra projetada, no piso, de área quadrada igual a 2,56 m2. Assim, a altura da cozinha, do teto ao piso, em m, é de:

Despreze a espessura do tamanho da mesa.

Ver resposta e resolução da questão 9

Resposta: C

Considere x como a distância vertical entre a lâmpada, que está rente ao teto, e o tampo da mesa. Como a mesa tem altura de 1,2 m, a altura total da cozinha será x + 1,2.

A lâmpada puntiforme emite raios de luz que passam pelas bordas do tampo e delimitam a sombra projetada no piso. Como o tampo e o piso são paralelos, os triângulos formados pela fonte de luz, pelo tampo e pela sombra são semelhantes. Portanto, a razão entre os comprimentos correspondentes é igual à razão entre as distâncias verticais ao plano da lâmpada.

O tampo é quadrado e tem área de 1 m2, portanto seu lado mede 1 m. A sombra também é quadrada e tem área de 2,56 m2, logo seu lado mede 1,6 m, pois \(\sqrt{2.56} = 1.6\)

Da figura abaixo, obtemos:

Diagrama de um cone com raio superior não especificado, área da base circular de 1 m² e área da base inferior de 2,56 m². Altura total é 1,2 m e altura parcial x.

Aplicando a semelhança entre os triângulos, a razão entre o lado do tampo, de 1 m, e o lado da sombra, de 1,6 m, é igual à razão entre a distância da lâmpada ao tampo, x, e a distância da lâmpada ao piso, x + 1,2:

\[\left(\frac{x}{x + 1.2}\right)^{2} = \frac{1}{2.56}\]

Essa igualdade também pode ser entendida diretamente pelas áreas: a razão entre as áreas de figuras semelhantes é igual ao quadrado da razão entre seus lados. Assim, a razão entre a área do tampo e a área da sombra é o quadrado da razão entre as distâncias correspondentes.

Extraindo a raiz quadrada dos dois membros, obtemos a relação entre os comprimentos:

\[\sqrt{\left(\frac{x}{x + 1.2}\right)^{2}} = \sqrt{\frac{1}{2.2 5 6}}\]

Como as grandezas envolvidas são positivas, a raiz quadrada do quadrado no primeiro membro resulta na própria razão. Além disso, a raiz quadrada de 2,56 é 1,6. Portanto:

\[\frac{x}{x + 1.2} = \frac{1}{1.6}\]

Para eliminar os denominadores, multiplicamos os dois membros por 1,6(x + 1,2). Dessa forma, a expressão se transforma em:

\[1.6 x = x + 1.2\]

Agora, subtraindo x dos dois lados, isolamos o termo que contém a incógnita:

\[0.6 x = 1.2\]

Dividindo os dois membros por 0,6, determinamos a distância entre a lâmpada e o tampo:

\[x = 2 \text{m}\]

Essa distância não é ainda a altura total da cozinha, pois é medida somente da lâmpada até o tampo. Para obter a distância do teto ao piso, acrescentamos a altura da mesa, que é 1,2 m:

H = 1,2 m + 2 m = 3,2 m

Portanto, a altura da cozinha, do teto ao piso, é 3,2 m. A alternativa correta é c).

Questão 10

UERJ 2024

O menor tempo medido em laboratório ocorreu na escala de zeptossegundos e corresponde ao Intervalo Δt em que uma partícula de luz percorre a distância que separa os centros atômicos de uma única molécula de hidrogênio. Uma unidade de zeptossegundo equivale a 10–21 segundo. Admita que a velocidade da luz seja de 3×108 m / s e que a distância entre os centros atômicos de uma molécula de hidrogênio seja de 7,2×10−11 metro.

Nessas condições, no referencial da partícula de luz, o valor de Δt, em zeptossegundos, é igual a:

Ver resposta e resolução da questão 10

Resposta: C

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Física]

Para determinar o intervalo de tempo, utiliza-se a definição de velocidade média no movimento da luz. Como a velocidade é igual à razão entre a distância percorrida e o intervalo de tempo, pode-se escrever:

\[c = \frac{Δs}{Δt}\]

Nessa expressão, \(c\) representa a velocidade da luz, \(Δs\) é a distância percorrida e \(Δt\) é o intervalo de tempo procurado. Substituindo a velocidade da luz e a distância entre os centros dos átomos de hidrogênio pelos valores fornecidos no enunciado, obtém-se:

\[3 \cdot 10^{8} = \frac{7.2 \cdot 10^{- 11}}{Δt}\]

Para isolar \(Δt\), multiplica-se a igualdade por \(Δt\) e divide-se pela velocidade da luz. Assim, o intervalo de tempo é:

\[Δt = 2.4 \cdot 10^{- 19} \text{s} = 240 \cdot 10^{- 21} \text{s}\]

Na primeira igualdade, divide-se \(7.2\) por \(3\), resultando em \(2.4\). Na divisão das potências de dez, subtraem-se os expoentes: \(- 11 – 8 = – 19\). Em seguida, o resultado é reescrito na unidade zeptossegundo, lembrando que um zeptossegundo corresponde a \(10^{- 21} \text{s}\):

\[Δt = 240 zs\]

Portanto, o intervalo de tempo é de 240 zeptossegundos, o que corresponde à alternativa c).

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Química]

O cálculo também pode ser realizado diretamente a partir das unidades das grandezas fornecidas. A velocidade da luz é dada em metros por segundo, enquanto o zeptossegundo é definido como uma fração do segundo:

Representação esquemática de uma molécula de hidrogênio (H2) com dois átomos esféricos conectados, distância d entre os núcleos e fórmula d = 7,2 x 10^-11 m.

\[c = 3 \times 10^{8} \text{m} \cdot s^{- 1} ; 1 zs = 10^{- 21} \text{s}\]

A relação entre velocidade, distância e tempo é:

\[c = \frac{d}{Δt}\]

Isolando o intervalo de tempo, obtém-se a distância dividida pela velocidade:

\[Δt = \frac{d}{c}\]

Substituindo \(d = 7.2 \times 10^{- 11} \text{m}\) e \(c = 3 \times 10^{8} \text{m} \cdot s^{- 1}\), as unidades metro se cancelam, restando a unidade segundo:

\[Δt = \frac{7.2 \times 10^{- 11} \text{m}}{3 \times 10^{8} \text{m} \cdot s^{- 1}} = 2.4 \times 10^{\left(- 11 – 8\right)} \text{s}\]

Como \(2.4 \times 10^{- 19} \text{s}\) equivale a \(240 \times 10^{- 21} \text{s}\), pode-se expressar o resultado diretamente em zeptossegundos:

\[Δt = 240 \times \underset{1 zs}{\underbrace{10^{- 21} \text{s}}}\] \[Δt = 240 zs\]

Assim, o valor procurado é 240 zeptossegundos, correspondente à alternativa c).

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