Movimento Retilíneo Uniforme

Olá pessoal! O Direto no ponto tem como objetivo apresentar a teoria para aqueles que não querem perder tempo e precisam de um resumo rápido da matéria. Vamos lá!

 

1. MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME

O corpo que se desloca em um trecho retilíneo com velocidade constante.

 

 

O corpo percorre distâncias iguais em intervalos de tempos iguais. Na ilustração acima, o carro se desloca com uma velocidade constante de 20 km/h. Portanto, a cada hora ele se desloca necessariamente 20 km.

 

 

2. CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS

Progressivo – a velocidade do corpo é positiva e o corpo se desloca no mesmo sentido da orientação.

 

Retrógrado – a velocidade do corpo é negativa e o corpo se desloca no sentido contrário da orientação.

 

 

 

3. FUNÇÃO HORÁRIA DA POSIÇÃO

 

 

Nessa expressão temos que:

 

s é a posição num instante t qualquer.

s0 é a posição em t = 0 (posição inicial).

v é a velocidade escalar.

 

A equação acima permite determinar as grandezas relacionadas ao MRU.

 

4. VELOCIDADE RELATIVA

A velocidade relativa é uma equivalência entre dois movimentos. Na prática, é um truque para transformar um problema onde dois corpos estão se movendo (mais complexo) em um problema onde um deles está em repouso e o outro se move com uma determinada velocidade (mais simples).

 

No exemplo abaixo, um carro a 100 km/h se aproxima de outro com 80 km/h.

Agora considere o carro mais lento em repouso (v = 0) e o carro mais rápido com uma velocidade de 20 km/h (100 km/h – 80 km/h = 20 km/h).

 

As duas situações apresentadas são fisicamente equivalentes, porém, é mais fácil tratar um problema com os dados da segunda situação.

A ilustrações abaixo mostram como calcular a velocidade relativa para diferentes situações. Considere a velocidade do carro A maior que a do carro B.

·        Caso 1: mesma direção e sentido

vRELATIVA = vA – vB

 

·        Caso 2: mesma direção e se afastando

vRELATIVA = vA + vB

 

·        Caso 3: mesma direção e se aproximando

vRELATIVA = vA + vB

 

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Lançamento horizontal


1. LANÇAMENTO HORIZONTAL

O lançamento horizontal ocorre quando um corpo é lançado para frente com uma determinada velocidade inicial. Além do movimento horizontal, o corpo executa um movimento de descida.

 

Na horizontal, desprezamos a resistência do ar, e o movimento é uniforme. No movimento de descida, devido a aceleração da gravidade, o movimento é uniformemente variado. O movimento resultante é uma parábola.

 

As equações do M.U. e do MUV são usadas para estudar o problema. Na vertical, podemos usar a equação de Galileu que relaciona a altura e o tempo de queda.

 

 

Na horizontal, o movimento é uniforme e o alcance horizontal (distância percorrida na horizontal) é dado por:

 

 

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Introdução à Óptica Geométrica

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1. CLASSIFICAÇÃO DAS FONTES DE LUZ

Existem dois tipos de fontes de luz na natureza: a fonte primária e a secundária.

 

Uma fonte de luz primária gera a sua própria luz. O Sol, uma tela de televisão ligada e uma fogueira acesa são exemplos de fontes de luz primária.

 

Uma fonte de luz secundária é um objeto que não produz a sua própria luz. É necessário que a luz de uma fonte primária reflita nesses objetos para que eles possam serem vistos.

 

1.1 A dimensão das fontes de luz

 

As dimensões das fontes podem ser resumidas a seguir:

 

·        Fonte Puntiforme ou Pontual – é toda fonte que tem tamanho desprezível em relação à distância dela ao observador, como um vagalume, por exemplo.

http://2.bp.blogspot.com/-GDraicN0K9U/TZPEuO8ddSI/AAAAAAAAASw/TJCCq67cXe4/s1600/Vagalume.jpg

 

·        Fonte de Luz Extensa – é toda fonte que tem dimensões relevantes em relação à distância dela ao observador, como o Sol e a Lua.

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2. MEIOS DE PROPAGAÇÃO DA LUZ

No cotidiano, existem três meios onde a luz pode ser propagar.

 

·        Meio opaco: é um meio onde a luz é absorvida e refletida e não consegue atravessa o objeto.

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·        Meio transparente: é um meio que permite a passagem da luz sem provocar desvios irregulares.

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·        Meio translúcido: é um meio que permite a passagem da luz, porém os raios de luz sofrem desvios aleatórios e a imagem do objeto não é clara.

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3. PRINCÍPIOS DA ÓPTICA GEOMÉTRICA

A luz apresenta três princípios que são fundamentais para explicar diversos fenômenos presentes no cotidiano.

 

3.1 Princípio da Independência dos Raios Luminosos

A luz não é matéria, mas sim, uma onda que transporta energia. Por isso, quando dois raios de luz se cruzam, eles mantem as suas trajetórias sem nenhuma interação.

 

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3.2 Princípio da Reversibilidade dos Raios Luminosos

O princípio da reversibilidade afirma que o caminho seguido por um raio de luz em um sentido deve ser o mesmo no sentido inverso.

 

Observe a luz percorrendo o caminho AB e refletindo no espelho S do lado esquerdo. A luz percorre o caminho BC.

Agora inverta o processo. Faça com que a luz percorra o caminho CB e você notará que o raio refletido segue exatamente o caminho BA.

 

3.3 Princípio da Propagação Retilínea da Luz

A luz se propaga em linha reta nos meios homogêneos. Uma simples prova dessa propriedade é acionar um laser. Observamos que a luz se propaga e linha reta até atingir uma superfície, como uma parede.

 

4. CONSEQUÊNCIAS DA PROPAGAÇÃO RETILÍNEA DA LUZ

·        Fonte puntiforme

 

Observe a ilustração a seguir. Uma fonte puntiforme e um anteparo (meio opaco) de raio a. Uma sombra de raio b é produzida atrás do anteparo. Sendo x a distância da fonte ao anteparo e y a distância da fonte à sombra, temos:

 

 

A relação acima permite determinar as grandezas x,y,a e b. Fontes puntiformes não produzem penumbra.

 

·        Fonte Extensa

As fontes extensas, como uma lâmpada fluorescente, são capazes de produzir regiões de sombra (ausência total de luz) e penumbra (região pouco iluminada).

 

4.1. Fases da lua

A Lua executa um movimento aproximadamente circular em torno da Terra, completando uma volta em 28 dias. As fases da Lua representam a parte da luz que observamos dependendo da posição da Lua em relação a Terra.

 

A cada semana a aparência da Lua muda. Ela pode se apresentar completamente iluminada pelo Sol (Lua cheia), parcialmente iluminada (Lua crescente ou minguante) ou simplesmente desaparecer (Lua nova). O fenômeno ocorre devido a sua translação ao redor da Terra. Observe o esquema que resume as fases da lua.

 

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4.2. Eclipse

Os eclipses são fenômenos que ocorrem devido a propagação retilínea da luz. Existem dois tipos de eclipses: o lunar e o solar.

 

a) Eclipse Lunar

O eclipse lunar ocorre quando a Lua passa pelo cone de sombra da Terra (região não iluminada pelo Sol) e os três astros Sol, Terra e a Lua estão perfeitamente alinhados.

 

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O eclipse penumbral ocorre quando a Lua entra na penumbra da Terra.

 

O eclipse lunar pode ser total (a Lua entra por completo na sombra da Terra) ou parcial (apenas uma parte da Lua entra na sombra da Terra).

 

Um eclipse total da Lua dura aproximadamente 1,7 horas.

b) Eclipse do Sol
O eclipse do Sol ocorre durante o dia quando a Lua se alinha entre o Sol e a Terra. A Lua é um meio opaco e não permite a passagem da luz. A sombra da Lua se projeta sobre uma região pequena da Terra. A Lua encobre o Sol e o dia se transforma em noite.

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A Lua (por ser muito menor do que a Terra) produz uma sombra que cobre apenas uma região muito específica da Terra (muitas vezes sobre o oceano). Apenas poucos privilegiados que se encontrarem nesta região poderão observar esse tipo de eclipse. Por isso, podemos passar toda a vida sem presenciar este belo fenômeno da natureza.

O eclipse Solar também pode ser total (quando a Lua encobre completamente o Sol) ou parcial, quando a Lua encobre apenas parte do Sol.

 

5. CÂMARA ESCURA

A câmara escura funciona através do princípio da propagação retilínea da luz. Observe na figura abaixo a trajetória seguida por dois raios que partem das extremidades do objeto e atingem o papel vegetal no fundo da caixa. A imagem tem a orientação invertida (nesse caso se forma de cabeça para baixo).

 

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Sendo o e i o tamanho do objeto e da imagem respectivamente; p a distância do objeto à câmara e p´ é o tamanho da câmara, temos:

 

 

 

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Introdução a Física

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1. GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS

Uma grandeza é definida como tudo aquilo que pode ser medido.

 

Grandeza escalar: definida por um número e uma unidade. Exemplo: tempo, comprimento, energia.

 

Grandeza vetorial: definida por um número, uma unidade, uma direção e um sentido. Exemplo: força, velocidade aceleração, campo elétrico, campo magnético.

 

Exemplos de direção e sentido de um vetor.

 

2. NOTAÇÃO CIENTÍFICA

A notação científica é uma ferramenta matemática que ajuda a escrever números muitos grandes ou muito pequenos. Um número em notação cientifica possui o seguinte formato.

 

n.10m

 

O número (n) deve estar compreendido entre 1 (incluindo) e 10 (excluindo). O expoente (m) pode ser um número positivo ou negativo.

 

3. ORDEM DE GRANDEZA

A ordem de grandeza determina o quanto um número é grande ou pequeno sem conhecer o número exato.

 

O número deve ser escrito em notação científica e a ordem de grandeza será apenas a potência de 10, de acordo com as regras a seguir:

 

·        o número (n) é menor que 3,16: a ordem de grandeza será 10n.

·        o número (n) é maior que 3,16: a ordem de grandeza será 10n+1.

 

Exemplos:

a) 2,5.106 – ordem de grandeza: 106

b) 4,7.103 –  ordem de grandeza: 103+1 = 104

 

4. MÉTODO CIENTÍFICO

O método científico é uma série de caminhos que um cientista deve seguir até formular uma teoria. Segue uma breve explicação de cada passo:

 

·        Observar: um sistema deve ser observado. Nesta etapa, não há resposta para o problema.

·        Elaborar uma hipótese: uma explicação é elabora para tentar responder o problema.

·        Experimentação e análise de dados: permite verificar se a hipótese é ou não verdadeira.

·        Elaborar a teoria: a experimentação levará a uma teoria.

 

5. SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES

O Sistema Internacional de Unidades (SI) foi criado para uniformizar as unidades das principais grandezas físicas. Seguem as mais importantes.

Grandeza Unidade Símbolo
Comprimento metro m
Massa quilograma kg
Tempo segundo s

 

6. TABELAS DE PREFIXOS

Os prefixos são úteis para simplifica a escrita de um número. Seguem os mais importantes.

Prefixo Símbolo Fator
pico p 10-12
nano n 10-9
micro µ 10-6
mili m 10-3
centi c 10-2
deci d 10-1
quilo k 103
mega M 106
giga G 109
tera T 1012

 

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Gráficos do MUV


1. GRÁFICOS DO MUV

Já estudamos a importância dos gráficos no movimento uniforme. Os gráficos são ferramentas importantes que relacionam o comportamento de duas grandezas. No MRUV, os gráficos mais importantes são aqueles que relacionam as grandezas posição (s), velocidade (v) e aceleração (a) com o instante de tempo (t).

 

1.1 Gráfico s x t

Observe a tabela abaixo que mostra a posição de um corpo durante 5 segundos. Para cada segundo, a distância percorrida aumenta, o que mostra que o movimento não é uniforme e a velocidade em cada trecho está aumentado. Portanto, é um movimento acelerado.

 

t (s)

0

1

2

3

4

5

s(m)

0

1

4

9

16

25

 

Construímos um gráfico de posição e tempo (s x t) com os valores da tabela.

       

A junção desses pontos forma uma parábola.

 

Isso ocorre, pois, a equação da posição no MUV é uma equação do segundo grau. A concavidade da parábola determina se a aceleração é positiva (concavidade para cima) ou negativa (concavidade para baixo).

1.2 Gráfico v x t

No MUV, a velocidade do corpo muda de maneira uniforme (aceleração constante). A figura abaixo mostra um carro com velocidade inicial de 10 m/s. A sua velocidade aumenta de 2 m/s para cada segundo. A aceleração é constante e vale 2 m/s2.

 

 

Podemos montar o gráfico da velocidade e do tempo (v x t) de acordo com as informações acima.

 

A junção desses pontos forma uma reta inclinada.

A função horária da velocidade é uma equação do primeiro grau, por isso, o formato do gráfico é uma reta. A inclinação da reta informa o sinal da aceleração de acordo com a ilustração abaixo.

 

 

1.3 Gráfico a x t

No MUV, a aceleração é constante. Portanto, o gráfico da aceleração e do tempo (a x t) é uma reta na horizontal. A posição da reta em relação a origem determina o sinal da aceleração de acordo com a ilustração abaixo.

 

 

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Gráficos do MU

1. Gráficos do MU

Os gráficos são ferramentas importantes que relacionam o comportamento de duas grandezas. No MRU, os gráficos mais importantes são aqueles que relacionam as grandezas posição (s), velocidade (v) e aceleração (a) com o instante de tempo (t).

 

1.1 Gráfico s x t

A tabela abaixo que mostra em que posições um corpo se encontra em função do tempo.

t (s)

0

1

2

3

4

5

s(m)

0

5

10

15

20

25

 

Observe que, para cada intervalo de tempo de 5 segundos, o corpo se desloca 5 metros 25 – 20 = 5 m), caracterizando o movimento uniforme. Os dados acima podem ser plotados em um gráfico s x t.

Portanto, no início do problema (instante zero), o corpo se encontra na posição 0 m. Um segundo depois (t = 1 s), o corpo se encontra na posição 5 m e assim, sucessivamente. Ao ligarmos os pontos assinalados no gráfico, obtemos uma linha reta crescente.

Duas conclusões podem sem tiradas dessa reta inclinada crescente:

·         O movimento é uniforme.

·         O movimento é progressivo (v > 0).

 

Caso o movimento ocorra no sentido contrário da orientação positiva, a reta inclinada será descrente, a velocidade é negativa e o movimento é retrogrado.

 

 

Em resumo:

 

Existem duas formas para calcular a velocidade média do corpo a partir do gráfico s x t.

 

·         Determine a variação da posição e do tempo, como mostra o gráfico abaixo e use a fórmula da velocidade média. Esse é o método mais utilizado.

 

Nesse caso especifico teremos: .

 

·         Determine a velocidade média pela tangente do ângulo entre a reta e o eixo do x.

Observe a formação de um triângulo retângulo entre a reta, o eixo x (do tempo) e o eixo y (da distância).

1.2 Gráfico v x t

Calculamos a velocidade média do corpo (5 m/s) no gráfico s x t anterior. Agora, vamos plotar esse valor em gráfico que relaciona a velocidade do corpo em função do tempo. O gráfico é uma linha reta na horizontal. A velocidade é constante e, portanto, apenas o valor o instante de tempo muda.   

 

Existem dois tipos de gráficos v x t no MRU:

·         Reta na horizontal acima do eixo do tempo. A velocidade é constante e o movimento é progressivo.

·         Reta na horizontal abaixo do eixo do tempo. A velocidade é constante e o movimento é retrógrado.

 

               

A área do gráfico v x t em certo intervalo de tempo é numericamente igual ao deslocamento nesse intervalo de tempo.

 

 

1.3 Gráfico a x t

A aceleração é determinada pela variação da velocidade de um corpo. Mas, no movimento uniforme, a aceleração é nula pois não há variação da velocidade.

 

Graficamente, a sua representação tem que ser uma reta coincidente com o eixo do tempo, mostrando que para qualquer instante escolhido a aceleração é sempre nula. A figura a seguir representa o gráfico a x t de um corpo em M.R.U.

 

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Gases


1. AS PROPRIEDADES DE UM GÁS

No estado gasoso, a ligação química é inexistente, o espaçamento entre as moléculas é grande e as moléculas se movimentam com liberdade. Essas características permitem que os gases possuam propriedades peculiares, que serão discutidas as seguir.

 

1.1. Compressibilidade

Um gás possui alta compressibilidade e pode ser comprimido, pois a distância entre as moléculas neste estado é maior que à dos sólidos e líquidos.

 

http://3.bp.blogspot.com/_8QxyuBPqSW4/S_hRsndCcYI/AAAAAAAAADo/q_PL4Z9R1Dw/s1600/gases10.jpg

 

Em (a), o êmbolo é pressionado. O espaçamento entre as moléculas é grande e o gás pode ocupar um espaço menor com facilidade (b).

 

1.2. Expansibilidade

Um gás expande e dilata mais que um sólido ou líquido devido a maior liberdade na movimentação das suas moléculas.

 

1.3. Ocupação dos espaços

As moléculas de um gás possuem liberdade para se movimentarem livremente. Por isso, um gás ocupa o espaço que lhe é dado. Se o gás contido em um bujão vazar, as moléculas do gás se movem livremente até o ocupar o novo espaço, a cozinha, por exemplo.

 

2. TEORIA CINÉTICA DOS GASES

As propriedades do gás apresentadas no item anterior não tinham explicação até o século XIX. Nesta época, a teoria cinética dos gases foi proposta para responder a esses questionamentos.

 

·        As moléculas possuem um tamanho desprezível comparado com a distância média entre as moléculas.

·        As moléculas (pontos) estão em constante movimento desordenado.

·        O movimento e a colisão das partículas entre si e com as paredes do recipiente são regidos pela Mecânica Newtoniana e a energia total do gás (energia cinética) se conserva.  As forças de atração e repulsão entre as moléculas são desprezadas.

 

3. GASES IDEAIS

Na prática, um gás onde a temperatura é alta e a pressão é baixa, se comporta muito próximo de um gás ideal. A compreensão do comportamento de um gás ideal facilita o estudo dos gases reais.

 

4. VARIÁVEIS DE ESTADO

Um gás ideal é definido por quatro grandezas denominadas variáveis de estado: pressão, volume, temperatura e número de mols.

 

4.1. Pressão (p)

A pressão e a área de aplicação da força são grandezas inversamente proporcionais.

 

As unidades mais comuns são: 1.105 N/m2

 

 (SI) ou atm (atmosfera)

 

Obs: 1 atm = 1.105

 

Nos gases, as moléculas exercem uma força ao se chocarem contra a parede do recipiente.

http://2012books.lardbucket.org/books/introduction-to-chemistry-general-organic-and-biological/section_11/fbdf37a85ccf2788ba9d689d1ee777ff.jpg

 

4.2. Volume (V)

O gás possui alta compressibilidade pois as suas moléculas podem ser consideradas como pontos, ou seja, um gás é basicamente constituído de espaço vazio!

As unidades dessa grandeza são:

 

m3 (SI) ou litros (l)

 

Obs.: 1 l = 10-3 m3

 

Avogadro.

 

4.3. Temperatura (T)

A temperatura mede o grau de agitação das moléculas. A energia cinética está associada a massa e a velocidade de um corpo.

 

A unidade da temperatura é o Kelvin.

 

4.4. Número de mols (n)

O número de moléculas em um gás é da ordem de 1023 moléculas. Portanto, não é prático trabalhar com um número tão grande no cotidiano. Por isso, os cientistas criaram o conceito de mol. Um mol de qualquer gás contém 6,02.1023 átomos.

 

O número de mols é calculado pela razão entre a massa do gás (m – que depende do número de moléculas) e a sua massa molecular (M).

 

 

5. Equação de Clapeyron

Um gás ideal é o gás mais simples que se pode trabalhar. Portanto, a equação de Clapeyron relaciona as grandezas descritas acima para esse tipo de gás.

 

 

R = 0,082 atm.L / K.mol

R = 8,31 J / K.mol

R = 2 cal / mol.K

 

Pegadinha do Malandro: o valor de R é uma constante e pode assumir acima os valores acima dependendo das unidades trabalhadas. Quando R = 0,082 atm.L / K.mol, a pressão é dada em atmosferas e o volume em litros. Quando R = 8,31 J / K.mol, a pressão é dada em N/m2 e o volume em m3, ou seja, no S.I. O terceiro valor é raro nos exercícios.

 

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Eletrização e força elétrica

Olá pessoal! O Direto no ponto tem como objetivo apresentar a teoria para aqueles que não querem perder tempo e precisam de um resumo rápido da matéria. Vamos lá!

 

1. CARGA ELÉTRICA

 

A carga elétrica é definida como a propriedade que uma partícula possui de atrair ou repelir outra através da força elétrica. A carga elétrica pode ser positiva ou negativa. Os prótons possuem carga elétrica positiva e os elétrons possuem carga negativa. Os nêutrons são partículas que não possuem carga.

 

1.1 Carga elementar

A unidade de carga elétrica é o Coulomb (C). A carga do próton e do elétron, em módulo, é igual a 1,6.10-19 C.

 

 

A carga elétrica total de um corpo por um múltiplo da carga elétrica fundamental.

 

Carga Elétrica

Notação

Valor (em Coulomb)

-2e

2 x (-1,6.10-19­) = – 3,2.10-19

4q

4 x (+1,6.10-19­) = + 6,4.10-19

5Q

5 x (+1,6.10-19­) = + 8,0.10-19

 

1.2 Corpo Neutro e eletrização

Um corpo neutro possui a mesma quantidade de cargas positivas e negativas. Para eletrizar um corpo, é necessário acrescentar ou remover elétrons.

 

·        Eletrizando um corpo negativamente: acrescente elétrons.

·        Eletrizando um corpo positivamente: retire elétrons.

 

2. LEI DE DUFAY

Cargas elétricas com mesmo sinal se repelem e cargas com sinais contrários se atraem.

 

 

3. CONDUTORES E ISOLANTES

Um material é considerado isolante quando não permite a passagem dos elétrons (ou carga positiva), impedindo que o choque aconteça.

 

Os condutores são materiais que permitem a passagem dos elétrons (ou carga positiva). Os metais são bons condutores de eletricidade e são usados em fios e cabos e em circuitos eletrônicos.

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Dilatação superficial e volumétrica


1. DILATAÇÃO SUPERFICIAL

Considere a chapa metálica abaixo. Quando aquecida, ocorre a dilatação de duas dimensões (comprimento e largura), que é muito superior a outra (que é desconsiderada).

 

Onde:

A0 à área inicial da placa.

A à área final da placa.

ΔA à variação da área da placa (ΔA = A – A0).

ΔT ou Δθ à variação da temperatura

β à coeficiente de dilatação superficial.

 

As dependências são as mesmas da dilatação linear, porém o comprimento inicial passa a ser a área inicial (A0), a dilatação será a variação da área do corpo ΔA e o coeficiente de dilatação linear (α) se torna o coeficiente de dilatação superficial (β), onde

 

 

Relacionamos as grandezas físicas acima na expressão matemática a seguir:

 

 

 

2. DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA

Na ilustração abaixo, um bloco com a temperatura inicial T0 é aquecido à uma temperatura final T. Este é um exemplo da dilatação volumétrica, onde a dilatação das três dimensões (comprimento, largura e profundidade) são consideradas.

 

 

V0 à volume inicial do bloco.

V à volume final do bloco.

ΔV à variação do volume do bloco (ΔV = V – V0).

ΔT ou Δθ à variação da temperatura

γ à coeficiente de dilatação volumétrica.

 

As dependências são as mesmas da dilatação linear, porém o comprimento inicial passa a ser o volume inicial (V0), a dilatação será a variação do volume do corpo ΔV e o coeficiente de dilatação linear (α) se torna o coeficiente de dilatação superficial (γ), onde:

 

 

Relacionamos as grandezas físicas acima na expressão matemática abaixo:

 

 

 

 

3. DILATAÇÃO DOS LÍQUIDOS

Observe a ilustração abaixo onde um líquido ocupa todo o espaço de um recipiente.

 

 

Observamos que, ao aquecer o sistema, uma parte do líquido transborda. Isso ocorre, pois, o líquido (maior coeficiente de dilatação) dilata mais que o recipiente.

 

O volume derramado é chamado de dilatação aparente e a dilatação real do líquido (ΔVLIQ) é dado pela expressão abaixo, onde ΔVREC é a dilatação do recipiente.

 

 

A relação entre os coeficientes de dilatação do líquido, do recipiente e aparente é dada por:

 

 

4. COMPORTAMENTO ANÔMALO DA ÁGUA

O aumento da temperatura provoca um aumento no volume e uma diminuição na densidade de uma substância qualquer.

 

Porém, a água se comporta de forma diferente na faixa de temperatura que vai de 0ºC até 4ºC. Observe gráfico abaixo.

 

14664

Quando aquecida de 0ºC até 4ºC, o volume da água diminui e a sua densidade aumenta (atingindo o valor máximo em 4 ºC). A partir desse valor de temperatura, a água se comporta como as outras substâncias.

 

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Dilatação linear


1. A DILATAÇÃO

As moléculas de um corpo passam a vibrar com mais intensidade quando recebem energia de uma fonte quente. Por isso, elas precisam ocupar um espaço maior. Esse fenômeno é conhecido como dilatação. O processo inverso ocorre quando um corpo é resfriado (contração). As moléculas do corpo se tornam menos agitadas e o espaçamento entre elas diminui.

 

Os fatores que influenciam na dilatação de um corpo são três:

 

1.1 O tamanho inicial

A dilatação é diretamente proporcional ao tamanho do corpo.

 

1.2 O material

É natural pensar que materiais diferentes sofrem dilatações diferentes. Um metal, por exemplo, dilata mais que o um vidro, sob as mesmas condições.

 

O coeficiente de dilatação linear informa o quanto um corpo é capaz de dilatar comparado com outro.

 

1.3. A variação da temperatura

Quanto maior a variação da temperatura de um material, maior a sua dilatação.

 

2. DILATAÇÃO LINEAR

A dilatação linear ocorre de uma dimensão (comprimento) é muito superior as outras (que são desconsideradas).

 

A expressão que calcula a dilatação linear de um corpo, ou seja, o aumento do seu comprimento (ΔL), vale:

 

 

Onde:

L0 à comprimento inicial do corpo.

L à comprimento final da corpo.

ΔL à variação da comprimento do corpo (ΔL = L – L0).

ΔT ou Δθ à variação da temperatura.

α à coeficiente de dilatação linear.

 

A unidade do coeficiente de dilatação é:  ºC-1 ou ºF-1 ou K-1, ou seja, o inverso da unidade de temperatura utilizado.

 

Podemos expressar a equação acima em função do comprimento final do corpo.

 

 

 

3. COMPORTAMENTO DOS ESPAÇOS VAZIOS

Observe a placa abaixo com um orifício. Quando aquecida, a placa e o orifício aumentam a sua área como um todo e ocupam um novo espaço.

Este fenômeno é conhecido como o comportamento dos espaços vazios, onde a dilatação do orifício ocorre na mesma proporção que o restante do corpo.

 

4. LÂMINA BIMETÁLICA

Uma lâmina bimetálica é constituída por duas lâminas feitas de materiais de coeficientes de dilatação térmica diferentes, como mostra a ilustração abaixo.

 

 

Colocamos a lâmina para aquecer e como são dois materiais diferentes, cada um dilata mais do que o outro. O sistema se curva (pelas lâminas estarem coladas) de acordo com os critérios.

 

·        A lâmina que dilata mais terá um maior comprimento final; consequentemente, terá um raio maior;

 

·        A lâmina que dilata menos terá um menor comprimento final; consequentemente, terá um raio menor.

Considere a ilustração abaixo, onde uma lâmina bimetálica é constituída de latão e invar e depois, aquecida. O coeficiente de dilatação do latão é maior que do invar. O latão dilata mais que o invar e a lâmina entortam para o lado onde o crescimento é menor, ou seja, do invar.

 

lamina2

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