Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.
Questões desta lista
Questão 1
UFPR 2026Dispõem-se de dois capacitores, de capacitâncias c1 e c2, respectivamente. O primeiro é submetido a uma tensão ΔV1 e o segundo, a uma tensão ΔV2. Sabendo que c1 = 3c2 e ΔV1 = 2ΔV2, determine a razão U2/ U1 entre as energias U2 e U1 armazenadas por cada capacitor.
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: E
A energia armazenada em um capacitor (U) é dada pela expressão , onde C é a capacitância em farad e é a diferença de potencial em volts entre as armaduras do capacitor.
Logo, a razão entre as energias U2 e U1 armazenadas por cada capacitor é:
Questão 2
UECE 2026Dispositivos de aceleração linear (linacs) aumentam a energia cinética de partículas carregadas, fazendo-as atravessar sucessivos “gaps” onde existe uma diferença de potencial elétrica. Em cada gap, uma partícula de carga q recebe um acréscimo em sua energia elétrica de q∆Vk, onde ∆Vk é a diferença de potencial entre as placas do k-ésimo gap. Sendo assim, considere uma partícula de massa m e carga q, inicialmente em repouso, que atravessa N gaps idênticos em um linac. Além disso, suponha que os gaps foram projetados de modo que as diferenças de potencial ∆Vk tenham um ajuste geométrico, ou seja, ∆Vk = ∆vrk-1 para k = 1, 2, …, N, com r > 0. Nessa última relação, ∆V representa um acréscimo constante no potencial. Ademais, medindo-se a velocidade da partícula imediatamente após o N-ésimo gap, obtém-se U. Com base nesses dados, a razão carga/massa q/m da partícula vale
Nota: Admita que não há perdas por radiação nem por colisões e que as velocidades permanecem em regime não relativístico durante todo o processo.
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: B
Esta questão envolve o Teorema do Trabalho-Energia Cinética, que estabelece que o trabalho total realizado sobre a partícula é exatamente igual à variação da energia cinética.
Trabalho total realizado (W):
Como o trabalho realizado em cada gap é o produto da carga q pela diferença de potencial , para N gaps, o trabalho total é a soma dos trabalhos em cada um deles.
De acordo com o enunciado, as diferenças de potencial seguem uma progressão geométrica:
Onde é o termo geral, r é a razão e é o primeiro termo, assim, a soma dos termos dessa PG de razão r e N termos é:
Portanto, o trabalho total é:
Variação da Energia Cinética
A partícula parte do repouso (v0 = 0) e atinge a velocidade final U. Logo:
Igualando trabalho e Energia:
Isolando a razão carga/massa (q/m):
Questão 3
UECE 2026Um entusiasta em eletrônica possui a sua disposição uma caixa com capacitores comerciais dos tipos A e B. Os capacitores do tipo A e do tipo B apresentam, respectivamente, em seus corpos as especificações 100μF / 25V e 1000μF / 25V. Ao retirar da caixa M capacitores do tipo A e N capacitores do tipo B, o entusiasta desenvolve dois experimentos simples. No primeiro experimento, mede a capacitância equivalente de um circuito obtido a partir da associação, em paralelo, de todos os capacitores, resultando em 2300μf. No segundo experimento, com todos os capacitores ligados em série, obtém, a partir do circuito montado, uma capacitância equivalente de 31,25μF.
Considere os valores dos capacitores como exatos e ideais (sem tolerância), todos em perfeito estado, e que todas as unidades foram efetivamente utilizadas nas associações.
Com base nos resultados obtidos pelo entusiasta, a razão M/N é dada por
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: C
Associação de capacitores em paralelo:
Nesta associação basta somar as capacitâncias individuais para obter-se a capacitância equivalente da associação.
Associação de capacitores em série:
Nesta associação, a soma dos inversos das capacitâncias é o inverso da capacitância equivalente.
Com as duas equações temos um sistema de equações lineares e subtraindo a equação (2) da (1), temos:
Substituindo o valor de N na equação (2):
Logo, a razão M/N é:
Questão 4
PUC RJ 2026Três cargas pontuais, de mesmo módulo Q, se encontram nos vértices de um triângulo equilátero de lado L. Duas das cargas têm cargas iguais a +Q, e a terceira tem carga igual a -Q. A energia eletrostática do sistema é E1. Substituindo-se uma das cargas +Q por uma carga -Q, a energia eletrostática do sistema passa a ser E2.
Qual é a razão E2/E1?
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: C
A energia eletrostática de um sistema de cargas pontuais é obtida somando a energia associada a cada par de cargas. Como o triângulo é equilátero, todas as separações entre as cargas são iguais a L. Assim, cada par contribui com, em que k é a constante eletrostática.
Na configuração inicial, as cargas são +Q, +Q e −Q. Os três pares de cargas são:

A soma dos produtos das cargas é, portanto, +Q2 − Q2 − Q2 = −Q2. Logo, a energia inicial é.
Após substituir uma das cargas +Q por −Q, a configuração passa a ser formada por duas cargas −Q e uma carga +Q.

Novamente, há um par de cargas negativas, cujo produto é +Q2, e dois pares com sinais opostos, cada um com produto −Q2. A soma permanece igual a −Q2, de modo que.
As duas energias têm o mesmo valor algébrico. Portanto, a razão entre elas é.
Questão 5
EFOMM 2026Utilize o valor g = 10 m/s2 para a aceleração da gravidade, a menos que seja determinado o contrário em alguma questão
Um condutor esférico de raio desprezível, carregado positivamente com carga Q, está fixado ao solo horizontal em um ponto O, sendo considerado uma carga puntiforme. Uma carga de prova q > 0, de massa m, é inicialmente colocada em repouso no ponto A do solo, localizado a uma distância d do ponto O. A partir do ponto A, inicia-se uma rampa retilínea cujo menor ângulo com a horizontal vale θ. Seja B um ponto da rampa também situado à distância d de A. A carga q é liberada e sobe pela rampa sob a ação da força elétrica repulsiva proveniente de Q e da força gravitacional.
Desprezando qualquer tipo de atrito ou dissipação, determine o módulo da velocidade da carga q ao chegar ao ponto B em função dos dados do problema
Dados: constante eletrostática k, aceleração da gravidade g.
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: D
Para resolver essa questão, utilizaremos o Teorema da Conservação da Energia Mecânica, uma vez que não há forças dissipativas (atrito).
Energia no Ponto A (Inicial):
No ponto A, a carga está em repouso
ao nível do solo
A única energia presente é a Energia Potencial Eletrostática devido à carga no ponto O.
Energia no Ponto B (Final)
No ponto B, a carga possui energia cinética, potencial gravitacional e potencial eletrostática. Para determinar a energia potencial eletrostática, utilizaremos a Lei dos cossenos para determinar a distância OB necessária para o seu cálculo.
Determinação da distância OB:
Temos um triangulo isósceles com dois lados iguais a d e o ângulo entre eles é de pois pela lei dos cossenos no triângulo, onde e o ângulo externo é (o ângulo interno em A é
Usando a identidade trigonométrica temos:
Substituindo na expressão de OB:
Energia potencial eletrostática no ponto B:
Altura de B(h). A altura em relação ao solo é dada pela projeção vertical do segmento AB na rampa:
Energia potencial gravitacional em B:
Energia cinética em B: A partir da energia cinética no ponto B, descobriremos a velocidade da partícula que é o que se pede na questão.
Energia Total em B: A energia total no ponto B é a soma da energia potencial eletrostática, da energia potencial gravitacional e da energia cinética.
Usando o Princípio da Conservação da Energia para os pontos A e B, temos:
Isolando o termo da velocidade:
Multiplicando por
Colocando o fator comum em evidência:
Extraindo a raiz quadrada, obtemos a expressão da alternativa [D]:
.
Questão 6
EFOMM 2026Utilize o valor g = 10 m/s2 para a aceleração da gravidade, a menos que seja determinado o contrário em alguma questão
Um capacitor plano de placas paralelas, com área A e distância entre placas d, está completamente preenchido com 8 camadas de materiais dielétricos, todas com área A e espessura d/8. A constante dielétrica da primeira camada (próxima à placa inferior) é κ1 = 10, e cada constante dielétrica seguinte é metade da anterior. Se C0 é a capacitância do capacitor no vácuo, qual é a capacitância total C do capacitor com os dielétricos?
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: D
Gabarito Oficial: Anulada
Gabarito Super Professor®: [D] – adaptada
Capacitância de capacitor de placas paralelas no vácuo (C0): A capacitância de um capacitor de placas paralelas no vácuo é dada pela expressão que envolve a permissividade do dielétrico , a área das placas e a distância entre as placas d.
Capacitância com materiais dielétricos diversos (Cn): A capacitância de capacitores com dielétricos diversos fica multiplicada pela constante de permissividade k do material em relação ao capacitor de placas paralelas no vácuo. Como serão inseridos 8 dielétricos de área A e espessura d/8 entre as placas do capacitor, podemos definir a capacitância de cada um dielétrico de acordo com a expressão:
Série dos dielétricos: Cada dielétrico a partir do primeiro é a metade do anterior, sendo k1 = 10. A sequência dos dielétricos representa uma progressão geométrica de razão 1/2.
Capacitância equivalente (Ceq): O dispositivo representa uma associação em série de capacitores em que a capacitância equivalente é obtida pelo somatório dos inversos das capacitâncias individuais de cada dielétrico de constante ki.
Substituindo-se pela expressão para cada dielétrico e fatorando:
Usando-se os valores para as constantes dos dielétricos:
Fatorando mais uma vez, temos:
Nota-se que a soma dentro dos parênteses representa uma PG agora de razão 2. Assim, podemos determinar a soma finita.
(fórmula da soma dos termos de uma PG finita).
Finalmente, podemos obter a capacitância equivalente da associação:
Invertendo os dois lados da equação:
Questão 7
UECE 2025Um capacitor de capacitância X, inicialmente descarregado, é carregado através de uma fonte de bancada capaz de estabelecer uma diferença de potencial constante V entre seus terminais. Para esta configuração, a energia armazenada no capacitor após o equilíbrio é dada por U. Em seguida, e já desconectado da fonte de bancada, o capacitor de capacitância X é conectado, em paralelo, através de seus terminais a um segundo capacitor de capacitância Y inicialmente descarregado. Para esta configuração, a energia armazenada pelo conjunto de capacitores após o equilíbrio é dada por U’. Sendo assim, a expressão que fornece a razão U/U’ em termos de X e Y, é dada por
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: D
Sabendo que a energia armazenada em um capacitor é dada por e que a capacitância equivalente de dois capacitores em paralelo é dada por temos:
Questão 8
UDESC 2025A energia potencial elétrica U entre duas partículas em relação à distância r que as separa está ilustrada no gráfico a seguir.

Considere duas partículas A e B com cargas qA = qB = 1μC. A partícula A permanece fixa, enquanto a partícula B, com massa mB = 2kg, é liberada a uma distância da primeira de 0,25m e se desloca, exclusivamente, devido à força de interação elétrica entre as duas partículas. O gráfico apresenta a variação da energia potencial elétrica em função da distância. Quando a separação entre as partículas varia de r = 0,25m para r = 1,75m, a velocidade da partícula B é:
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: E
Princípio de Conservação de Energia
O problema afirma que a partícula B se desloca exclusivamente devido à força de interação elétrica. Como a força elétrica é uma força conservativa, a Energia Mecânica total do sistema se conserva.
A Energia Mecânica é a soma da Energia Potencial Elétrica (U) e da Energia Cinética (K):
Determinação dos Valores de Energia no Gráfico

De acordo com o gráfico, a partícula B é liberada em ri =0,25 m (inicial) e a velocidade é calculada em rf =1,75 m (final).
[A] Energia Potencial Inicial (Ui): Pelo gráfico, na distância ri =0,25 m, a energia potencial elétrica é: Ui =0,035 J
[B] Energia Potencial Final (Uf): Pelo gráfico, na distância rf =1,75 m, a energia potencial elétrica é: Uf =0,005 J
[C] Energia Cinética Inicial (Ki): A partícula é liberada, o que implica que a velocidade inicial é nula (vi =0).
Cálculo da Velocidade Final (vf)
Aplicando a conservação da energia, obtém-se a energia cinética final:
[D] Para o cálculo da Velocidade Final (vf), Usamos a fórmula da energia cinética:
Substituindo os valores: Kf = 0,030 J e mB = 2 kg:
Questão 9
PUC RJ 2025A energia potencial eletrostática de um sistema de 3 cargas pontuais, situadas nos vértices de um triângulo equilátero de lado L, é 10 mJ. Ao dobrar a medida de L e os módulos dessas cargas, a energia eletrostática, em milijoule, passará a ser
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: D
A energia potencial eletrostática do sistema é a soma das energias associadas a cada par de cargas. Para um par, essa energia é proporcional ao produto dos módulos das cargas e inversamente proporcional à distância entre elas.
Ao dobrar cada carga, o produto entre duas cargas é multiplicado por 4. Ao mesmo tempo, dobrar o lado do triângulo dobra a distância entre todos os pares de cargas, o que introduz um fator 2 no denominador. Assim, cada parcela da energia é multiplicada por:
Como todas as três interações entre pares de cargas sofrem esse mesmo fator, a energia total também dobra. Partindo de 10 mJ, obtém-se:
Questão 10
PUC RJ 2025A respeito de cargas elétricas e magnéticas, analise as afirmativas a seguir.
I – Os monopolos magnéticos (cargas magnéticas) podem ser encontrados isolados na natureza.
II – Dobrando-se a distância entre duas cargas elétricas, reduz-se a força eletrostática entre elas para ¼ do valor inicial.
III – Dobrando-se a distância entre duas cargas elétricas, reduz-se a energia eletrostática entre elas para ½ do valor inicial.
É correto APENAS o que se afirma em
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: E
I — Incorreta. Não há evidência experimental de monopolos magnéticos isolados na natureza. Os ímãs apresentam sempre dois polos, norte e sul; quando um ímã é dividido, cada fragmento continua formando um dipolo magnético, com os dois polos. Portanto, não se observam cargas magnéticas isoladas de modo análogo às cargas elétricas.
II — Correta. A intensidade da força eletrostática entre duas cargas puntiformes é dada pela lei de Coulomb e varia inversamente com o quadrado da distância entre elas. Se a distância inicial é r, a força tem intensidade proporcional a 1/r2. Ao dobrar essa distância, ela passa a ser proporcional a 1/(2r)2, isto é, 1/(4r2). Assim, a nova força corresponde a 1/4 da força inicial.
III — Correta. A energia eletrostática entre duas cargas puntiformes varia inversamente com a distância, sendo proporcional a 1/r. Quando a distância passa de r para 2r, a energia passa a ser proporcional a 1/(2r), correspondendo à metade do valor inicial. Em termos de intensidade, a energia eletrostática fica igual a 1/2 da inicial.
As afirmativas II e III são as únicas compatíveis com as relações físicas envolvidas.