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Revise a teoria: resumo de Condutor eletrizado.
Questões desta lista
Questão 1
UNESP 2026O uso de janelas eletrocrômicas em edifícios é consideradouma das mais promissoras formas de economia de energia em ambientes fechados. Nessas janelas, a intensidade da luz do Sol que é transmitida para o interior das edificações pode ser controlada, permitindo o ajuste da luminosidade e da temperatura nos ambientes internos. O eletrocromismo consiste na mudança das propriedades ópticas de determinado material por meio da aplicação de um estímulo elétrico externo sobre ele.

Considere que, quando uma tensão constante de 4 V é aplicada entre as faces de uma janela eletrocrômica, estabelece–se um campo elétrico uniforme no meio que separa essas faces, e que íons de lítio, cada um com uma carga positiva de 1,6×10-19 C, migram através desse meio, movendo-se de um eletrodo mais próximo da face interna para outro mais próximo da face externa da janela. Esse movimento dos íons altera a coloração do meio existente entre os eletrodos, aumentando a opacidade da janela. Sendo d = 5 mm a distância entre os eletrodos, a intensidade da força elétrica que atua sobre cada íon de lítio quando eles se movem nessa janela é de
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Resposta: C
A tensão elétrica U entre dois pontos de um campo elétrico uniforme relaciona-se com a intensidade do campo elétrico E e com a distância d entre esses pontos pela expressão:
\[U = E \cdot d\]
Nessa relação, U é a tensão elétrica, medida em volts (V), E é a intensidade do campo elétrico, medida em newtons por coulomb (N/C), e d é a distância entre os eletrodos, medida em metros (m). Como a distância fornecida está em milímetros, é necessário convertê-la para o Sistema Internacional:
5 mm = 5 × 10−3 m
A força elétrica F que atua sobre uma carga elétrica q em um campo elétrico de intensidade E é dada por:
\[E = \frac{F}{q}\]
Essa expressão mostra que a intensidade da força pode ser obtida multiplicando-se a carga pela intensidade do campo. A carga de cada íon de lítio é q = 1,6 × 10−19 C. Como a tensão e a distância determinam o campo elétrico, podemos combinar as duas relações:
\[\text{E}= \frac{F}{q} = \frac{U}{d}\] \[F = \frac{q \cdot U}{d} = \frac{1.6 \cdot 10^{- 19} \text{C} \cdot 4 \text{V}}{5 \cdot 10^{- 3} \text{m}}\] \[F = 1.28 \cdot 10^{- 16} \text{N}\]
Na substituição, foram utilizados a carga do íon, q = 1,6 × 10−19 C, a tensão aplicada, U = 4 V, e a distância entre os eletrodos, d = 5 × 10−3 m. A unidade resultante é o newton, que corresponde à unidade de força no Sistema Internacional.
Portanto, a intensidade da força elétrica que atua sobre cada íon de lítio é 1,28 × 10−16 N. Dessa forma, a alternativa correta é c) 1,28 × 10−16 N.
Questão 2
UECE 2026Uma carga pontual de módulo q e massa m é abandonada na origem do plano XY em repouso no vácuo. Nessa região, existe um campo elétrico uniforme E orientado da esquerda para a direita, cujas linhas de campo são paralelas ao eixo x. Desprezando a força gravitacional, é correto afirmar que, nessas condições,
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Resposta: C
A carga está inicialmente em repouso, mas isso não significa que permanecerá parada. Como há um campo elétrico uniforme na região, a carga sofre uma força elétrica constante. Como a força gravitacional foi desprezada, essa é a única força resultante que atua sobre a partícula.
Força elétrica e sentido do movimento
Uma carga elétrica inserida em um campo elétrico sofre uma força cuja intensidade é relacionada ao módulo da carga e ao módulo do campo por:
\(F_{e} = q \cdot E\)
Nessa expressão, Fe representa a força elétrica, q representa o módulo da carga e E representa o módulo do campo elétrico. O sentido da força depende do sinal da carga:
- para uma carga positiva, a força elétrica tem o mesmo sentido do campo elétrico;
- para uma carga negativa, a força elétrica tem sentido oposto ao campo elétrico.
Como o campo está orientado da esquerda para a direita, ele aponta no sentido positivo do eixo x. Portanto, uma carga positiva desloca-se ao longo do eixo x positivo, enquanto uma carga negativa se deslocaria ao longo do eixo x negativo.
Cálculo da aceleração
De acordo com a segunda lei de Newton, a força resultante sobre um corpo é igual ao produto de sua massa pela aceleração:
\(F_{R} = m \cdot a\)
Como a única força considerada é a força elétrica, a força resultante coincide com ela. Assim, podemos igualar as duas expressões:
\[F_{e} = F_{R}\] \[q \cdot E = m \cdot a\]
Para obter a aceleração, dividimos os dois lados da igualdade pela massa m. Dessa forma, a aceleração é:
\(a = \frac{q \cdot E}{m}\)
Assim, o módulo da aceleração é diretamente proporcional ao módulo da carga e ao módulo do campo elétrico, e inversamente proporcional à massa da partícula. Como a carga é abandonada em repouso, a força elétrica produz uma aceleração constante e, a partir daí, a partícula passa a se mover no sentido da força.
Análise das alternativas
[A] Falsa. A carga não permanece em repouso, pois o campo elétrico exerce sobre ela uma força elétrica não nula. Portanto, existe uma força resultante e, consequentemente, uma aceleração.
[B] Falsa. O sentido indicado está correto para uma carga negativa: ela se moveria no sentido negativo do eixo x, oposto ao campo. Entretanto, a expressão apresentada para a aceleração está incorreta. A relação correta é qE/m, e não mq/E.
[C] Verdadeira. Para uma carga positiva, a força elétrica tem o mesmo sentido do campo, isto é, o sentido positivo do eixo x. Além disso, pela segunda lei de Newton, o módulo da aceleração é qE/m. Portanto, essa alternativa está correta.
[D] Falsa. O campo elétrico é horizontal e paralelo ao eixo x. Logo, a força elétrica também é horizontal, não podendo produzir movimento vertical para cima. Além disso, a expressão mqE não corresponde à aceleração obtida pela combinação da força elétrica com a segunda lei de Newton.
Portanto, a alternativa correta é c): se a carga for positiva, ela se deslocará ao longo do eixo x positivo com aceleração de módulo qE/m.
Questão 3
EsPCEx 2026As cargas elétricas geram, ao seu redor, campos elétricos e, através deles, interagem entre si.
Com base nos conceitos de campo elétrico, e considerando apenas seus efeitos, podemos afirmar que:
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Resposta: B
A alternativa A está incorreta porque o movimento espontâneo em direção a potenciais menores é uma característica exclusiva de cargas com sinal positivo, não sendo uma regra para todas as cargas elétricas.
A opção B apresenta-se como correta, visto que a definição de um campo elétrico uniforme implica que a intensidade e a direção da força elétrica sobre qualquer carga presente na região permanecerão invariáveis.
Quanto à alternativa C, ela é falsa pois o deslocamento realizado estritamente sobre uma superfície equipotencial não acarreta mudanças no valor da energia potencial elétrica do sistema.
A afirmação D é improcedente, dado que processos espontâneos de movimentação resultam na redução da energia potencial elétrica, e não em seu aumento.
<Por fim, a alternativa E está errada ao confundir os conceitos, pois superfícies equipotenciais são caracterizadas pela uniformidade do potencial elétrico em seus pontos, e não pela igualdade dos vetores de campo elétrico.
Questão 4
AFA 2026A figura a seguir representa duas partículas A e B, ambas com massas iguais a 40 g, sob a ação exclusiva de um campo elétrico uniforme \(\overset{\rightarrow}{E}\) de intensidade 2,0·103 V·m-1.
A partícula A está descarregada eletricamente e a B possui uma carga elétrica negativa de módulo igual a 8μC. No instante t0 = 0, elas estão 2000 m uma da outra e suas respectivas velocidades são \(\left(\overset{\rightarrow}{v}\right)_{A}\) e \(\left(\overset{\rightarrow}{v}\right)_{B} ,\) cujo módulo vale 32 m/s.

Sabe-se que não há interação entre elas e, durante o movimento, ocorrem duas ultrapassagens, quando ambas se movem no mesmo sentido.
Nessas condições, o intervalo dos possíveis valores de \(\left|\left(\overset{\rightarrow}{v}\right)_{A}\right| ,\) em m/s, está corretamente representado na alternativa
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Resposta: B
Aceleração da partícula B
A partícula A permanece descarregada e, portanto, não sofre força elétrica. Já a partícula B possui carga elétrica, de modo que fica submetida à força elétrica exercida pelo campo uniforme. Como o campo é uniforme, essa força e, consequentemente, a aceleração de B permanecem constantes.
O módulo da força resultante sobre B é igual ao módulo da força elétrica:
\[F_{R} = F_{\text{el}}\]
Pela segunda lei de Newton, a força resultante é o produto da massa pela aceleração. Para uma carga elétrica em um campo elétrico uniforme, o módulo da força elétrica é dado pelo produto do módulo da carga pelo módulo do campo:
\[ma = q_{B} E\]
Embora a carga de B seja negativa, o sinal apenas indica que a força tem sentido oposto ao do campo elétrico. Para calcular a aceleração em módulo, usamos o módulo da carga, igual a 8 μC = 8 · 10−6 C. A massa é 40 g = 40 · 10−3 kg, e a intensidade do campo é 2,0 · 103 V·m−1:
\[40 \cdot 10^{- 3} \cdot a = 8 \cdot 10^{- 6} \cdot 2 \cdot 10^{3}\]
Isolando a aceleração, obtemos:
\[a = 0.4 \text{m} / s^{- 2}\]
Assim, a partícula B realiza movimento uniformemente variado, com aceleração de módulo 0,4 m/s², enquanto A mantém velocidade constante, pois está descarregada e não sofre força elétrica.
Determinação dos limites para a velocidade de A
Para que ocorram duas ultrapassagens, é necessário analisar o movimento relativo entre as partículas. Como elas se movem no mesmo sentido, a velocidade relativa inicial depende da soma dos módulos envolvidos na situação representada. A distância inicial entre as partículas é d = 2000 m.
Usamos a equação de Torricelli para relacionar velocidade, velocidade inicial, aceleração e deslocamento:
\[v^{2} = \left(v_{0}\right)^{2} + 2 aΔs\]
Nos limites do intervalo possível, a velocidade relativa atinge as situações extremas associadas às duas ultrapassagens. Para o menor valor possível de |vA|, a velocidade relativa final é nula. Para o maior valor possível, a velocidade relativa final corresponde ao próprio módulo da velocidade de A. Portanto, as condições-limite são:
\[\begin{cases} 0 = \left(v_{B} + v_{A_{\text{m}\acute{i}\text{n}}}\right)^{2} – 2 ad \\ \left(v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}}\right)^{2} = \left(v_{B} + v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}}\right)^{2} – 2 ad \end{cases}\]
Substituindo vB = 32 m/s, a = 0,4 m/s² e d = 2000 m, resulta:
\[\begin{cases} 0 = \left(32 + v_{A_{\text{m}\acute{i}\text{n}}}\right)^{2} – 2 \cdot 0.4 \cdot 2000 \\ \left(v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}}\right)^{2} = \left(32 + v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}}\right)^{2} – 2 \cdot 0.4 \cdot 2000 \end{cases}\]
O termo 2ad vale 2 · 0,4 · 2000 = 1600. Logo:
\[\begin{array}{l}\begin{cases} 0 = \left(32 + v_{A_{\text{m}\acute{i}\text{n}}}\right)^{2} – 1600 \\ \left(v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}}\right)^{2} = \left(32 + v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}}\right)^{2} – 1600 \end{cases} \\ \begin{cases} \left(32 + v_{A_{\text{m}\acute{i}\text{n}}}\right)^{2} = 1600 \\ 0 = 1024 + 64 v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}} – 1600 \end{cases}\end{array}\]
Resolvendo cada equação, encontramos os valores-limite:
\[\begin{array}{l}\begin{cases} 32 + v_{A_{\text{m}\acute{i}\text{n}}} = 40 \\ 64 v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}} = 576 \end{cases} \\ \begin{cases} v_{A_{\text{m}\acute{i}\text{n}}} = 8 \\ v_{A_{\text{m}\acute{a}\text{x}}} = 9 \end{cases}\end{array}\]
Portanto, o módulo da velocidade da partícula A deve estar entre 8 m/s e 9 m/s, com os extremos não incluídos. Esse intervalo corresponde à alternativa B.
Questão 5
UFSM 2025Os recursos de Inteligência Artificial são surpreendentes. Veja o exemplo do ChatGPT: elabora textos, currículos e responde a questões de muitas áreas de conhecimento. No entanto, ainda estão longe de serem perfeitos. Em uma pesquisa sobre campo elétrico, uma plataforma de IA entregou três afirmativas. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada uma a seguir.
( ) Existe um campo elétrico associado a toda partícula elementar.
( ) Se uma partícula tem um campo elétrico associado a ela, a intensidade desse campo diminui com o inverso da distância entre ela e o ponto do espaço considerado.
( ) Se uma partícula com carga elétrica não nula é colocada numa região em que já existe um campo elétrico, uma força atua sobre ela.
A sequência correta é
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Resposta: B
[I] Falsa. A existência de um campo elétrico associado a uma partícula está relacionada à presença de carga elétrica. Nem toda partícula elementar possui carga elétrica não nula. O nêutron, por exemplo, é eletricamente neutro; portanto, a afirmação de que toda partícula elementar possui um campo elétrico associado a ela é incorreta.
[II] Falsa. Para uma carga elétrica puntiforme, a intensidade do campo elétrico depende do inverso do quadrado da distância entre a carga e o ponto considerado, e não apenas do inverso da distância. Essa relação é expressa por:
\[E = \frac{k \cdot \left|q\right|}{d^{2}}\]
Nessa expressão, E representa a intensidade do campo elétrico, k é a constante eletrostática do meio, |q| é o módulo da carga que produz o campo e d é a distância até o ponto em que o campo está sendo calculado. Como a distância aparece elevada ao quadrado no denominador, o campo diminui proporcionalmente a 1/d². Assim, a dependência indicada na afirmativa, proporcional a 1/d, está incorreta.
[III] Verdadeira. Uma partícula com carga elétrica não nula, quando colocada em uma região onde existe um campo elétrico, fica sujeita à ação de uma força elétrica. A relação entre a força, a carga e o campo é:
\[F = q \cdot E\]
Nessa equação, F é a intensidade da força elétrica, q é o valor da carga da partícula e E é a intensidade do campo elétrico no ponto em que ela foi colocada. Como a carga é não nula e há um campo elétrico na região, a força elétrica atua sobre a partícula.
Portanto, a sequência correta é F – F – V, correspondente à alternativa b).
Questão 6
PUC RJ 2025Em uma região do espaço, o campo elétrico é dado pela soma de dois vetores: \(\left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{1}\) = \(\left(E , 0.0\right)\) e \(\left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{2}\). Desprezando-se todas as forças não eletrostáticas, observa-se que uma carga Q, ao entrar nessa região com velocidade V , permanece em movimento uniforme.
Nesse contexto, \(\left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{2}\) é dado por
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Resposta: D
A velocidade permanece constante, portanto a aceleração da carga é nula. Como a única força considerada é a força elétrica, a força resultante também deve ser igual a zero.
A força elétrica sobre uma carga Q em um campo elétrico é dada por \(\overset{\rightarrow}{F} = Q \overset{\rightarrow}{E}\). Assim, para que a força resultante seja nula, o campo elétrico total na região precisa desaparecer:
\(\left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{1} + \left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{2} = \overset{\rightarrow}{0}\)
Como o primeiro campo é \(\left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{1} = \left(E , 0.0\right)\), isolando o segundo campo na igualdade vetorial, obtém-se:
\(\left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{2} = – \left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{1}\)
A operação de multiplicação por −1 troca o sinal de cada componente do vetor. Portanto, a componente x, que era E, passa a ser −E, enquanto as componentes y e z permanecem nulas:
\(\left(\overset{\rightarrow}{E}\right)_{2} = \left(- E , 0.0\right)\)
Questão 7
IME 2025Em uma determinada região esférica do espaço, a distribuição volumétrica de cargas é tal que o campo elétrico em seu interior é o vetor \(E \left(r\right) \left(\hat{u}\right)_{r } ,\) onde \(\left(\hat{u}\right)_{r }\) é o vetor unitário na direção radial e E(r), em V/m, é igual a:
\(E \left(r\right) = \begin{cases} \begin{matrix}Acos \left(\frac{3 rπ}{2 R}\right) + \frac{\left(2 – r\right)^{2}}{R} – 1 , & 0 \leq r \leq R ;\end{matrix} \\ 0 , r > R . \end{cases} \begin{matrix}\end{matrix}\)
em que A é uma constante, r é a distância até o centro da esfera e R é o raio da esfera, em metros.
Observação:
• R < 3 m.
Com as condições impostas acima, a constante A, em V/m, necessariamente é:
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Resposta: C
Como o campo elétrico é nulo para pontos externos à esfera, sua expressão deve coincidir com o valor correspondente na superfície, isto é, em \[r = R\]. Pela definição da função por partes, nessa fronteira o campo vale zero. Portanto, substituímos \[r = R\] na expressão válida no interior
\[E = Acos \left(\frac{3 rπ}{2 R}\right) + \frac{\left(2 – r\right)^{2}}{R} – 1\] \[0 = Acos \left(\frac{3 Rπ}{2 R}\right) + \frac{\left(2 – R\right)^{2}}{R} – 1\] \[0 = Acos \left(\frac{3 \pi}{2}\right) + \frac{\left(2 – R\right)^{2}}{R} – 1\] \[\left(2 – R\right)^{2} = R\] \[R^{2} – 5 R + 4 = 0\] \[R = 1 \text{m} ou R = 4 \text{m}\]
A substituição de \(r = R\) elimina a variável radial da primeira parcela e conduz à equação quadrática para o raio. As duas soluções matemáticas possíveis são \(R = 1 \text{m}\) e \(R = 4 \text{m}\). Entretanto, o enunciado estabelece que o raio deve satisfazer \(R < 3 \text{m}\). Logo, a solução admissível é \(R = 1 \text{m}\)
Com o raio determinado, avaliamos agora o campo no centro da esfera. No centro, a distância radial é \(r = 0\). O campo resultante deve ser nulo, e a substituição de \(r = 0\) e \(R = 1 \text{m}\) fornece
\[0 = Acos \left(\frac{3 \cdot 0 \cdot \pi}{2 \cdot 1}\right) + \frac{\left(2 – 0\right)^{2}}{1} – 1\] \[0 = A + 4 – 1\] \[A = – 3 \text{V} / \text{m}\]
Na última etapa, a parcela que contém o cosseno resulta em \(A\), pois o argumento do cosseno é nulo. A parcela racional vale \(4\), já que \(\left(2 – 0\right)^{2}\) é igual a \(4\) e o denominador é \(1\). Assim, a condição de campo nulo no centro resulta em \(A + 4 – 1 = 0\), de onde se obtém \(A = – 3 \text{V} / \text{m}\)
Portanto, a alternativa correta é c) − 3
Questão 8
EsPCEx 2025Em uma região plana do espaço há um campo elétrico uniforme E. A região foi mapeada com os eixos cartesianos xy. Duas cargas puntiformes Q1 e Q2 estão fixadas nesse plano e uma terceira carga Q3 é abandonada em um ponto do plano de modo que fique em repouso sob a ação exclusiva das forças elétricas. As respectivas coordenadas das cargas estão representadas no desenho abaixo. Podemos afirmar que E forma com o sentido positivo do eixo x um ângulo θ que satisfaz a seguinte condição:
Dados: Todas as cargas e E são coplanares ao plano xy.
Q1 = Q2 = −Q3; y3 − y1 = x3 − x2; Q3 > 0; sen (45∘) = cos (45∘) = √(2) / 2

Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: C
Componentes horizontal e vertical do campo resultante ER entre E1 e E2:

\[E_{R_{x}} = – E_{1} cos 45^{\circ} – E_{2} = – \frac{kQ}{\left(d \sqrt{2}\right)^{2}} \cdot \frac{\sqrt{2}}{2} – \frac{kQ}{d^{2}} = – \frac{kQ}{d^{2}} \left(\frac{\sqrt{2} + 4}{4}\right)\] \[E_{R_{y}} = – E_{1} sen 45^{\circ} = – \frac{kQ}{\left(d \sqrt{2}\right)^{2}} \cdot \frac{\sqrt{2}}{2} = – \frac{kQ \sqrt{2}}{4 d^{2 }}\]
Logo, as componentes de E devem ser:\[E_{x} = \frac{kQ}{d^{2}} \left(\frac{\sqrt{2} + 4}{4}\right)\] \[E_{y} = \frac{kQ \sqrt{2}}{4 d^{2 }}\]
Sendo assim, o ângulo\[tgθ = \frac{E_{y}}{E_{x}} = \frac{\frac{kQ \sqrt{2}}{4 d^{2}}}{\frac{kQ}{d^{2}} \left(\frac{\sqrt{2} + 4}{4}\right)} = \frac{\sqrt{2}}{4} \cdot \frac{4}{\sqrt{2} + 4} = \frac{\sqrt{2}}{\sqrt{2} + 4} \cdot \frac{\sqrt{2} – 4}{\sqrt{2} – 4} = \frac{2 – 4 \sqrt{2}}{2 – 16} = \frac{2 \sqrt{2} – 1}{7}\] \[\theta = arctg \left(\frac{2 \sqrt{2} – 1}{7} \right)\]
Questão 9
ENEM 2025A Figura 1 apresenta o esquema de um tubo de imagem em que um filamento, na posição A, libera elétrons por efeito termiónico. Esses elétrons formam um feixe estreito, que é acelerado por campos elétricos em direção à parte interna da tela. Nesse caminho, o feixe de elétrons passa por outro campo elétrico, na região B, atingindo, em seguida, a parte interna da tela do tubo, a qual é recoberta por um material que emite luz ao receber o impacto dos elétrons.

Na Figura 2, a carga negativa representa o feixe de elétrons que é acelerado e, posteriormente, atinge um ponto da tela. O campo elétrico na região B apresenta a seguinte configuração:

Nessa situação, qual ponto da tela será atingido pelo feixe de elétrons?
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: B
Para determinar qual ponto da tela será atingido, é necessário analisar a força elétrica exercida pelo campo elétrico sobre o feixe de elétrons na região B.
A força elétrica que atua sobre uma carga colocada em um campo elétrico é determinada pela relação:
\[F = q \cdot E\] \[\overset{\rightarrow}{F}\] \[q\] \[\overset{\rightarrow}{E}\]
Nessa expressão, \(\overset{\rightarrow}{F}\) representa o vetor força elétrica, \(q\) representa a carga elétrica da partícula e \(\overset{\rightarrow}{E}\) representa o vetor campo elétrico na região considerada.
O feixe é formado por elétrons. Como o elétron possui carga negativa, \(q\) < 0. Por isso, a força elétrica que atua sobre ele tem sentido oposto ao do campo elétrico. Essa inversão de sentido ocorre porque, na relação entre força, carga e campo, uma carga negativa altera o sentido do vetor força em relação ao vetor campo.
De acordo com a configuração mostrada para a região B, o campo elétrico aponta verticalmente para cima. Portanto, como os elétrons têm carga negativa, a força elétrica sobre o feixe aponta verticalmente para baixo.
O feixe já se desloca em direção à tela e, ao atravessar a região B, sofre esse desvio descendente. Assim, ele não atingirá os pontos superiores da tela, mas alcançará o ponto situado na parte inferior, indicado pelo número 2.
Questão 10
EEAR 2025Duas placas paralelas, muito extensas e carregadas eletricamente geram um campo elétrico uniforme \(\overset{\rightarrow}{E} ,\) cuja a direção e o sentido são mostrados na figura a seguir. Uma partícula q, de massa m e eletricamente carregada é colocada em repouso entre as placas. Admitindo que esta partícula esteja sobre a ação do campo elétrico e do campo gravitacional, ambos constantes, cujo vetor aceleração da gravidade, dado por \(\overset{\rightarrow}{g}\) e mostrado na figura, é correto afirmar que:
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: D
Para compreender o comportamento da partícula, é necessário analisar a interação entre as forças que atuam sobre ela no sistema de placas paralelas. O enunciado indica que o campo elétrico possui uma direção e sentido verticais específicos. Como as linhas de campo elétrico emergem de cargas positivas e convergem para cargas negativas, a orientação do vetor campo elétrico para cima implica que a placa inferior possui potencial positivo e a placa superior possui potencial negativo.
A primeira força a ser considerada é a força elétrica, cuja intensidade é dada pelo produto da magnitude da carga pela magnitude do campo. A direção dessa força depende estritamente do sinal da carga q. Se a partícula possuir uma carga negativa, a força elétrica terá sentido oposto ao vetor campo elétrico, ou seja, apontará para baixo. Caso a carga seja positiva, a força elétrica seguirá o mesmo sentido do campo, apontando para cima.
A segunda força presente é a força gravitacional, que atua sempre com sentido para baixo, independentemente da natureza da carga. Essa força é definida pelo produto da massa m pela aceleração da gravidade
\[\overset{\rightarrow}{g}\]
Analisando o cenário onde a carga q é negativa, tanto a força elétrica quanto a força gravitacional estarão direcionadas para baixo. Como ambas as forças atuam no mesmo sentido, a resultante será uma força total voltada para baixo, provocando um movimento de descida com aceleração constante, caracterizando um movimento retilíneo uniformemente variado.
Por outro lado, se a carga q for positiva, a força elétrica apontará para cima e a força gravitacional apontará para baixo. Nesse caso, as forças são antagônicas. Se o enunciado estabelece que a intensidade da força gravitacional é menor do que a intensidade da força elétrica, a força resultante terá sentido para cima. Isso significa que a aceleração resultante será positiva (para cima), fazendo com que a partícula suba com uma velocidade que aumenta linearmente com o tempo, o que define um movimento retilíneo uniformemente variado.
Conclui-se, portanto, que ao considerar uma carga positiva e uma força elétrica superior à gravitacional, a partícula experimentará uma aceleração ascendente, validando a alternativa D como a correta.
