Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.
Questões desta lista
Questão 1
UNICAMP 2026Outra bateria totalmente carregada armazena uma energia Eb = 15 Wh. Devemos elevar uma massa m = 45 kg até a altura y, em relação ao solo, para que a variação da energia potencial gravitacional Ep desse sistema mecânico seja igual à energia armazenada nessa bateria. A altura y deve ser
Dado: g = 10 m/s2.
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: C
A energia armazenada na bateria será totalmente convertida em energia potencial gravitacional para elevar a massa. Portanto, igualamos a energia da bateria à variação da energia potencial gravitacional. Nessa situação, m representa a massa, g é a aceleração da gravidade e y é a altura atingida em relação ao solo.
\[E_{b} = E_{\text{pg}} = m \cdot g \cdot y\]
A energia fornecida está expressa em watt-hora, mas, para utilizar a expressão da energia potencial gravitacional com as grandezas dadas no Sistema Internacional, é necessário convertê-la para joules. Como 1 Wh corresponde a 3600 J, fazemos a conversão por meio da relação entre hora e segundo
\[E_{b} = 15 \text{W} \cancel{h} \cdot \frac{3600 \text{s}}{1 \cancel{h}}\]
As unidades hora se cancelam, e o produto watt-segundo é equivalente a joule. Assim, a energia armazenada na bateria é
\[E_{b} = 54000 \text{J}\]
Agora, substituímos a energia convertida, a massa e a aceleração da gravidade na relação da energia potencial gravitacional. Em seguida, isolamos a altura y, dividindo ambos os lados da igualdade pelo produto m ⋅ g
\[\begin{array}{l}E_{b} = E_{\text{pg}} = m \cdot g \cdot y \\ 54000 \text{J} = 45 \text{kg} \cdot 10 \text{m} / s^{2} \cdot y\end{array}\]
A expressão obtida para a altura é
\[y = \frac{54000 \text{J}}{45 \text{kg} \cdot 10 \text{m} / s^{2}} y = 120 \text{m}\]
Logo, a altura necessária para que a variação da energia potencial gravitacional seja igual à energia armazenada na bateria é de 120 m. Portanto, a alternativa correta é c) 120 m.
Questão 2
EFOMM 2026Utilize o valor g = 10 m/s2 para a aceleração da gravidade, a menos que seja determinado o contrário em alguma questão
Duas estrelas de massas M1 e M2 se movem apenas devido à atração gravitacional mútua, e descrevem órbitas circulares em torno do centro de massa do sistema. A distância entre elas vale D . Se G é a constante da gravitação universal, o módulo da quantidade de movimento de cada estrela para um observador no referencial do centro de massa vale:
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: B
A questão trata do movimento orbital de duas estrelas submetidas exclusivamente à atração gravitacional mútua. No referencial do centro de massa (CM), cada estrela descreve uma órbita circular em torno desse ponto. O objetivo é determinar o módulo da quantidade de movimento de cada estrela.
Sejam r1 e r2 as distâncias do centro de massa às estrelas de massas M1 e M2, respectivamente. Como o centro de massa está entre as duas estrelas, a distância total entre elas é a soma desses dois raios:
\[r_{1} + r_{2} = D_{} _{} _{} \left(1\right)\]
Adotando o centro de massa como a origem, sua coordenada é nula. Como as estrelas estão em lados opostos da origem, suas posições possuem sinais contrários. A condição de centro de massa é, portanto:
\[x_{\text{CM}} = 0\] \[\frac{- M_{1} \cdot r_{1} + M_{2} \cdot r_{2}}{M_{1} + M_{2}}\]
Multiplicando a igualdade pelo denominador e reorganizando os termos, obtém-se a relação entre as distâncias ao centro de massa:
\[M_{1} \cdot r_{1} = M_{2} \cdot \left(r_{2}\right)_{} _{} _{} \left(2\right)\]
A equação (2) mostra que a estrela de maior massa fica mais próxima do centro de massa. Isolando r2 nessa relação:
\[r_{2} = \frac{M_{1} \cdot r_{1}}{M_{2}}\]
Substituindo essa expressão na equação (1):
\[r_{1} + \frac{M_{1} \cdot r_{1}}{M_{2}} = D\] \[r_{1} \left(1 + \frac{M_{1}}{M_{2}}\right) = D\]
Colocando os termos no mesmo denominador, resulta:
\[r_{1} = \frac{M_{2}}{M_{1} + M_{2}} D\]
De modo análogo, obtém-se:
\[r_{2} = \frac{M_{1}}{M_{1} + M_{2}} D\]
Para cada estrela, a força gravitacional exerce o papel de força centrípeta. Para a estrela de massa M1, igualamos a força centrípeta à força gravitacional:
\[F_{c} = F_{g}\] \[\frac{\cancel{M_{1}} \cdot \left(v_{1}\right)^{2}}{r_{1}} = G \cdot \frac{\cancel{M_{1}} \cdot M_{2}}{D^{2}}\]
Cancelando M1 e isolando a velocidade, temos:
\[\left(v_{1}\right)^{2} = G \cdot \frac{M_{2} \cdot r_{1}}{D^{2}} \overset{r_{1} = \frac{M_{2}}{M_{1} + M_{2}} D}{\rightarrow}\] \[v_{1} = M_{2} \sqrt{\frac{G}{D \left(M_{1} + M_{2}\right)}}\]
Para a estrela de massa M2, o mesmo procedimento fornece:
\[F_{c} = F_{g}\] \[\frac{\cancel{M_{2}} \cdot \left(v_{1}\right)^{2}}{r_{2}} = G \cdot \frac{M_{1} \cdot \cancel{M_{2}}}{D^{2}}\] \[\left(v_{2}\right)^{2} = G \cdot \frac{M_{1} \cdot r_{2}}{D^{2}} \overset{r_{2} = \frac{M_{1}}{M_{1} + M_{2}} D}{\rightarrow}\] \[v_{2} = M_{1} \sqrt{\frac{G}{D \left(M_{1} + M_{2}\right)}}\]
A quantidade de movimento tem módulo igual ao produto da massa pela velocidade. Para a primeira estrela:
\[Q_{1} = M_{1} \cdot v_{1}\] \[Q_{1} = M_{1} \cdot M_{2} \sqrt{\frac{G}{D \left(M_{1} + M_{2}\right)}}\]
Para a segunda estrela:
\[Q_{2} = M_{2} \cdot v_{2}\] \[Q_{2} = M_{1} \cdot M_{2} \sqrt{\frac{G}{D \left(M_{1} + M_{2}\right)}}\]
As duas expressões são iguais. Isso também é esperado, pois, no referencial do centro de massa, as quantidades de movimento das duas estrelas têm módulos iguais e sentidos opostos, de modo que a quantidade de movimento total do sistema seja nula.
Logo, o módulo da quantidade de movimento de cada estrela é representado pela alternativa b).
Questão 3
UDESC 2025Duas esferas homogêneas A e B, de massas mA = 5kg e mB = 10kg, estão dispostas ao longo de uma reta, com uma distância de 2 metros entre seus centros de massa. Em um determinado momento, uma terceira esfera C, de massa mC = 1kg, é colocada sobre a reta, exatamente no ponto médio entre as esferas A e B.
A força gravitacional resultante sobre a esfera C, devido às esferas A e B, é:
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: C
A força gravitacional entre duas massas é calculada pela lei da gravitação universal de Newton:
\[F_{g} = \frac{G \cdot m_{1} \cdot m_{2}}{d^{2}}\]
Nessa expressão, Fg é o módulo da força gravitacional, medido em newtons (N); G é a constante de gravitação universal; m1 e m2 são as massas dos corpos, em quilogramas (kg); e d é a distância entre os centros de massa, em metros (m).
O valor da constante de gravitação universal é:
G = 6,67 × 10−11 N·m2/kg2, ou, de forma equivalente:
G = 6,67 × 10−11 m3/(kg·s2).
Como a esfera C está exatamente no ponto médio entre A e B, e a distância entre os centros de A e B é de 2 m, a distância de C até cada uma das outras esferas é de 1 m. As forças exercidas por A e B sobre C têm sentidos opostos: A atrai C para o lado de A, enquanto B atrai C para o lado de B.
Força gravitacional exercida por A sobre C
Aplicando a lei da gravitação universal às massas A e C, com mA = 5 kg, mC = 1 kg e dAC = 1 m, obtém-se:
\[F_{\text{AC}} = \frac{G \cdot m_{A} \cdot m_{C}}{\left(d_{\text{AC}}\right)^{2}} = \frac{6.67 \cdot 10^{- 11} \frac{m^{3}}{kg \cdot s^{2}} \cdot 5 \text{kg} \cdot 1 \text{kg}}{\left(1 \text{m}\right)^{2}}\]
Como o denominador é 12 = 1, basta multiplicar a constante pelas massas. Portanto:
\[F_{\text{AC}} = 33.35 \cdot 10^{- 11} \text{N}\]
Essa força aponta para a esfera A, pois a gravidade é uma força de atração.
Força gravitacional exercida por B sobre C
Agora, considerando as massas B e C, com mB = 10 kg, mC = 1 kg e distância de 1 m, a força gravitacional é:
\[F_{\text{BC}} = \frac{G \cdot m_{A} \cdot m_{C}}{\left(d_{\text{AC}}\right)^{2}} = \frac{6.67 \cdot 10^{- 11} \frac{m^{3}}{kg \cdot s^{2}} \cdot 10 \text{kg} \cdot 1 \text{kg}}{\left(1 \text{m}\right)^{2}}\]
Novamente, o quadrado da distância vale 1. Assim, o resultado é:
\[F_{\text{BC}} = 66.7 \cdot 10^{- 11} \text{N}\]
Essa força aponta para a esfera B. Como a massa de B é maior que a massa de A, a atração de B sobre C é mais intensa.
Força resultante sobre C
As duas forças têm sentidos contrários. Por isso, o módulo da força resultante é obtido pela subtração entre a maior força, exercida por B, e a menor força, exercida por A:
\[F_{R \left(C\right)} = F_{\text{BC}} – F_{\text{AC}} =\] \[F_{\text{AC}} = 66.7 \cdot 10^{- 11} \text{N} – 33.35 \cdot 10^{- 11} \text{N}\]
Efetuando a subtração e convertendo a notação científica, o módulo da resultante é:
\[F_{R \left(C\right)} = 33.35 \cdot 10^{- 11} \text{N} = 3.335 \cdot 10^{- 10} \text{N}\]
Como a força exercida por B é maior, a força resultante aponta para o lado da esfera B. Portanto, a alternativa correta é a c) 3,34 × 10−10 N para o lado da esfera B.
Questão 4
IME 2025Para simular a órbita (x(t), y(t)) do satélite de um planeta, no referencial do planeta, utilizou-se um modelo unidimensional com as seguintes equações:
x(t) = Acos(ωt) y(t) = Bsen(ωt)
onde A, B e
são constantes e t é o instante de tempo.
Dados:
• massa do planeta: M;
• massa do satélite: m, onde m << M;
• constante universal de gravitação: G;
∙ C = √(A2−B2);
• localização do centro do planeta: (C,0).
A diferença entre a maior e a menor energia potencial gravitacional do satélite é:
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: D
A órbita descrita pelas coordenadas paramétricas é uma elipse. Para mostrar isso, parte-se da identidade trigonométrica fundamental, segundo a qual a soma dos quadrados do cosseno e do seno de um mesmo ângulo é igual a 1. Como
\[cos^{2} \left(ωt\right) + sen^{2} \left(ωt\right) = \frac{x^{2}}{A^{2}} + \frac{y^{2}}{B^{2}}\] \[\frac{x^{2}}{A^{2}} + \frac{y^{2}}{B^{2}} = 1\]
Essa é a equação reduzida de uma elipse centrada na origem, com semieixos de comprimentos A e B. Como \(C = \sqrt{A^{2} – B^{2}} ,\) e A > B, A representa o semieixo maior. O valor C é a distância entre o centro da elipse e cada foco. O centro do planeta está localizado no foco de coordenadas (C, 0), portanto a distância entre o planeta e o satélite varia ao longo da órbita.
O potencial gravitacional de um satélite de massa m, situado a uma distância r de um planeta de massa M, é dado por \(E_{p} = – \frac{GmM}{r}\). O sinal negativo indica que a interação gravitacional é atrativa. Assim, quanto menor for a distância r, mais negativo será o potencial; quanto maior for r, menos negativo será o potencial.
Na extremidade mais próxima do foco localizado em (C, 0), a distância entre o satélite e o planeta é A − C. Na extremidade oposta, a distância é A + C. Consequentemente, o maior valor da energia potencial ocorre na maior distância, A + C, enquanto o menor valor ocorre na menor distância, A − C. A diferença entre esses valores é, portanto:
\[E_{p} = – \frac{GmM}{A + C} – \left(- \frac{GmM}{A – C}\right) = GmM \left(\frac{1}{A – C} – \frac{1}{A + C}\right)\] \[ΔE_{p} = GmM \cdot \frac{2 \text{C}}{A^{2} – C^{2}}\]
Na simplificação da diferença entre as frações, utiliza-se o denominador comum \(\left(A – C\right) \left(A + C\right)\). O numerador resultante é \(2 \text{C}\), e o produto do denominador é a diferença de quadrados, \(A^{2} – C^{2}\).
Como o enunciado fornece \(C = \sqrt{A^{2} – B^{2}}\), ao elevar ambos os lados ao quadrado, obtém-se \(C^{2} = A^{2} – B^{2}\). Logo, \(A^{2} – C^{2} = B^{2}\). Substituindo essa relação na expressão anterior:
\[ΔE_{p} = \frac{2 CGmM}{B^{2}}\]
Portanto, a diferença entre a maior e a menor energia potencial gravitacional é \(\frac{2 CGmM}{B^{2}}\), que corresponde à alternativa d).
Questão 5
FCMSCSP 2025Urano é o planeta do Sistema Solar em cuja superfície a aceleração gravitacional tem valor mais próximo ao da aceleração gravitacional na superfície da Terra. A lei da gravitação universal de Newton permite deduzir que Urano e Terra também têm valores próximos
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: E
A aceleração gravitacional na superfície de um corpo depende da massa desse corpo e da distância entre seu centro e sua superfície, que corresponde ao seu raio. Pela lei da gravitação universal de Newton, essa relação é expressa por:
\[g = \frac{GM}{R^{2 }} ,\]
Nessa expressão, g representa a aceleração gravitacional na superfície do planeta, G é a constante gravitacional universal, M é a massa do planeta e R é o seu raio. Como G tem o mesmo valor para todos os corpos, a comparação entre as acelerações gravitacionais de Urano e da Terra depende da razão entre a massa de cada planeta e o quadrado de seu raio.
Assim, se as acelerações gravitacionais na superfície de Urano e da Terra são próximas, então também são próximos os valores de M/R² para esses dois planetas. Portanto, a grandeza que deve apresentar valores próximos é a razão entre suas massas e seus raios elevados ao quadrado.
Logo, a alternativa correta é e) nas razões entre suas massas e seus raios elevados ao quadrado.
Questão 6
EEAR 2025A lei da gravitação universal, descrita por Isaac Newton, demonstra o movimento dos planetas e corpos celestes e a influência exercida sobre eles. Admita que um corpo A, de massa 3 kg, está separado a uma distância de 2 m do corpo B, de massa 1 kg, e a constante gravitacional é G = 6,7·10-11 N·m2 / kg2. Assinale a alternativa que apresenta o valor aproximado da intensidade da força gravitacional em N, exercida entre os corpos.
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: B
A força gravitacional entre dois corpos é determinada pela lei da gravitação universal de Newton. Essa lei estabelece que a intensidade da força é diretamente proporcional ao produto das massas dos corpos e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre seus centros.
Nessa expressão, F representa a intensidade da força gravitacional, G é a constante gravitacional, mA e mB são as massas dos corpos A e B, respectivamente, e d é a distância entre eles. Portanto:
\[F = \frac{Gm_{A} m_{B}}{d^{2}}\]
Os valores fornecidos são G = 6,7 · 10−11 N·m2/kg2, mA = 3 kg, mB = 1 kg e d = 2 m. Substituindo esses valores na expressão, a distância deve ser elevada ao quadrado, pois aparece no denominador da fórmula:
\[F = \frac{6.7 \cdot 10^{- 11} \cdot 3 \cdot 1}{2^{2}}\]
Como 22 = 4 e 3 · 1 = 3, o cálculo numérico corresponde a dividir 6,7 · 3 por 4, mantendo a potência de dez. O resultado é aproximadamente 5 · 10−11. A unidade obtida é o newton, pois a constante gravitacional foi fornecida em unidades compatíveis com massas em quilogramas e distância em metros:
\[F \cong 5 \cdot 10^{- 11} \text{N}\]
Assim, a intensidade aproximada da força gravitacional entre os corpos é 5 · 10−11 N. Portanto, a alternativa correta é b).
Questão 7
UEL 2024Leia o texto a seguir.
A sonda Perseverance é a primeira missão da NASA que vai procurar sinais de vida em outro planeta, para ajudar a responder às questões: chegou alguma vez a existir vida em Marte? As substâncias essenciais para vida na Terra poderiam ter sido criadas no planeta vermelho e trazidas para cá por asteroides?
Adaptado de: www.cnnbrasil.com.br/
Admita que uma agência espacial lança uma sonda da Terra a Marte. Um matemático representa o lugar geométrico da trajetória C da sonda em um plano cartesiano de origem O, conforme figura a seguir.
Sabe-se que C é o lugar geométrico dado por:
\(\left(\frac{5}{13} x\right)^{2} + \left(\frac{10}{17} y\right)^{2} = 1\)
Considerando que T1 está localizado no semieixo x≤0, que M2 está localizado no semieixo x≥0 que T1 e M2 também pertencem à curva C, atribua V (verdadeiro) ou F (Falso) para as afirmativas a seguir.
( ) \(T_{1} = \left(- \frac{13}{5} , 0\right)\) e \(M_{2} = \left(\frac{13}{5} , 0\right)\)
( ) Seja M a massa da Terra e R o seu raio, a sonda, estando a uma altura h da superfície e no limite de sair em direção a Marte, a aceleração gravitacional deve ser \(\frac{GM}{\left(R + h\right)^{2 }}\)
( ) Se \(M_{1} = \left(- \frac{13}{5} , – \frac{13}{10}\right) ,\) então o triângulo de vértices T1; M1; M2 é retângulo.
( ) A uma altura h, acima da atmosfera terrestre, o peso da sonda deve ser nulo para que ela possa ser enviada à Marte.
( ) A distância euclidiana da sonda até a origem O é constante em todo o trajeto.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: A
[I] Verdadeira. A equação da curva pode ser reorganizada na forma padrão de uma elipse centrada na origem, comparando-a com a expressão x2/a2 + y2/b2 = 1. Assim, o denominador associado à variável x determina o semieixo maior, pois é o maior dos dois denominadores:
\[\left(\frac{5}{13} x\right)^{2} + \left(\frac{10}{17} y\right)^{2} = 1 \Leftrightarrow \frac{x^{2}}{\left(\frac{13}{5}\right)^{2}} + \frac{y^{2}}{\left(\frac{17}{10}\right)^{2}} = 1\]
Logo, o semieixo maior tem comprimento:
\[a = \frac{13}{5 }\]
Como os vértices do eixo maior estão sobre o eixo x, suas coordenadas são obtidas tomando y = 0 e usando os valores positivo e negativo de a. Portanto:
\(T_{1} = \left(- \frac{13}{5} , 0\right)\) e \(M_{2} = \left(\frac{13}{5} , 0\right) .\)
Assim, a primeira afirmativa é verdadeira.
[II] Verdadeira. A força peso da sonda, de massa m, pode ser escrita como P = mg. A força gravitacional exercida pela Terra sobre a sonda, quando ela está a uma distância R + h do centro da Terra, é dada pela lei da gravitação universal. Nessa expressão, G é a constante gravitacional, M é a massa da Terra, R é o raio terrestre e h é a altura da sonda em relação à superfície:
\[P = F_{\text{grav}}\] \[\cancel{m} g = \frac{GM \cancel{m}}{\left(R + h\right)^{2}}\]
A massa m aparece nos dois lados da igualdade e pode ser simplificada. Isolando a aceleração gravitacional g, obtém-se:
\[g = \frac{G M}{\left(R + h\right)^{2 }}\]
Portanto, a expressão apresentada para a aceleração gravitacional está correta, e a segunda afirmativa é verdadeira.
[III] Verdadeira. Os pontos são T1 = (−13/5, 0), M1 = (−13/5, −13/10) e M2 = (13/5, 0). Para verificar a forma do triângulo, analisamos as direções de seus lados.
O segmento que liga M1 a T1 é vertical, pois os dois pontos têm a mesma abscissa, −13/5. Isso também aparece no cálculo do coeficiente angular:
\[m_{M_{1} T_{1}} = \frac{0 + \frac{13}{10}}{- \frac{13}{5} + \frac{13}{5}} = \frac{\frac{13}{10}}{0}\]
\(∄ m_{M_{1} T_{1}}\) (reta vertical)
Já os pontos T1 e M2 possuem a mesma ordenada, igual a zero. Portanto, o segmento T1M2 é horizontal. Uma reta vertical e uma reta horizontal são perpendiculares; logo, o ângulo formado em T1 é reto. Consequentemente, o triângulo T1M1M2 é retângulo, e a terceira afirmativa é verdadeira.
[IV] Falsa. O fato de a sonda estar a uma altura h acima da superfície terrestre não faz com que seu peso seja exatamente nulo. Enquanto a sonda estiver sob a influência gravitacional da Terra, continuará existindo uma força gravitacional sobre ela, embora essa força diminua à medida que a distância ao centro da Terra aumenta. Portanto, o peso da sonda não se anula para que ela seja enviada a Marte.
[V] Falsa. A trajetória C é uma elipse, e não uma circunferência. Em uma circunferência centrada na origem, a distância até a origem seria constante. Na elipse, porém, a distância de um ponto da curva até a origem varia conforme a posição do ponto. Assim, a distância euclidiana da sonda até O não permanece constante ao longo de todo o trajeto.
A sequência correta é V, V, V, F, F. Portanto, a alternativa correta é a).
Questão 8
UEA · SIS I 2024A consequência dos estudos planetários de Newton o levou à formulação da Lei da Gravitação Universal, que explicava a interação entre o Sol e um planeta. Não demorou para ficar claro que essa lei era válida para quaisquer dois corpos, podendo ser expressa por \(F_{G} = G \times \frac{m_{1} \times m_{2}}{r^{2 }}\) em que FG é a intensidade da força gravitacional entre os corpos 1 e 2, G é a constate de gravitação universal, m1 e m2 são as massas dos corpos 1 e 2 e r é a distância entre os corpos 1 e 2.
Se r é a distância original entre os corpos 1 e 2, ao duplicarmos essa distância, a intensidade da força gravitacional entre esses corpos se tornará menor
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: B
A expressão da Lei da Gravitação Universal mostra que a intensidade da força gravitacional depende diretamente do produto das massas e inversamente do quadrado da distância entre os corpos. Como, nesta situação, as massas m1 e m2 e a constante G permanecem inalteradas, a única grandeza modificada é a distância r.
Quando a distância original é duplicada, ela passa a ser 2r. Portanto, é necessário substituir r por 2r no denominador da expressão da força:
\[F_{G} = G \times \frac{m_{1} \times m_{2}}{r^{2}} \overset{para 2 r}{\rightarrow} \left(F_{G}\right)^{'} = G \times \frac{m_{1} \times m_{2}}{\left(2 r\right)^{2}}\] \[\left(F_{G}\right)^{'} = G \times \frac{m_{1} \times m_{2}}{4 r^{2}} = \frac{1}{4} \left(G \times \frac{m_{1} \times m_{2}}{r^{2}}\right) \left(F_{G}\right)^{'} = \frac{F_{G}}{4 }\]
O fator 4 aparece porque o quadrado da nova distância é o quadrado de 2r. Assim, o denominador torna-se quatro vezes maior, enquanto o numerador permanece igual. Como a força é inversamente proporcional a esse denominador, sua intensidade passa a ser um quarto do valor original, ou seja, fica quatro vezes menor.
Logo, a alternativa correta é b) quatro vezes.
Questão 9
UEA · SIS I 2024Em maio de 2017, o Brasil lançou para o espaço o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações estratégicas (SGDC), que orbita a Terra sempre voltado para o território nacional, como mostra a figura.
Considere que a massa e a força gravitacional à qual esse satélite está submetido são, aproximadamente, 6.000kg e 1.200 N. Nessas condições, a aceleração da gravidade na região da órbita desse satélite vale, aproximadamente,
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: B
Para determinar a aceleração da gravidade na região da órbita, usamos a relação entre a força gravitacional, a massa do satélite e a aceleração da gravidade. A força gravitacional que atua sobre o satélite corresponde ao seu peso, cuja intensidade é dada pelo produto da massa pela aceleração da gravidade.
Assim, igualamos a força gravitacional ao peso:
\[F_{g} = P = mg\] \[g = \frac{F_{g}}{m} = \frac{1200 \text{N}}{6000 \text{kg}}\] \[g = 0.2 \text{m} / s^{2 }\]
Nessa expressão, Fg representa a força gravitacional, m é a massa do satélite e g é a aceleração da gravidade na posição orbital. Substituindo a força gravitacional de 1.200 N e a massa de 6.000 kg, obtemos 0,2 m/s2. A unidade resulta de N/kg, que é equivalente a m/s2.
Portanto, a aceleração da gravidade na região da órbita do satélite vale aproximadamente 0,2 m/s2, correspondente à alternativa b).
Questão 10
Provão Paulista · Etapa I 2024O estudo das leis de Kepler e a Lei da Gravitação Universal nos permite compreender a órbita dos planetas ao redor do Sol. Assim, ao analisarmos os movimentos dos planetas no periélio, ponto da trajetória em que determinado planeta está mais próximo do Sol, e no afélio, ponto da trajetória em que está mais distante do Sol, podemos observar que esse planeta,
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: D
A compreensão da dinâmica orbital dos planetas fundamenta-se na Lei da Gravitação Universal de Newton e nas Leis de Kepler. De acordo com o princípio gravitacional, a força de atração entre dois corpos é diretamente proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa. No contexto do sistema solar, essa interação ocorre entre o Sol e os planetas, determinando a curvatura de suas trajetórias elípticas.
Ao analisarmos o movimento orbital, é essencial considerar as posições extremas da elipse: o periélio e o afélio. O periélio representa o ponto de maior proximidade entre o planeta e o Sol, enquanto o afélio marca a distância máxima alcançada na órbita. À medida que um corpo celeste se desloca em direção ao periélio, a distância radial entre ele e o centro de massa do sistema diminui significativamente.
Essa redução na distância tem consequências diretas sobre as grandezas físicas envolvidas. Como a intensidade da força gravitacional depende inversamente do quadrado da distância, uma proximidade menor resulta em uma força de atração muito mais intensa. Pela Segunda Lei de Newton, que estabelece que a aceleração de um objeto é diretamente proporcional à força resultante aplicada sobre ele, o aumento da força gravitacional implica necessariamente em um incremento na aceleração do planeta.
Portanto, ao observar o comportamento do planeta durante sua trajetória, nota-se que, no momento em que ele se aproxima do periélio, a redução da distância em relação ao Sol provoca um aumento tanto na intensidade da força de atração quanto na aceleração orbital. Isso valida a afirmação de que, ao aproximar-se dessa região de menor distância, o corpo apresentará uma maior aceleração devido à influência gravitacional intensificada.
