Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.
Revise a teoria: resumo de Trabalho de uma força.
Questões desta lista
Questão 1
UNISC 2023Um objeto de massa 500 g, que está sobre uma superfície horizontal e inicialmente em repouso, é empurrado por uma força, paralela à superfície, de 10 N, de forma que se desloca por 360 m em um determinado intervalo de tempo. Supondo não haver forças dissipativas agindo sobre o objeto, assinale a alternativa que apresenta os valores da aceleração que o objeto adquire, o trabalho realizado pela força, considerando o deslocamento citado, e o intervalo de tempo para esse deslocamento, respectivamente.
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: D
Como não há forças dissipativas e a força aplicada é a única força horizontal considerada, ela corresponde à força resultante na direção do movimento. A aceleração pode, portanto, ser determinada pelo Princípio Fundamental da Dinâmica, também conhecido como 2ª Lei de Newton, que relaciona a força resultante F, a massa m e a aceleração a.
A massa informada deve ser convertida para o Sistema Internacional de Unidades: 500 g correspondem a 0,5 kg. Assim, aplicando a 2ª Lei de Newton:
\[F = m \cdot a\]
Isolando a aceleração, divide-se a força pela massa. Substituindo a força de 10 N e a massa de 0,5 kg, obtém-se:
\[a = \frac{F}{m} = \frac{10 \text{N}}{0.5 k g}\]
O resultado da divisão é uma aceleração de 20 m/s²:
\[a = 20 \text{m} / s^{2}\]
O trabalho realizado por uma força constante é calculado pelo produto entre o módulo da força, o módulo do deslocamento e o cosseno do ângulo entre eles. Neste caso, a força é paralela à superfície e tem a mesma direção e sentido do deslocamento; portanto, o ângulo entre a força e o deslocamento é zero, e o cosseno desse ângulo vale 1. Dessa forma, a expressão se reduz ao produto entre a força e o deslocamento:
\[\tau = F \cdot d\]
Substituindo a força de 10 N e o deslocamento de 360 m:
\[\tau = 10 \text{N} \cdot 360 \text{m}\]
Como 1 N⋅m corresponde a 1 J, o trabalho realizado é:
\[\tau = 3600 \text{J}\]
Para determinar o intervalo de tempo, utiliza-se a equação horária da posição do movimento retilíneo uniformemente variado. O objeto parte do repouso, portanto, sua velocidade inicial é igual a zero. Por isso, o termo correspondente à velocidade inicial desaparece da equação, restando a relação entre o deslocamento, a aceleração e o tempo:
\[d = v_{0} t + \frac{a}{2} t^{2} \overset{v_{0} = 0}{\rightarrow} d = \frac{a}{2} t^{2}\]
Isolando o tempo, multiplica-se a igualdade por 2, divide-se pela aceleração e, em seguida, extrai-se a raiz quadrada. Considera-se a raiz positiva, pois o tempo decorrido é uma grandeza positiva:
\[t = \sqrt{\frac{2 d}{a}} = \sqrt{\frac{2 \cdot 360 \text{m}}{2 0 \text{m} / s^{2}}}\]
Substituindo os valores, o intervalo de tempo necessário para percorrer os 360 m é:
\[t = 6 \text{s}\]
Logo, os valores são aceleração de 20 m/s², trabalho de 3.600 J e intervalo de tempo de 6 s. Portanto, a alternativa correta é d).
Questão 2
UERR 2023A figura a seguir apresenta um corpo de 10 kg sobre um plano inclinado. Há atrito entre o corpo e o plano, caracterizado pela constante de atrito dinâmico μ = 0, 2. No local em questão, o valor da aceleração da gravidade é igual a \(10 \frac{m}{s^{2}}\).
Nessa situação hipotética, o trabalho total realizado por uma força para erguer o corpo até o topo do plano inclinado será
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: A
O trabalho total necessário para erguer o corpo até o topo deve compensar dois efeitos: o aumento da energia potencial gravitacional, associado à altura de \(3 \text{m}\), e a energia dissipada pelo atrito durante o deslocamento ao longo do plano. Portanto, calcula-se separadamente o comprimento do plano, a força de atrito e o trabalho correspondente, além do trabalho associado à elevação do corpo.
O plano inclinado forma um triângulo retângulo com catetos de \(3 \text{m}\) e \(4 \text{m}\). O deslocamento do corpo ao longo do plano é a hipotenusa desse triângulo. Assim, aplica-se o teorema de Pitágoras:
\[d^{2} = \left(3 \text{m}\right)^{2} + \left(4 \text{m}\right)^{2}\] \[d = \sqrt{25 m^{2}}\] \[d = 5 \text{m}\]
Logo, o corpo percorre \(5 \text{m}\) ao longo do plano inclinado. Para calcular o atrito, é necessário determinar a força normal. Como não há aceleração perpendicular ao plano, a força normal tem módulo igual ao da componente do peso perpendicular à superfície:

A componente perpendicular do peso é obtida por \(m \cdot g \cdot cos \alpha\). Pela geometria do triângulo, o cosseno do ângulo é a razão entre o cateto adjacente, de \(4 \text{m}\), e a hipotenusa, de \(5 \text{m}\). Portanto:
\[\left|N\right| = \left|Py\right| = m \cdot g \cdot cos \alpha = 10 \text{kg} \cdot 10 \text{m} / s^{2} \cdot \frac{4 \text{m}}{5 \text{m}}\] \[\left|N\right| = \left|Py\right| = 80 \text{N}\]
A força de atrito cinético é calculada multiplicando-se o coeficiente de atrito dinâmico pela força normal. Como o coeficiente é \(\mu = 0.2\) e a força normal vale \(80 \text{N}\), tem-se:
\[\left|F_{a t}\right| = \mu \cdot \left|N\right| = 0.280 \text{N}\] \[\left|F_{a t}\right| = 16 \text{N}\]
O trabalho dissipado pelo atrito é obtido pelo produto do módulo da força de atrito pela distância percorrida. Nesse cálculo, considera-se o módulo do trabalho dissipativo, pois ele representa a energia que deve ser fornecida para compensar a oposição do atrito ao movimento:
\[T_{F_{\text{at}}} = \left|F_{\text{at}}\right| \cdot d = 16 \text{N} \cdot 5 \text{m}\] \[T_{F_{\text{at}}} = 80 \text{J}\]
Além de vencer o atrito, é necessário elevar o corpo em uma altura de \(3 \text{m}\). O trabalho útil associado à elevação é calculado pelo produto entre o peso, \(m \cdot g\), e a altura vertical atingida:
\[\tau_{P} = m \cdot g \cdot h = 10 k g \cdot 10 \text{m} / s^{2} \cdot 3 \text{m}\] \[\tau_{p} = 300 \text{J}\]
Finalmente, o trabalho total necessário é a soma do trabalho correspondente à elevação do corpo com o trabalho dissipado pelo atrito:
\[\tau_{\text{total}} = \tau_{F_{a t}} + \tau_{P} = 80 \text{J} + 300 \text{J}\] \[\tau_{\text{total}} = 380 \text{J}\]
Assim, o trabalho total é igual a \(380 \text{J}\), valor inferior a \(400 \text{J}\). Portanto, a alternativa correta é a) inferior a 400 J.
Questão 3
PUC RJ 2023Uma partícula se move ao longo da reta de equação y = –x + 3, no sentido de x crescente. Uma força F de módulo 5 N, orientada no eixo x, age sobre a partícula entre as posições x = 0 e x = 3. Todas as unidades de medidas usadas na descrição desse movimento são do Sistema Internacional.
Qual é, em joules, o trabalho da força F nesse intervalo?
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: E
O trabalho realizado por uma força constante é determinado pelo produto escalar entre a força e o deslocamento. Como a força está orientada ao longo do eixo x e a partícula se move no sentido de x crescente, considera-se o deslocamento na direção da força. Assim, o trabalho depende apenas da variação da coordenada x; a equação da trajetória, y = −x + 3, não é necessária para esse cálculo.
A partícula se desloca da posição x = 0 até a posição x = 3. Portanto, o deslocamento na direção do eixo x é dado pela diferença entre a posição final e a posição inicial. Como a força e o deslocamento têm o mesmo sentido, o trabalho é positivo:
\[\tau = F \cdot d_{x}\]
Nessa expressão, \[\tau = F \cdot d_{x}\] representa o trabalho, F é o módulo da força, igual a 5 N, e dx é o deslocamento na direção do eixo x. Substituindo o valor da força e as posições inicial e final, obtém-se:
\[\tau = 5 \cdot \left(3 – 0\right)\]
A diferença \[\left(3 – 0\right)\] corresponde ao deslocamento de 3 m. Multiplicando esse deslocamento pelo módulo da força, o trabalho realizado é:
\[\tau = 15 \text{J}\]
Logo, o trabalho da força no intervalo considerado é igual a 15 J. Portanto, a alternativa correta é e) 15.
Questão 4
PUC RJ 2023Um objeto de peso 40 N se move no espaço fazendo uma trajetória curva sob a ação apenas de duas forças: seu próprio peso e uma força conservativa F de módulo constante. Em sua trajetória, as alturas verticais inicial e final são, respectivamente, 1,0 m e 3,0 m.
Sabendo que as velocidades inicial e final têm o mesmo módulo, calcule, em joules, o trabalho total realizado pela força F sobre a partícula ao longo dessa trajetória.
Dado: g = 10 m/s2
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: E
Como atuam apenas a força peso e a força conservativa F, o trabalho total dessas forças é igual à variação da energia cinética da partícula, de acordo com o teorema trabalho–energia.
As velocidades inicial e final têm o mesmo módulo. Portanto, as energias cinéticas inicial e final também são iguais, de modo que a variação da energia cinética é nula. Assim, o trabalho total realizado pelas duas forças é zero:
\[\tau_{F} + \tau_{P} = 0\]
Isso significa que o trabalho realizado pela força F deve compensar exatamente o trabalho realizado pelo peso.
A partícula se desloca da altura inicial de 1,0 m para a altura final de 3,0 m. Logo, sua variação de altura é:
\[h = 3 – 1 = 2 \text{m}\]
Como o deslocamento vertical ocorre para cima, no sentido oposto ao da força peso, o trabalho do peso é negativo. Para uma força peso constante, esse trabalho é calculado pelo produto do peso pela variação de altura, com sinal negativo:
Trabalho da força peso:
\[\tau_{P} = – P \cdot h\] \[\tau_{P} = – 40 \cdot \left(3 – 1\right)\] \[\tau_{P} = – 80 \text{J}\]
O valor de 40 N é o módulo do peso, e o deslocamento vertical de 2 m faz com que o trabalho seja medido em joules, pois \(N \cdot m\) equivale a J.
Como o trabalho total é nulo, o trabalho da força F deve ser igual, em módulo, a 80 J e ter sinal positivo:
Trabalho da força F:
\[\tau_{F} + \tau_{P} = 0\] \[\tau_{F} – 80 = 0\] \[\tau_{F} = 80 \text{J}\]
Portanto, o trabalho total realizado pela força F é 80,0 J, correspondente à alternativa e).
Questão 5
FUVEST · Transferência USP 2023As forças \(\overset{\rightharpoonup}{F_{1}} , \overset{\rightharpoonup}{F_{2}} , \overset{\rightharpoonup}{F_{3}} , \overset{\rightharpoonup}{F_{4}}\) atuam no ponto material P e promovem o seu deslocamento horizontal d. Todas as forças tem o mesmo módulo.
Sobre o trabalho que cada força realiza nesse deslocamento, pode-se dizer que:
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: E
O trabalho realizado por uma força durante um deslocamento depende do módulo da força, do módulo do deslocamento e do ângulo entre a direção da força e a direção do deslocamento. Assim, quando a força tem a mesma direção do deslocamento, o trabalho é calculado pelo produto entre o módulo da força e o deslocamento; quando forma um ângulo, utiliza-se a componente da força na direção do deslocamento.
Para as forças indicadas, os trabalhos são expressos por:
\[\overset{\rightharpoonup}{\tau_{f_{1}}} = F_{1} d\]
Nessa expressão, a força \(F_{1}\) possui componente na mesma direção do deslocamento horizontal \(d\). Por isso, o trabalho é dado diretamente pelo produto entre o módulo da força e o módulo do deslocamento.
\[\overset{\rightharpoonup}{\tau_{f_{5}}} = F_{5} d\]
De modo análogo, a força \(F_{5}\) também realiza trabalho com módulo igual ao produto entre sua intensidade e o deslocamento. Como todas as forças têm o mesmo módulo, resulta que os módulos desses dois trabalhos são iguais.
\[\overset{\rightharpoonup}{\tau_{f_{2}}} = F_{2} d cos 45^{\circ}\]
Para a força \(F_{2}\), o ângulo com o deslocamento é de 45°. Portanto, somente a componente de \(F_{2}\) na direção do deslocamento contribui para o trabalho, sendo essa componente determinada por \(F_{2} cos 45^{\circ}\).
\[\overset{\rightharpoonup}{\tau_{f_{4}}} = F_{4} d cos 45^{\circ}\]
A força \(F_{4}\) também forma um ângulo de 45° com o deslocamento. Por essa razão, seu trabalho é calculado utilizando a componente de \(F_{4}\) paralela ao deslocamento.
\[\overset{\rightharpoonup}{\tau_{f_{3}}} = 0\]
O trabalho da força \(F_{3}\) é nulo porque sua direção é perpendicular ao deslocamento. Nesse caso, não existe componente da força na direção do movimento, e uma força perpendicular não realiza trabalho nesse deslocamento.
Como as forças têm o mesmo módulo, as expressões dos trabalhos de \(F_{1}\) e \(F_{5 .}\) possuem o mesmo valor em módulo. Logo, em módulo, o trabalho realizado por \(F_{1}\) é igual ao trabalho realizado por \(F_{5 .}\).
Portanto, a alternativa correta é e). Como as forças têm o mesmo módulo, o deslocamento promovido seria vertical para cima.
Questão 6
FMC 2023Um caixote de massa 20 kg encontra-se em repouso sobre uma calçada horizontal de concreto. Um feirante empurra esse caixote com uma força constante, deslocando-o horizontalmente em linha reta por 3,0 m, quando este atinge uma velocidade de módulo v = 3 m / s Sabendo que o coeficiente de atrito cinético entre o caixote e o concreto é μc = 0,10 e que o valor da aceleração da gravidade no local é 10 m / s2, o trabalho feito pelo feirante sobre o caixote neste deslocamento foi de:
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: A
Como o movimento ocorre em linha reta, com aceleração constante, podemos determinar a aceleração do caixote usando a equação de Torricelli. Nessa equação, v é a velocidade final, v0 é a velocidade inicial, a é a aceleração e d é o deslocamento. O caixote parte do repouso, portanto v0 = 0, e percorre uma distância de 3,0 m até atingir 3,0 m/s.
\[v^{2} = v_{0}^{2} + 2 \cdot a \cdot d\] \[\left(3 \text{m} / \text{s}\right)^{2} = 0^{2} + 2 a \cdot 3 \text{m} \cdot\] \[a = \frac{9}{6} = 1.5 \text{m} / s^{2}\]
Assim, a aceleração do caixote é 1,5 m/s². Para obter a força resultante horizontal, aplicamos o Princípio Fundamental da Dinâmica, segundo o qual a força resultante é igual ao produto da massa pela aceleração. A unidade resultante é o newton, pois 1 N = 1 kg·m/s².
\[F_{R} = m \cdot a\] \[F_{R} = 20 k g \cdot 1.5 \text{m} / s^{2}\] \[F_{R} = 30 \text{N}\]
A força resultante horizontal não é igual apenas à força exercida pelo feirante, porque o atrito cinético atua em sentido contrário ao deslocamento. Portanto, considerando como positivo o sentido do movimento, a resultante é a diferença entre a força aplicada F e a força de atrito cinético Fat.
\[F_{R} = F – F_{a t}\] \[F = F_{R} + F_{a t}\]
Para calcular o atrito cinético, usamos Fat = μcN. Como o caixote está sobre uma superfície horizontal e não possui aceleração vertical, a força normal N equilibra o peso. Logo, N = mg = 20 · 10 = 200 N. Com o coeficiente de atrito cinético igual a 0,10, temos:
\[F_{a t} = \mu_{c} \cdot N = 0.1 \cdot 200 \text{N}\] \[F_{a t} = 20 \text{N}\]
O atrito, portanto, tem módulo 20 N e atua contra o movimento. Como a força aplicada deve compensar o atrito e ainda produzir a força resultante de 30 N, somamos esses dois valores:
\[F = F_{R} + F_{a t} = 30 + 20\] \[F = 50 \text{N}\]
Por fim, o trabalho realizado pelo feirante é calculado por τF = F·d. A força aplicada e o deslocamento têm a mesma direção e o mesmo sentido, portanto o trabalho é positivo. A unidade de trabalho é o joule, equivalente a N·m.
\[\tau_{F} = F \cdot d\] \[\tau_{F} = 50 \text{N} 3 \text{m}\] \[\tau_{F} = 150 \text{J} = 1.5 \cdot 10^{2} \text{J}\]
Portanto, o trabalho realizado pelo feirante sobre o caixote foi de 150 J, ou 1,5 × 102 J. A resposta correta é a alternativa a).
Questão 7
PUC Goiás · Medicina 2022Leia o fragmento de texto a seguir:
Esteira ou bicicleta ergométrica? Confira dicas de personal trainer
[…]
Uma academia, com suas inúmeras máquinas, acaba gerando uma dúvida terrível no praticante que está iniciando uma atividade física. A ânsia para atingir o peso ideal faz com que as pessoas se aventurem em qualquer máquina sem o prévio conhecimento, principalmente quando essas máquinas podem ser utilizadas no conforto do lar, como é o caso da esteira e a bicicleta ergométrica.
[…]
[…] Baseando-se no treino de uma hora, e levando em conta as variáveis obtidas pelo equipamento, a bicicleta ergométrica proporciona um menor gasto energético, cerca de 300 a 550 Kcal, enquanto a esteira, no mesmo tempo, produz uma média de gasto energético de 300 a 750 Kcal.
(Disponível em: http://ge.globo.com/al/noticia/2014/09/esteira-ou-bicicleta-ergometrica-confira-dicas-de-personal-trainer.html. Acesso em: 26 out. 2021. Adaptado.)
Supondo que, em uma academia, um homem com massa de 90 kg movimente-se sobre uma esteira mecânica, na posição plana, com velocidade constante de 7,2 km/h durante 20 minutos e que esse modelo proporcione o gasto energético máximo possível.
Considerando que 1,0 cal seja igual a 4,0 J, marque a única alternativa que dá corretamente a intensidade aproximada da força paralela ao deslocamento horizontal exercida por esse homem sobre a esteira mecânica:
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: C
Como o homem se movimenta com velocidade constante, a distância percorrida pode ser determinada pelo produto entre a velocidade e o intervalo de tempo. Antes do cálculo, é necessário converter a velocidade de quilômetros por hora para metros por segundo e o tempo de minutos para segundos, pois a unidade de distância utilizada será o metro.
Distância percorrida sobre a esteira:
\[Δs = vΔt\] \[Δs = \frac{7.2}{3.6} \cdot 20 \cdot 60\] \[Δs = 2400 \text{m}\]
A divisão por 3,6 converte a velocidade de 7,2 km/h para 2,0 m/s, enquanto a multiplicação de 20 por 60 converte 20 minutos em 1200 segundos. Assim, durante o intervalo considerado, o homem percorre 2400 m sobre a esteira.
O texto informa que o gasto energético máximo na esteira é de 750 kcal por hora. Como o exercício dura apenas 20 minutos, isto é, um terço de hora, o gasto energético nesse período corresponde a um terço de 750 kcal. Em seguida, convertemos quilocalorias em joules utilizando a relação fornecida: 1 cal = 4,0 J. Portanto, 1 kcal = 1000 cal = 4000 J.
Gasto energético máximo em 20 minutos:
\[E = 750 \cdot 10^{3} \frac{c a l}{h} \cdot \frac{20}{60} \text{h} \cdot 4 \frac{J}{c a l}\]
O fator \(\frac{20}{60}\) representa a conversão de 20 minutos para horas. O fator \(10^{3}\) converte quilocalorias em calorias, e o fator \(4 \frac{J}{c a l}\) converte calorias em joules. Efetuando essas conversões, obtemos:
\[= 10^{6} \text{J}\]
Como o gasto energético máximo é de 106 J e a força considerada é paralela ao deslocamento, o trabalho realizado pode ser calculado pelo produto entre a intensidade da força e a distância percorrida. Nesse caso, não é necessário utilizar um fator trigonométrico, pois o ângulo entre força e deslocamento é zero.
Intensidade da força paralela ao deslocamento:
\[E = FΔs\] \[10^{6} = F \cdot 2400\] \[F \simeq 420 \text{N}\]
Na última etapa, isolamos a força dividindo a energia pelo deslocamento. A unidade obtida é o newton, pois joule por metro equivale a newton. Logo, a intensidade aproximada da força paralela ao deslocamento exercida pelo homem sobre a esteira é de 420 N.
Portanto, a alternativa correta é a letra c) 420 N.
Questão 8
Integrado · Medicina 2022Considere uma força conservativa que está atuando sobre uma partícula ao longo de um caminho fechado, como um circuito. Assim, esta partícula inicia no ponto A e percorre até A’ realizando o caminho Y. Para seu retornar de A’ para o ponto inicial, A, a partícula deve percorrer o caminho X, conforme a figura abaixo.
Sendo assim, qual das asserções abaixo define o trabalho de percurso da partícula?
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: A
A análise do fenômeno descrito baseia-se nas propriedades fundamentais das forças conservativas em sistemas físicos. Quando uma partícula se desloca sob a influência exclusiva de forças conservativas, o trabalho realizado pelo sistema depende apenas da posição inicial e final, sendo totalmente independente da trajetória percorrida entre esses dois pontos.
No entanto, o cenário proposto apresenta uma particularidade: caso ocorra uma variação na energia cinética do objeto ao completar um ciclo fechado — ou seja, ao retornar exatamente ao ponto de partida com uma velocidade diferente daquela que possuía inicialmente —, conclui-se que a conservação de energia foi alterada. Essa discrepância indica que o trabalho total realizado no circuito não é nulo.
Dessa forma, se o estado energético final diverge do inicial em um percurso que retorna ao ponto de origem, torna-se evidente a presença de forças não conservativas atuando sobre a partícula. Nesses casos, os trabalhos realizados nos trajetos X e Y não se anulam, pois as forças dissipativas ou externas introduzem uma diferença de energia que depende especificamente do caminho escolhido para o deslocamento.
Questão 9
FUVEST · Transferência USP 2022Uma força \(\overset{\rightarrow}{F}\) atua sobre uma partícula e a desloca por 8,0 m numa trajetória retilínea. Durante todo o intervalo, \(\overset{\rightarrow}{F}\) possui a mesma direção do deslocamento da partícula, porém sua intensidade varia como mostrado a seguir:
O trabalho total realizado pela força \(\overset{\rightarrow}{F}\) sobre a partícula no percurso inteiro é de:
Note e Adote:
Considere \(\overset{\rightarrow}{F}\) como a única força que atua sobre a partícula
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: C
Como a força possui sempre a mesma direção e o mesmo sentido do deslocamento, o trabalho pode ser determinado pela área algébrica sob o gráfico da força em função da posição. Áreas acima do eixo da posição correspondem a trabalho positivo; áreas abaixo correspondem a trabalho negativo.
No trecho em que a força é negativa, o gráfico forma um triângulo de base 4 m e altura 2 N. Por isso, sua área é subtraída do trabalho total. No trecho em que a força é positiva, o gráfico forma um trapézio com base 4 m e forças extremas de 6 N e 2 N. Essa área é somada, pois corresponde a trabalho positivo.
Assim, utilizando as áreas geométricas indicadas no gráfico:
\[\tau = – \frac{2 \cdot 4}{2} + \frac{\left(6 + 2\right) \cdot 4}{2}\] \[\tau = 12 \text{J}\]
O sinal negativo no primeiro termo representa o trabalho realizado no trecho em que a força está abaixo do eixo, enquanto o segundo termo representa o trabalho positivo no trecho em que a força está acima do eixo. A soma algébrica dessas contribuições fornece o trabalho total, igual a 12 J.
Portanto, a alternativa correta é c) 12 J.
Questão 10
UFMS 2021Durante uma aula de física, o Professor Einstein fez a seguinte demonstração: um corpo de 6 kg foi puxado com velocidade constante, durante 5,30 metros de distância, em uma superfície horizontal por uma corrente, que exercia uma força de 12,5 N, fazendo um ângulo θ de 30º acima da horizontal. Com as informações fornecidas, determine qual o trabalho W exercido pela corrente sobre o corpo em questão. (Considere cos 30° = 0,86.)
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: D
O trabalho realizado por uma força constante é determinado pelo produto entre o módulo da força, o deslocamento e o cosseno do ângulo formado entre a força e o deslocamento. Como o corpo se desloca horizontalmente e a corrente forma um ângulo de 30° acima da horizontal, utiliza-se esse ângulo na expressão do trabalho.
A força exercida pela corrente tem módulo de 12,5 N, e o corpo percorre 5,30 m. Além disso, o enunciado fornece cos 30° = 0,86. Portanto, substituindo esses valores na expressão do trabalho:
\[W = F \Delta S cos 30^{\circ} = 12.5 \times 5.3 \times 0.86\] \[W = 56.97 \text{J}\]
O cosseno aparece porque somente a componente da força na direção horizontal contribui para o trabalho realizado ao longo do deslocamento. A unidade do trabalho é o joule (J), equivalente a N·m.
Assim, o trabalho exercido pela corrente sobre o corpo é 56,97 J. Portanto, a alternativa correta é d).
