Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.
Questões desta lista
Questão 1
UECE 2026Um bloco cúbico homogêneo de aresta L e densidade d flutua parcialmente submerso em uma cuba preenchida com um líquido de densidade D. Na face superior do bloco, existe uma cavidade cúbica, aberta superiormente, de aresta igual a L/2, escavada centralmente, de modo que a cavidade não atinge o fundo nem as faces laterais do bloco. Ao despejar-se, lentamente, o líquido presente na cuba nessa cavidade, o bloco começa a submergir até ficar na iminência de afundar definitivamente. Nessas condições, o volume V de líquido que deve ser colocado na cavidade, admitindo-se que o bloco permanece na vertical durante o processo, é igual a
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: C
A resolução utiliza o Princípio de Arquimedes. No instante em que o bloco está na iminência de afundar, ele se encontra totalmente submerso, mas ainda em equilíbrio. Portanto, o empuxo exercido pelo líquido é igual ao peso total do sistema formado pelo bloco e pelo líquido colocado em sua cavidade.
Inicialmente, determinamos o volume de material sólido que compõe o bloco. O bloco externo é um cubo de aresta L, enquanto a cavidade interna é um cubo de aresta L/2. Assim, o volume sólido é obtido subtraindo o volume da cavidade do volume do cubo externo:
\[V_{\text{s}\acute{o}\text{l}} = V_{\text{cubo}} – V_{\text{cav}} = L^{3} – \left(\frac{L}{2}\right)^{3}\]
Como o volume de um cubo é o cubo da medida de sua aresta, o volume da cavidade é (L/2)3 = L3/8. Logo, o volume de material sólido restante é:
\[V_{\text{s}\acute{o}\text{l}} = \frac{7}{8} L^{3}\]
A densidade do material do bloco é d. Portanto, sua massa é dada pelo produto entre densidade e volume sólido:
\[m_{\text{bloco}} = d \cdot V_{\text{s}\acute{o}\text{l}} = d \cdot \frac{7}{8} L^{3}\]
Seja V o volume de líquido colocado na cavidade. Como a densidade desse líquido é D, sua massa é:
\[m_{\text{l}\acute{i}\text{q}} = D \cdot V\]
O peso total do sistema é a soma das massas do bloco e do líquido, multiplicada pela aceleração da gravidade g. Assim:
\[P = \left(m_{\text{sol}} + m_{\text{liq}}\right) \cdot g = \left(d \cdot \frac{7}{8} L^{3} + D \cdot V\right) \cdot g\]
No limite entre flutuar e afundar, o bloco está totalmente submerso. A cavidade, entretanto, permanece aberta para cima e é preenchida pelo líquido, de modo que o volume externo que desloca líquido é o volume total do cubo, L3. Pelo Princípio de Arquimedes, o empuxo é igual ao peso do líquido deslocado:
\[E = D \cdot V_{\text{desl}} \cdot g = D \cdot L^{3} \cdot g\]
Na iminência de afundar, as forças verticais estão em equilíbrio. Portanto, o peso total do sistema é igual ao empuxo:
\[\left(d \cdot \frac{7}{8} L^{3} + D \cdot V\right) \cdot g = D \cdot L^{3} \cdot g\]
Como a aceleração da gravidade aparece multiplicando os dois lados, ela pode ser cancelada. Obtém-se, então:
\[d \cdot \frac{7}{8} L^{3} + D \cdot V = D \cdot L^{3}\]
Para isolar o termo que contém o volume V, subtraímos o termo correspondente à massa do bloco dos dois lados da igualdade:
\[D \cdot V = D \cdot L^{3} – d \cdot \frac{7}{8} L^{3}\]
Dividindo ambos os lados por D, chegamos a:
\[V = \frac{D \cdot L^{3} – d \cdot \frac{7}{8} L^{3}}{D} = L^{3} – d \cdot \frac{7}{8 D} L^{3}\]
Colocando L3/8 em evidência, a expressão pode ser escrita na forma das alternativas:
\[V = \frac{L^{3}}{8} \left(8 – \frac{7 d}{D}\right)\]
Portanto, o volume de líquido necessário para que o bloco fique na iminência de afundar é V = (8 − 7d/D)(L3/8), que corresponde à alternativa c.
Questão 2
AFA 2026Uma barra cilíndrica e homogênea, de peso P, repousa parcialmente imersa em um tanque, com 75% de seu volume imerso, conforme ilustrado na figura abaixo.

Em seguida, por meio de um fio ideal, prende-se uma das extremidades desta barra ao teto, estabelecendo-se uma nova posição de equilíbrio. Dentre as alternativas abaixo, a figura que melhor representa essa nova posição de equilíbrio, bem como a intensidade da tensão no fio, é
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: C
Na situação inicial, a barra flutua em equilíbrio, sem fio. Portanto, a força resultante vertical é nula: o empuxo E, dirigido para cima, tem a mesma intensidade que o peso P, dirigido para baixo.
Aplicando o princípio de Arquimedes, o empuxo é igual ao peso do líquido deslocado. Assim, usando ρlíq para a densidade do líquido, Vsub para o volume submerso, mbarra para a massa da barra e g para a aceleração da gravidade, temos:
\[E = P\] \[\rho_{\text{l}\acute{i}\text{q}} V_{\text{sub}} \cancel{g} = m_{\text{barra}} \cancel{g}\] \[\rho_{\text{l}\acute{i}\text{q}} \cdot 0.75 \cancel{V} = \rho_{\text{barra}} \cancel{V}\] \[\rho_{\text{l}\acute{i}\text{q}} = \frac{4}{3} \rho_{\text{barra}}\]
Na terceira igualdade, foi utilizado o fato de que o volume submerso corresponde a 75% do volume total da barra, isto é, Vsub = 0,75V. Também foi usada a relação entre massa, densidade e volume, mbarra = ρbarraV. O fator g pode ser cancelado porque aparece nos dois membros.
Com a barra presa por uma das extremidades, passam a atuar três forças verticais: o peso P, o empuxo E e a tensão T exercida pelo fio. Para o equilíbrio translacional, a soma das forças para cima deve igualar a força peso. Na configuração representada pela alternativa correta, o empuxo e a tensão atuam para cima, de modo que:
\[T + E = P\] \[\frac{P}{3} + E = P\] \[E = \frac{2}{3} P\] \[\rho_{\text{l}\acute{i}\text{q}} V_{\text{sub}} \cancel{g} = \frac{2}{3} m_{\text{barra}} \cancel{g}\] \[\rho_{\text{l}\acute{i}\text{q}} \cdot \frac{\cancel{V}}{2} = \frac{2}{3} \rho_{\text{barra}} \cancel{V}\] \[\rho_{\text{l}\acute{i}\text{q}} = \frac{4}{3} \rho_{\text{barra}}\]
Na última relação, o volume submerso foi novamente escrito em função do volume total da barra, agora conforme a posição de equilíbrio indicada: o volume submerso é V/2. Substituindo a densidade obtida na situação inicial, verifica-se que essa configuração é compatível com o equilíbrio hidrostático.
Além disso, da equação de equilíbrio vertical, resulta que a tensão no fio é T = P/3, pois o empuxo vale 2P/3. Portanto, a única alternativa que apresenta simultaneamente a posição de equilíbrio compatível e a tensão correta é a alternativa C.
Questão 3
EFOMM 2026Utilize o valor g = 10 m/s2 para a aceleração da gravidade, a menos que seja determinado o contrário em alguma questão
Um cubo maciço é fixado no ponto A da esfera maciça de raio r da figura. Ambos possuem distribuição homogênea de massa. O sistema flutua em equilíbrio em um fluido de densidade ρ1, ficando exposto à atmosfera apenas o volume da calota esférica determinada pelo ângulo \(\alpha = C \hat{B} D = 120 \circ .\)

Em seguida, o conjunto é rotacionado de 180° em torno do eixo y e é colocado em equilíbrio em outro fluido de densidade ρ2, situação na qual o cubo e a mesma calota esférica de ângulo α ficam, agora, submersos.
Marque a opção que corresponde à razão \(\frac{\rho_{2}}{\rho_{1}} ,\) sabendo que a razão entre o volume do cubo e o volume da esfera é 1/8, e que o volume do setor esférico BCAD é \(\frac{4}{3} πr^{3} sen^{2} \left(\frac{\alpha}{4}\right) .\)
Obs: O setor esférico é obtido realizando a rotação do setor circular ABC em torno do eixo z.
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: C
Para determinar a razão entre as densidades, aplica-se o Princípio de Arquimedes. Em cada situação de equilíbrio, o empuxo exercido pelo fluido é igual ao peso total do conjunto formado pela esfera e pelo cubo. Como o conjunto não muda entre as duas situações, seu peso permanece constante.
1. Volumes envolvidos
Seja Ve o volume da esfera. Como a esfera tem raio r, seu volume é
\[V_{e} = \frac{4}{3} πr^{3} .\]
O enunciado informa que o volume do cubo corresponde a um oitavo do volume da esfera. Portanto, se Vc representa o volume do cubo,
\[v_{c} = \frac{1}{8} V_{e} .\]
Será necessário também determinar o volume da calota esférica, indicado por Vcal. O enunciado fornece o volume do setor esférico correspondente ao ângulo α:
\[V_{\text{setor}} = \frac{4}{3} πr^{3} sen^{2} \left(\frac{\alpha}{4}\right) , \alpha = 120 \circ .\]
Como α é igual a 120°, o argumento do seno é 30°. Assim,
\[sen \left(\frac{\alpha}{4}\right) = sen \left(\frac{120 \circ}{4}\right) = sen 30 \circ = \frac{1}{2} ,\]
e, consequentemente,
\[sen^{2} \left(\frac{\alpha}{4}\right) = \frac{1}{4} .\]
Substituindo esse resultado na expressão do volume do setor esférico, obtém-se
\[V_{\text{setor}} = \frac{1}{4} V_{e} .\]
O setor esférico é formado pela calota mais um cone interno. Para encontrar o volume da calota, é preciso calcular o volume desse cone.

Na seção triangular da figura, a altura do cone é h e o raio de sua base é y. Como o raio da esfera é r, aplicando as relações trigonométricas ao ângulo de 60°, temos
\[cos 60 \circ = \frac{h}{r}\]
Como o cosseno de 60° vale 1/2, segue que
\[\frac{1}{2} = \frac{h}{r}\]
Logo, a altura do cone é
\[h = \frac{r}{2}\]
Para o raio da base, utiliza-se o seno de 60°:
\[sen 60 \circ = \frac{y}{r}\]
Como o seno de 60° é \(\frac{\sqrt{3}}{2}\),
\[\frac{\sqrt{3}}{2} = \frac{y}{r}\]
e, portanto,
\[y = \frac{\sqrt{3}}{2} r\]
O volume de um cone é calculado por um terço do produto da área da base pela altura. Como o raio da base é y,
\[V_{\text{cone}} = \frac{1}{3} πy^{2} \text{h} = \frac{1}{3} \pi \left(\frac{\sqrt{3}}{2} r\right)^{2} \cdot \frac{r}{2}\]
Substituindo os valores e simplificando, resulta
\[V_{\text{cone}} = \frac{πr^{3}}{8}\]
Comparando esse resultado com o volume da esfera,
\[\frac{V_{\text{cone}}}{V_{e}} = \frac{\frac{πr^{3}}{8}}{\frac{4 πr^{3}}{3}} = \frac{3}{32}\]
Assim,
\[V_{\text{cone}} = \frac{3}{32} V_{e}\]
Como o setor esférico é a soma da calota com o cone, o volume da calota é obtido subtraindo-se o volume do cone do volume do setor:
\[V_{\text{cal}} = V_{\text{setor}} – V_{\text{cone}}\]
Substituindo os volumes encontrados,
\[V_{\text{cal}} = \frac{1}{4} V_{e} – \frac{3}{32} V_{e} V_{\text{cal}} = \frac{5}{32} V_{e}\]
Portanto, a calota corresponde a \(\frac{5}{32}\) do volume da esfera.
2. Relação entre os empuxos nas duas situações
Na primeira situação, o peso total do conjunto é igual ao empuxo exercido pelo fluido de densidade ρ1. Se V1 é o volume submerso nessa situação, então
\[P = E_{1}\] \[P = \rho_{1} \cdot V_{1} \cdot g\]
Na segunda situação, o conjunto está em equilíbrio no fluido de densidade ρ2. Designando por V2 o volume submerso,
\[P = E_{2}\] \[P = \rho_{2} \cdot V_{2} \cdot g\]
Como o peso P e a aceleração da gravidade g são os mesmos nas duas situações, igualam-se os empuxos:
\[\rho_{1} \cdot V_{1} \cdot \cancel{g} = \rho_{2} \cdot V_{2} \cdot \cancel{g}\]
Cancelando g nos dois lados,
\[\rho_{1} \cdot V_{1} = \rho_{2} \cdot V_{2}\]
Reorganizando essa igualdade para obter a razão entre as densidades,
\[\frac{\rho_{2}}{\rho_{1}} = \frac{V_{1}}{V_{2}}\]
Assim, basta calcular os volumes submersos em cada situação.
3. Volume submerso na primeira situação
Na primeira posição, somente a calota esférica fica fora do fluido. Portanto, o volume submerso da esfera é o volume total da esfera menos o volume da calota:
\[V_{1} = V_{e} – V_{\text{cal}} = V_{e} – \frac{5}{32} V_{e}\]
Logo,
\[V_{1} = \frac{27}{32} V_{e}\]
4. Volume submerso na segunda situação
Após a rotação de 180°, o cubo e a mesma calota ficam submersos. Portanto, o volume deslocado na segunda situação é a soma do volume da calota com o volume do cubo:
\[V_{2} = V_{\text{cal}} + V_{c}\]
Substituindo os valores relativos ao volume da esfera,
\[V_{2} = \frac{5}{32} V_{e} + \frac{1}{8} V_{e}\]
Como \(\frac{1}{8} = \frac{4}{32}\),
\[V_{2} = \frac{5}{32} V_{e} + \frac{4}{32} V_{e} = \frac{9}{32} V_{e}\]
Finalmente, substituindo V1 e V2 na relação entre as densidades,
\[\frac{\rho_{2}}{\rho_{1}} = \frac{\frac{27}{32} V_{e}}{\frac{9}{32} V_{e}}\]
Os fatores comuns \(V_{e}\) e 32 são cancelados, resultando em
\[\frac{\rho_{2}}{\rho_{1}} = \frac{27}{9} = 3\]
Portanto, a razão pedida é 3, correspondente à alternativa c).
Questão 4
UEL 2025A tirinha a seguir mostra Calvin tentando entender um assunto de Física.
Com base na tirinha e nos conhecimentos sobre Termodinâmica e Fluidos, assinale a alternativa correta.
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: B
A alternativa A está incorreta porque a relação de submersão mencionada é o inverso da realidade física. Embora seja verdade que a água salgada possua uma densidade superior à da água doce, o processo de congelamento faz com que a água aumente seu volume, resultando em uma densidade menor para o gelo. Ao considerar a razão entre a densidade do gelo e a da água oceânica, obtém-se um valor próximo de 0,9. Isso implica que cerca de 90% do volume do gelo permanece abaixo da superfície, deixando apenas uma pequena fração, aproximadamente 10%, visível acima do nível do mar, como ocorre com os icebergs.
A alternativa B é a correta. O princípio fundamental para entender por que o gelo flutua reside na comparação de suas densidades. De acordo com o Princípio de Arquimedes, um corpo flutua em um fluido quando sua densidade média é inferior à densidade do líquido em que está imerso. No caso da água, a transição de fase para o estado sólido cria uma estrutura cristalina que expande o volume ocupado, tornando o gelo menos denso que a água no estado líquido, o que garante sua flutuabilidade.
Quanto à alternativa C, ela é falsa pois o ponto crítico de densidade máxima da água ocorre em 4°C. Ao atingir essa temperatura, a água apresenta seu maior valor de densidade, o que poderia gerar uma redução de volume interno na garrafa, mas não necessariamente a ruptura imediata por pressão. O rompimento do recipiente de vidro ocorreria apenas se houvesse a mudança de fase para o estado sólido (congelamento), pois a expansão volumétrica característica da água ao congelar exerceria uma força mecânica capaz de quebrar as paredes do vidro.
A alternativa D é incorreta porque atribui a flutuação a uma proximidade com fontes de calor, o que não possui fundamento físico para este fenômeno. A razão pela qual o gelo flutua é puramente estrutural: sua organização molecular em um arranjo cristalino durante a solidificação faz com que ele ocupe um espaço maior do que ocuparia no estado líquido, reduzindo sua densidade relativa.
Por fim, a alternativa E está errada ao tentar explicar a anomalia térmica da água através de uma soma de calor. A anomalia da água refere-se ao comportamento atípico de seu volume e densidade no intervalo entre 0°C e 4°C. Diferente da maioria das substâncias, que contraem seu volume ao serem resfriadas, a água apresenta uma contração volumétrica (e consequente aumento de densidade) conforme a temperatura sobe de 0°C para 4°C, atingindo sua densidade máxima exatamente nesse ponto.
Questão 5
UDESC 2025A bolsa natatória é um órgão presente em muitos peixes, a qual lhes permite controlar a flutuabilidade. Ao alterar a quantidade de gás dentro da bolsa, o peixe pode ajustar a sua densidade em relação à água, facilitando sua subida, descida ou manutenção de profundidade. Considere um peixe, em equilíbrio, submerso em água doce. Sua massa total é de 1,5 kg, e seu volume total (corporal + bolsa natatória) é de 1,5 litros. A bolsa natatória, inicialmente, ocupa 0,1 litro. Em certo momento, o peixe reduz o volume da bolsa pela metade.
Em relação à informação, analise as proposições.
I. A densidade inicial do peixe, com a bolsa natatória cheia, é 1,0g/cm3, o que lhe permite flutuar estaticamente, sem subir nem descer.
II. Após reduzir o volume da bolsa natatória, o volume total do peixe será 1,45 litros, e sua nova densidade será 1,034g/cm3.
III. Após reduzir o volume da bolsa natatória, o peixe irá afundar.
IV. Após reduzir o volume da bolsa natatória, o peixe irá subir.
V. A força de empuxo que o peixe recebe, quando a bolsa natatória está cheia, é 14,7N.
Assinale a alternativa correta.
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: D
Análise das afirmativas.
[I] Verdadeira. A densidade é obtida pela razão entre a massa e o volume total do peixe. Assim, considerando a massa de 1,5 kg e o volume inicial de 1,5 L:
\[d = \frac{m}{V} = \frac{1.5 \text{kg}}{1.5 L} = 1 \text{kg} / L = 1 \text{g} / cm^{3}\]
A água doce apresenta densidade aproximada de 1 g/cm3. Portanto, a densidade média do peixe é igual à densidade da água. Nessa situação, o empuxo equilibra o peso do peixe, de modo que a força resultante vertical é nula. Consequentemente, o peixe permanece totalmente submerso, sem subir nem descer.
A expressão “flutuar estaticamente” deve ser entendida, neste caso, como permanecer em equilíbrio no interior da água, e não necessariamente como ficar parcialmente acima da superfície. Dessa forma, de acordo com o gabarito, a proposição I é considerada verdadeira.
[II] Verdadeira. A bolsa natatória inicialmente ocupa 0,1 L. Como seu volume é reduzido pela metade, o novo volume da bolsa passa a ser 0,05 L. Essa redução provoca uma diminuição do volume total do peixe, enquanto sua massa permanece igual a 1,5 kg.
O novo volume total é obtido subtraindo do volume inicial a redução de 0,05 L:
\[d = \frac{m}{V} = \frac{1.5 \text{kg}}{1.5 L – 0.05 L} = \frac{1.5 \text{kg}}{1.45 L}\]
Logo, o volume final é 1,45 L. Efetuando a divisão entre massa e volume, obtém-se:
\[d = 1.034 \text{g} / cm^{3}\]
A unidade kg/L é numericamente equivalente a g/cm3, pois 1 kg corresponde a 1000 g e 1 L corresponde a 1000 cm3. Portanto, a nova densidade é aproximadamente 1,034 g/cm3, como afirma a proposição.
[III] Verdadeira. Depois da redução do volume da bolsa natatória, a densidade do peixe passa a ser:
\[d = 1.034 \text{g} / cm^{3}\]
Esse valor é maior que a densidade da água doce, que é aproximadamente 1 g/cm3. Para um corpo totalmente submerso, essa diferença significa que seu peso passa a ser maior que o empuxo recebido. Assim, surge uma força resultante dirigida para baixo, fazendo o peixe afundar. Portanto, a proposição III é verdadeira.
[IV] Falsa. A redução do volume da bolsa natatória não faz o peixe subir. Ao contrário, como o volume diminui e a massa permanece constante, a densidade do peixe aumenta. Como a densidade final é maior que a da água doce, o peixe afunda. Portanto, a proposição IV é falsa.
[V] Verdadeira. O empuxo é a força vertical para cima exercida pelo líquido sobre o corpo. Pelo princípio de Arquimedes, seu módulo é igual ao peso do volume de água deslocado.
Com a bolsa natatória cheia, o peixe desloca 1,5 L de água. Convertendo esse volume para unidades do Sistema Internacional:
\[1,5×10^{- 3} m^{3}\]
A expressão do empuxo é o produto da densidade do líquido pelo volume deslocado e pela aceleração da gravidade. Para a água doce, utiliza-se densidade de 1000 kg/m3 e, para a gravidade, 9,8 m/s2:
\[E = \mu \cdot V \cdot g = 1000 \frac{kg}{m^{3}} \cdot 1.5 \times 10^{- 3} m^{3} \cdot 9.8 \text{m} / s^{2}\]
Substituindo os valores e realizando as multiplicações, o empuxo recebido pelo peixe é:
\[E = 14.7 \text{N}\]
Logo, a proposição V é verdadeira.
As proposições verdadeiras são I, II, III e V, enquanto a proposição IV é falsa. Portanto, a alternativa correta é d) Somente as proposições I, II, III e V são verdadeiras.
Questão 6
IME 2025
Para simular o protótipo de um navio, um engenheiro constrói um prisma reto, com seção reta no formato de um triângulo equilátero, a partir de quatro chapas metálicas (duas triangulares de lado L, duas retangulares
e uma chapa retangular superior de massa desprezível e dimensões
A estrutura encontra-se bem vedada e contém ar em seu interior. Uma carga cúbica de aresta 0,5L é fixada simetricamente sobre o prisma e em conformidade com as figuras. Em seguida, a estrutura (prisma + carga) é colocada numa piscina, afundando h.
Dados:
• massa específica superficial das chapas metálicas: 8 kg/m2;
• massa específica volumétrica da carga cúbica: 240 kg/m3;
• massa específica da água: 1000 kg/m3;
• L = 20 cm;
∙√(3)≃1,7;
\(\cdot \frac{6}{5 \sqrt{3}} = \frac{2 \sqrt{3}}{5} \approx 0.68\)
Supondo que a estrutura flutue de forma equilibrada, o valor de h, em centímetros, pode ser arredondado para:
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: A
Massa das chapas metálicas
A massa de cada chapa é calculada pelo produto entre a massa específica superficial do metal e a área da chapa. Como a estrutura é formada por duas chapas triangulares e duas chapas retangulares laterais, a área total considerada é a soma dessas áreas. A área de um triângulo equilátero de lado L é L2√3/4; portanto, a área das duas chapas triangulares é duas vezes essa expressão. As duas chapas retangulares contribuem com a área total indicada na resolução, 2 ⋅ 6L ⋅ L.
A massa específica superficial é σ1 = 8 kg/m2. Substituindo L = 20 cm = 0,2 m e √3 ≃ 1,7:
\[\text{m}_{1} = \sigma_{1} \left(2 \cdot \frac{L^{2} \sqrt{3}}{4} + 2 \cdot 6 L \cdot L\right) = 8 \cdot \left(2 \cdot \frac{0 , 2^{2} \cdot 1.7}{4} + 2 \cdot 6 \cdot 0 , 2^{2}\right)\]
Nessa expressão, o primeiro termo dentro dos parênteses corresponde à área das duas chapas triangulares, enquanto o segundo corresponde à área das duas chapas retangulares. O resultado da multiplicação pela massa específica superficial é:
\[m_{1} = 4.112 \text{kg}\]
Massa da carga cúbica
A carga tem formato cúbico e aresta igual a 0,5L. Como L = 0,2 m, sua aresta mede 0,1 m. O volume do cubo é o cubo da medida de sua aresta. Multiplicando esse volume pela massa específica volumétrica da carga, obtém-se:
\[\text{m}_{2} = \rho_{2} \left(0.5 L\right)^{3} = 240 \cdot 0 , 1^{3}\]
Assim, a massa da carga é:
\[m_{2} = 0.24 \text{kg}\]
Massa total do sistema
A massa total é a soma da massa das chapas com a massa da carga:
\[m = m_{1} + m_{2} = 4.352 \text{kg}\]
Volume submerso
A seção reta do prisma é um triângulo equilátero. Quando a estrutura afunda uma altura h, a parte submersa da seção reta é um triângulo semelhante ao triângulo completo da base. A altura do triângulo equilátero de lado L é L√3/2. Portanto, a razão entre os lados correspondentes dos dois triângulos é h dividido por L√3/2. Como áreas de figuras semelhantes variam com o quadrado da razão linear, temos:
\[\left(\frac{h}{\frac{L \sqrt{3}}{2}}\right)^{3} = \frac{A_{\text{sub}}}{\frac{L^{2} \sqrt{3}}{4}}\]
A área triangular submersa pode ser escrita diretamente em função da altura h. Essa área é igual à base correspondente vezes a altura, resultando em:
\[A_{\text{sub}} = \frac{h^{2} \sqrt{3}}{3}\]
O prisma tem comprimento 6L. Logo, o volume submerso é a área da seção triangular submersa multiplicada pelo comprimento do prisma:
\[V_{\text{sub}} = \frac{h^{2} \sqrt{3}}{3} \cdot 6 L = 2 h^{2} L \sqrt{3} = 2 h^{2} \cdot 0.2 \cdot 1.7\]
Utilizando os valores numéricos de L e de √3, o volume submerso fica:
\[V_{\text{sub}} = 0.68 h^{2}\]
Equilíbrio da estrutura
Para que a estrutura flutue em equilíbrio, a força de empuxo deve ser igual ao peso total do sistema. O empuxo é determinado pelo princípio de Arquimedes: ele é igual ao peso da água deslocada. Assim, se ρágua é a massa específica da água e Vsub é o volume submerso, podemos escrever:
\[E = P\]
Substituindo o empuxo e o peso pelas respectivas expressões, e cancelando a aceleração da gravidade g, que aparece nos dois lados da igualdade:
\[\rho_{\acute{a}\text{gua}} V_{\text{sub}} \cancel{g} = m \cancel{g}\]
Usando ρágua = 1000 kg/m3, Vsub = 0,68h2 e m = 4,352 kg:
\[1000 \cdot 0.68 h^{2} = 4.352\]
Isolando h2, divide-se ambos os lados por 1000 ⋅ 0,68:
\[h^{2} = 0.0064\]
Extraindo a raiz quadrada, obtém-se a profundidade submersa:
\[h = 8 \text{cm}\]
Logo, o valor de h é 8 cm, correspondente à alternativa a).
Questão 7
UERJ 2024Balões meteorológicos, que têm a função de medir dados climáticos, podem alcançar altitudes elevadas. Admita que um desses balões, no instante em que sua densidade se iguala à do ar atmosférico à sua volta, permanece fixo em uma posição por um longo período. Essa situação ocorre quando as duas forças que atuam sobre o balão, o peso P e o empuxo E, correspondem à razão \(\frac{P}{E} .\)
O valor de \(\frac{P}{E}\) é igual a:
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: B
Quando o balão permanece fixo em uma posição, ele está em equilíbrio. Isso significa que sua aceleração é nula e, portanto, a força resultante sobre ele também deve ser nula.
As duas forças relevantes têm sentidos opostos: o peso P atua verticalmente para baixo, enquanto o empuxo E atua verticalmente para cima. Para que essas forças se anulem, seus módulos devem ser iguais:
\[P = E\] \[\frac{P}{E} = 1.0\]
A primeira igualdade expressa a condição de equilíbrio: o módulo do peso é igual ao módulo do empuxo. Ao dividir os dois lados dessa igualdade por E, obtém-se a razão entre o peso e o empuxo. Como as forças têm o mesmo valor, essa razão é igual a 1,0.
Logo, a resposta correta é a alternativa b) 1,0.
Questão 8
UECE 2024O transporte de cargas líquidas em caminhões-tanques fechados exige cuidado redobrado do motorista durante a viagem. A possibilidade de tombamento do veículo, quando parcialmente cheio, deve-se à movimentação irregular do líquido dentro do compartimento de carga. A maioria dos caminhões-tanques para transporte de líquido apresentam escotilhas, na parte superior, de modo a reduzir desperdícios. No entanto, um caminhão que transporta em sua carroceria tanques cúbicos abertos e com volume V, preenchidos completamente com líquido de densidade d, desperdiça parte de sua carga em virtude de seu movimento. Para um caminhão que se desloca horizontalmente com aceleração constante A, a massa de fluido desperdiçada no transporte de dois destes tanques é M. Sabendo que a aceleração da gravidade local é g, a expressão para M é dada por
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: B
Considere cada tanque cúbico com lado L. Como o caminhão acelera horizontalmente, a superfície livre do líquido se inclina em relação à horizontal. Essa inclinação faz com que uma parte do líquido ultrapasse a borda superior dos tanques e seja derramada.
O diagrama das forças que atuam sobre uma porção do líquido permite relacionar a aceleração horizontal do caminhão com o ângulo de inclinação da superfície:


Na direção vertical, a componente vertical da força resultante equilibrará o peso da massa de líquido considerada. Por isso, temos:
\[E_{y} = P\] \[E \cdot cos \theta = mg \left(1\right)\]
Nessas expressões, E representa a força resultante considerada no diagrama, m é a massa do líquido, g é a aceleração da gravidade e θ é o ângulo de inclinação da superfície do líquido.
Na direção horizontal, a componente horizontal da força resultante é responsável pela aceleração A do líquido junto com o caminhão. Assim:
\[E_{x} = F_{r}\] \[E \cdot sen \theta = mA \left(2\right)\]
Dividindo a equação (2) pela equação (1), eliminamos a força E e também a massa m. No lado esquerdo, a razão entre seno e cosseno é a tangente do ângulo; no lado direito, resta a razão entre a aceleração horizontal e a aceleração da gravidade:
\[\frac{\cancel{E} \cdot senθ}{\cancel{E} \cdot cosθ} = \frac{\cancel{m } A}{\cancel{m} g}\] \[A = g \cdot tanθ\]
Logo, a aceleração do caminhão está relacionada ao ângulo da superfície por A = g · tan θ. Para determinar o volume derramado, é necessário relacionar esse ângulo à geometria da região triangular formada pela inclinação do líquido.
No triângulo retângulo representado no desenho, h é a altura correspondente à diferença entre os níveis do líquido, e L é o comprimento horizontal associado ao lado do tanque. Portanto, pela definição da tangente:
\[tan \theta = \frac{h}{L}\] \[A = \frac{gh}{L } \left(3\right)\]
A equação (3) pode ser isolada em relação a h. Multiplicando os dois lados por L e dividindo por g, obtemos:
\[A = \frac{gh}{L}\] \[h = \frac{LA}{g }\]
Agora, usamos a relação entre massa, densidade e volume. A densidade d é definida como a massa M dividida pelo volume V. Portanto:
\[d = \frac{M}{V}\] \[M = d \cdot V \left(4\right)\]
Para os dois tanques cúbicos, a parte derramada tem a forma de um prisma cuja seção transversal é um triângulo retângulo com catetos h e L. O comprimento total do prisma é 2L, pois são considerados os dois tanques idênticos. Assim, o volume do prisma é a área triangular multiplicada por seu comprimento:
\[V_{\text{prisma}} = \frac{hL}{2} \cdot 2 L\] \[V_{\text{prisma}} = hL^{2 } \left(5\right)\]
Substituindo h = LA/g na expressão do volume derramado e, em seguida, usando a relação entre massa, densidade e volume, obtemos:
\[M = d \cdot V = d \cdot hL^{2} = d \cdot \frac{LA}{g} \cdot L^{2}\] \[M = \frac{d \cdot L^{3} \cdot A}{g }\]
Como cada tanque é cúbico, seu volume é o produto de suas três dimensões, isto é, L³. Portanto, podemos substituir L³ pelo volume V de cada tanque:
\[M = \frac{d \cdot V \cdot A}{g }\]
Assim, a massa de líquido desperdiçada é diretamente proporcional à densidade d, ao volume V do tanque e à aceleração horizontal A, e inversamente proporcional à aceleração da gravidade g. Portanto, a expressão corresponde à alternativa b) dVA/g.
Questão 9
IME 2024
Um recipiente vazio de formato cônico está parcialmente imerso na água e em equilíbrio, como geometria apresentada na figura. Insere-se no interior do recipiente uma partícula de massa m = Kρπh3, onde K é uma constante, ρ é a massa específica da água e h está indicado na figura. Após essa inserção, o recipiente sofre um pequeno deslocamento, afundando uma altura Δh.
Dado:
– aceleração da gravidade: g.
Observações:
– a espessura do recipiente é muito pequena;
– Δ h ≪ h,
– para | α | << 1, ( 1 + α )n≈ 1 + n α.
A altura Δh que o recipiente irá afundar até o novo ponto de equilíbrio é:
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: C
Como o recipiente está inicialmente em equilíbrio, o empuxo exercido pela água é igual ao peso do recipiente. Para relacionar a geometria do cone com a altura imersa, observa-se na figura que o ângulo de abertura fornece a relação entre o raio da base, r, e a altura, h.

Como o ângulo indicado é de 45°, a tangente desse ângulo é igual à razão entre o raio e a altura. Assim:
\[tg 45^{\circ} = 1 = \frac{r}{h}\]
Portanto, o raio correspondente à altura h é igual à própria altura:
\[r = h\]
Se mr representa a massa do recipiente, o equilíbrio inicial exige que o empuxo E0 seja igual ao peso do recipiente:
\[E_{0} = P_{r}\]
O empuxo é dado pelo peso do volume de água deslocado. Como o volume submerso é o volume de um cone de raio r e altura h, temos:
\[ρV_{\text{sub}} \cancel{g} = m_{r} \cancel{g}\]
Substituindo o volume do cone, V = πr²h/3, e cancelando a aceleração da gravidade, obtém-se:
\[\rho \cdot \frac{πr^{2} \cdot h}{3} = m_{r}\]
Usando r = h, a massa do recipiente é:
\[m_{r} = \frac{ρπh^{3}}{3 }\]
Depois da inserção da partícula, o sistema passa a ter o peso do recipiente somado ao peso da partícula. Como a partícula tem massa m = Kρπh3, o novo equilíbrio ocorre quando o novo empuxo iguala essa soma de pesos:
\[P_{r} + P = E\]
O novo nível de submersão aumenta de h para h + Δh. Como o recipiente tem a mesma geometria cônica, o volume de água deslocado passa a ser proporcional ao cubo dessa nova altura. Substituindo as expressões dos pesos e do novo empuxo na condição de equilíbrio:
\[\frac{\cancel{\rho } \left(\cancel{\pi} h\right)^{3} \cancel{g}}{3} + K \cancel{\rho } \left(\cancel{\pi} h\right)^{3} \cancel{g} = \frac{\cancel{\rho } \cancel{\pi} \left(h + Δh\right)^{3} \cancel{g}}{3}\]
Após cancelar os fatores comuns ρ, π, g e dividir pela potência h3, a igualdade fica:
\[\cancel{h^{3}} + 3 \text{K} \cancel{h^{3}} = \cancel{h^{3}} \left(1 + \frac{Δh}{h}\right)^{3}\]
Como Δh é muito menor que h, pode-se aplicar a aproximação fornecida, com α = Δh/h e n = 3. Desse modo, o termo elevado ao cubo é aproximado por 1 + 3Δh/h:
\[\cancel{1} + \cancel{3} K = \cancel{1} + \frac{\cancel{3} Δh}{h}\]
Cancelando os termos iguais dos dois lados e isolando Δh, resulta:
\[Δh = Kh\]
Logo, a altura adicional que o recipiente afunda é Δh = Kh. Portanto, a alternativa correta é c) K h.
Questão 10
FUVEST 2024Uma empresa júnior de alunos de engenharia projetou um termômetro mecânico para medir a temperatura do óleo utilizado em máquinas e equipamentos, com base na variação da densidade do óleo com a temperatura. Com essa finalidade, emprega-se um objeto de massa M igual a 18 g e volume de 20 cm3, que permanece imerso em um óleo e está preso, por um fio, ao fundo da superfície, conforme mostra a figura.
A temperatura é medida por meio da variação na tensão do fio, que muda devido à variação da densidade do óleo com a temperatura. O gráfico a seguir mostra a dependência da densidade do óleo com a temperatura.
Note e adote:
Despreze a massa do fio.
Nessa configuração, a temperatura na qual a tensão na corda se anula é igual a
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: D
A tensão no fio é nula quando o fio deixa de exercer força sobre o objeto. Nessa situação, atuam essencialmente duas forças no objeto: o peso, dirigido para baixo, e o empuxo exercido pelo óleo, dirigido para cima. Portanto, quando a tensão se anula, essas duas forças se equilibram.
Essa condição de equilíbrio pode ser expressa por
\[P = E\]
O peso do objeto é dado pelo produto de sua densidade pela aceleração da gravidade e pelo volume. O empuxo, por sua vez, é igual ao peso do volume de óleo deslocado; como o objeto está imerso, esse volume corresponde ao volume do objeto. Assim, escrevendo as duas forças em termos de densidade, volume e aceleração da gravidade, obtém-se
\[d_{\text{ol}} \cancel{Vg} = d_{\text{ob}} \cancel{Vg}\]
Como o volume V e a aceleração da gravidade g aparecem nos dois lados da igualdade, esses fatores podem ser cancelados. Dessa forma, a densidade do óleo na temperatura procurada deve ser igual à densidade do objeto.
A densidade é calculada dividindo-se a massa pelo volume. Utilizando os valores empregados na resolução, temos
\[d_{\text{ol}} = d_{\text{ob}} = \frac{m}{V} = \frac{19}{20}\]
Efetuando a divisão entre a massa e o volume, a densidade correspondente é
\[d_{\text{ol}} = 0.9 \text{g} / cm^{3}\]

De acordo com o gráfico da densidade do óleo em função da temperatura, a densidade de \(0 , 9 \text{g} / cm^{3}\) corresponde à temperatura de
\[T = 150 \circ C\]
Logo, a tensão na corda se anula quando a temperatura do óleo é igual a 150 °C. Portanto, a alternativa correta é d) 150°C.
