Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.
Questões desta lista
Questão 1
UFRGS 2025Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.
Um objeto de massa 5,0 kg, movendo-se com velocidade constante de 8,0 m/s ao longo de uma trajetória horizontal e retilínea sem atrito, choca-se frontalmente com um objeto de 10,0 kg de massa, parado. Após o choque, o primeiro objeto recua com uma velocidade de 2,0 m/s e o segundo objeto passa a mover-se com uma velocidade de módulo __________. A colisão entre os dois objetos é __________.
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: D
Adota-se como sentido positivo o sentido inicial do movimento do objeto A. Assim, o objeto A possui velocidade inicial positiva, enquanto o objeto B está inicialmente em repouso. Depois da colisão, o objeto A recua; por isso, sua velocidade final deve ser representada por um valor negativo.
Pelo princípio da conservação da quantidade de movimento, a quantidade de movimento total do sistema permanece constante durante a colisão. Portanto, a quantidade de movimento inicial Qi é igual à quantidade de movimento final Qf. A quantidade de movimento de um corpo é dada pelo produto de sua massa por sua velocidade.
\[Q_{i} = Q_{f} \overset{Q = m \cdot v}{\rightarrow}\]
Representando o objeto de 5,0 kg por A e o objeto de 10,0 kg por B, a conservação da quantidade de movimento pode ser escrita considerando as velocidades iniciais e finais de cada objeto. Como B estava parado antes da colisão, sua velocidade inicial é nula.
\[m_{A} \cdot v_{\text{Ai}} + m_{B} \cdot v_{\text{Bi}} = m_{A} \cdot v_{\text{Af}} + m_{B} \cdot v_{\text{Bf}} \overset{v_{\text{Bi}} = 0}{\rightarrow}\]
Substituindo as massas e as velocidades fornecidas, usa-se −2,0 m/s para a velocidade final de A, pois esse objeto recua após a colisão. A velocidade final de B será indicada por vBf.
\[5 \text{kg} \cdot 8 \text{m} / \text{s} + 10 \text{kg} \cdot 0 = 5 \text{kg} \cdot \left(- 2 \text{m} / \text{s}\right) + 10 \text{kg} \cdot v_{\text{Bf}}\]
O primeiro membro representa a quantidade de movimento inicial do sistema. No segundo membro, o primeiro termo é a quantidade de movimento final de A e o segundo termo é a quantidade de movimento final de B. Isolando a velocidade final de B, obtém-se:
\[v_{\text{Bf}} = \frac{\left(40 + 10\right) kg \cdot m / \text{s}}{10 \text{kg}} v_{\text{Bf}} = 5 \text{m} / \text{s}\]
Logo, o módulo da velocidade do segundo objeto após o choque é 5,0 m/s.
Para classificar a colisão, pode-se comparar as energias cinéticas antes e depois do choque ou calcular o coeficiente de restituição. Em uma colisão elástica, a energia cinética total se conserva e o coeficiente de restituição é igual a 1. Quando esse coeficiente está entre 0 e 1, a colisão é parcialmente inelástica, pois há conservação da quantidade de movimento, mas não da energia cinética. No caso totalmente inelástico, o coeficiente é igual a zero e os corpos permanecem unidos após a colisão.
Calculando a energia cinética final dos dois objetos, soma-se a energia cinética de A à energia cinética de B:
\[E_{c f} = \frac{m_{A} \left(v_{A f}\right)^{2}}{2} + \frac{m_{B} \left(v_{\text{Bf}}\right)^{2}}{2} = \frac{5 \text{kg} \cdot \left(2 \text{m} / \text{s}\right)^{2}}{2} + \frac{10 \text{kg} \cdot \left(5 \text{m} / \text{s}\right)^{2}}{2}\]
O primeiro termo corresponde a 10 J, a energia cinética final de A, e o segundo corresponde a 125 J, a energia cinética final de B. Assim, a energia cinética final total é:
\[E_{\text{cf}} = \left(10 + 125\right) J \cdot E_{\text{cf}} = 135 \text{J}\]
A energia cinética inicial é determinada apenas pelo movimento do objeto A, porque o objeto B estava em repouso e, portanto, tinha energia cinética inicial nula.
\[E_{\text{ci}} = \frac{m_{A} \left(v_{\text{Ai}}\right)^{2}}{2} = \frac{5 \text{kg} \cdot \left(8 \text{m} / \text{s}\right)^{2}}{2} = 160 \text{J}\]
Como a energia cinética final é menor que a energia cinética inicial, a energia cinética não se conserva. Portanto, a colisão não é elástica.
Também é possível confirmar essa classificação pelo coeficiente de restituição, definido como a razão entre o módulo da velocidade relativa de afastamento, depois do choque, e o módulo da velocidade relativa de aproximação, antes do choque.
\[e = \frac{\left|v_{\text{raf}}\right|}{\left|v_{\text{rap}}\right|} = \frac{\left(2 + 5\right) m / \text{s}}{8 \text{m} / \text{s}}\] \[e = \frac{7}{8}\]
Como o coeficiente de restituição é maior que zero e menor que um, a colisão é parcialmente inelástica. Portanto, as lacunas devem ser preenchidas por 5,0 m/s e inelástica.
Resposta: alternativa d.
Questão 2
ITA 2025Um carrinho realiza um per- curso sobre um trilho em um plano vertical, como mostra a figura abaixo. Partindo do repouso no ponto A, ele percorre uma distância ℓ até o ponto B com aceleração constante a0. Ao chegar ao ponto B, segue uma trajetória circular de raio R sob a ação da aceleração gravitacional até o ponto C. Então, passa a executar um movimento retilíneo uniforme. Ao chegar ao ponto D, realiza uma colisão perfeitamente inelástica com um outro carrinho de mesma massa.

Desconsiderando efeitos de forças de atrito, assinale a alternativa que corresponde ao módulo da velocidade do carrinho após o choque.
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: A
Para determinar a velocidade do carrinho após a colisão, é necessário analisar o movimento em três etapas: o trecho de A até B, o movimento circular de B até C e o movimento retilíneo uniforme de C até D. Em seguida, aplica-se a conservação da quantidade de movimento na colisão.
Velocidade no ponto B
O carrinho parte do repouso no ponto A, portanto vA = 0. No trecho entre A e B, a aceleração é constante e igual a a0, enquanto o deslocamento realizado é ℓ. Assim, utiliza-se a equação de Torricelli, que relaciona velocidades, aceleração e deslocamento sem a necessidade de conhecer o tempo:
\[\left(v_{B}\right)^{2} = \left(v_{A}\right)^{2} + 2 aΔs\] \[\left(v_{B}\right)^{2} = 0 + 2 a_{0} ℓ\] \[v_{B} = \sqrt{2 a_{0} ℓ}\]
Na segunda linha, foram substituídos vA por zero, pois o carrinho parte do repouso, a por a0 e Δs por ℓ. Portanto, a velocidade no ponto B é \(v_{B} = \sqrt{2 a_{0} ℓ}\)
Velocidade no ponto C
Entre B e C, o carrinho percorre a trajetória circular sob a ação da gravidade. Como não há atrito, a energia mecânica se conserva. De acordo com a figura, o ponto B está 2R acima do ponto C; portanto, ao passar de B para C, o carrinho perde energia potencial gravitacional e ganha energia cinética.
\[E_{B} = E_{C}\] \[\cancel{m} g \cdot 2 R + \frac{\cancel{m} \left(v_{B}\right)^{2}}{2} = \frac{\cancel{m} \left(v_{C}\right)^{2}}{2}\] \[2 gR + a_{0} ℓ = \frac{\left(v_{C}\right)^{2}}{2}\] \[v_{C} = \sqrt{2 a_{0} ℓ + 4 gR}\]
Na expressão da energia, o termo mg · 2R representa a energia potencial gravitacional associada à diferença de altura entre B e C. Os termos com mv2/2 representam as energias cinéticas nos pontos B e C. A massa aparece em todos os termos e pode ser cancelada. Em seguida, substitui-se vB2 por 2a0ℓ, obtendo-se a velocidade em C.
De C até D, o movimento é retilíneo uniforme. Isso significa que a velocidade permanece constante nesse trecho, pois a aceleração é nula. Assim, a velocidade imediatamente antes da colisão é igual à velocidade em C:
Como vD = vC, podemos agora obter a velocidade do carrinho após o choque:
A colisão é perfeitamente inelástica, portanto os dois carrinhos permanecem unidos depois do choque. Nesse tipo de colisão, a energia mecânica não é conservada, mas a quantidade de movimento do sistema é conservada. Como os carrinhos têm a mesma massa e o segundo estava inicialmente em repouso, a massa total após a colisão é 2m.
\[Q_{\text{antes}} = Q_{\text{depois}}\] \[\cancel{m} v_{D} = 2 \cancel{m} v_{f}\] \[\sqrt{2 a_{0} ℓ + 4 gR} = 2 v_{f}\] \[v_{f} = \frac{1}{2} \sqrt{2 a_{0} ℓ + 4 gR}\]
A massa do carrinho que chega ao ponto D é m, enquanto a massa do conjunto formado após a colisão é 2m. Por isso, após cancelar a massa comum nos dois lados, a velocidade final é metade da velocidade imediatamente anterior ao choque.
Logo, o módulo da velocidade do conjunto após a colisão é
Alternativa A: \(\frac{1}{2} \sqrt{2 a_{0} ℓ + 4 gR}\)
Questão 3
UTFPR 2024Popularmente, o estilingue é conhecido como: “Arco atirador com elásticos presos pelas extremidades que, sendo ativado por um gatilho, arremessa pedrinhas, bolas de argila; atiradeira, badoque, bodoque.”
(Fonte: https://www.dicio.com.br/estilingue/)
Considere um corpo de argila com massa de 60g lançado de um estilingue colidindo horizontalmente com um bloco de tijolo liso de massa 240g. Sabendo que, no momento da colisão, o corpo de argila apresentava uma velocidade horizontal de 5,0m/s e o bloco de tijolo estava em repouso sobre uma superfície sem atrito, determine a velocidade do conjunto de corpos argila-tijolo imediatamente após a colisão, sabendo que o bloco de argila aderiu ao bloco de tijolo. Despreze a resistência do ar.
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: D
Como o bloco de tijolo está sobre uma superfície sem atrito e a colisão ocorre na direção horizontal, a quantidade de movimento linear do sistema argila-tijolo se conserva. Isso significa que a quantidade de movimento total antes da colisão é igual à quantidade de movimento total imediatamente depois dela.
Antes da colisão, apenas o corpo de argila possui velocidade horizontal. O tijolo está em repouso e, portanto, sua quantidade de movimento inicial é nula. Como o corpo de argila adere ao tijolo, os dois passam a se mover juntos após a colisão, formando um único conjunto de massa mA + mT, com velocidade comum v.
Aplicando a conservação da quantidade de movimento:
\[m_{A} v_{A} = \left(m_{A} + m_{T}\right) v\] \[60 \left(5\right) = \left(60 + 240\right) v\] \[300 = 300 v\] \[v = 1 \text{m} / \text{s} .\]
Na substituição, foram usados 60 g para a massa da argila, 240 g para a massa do tijolo e 5,0 m/s para a velocidade inicial da argila. É possível manter as massas em gramas porque elas aparecem na mesma equação e, portanto, a unidade de massa se cancela ao isolar a velocidade.
Assim, imediatamente após a colisão, o conjunto argila-tijolo move-se horizontalmente com velocidade de 1 m/s, no mesmo sentido do movimento inicial da argila. Portanto, a alternativa correta é d) 1 m/s.
Questão 4
UPF 2023Um carro de massa 2.000 kg colidiu com outro de massa 1.500 kg que estava parado no semáforo. Considerando que após o choque os dois carros andaram juntos com uma velocidade de 20 km/h, podemos considerar que, dentre as velocidades apresentadas a seguir, a mais próxima de ser a do carro que provocou o acidente no exato momento da colisão, corresponde, em km/h, a:
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: A
Como os dois carros permanecem unidos após a colisão, trata-se de uma colisão perfeitamente inelástica. Nesse tipo de choque, a quantidade de movimento linear do sistema se conserva, embora parte da energia cinética possa ser transformada em outras formas de energia.
Considerando o sentido do movimento do carro que provocou o acidente como positivo, temos:
- massa do primeiro carro: 2.000 kg;
- velocidade inicial do primeiro carro: v1, que é a grandeza procurada;
- massa do segundo carro: 1.500 kg;
- velocidade inicial do segundo carro: 0 km/h, pois ele estava parado;
- velocidade final dos dois carros unidos: 20 km/h.
Por conservação da quantidade de movimento, a quantidade de movimento total antes da colisão é igual à quantidade de movimento total depois dela:
\[Q_{\text{antes}} = Q_{\text{depois}}\] \[m_{1} v_{1} + m_{2} v_{2} = \left(m_{1} + m_{2}\right) v_{f}\] \[2000 v_{1} + 1500 \cdot 0 = \left(2000 + 1500\right) \cdot 20\] \[2000 v_{1} = 70000\] \[v_{1} = 35 k m / \text{h}\]
Na substituição, o termo 1.500 · 0 é nulo porque o segundo carro estava inicialmente em repouso. Depois, as massas são somadas porque, após o choque, os dois veículos passam a se mover juntos. Assim, a quantidade de movimento final é calculada usando a massa total de 3.500 kg e a velocidade comum de 20 km/h.
Da igualdade 2.000 v1 = 70.000, divide-se ambos os lados por 2.000 para isolar a velocidade inicial do primeiro carro. O resultado é v1 = 35 km/h.
Portanto, a velocidade mais próxima da velocidade do carro que provocou o acidente no momento da colisão é 35 km/h, correspondente à alternativa a).
Questão 5
PUC RJ 2023Em uma superfície plana sem atrito, um bloco A de massa 2,0 kg, com velocidade de 3,0 m/s, colide com o bloco B, idêntico ao A, inicialmente em repouso. O bloco B sai, após a colisão, com velocidade 2,0 m/s, na mesma direção e sentido que o bloco A possuía originalmente.
Qual é a razão entre a energia cinética final e a inicial do bloco A?
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: B
Como a superfície é sem atrito, não há força externa resultante na direção do movimento. Portanto, a quantidade de movimento linear do sistema formado pelos blocos A e B se conserva durante a colisão.
Inicialmente, apenas o bloco A possui movimento. Depois da colisão, o bloco B passa a ter velocidade de 2,0 m/s, enquanto o bloco A adquire uma velocidade final, indicada por vA′. Como os blocos têm a mesma massa, podemos cancelar essa massa na equação da conservação da quantidade de movimento:
\[Q_{\text{antes}} = Q_{\text{depois}}\]
Substituindo as velocidades inicial e final na relação anterior, temos a quantidade de movimento inicial do bloco A igual à soma das quantidades de movimento finais dos blocos A e B. Como as massas são idênticas, elas se cancelam:
\[\cancel{m } v_{A} = \cancel{m} v_{B} + \left(v_{A}\right)^{'}\]
Usando vA = 3,0 m/s e vB = 2,0 m/s, obtemos:
\[3 = 2 + \left(v_{A}\right)^{'}\]
Isolando a velocidade final do bloco A, subtraímos 2 de ambos os lados da igualdade:
\[v = 1 \text{m} / \text{s}\]
Assim, a velocidade final do bloco A tem módulo de 1,0 m/s. Para determinar a razão entre sua energia cinética final e sua energia cinética inicial, usamos a expressão da energia cinética:
A energia cinética de um corpo de massa m e velocidade v é dada por \(\frac{m v^{2}}{2}\). Como a massa do bloco A e o fator 2 aparecem tanto na energia final quanto na inicial, eles se cancelam na razão. Dessa forma, resta a razão entre os quadrados das velocidades:
\[\frac{\left(E_{A}\right)^{'}}{E_{A}} = \frac{\frac{\cancel{m} v_{A} '^{2}}{\cancel{2}}}{\frac{\cancel{m} v_{A} '^{2}}{\cancel{2}}} = \left(\frac{\left(v_{A}\right)^{'}}{v_{A}}\right)^{2} = \left(\frac{1}{3}\right)^{2} = \frac{1}{9}\]
Logo, a energia cinética final do bloco A corresponde a 1/9 de sua energia cinética inicial. Portanto, a alternativa correta é b) 1/9.
Questão 6
IME 2023Duas partículas A e B de massas iguais se deslocam no plano XY. As coordenadas de suas posições, em função do instante de tempo t, em que 0≤t≤tchoque, são, respectivamente, SA = (t2−9t+13,t−2) e SB = (−2t+3, t2−7t+13). No instante t = tchoque, as partículas chocam-se elasticamente. Imediatamente após o choque, o módulo da soma de seus vetores de velocidade é:
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: D
Para determinar o instante do choque, é necessário que as partículas ocupem a mesma posição. Como cada posição é dada por duas coordenadas, isso exige que as coordenadas \(x\) sejam iguais entre si e que as coordenadas \(y\) também sejam iguais. Em termos das posições vetoriais, impõe-se SA = SB:
\[\begin{cases} x_{A} = x_{B} \\ y_{A} = y_{B} \end{cases}\] \[\begin{array}{l}\begin{cases} t^{2} – 9 t + 13 = – 2 t + 3 \\ t – 2 = t^{2} – 7 t + 13 \end{cases} \\ \begin{cases} t^{2} – 7 t + 10 = 0 \\ t^{2} – 8 t + 15 = 0 \end{cases}\end{array}\]
A primeira equação resulta da igualdade das coordenadas horizontais, enquanto a segunda resulta da igualdade das coordenadas verticais. É necessário que o mesmo valor de t satisfaça simultaneamente às duas equações. No intervalo considerado, o único instante que atende às duas condições é t = 5 s, que corresponde ao instante do choque.
As velocidades são obtidas derivando cada coordenada da posição em relação ao tempo. Assim, a derivada da coordenada x fornece a componente da velocidade na direção î, e a derivada da coordenada y fornece a componente na direção ĵ:
\[\begin{cases} v_{A} = \frac{dS_{A}}{dt} = \left(2 t – 9\right) \hat{i} + \hat{j} \\ v_{B} = \frac{dS_{B}}{dt} = – 2 \hat{i} + \left(2 t – 7\right) \hat{j} \end{cases}\]
Substituindo o instante do choque, t = 5 s, nas expressões das velocidades, obtêm-se as componentes instantâneas:
\[\begin{cases} v_{A} = \left(\hat{i} + \hat{j}\right) m / \text{s} \\ v_{B} = \left(- 2 \hat{i} + 3 \hat{j}\right) m / \text{s} \end{cases}\]
Em uma colisão elástica, a quantidade de movimento total é conservada. Como as massas das partículas são iguais, a quantidade de movimento total é proporcional à soma dos vetores velocidade. Portanto, a soma das velocidades imediatamente após o choque possui o mesmo módulo que a soma imediatamente antes do choque. Dessa forma, basta calcular essa soma com as velocidades determinadas no instante do encontro:
\[\left|\overset{\rightarrow}{v_{A}} + \overset{\rightarrow}{v_{B}}\right| = \sqrt{\left(\hat{i} + \hat{j}\right) + \left(- 2 \hat{i} + 3 \hat{j}\right)}\]
Somam-se separadamente as componentes nas direções î e ĵ. A componente na direção î é 1 − 2 = −1, e a componente na direção ĵ é 1 + 3 = 4. Logo:
\[\left|\overset{\rightarrow}{v_{A}} + \overset{\rightarrow}{v_{B}}\right| = \sqrt{- \hat{i} + 4 \hat{j}} = \sqrt{\left(- 1\right)^{2} + 4^{2}}\]
O módulo de um vetor no plano é calculado pela raiz quadrada da soma dos quadrados de suas componentes. Assim, o valor encontrado é:
\[\left|\overset{\rightarrow}{v_{A}} + \overset{\rightarrow}{v_{B}}\right| = \sqrt{17} m / \text{s}\]
Portanto, o módulo da soma dos vetores velocidade imediatamente após o choque é √17 m/s. A alternativa correta é a d).
Questão 7
FUVEST · Transferência USP 2023
Na colisão descrita no quadrinho, podemos afirmar que
Note e adote:
Conceitualmente, seria mais correto afirmar que a velocidade vai a zero, e não a aceleração. Além disso, “g = 9,8 m/s2 ” refere-se à aceleração da gravidade, e não à gravidade ou força da gravidade.
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: C
Na colisão apresentada, o choque é classificado como parcialmente inelástico. Isso significa que a energia cinética total do sistema não se conserva integralmente: parte dela é transformada em outras formas de energia, como energia térmica, sonora ou energia associada a deformações. Entretanto, durante a colisão, o momento linear do sistema pode ser conservado quando o impulso resultante das forças externas é desprezível.
O critério que caracteriza o tipo de colisão é o coeficiente de restituição, representado por e. Ele é definido pela razão entre o módulo da velocidade relativa de afastamento após a colisão e o módulo da velocidade relativa de aproximação antes da colisão:
\[e = \left|\frac{v_{\text{final}}^{\text{rel}}}{v_{\text{inicial}}^{\text{rel}}}\right| \overset{0 <</mo>e<</mo>1}{\rightarrow} \left|v_{\text{final}}^{\text{rel}}\right| <</mo>|vinicialrel|\]
Nessa expressão, vrel inicial é a velocidade relativa de aproximação dos corpos antes da colisão, enquanto vrel final é a velocidade relativa de afastamento depois da colisão. Para uma colisão parcialmente inelástica, o coeficiente de restituição está entre zero e um. Portanto, a velocidade relativa final tem módulo menor que o módulo da velocidade relativa inicial.
Assim, a alternativa c) está correta: a velocidade relativa final entre os corpos é menor que a inicial.
As demais alternativas estão incorretas porque, em uma colisão parcialmente inelástica, a energia cinética do sistema não se conserva e a energia cinética final não é maior que a inicial. Além disso, a gravidade, ou melhor, a aceleração da gravidade, não determina se a colisão é elástica ou inelástica; essa classificação depende da conservação da energia cinética e do valor do coeficiente de restituição.
Questão 8
FUVEST 2023O slam ball é um exercício funcional no qual o praticante eleva uma bola especial acima da cabeça e, após uma breve pausa, a atira no chão, como mostra figura:
Considere uma pessoa de 1,70 m que eleva uma bola de 6 kg a uma altura de 40 cm acima da sua cabeça. Em seguida, a pessoa realiza sobre a bola um trabalho adicional de 10 calorias para arremessá-la. Se a colisão da bola com o solo for perfeitamente inelástica, a energia total dissipada na colisão será de
Note e adote: g = 10 m/s2; 1 cal = 4,2 J.
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: D
Como a colisão é perfeitamente inelástica, a energia mecânica associada ao movimento da bola não é recuperada após o impacto. Assim, toda a energia mecânica inicial da bola é dissipada na colisão, na forma de deformações, aquecimento, som e outros efeitos internos.
A energia mecânica inicial é a soma da energia cinética adquirida no arremesso com a energia potencial gravitacional da bola. O trabalho adicional realizado pela pessoa corresponde à energia cinética da bola e vale 10 cal. A energia potencial gravitacional depende da massa da bola, da aceleração da gravidade e da altura total em relação ao solo.
A altura total da bola é a altura da pessoa somada à elevação adicional acima da cabeça:
A altura da pessoa é 1,70 m e a bola é elevada mais 0,40 m. Portanto, a altura considerada é 2,10 m. Como a energia potencial gravitacional será calculada inicialmente em joules, o trabalho de 10 cal também deve ser convertido para joules usando 1 cal = 4,2 J. Entretanto, na expressão original, o termo correspondente ao trabalho de arremesso é mantido em calorias, enquanto a energia potencial é dividida por 4,2 para também ser expressa em calorias.
Assim, a energia dissipada pode ser escrita como a soma da energia cinética inicial e da energia potencial gravitacional:
\[E_{\text{dis}} = E_{\text{cin}} + E_{\text{pot}} = E_{\text{cin}} + mgH\] \[E_{\text{dis}} = 10 + \frac{6 \cdot 10 \cdot \left(1.7 + 0.4\right)}{4.2} = 10 + 30\] \[\boxed{ E_{\text{dis}} = 40 cal}\]
Na substituição, foram usados m = 6 kg, g = 10 m/s2 e H = 1,70 m + 0,40 m. O termo gravitacional resulta em 30 cal, que, somado às 10 cal de energia fornecida no arremesso, produz 40 cal.
Portanto, a energia total dissipada na colisão é de 40 cal, correspondente à alternativa d).
Questão 9
FUVEST 2023Um tradicional brinquedo infantil, conhecido como bate-bate, é composto por duas esferas (bolinhas) de massas iguais conectadas cada qual por uma corda e amarradas num ponto comum. Desloca-se a bolinha 1 de uma altura ℎ , conforme ilustrado no arranjo:
Ao soltar a esfera 1, ela colidirá com a bolinha 2, inicialmente em repouso. Supondo que a colisão seja perfeitamente elástica, verifica-se que, após a colisão, a esfera 2 subirá para a mesma altura h. Imagine agora que uma pequena goma colante seja colocada numa das esferas de modo que, após a colisão, ambas permaneçam unidas. Neste caso, após a colisão, a altura alcançada pelo sistema formado pelas duas bolinhas unidas será:
Note e adote: Desconsiderar a massa da goma.
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: B
Como as duas esferas têm massas iguais, seja m a massa de cada uma. Desprezando a resistência do ar, a energia mecânica da esfera 1 conserva-se durante sua descida até o instante imediatamente anterior à colisão. Nesse ponto, a energia potencial gravitacional associada à altura h foi convertida em energia cinética.
A conservação da energia mecânica é expressa por:
\[E_{\text{mec}}^{i} = E_{\text{mec}}^{f}\] \[\cancel{m} gh = \frac{\cancel{m} v^{2}}{2}\] \[= v = \sqrt{2 gh}\]
Na primeira igualdade, a energia potencial gravitacional é mgh, em que g é a aceleração da gravidade e h é a altura inicial. A energia cinética imediatamente antes da colisão é mv²/2. A massa aparece nos dois lados e pode ser cancelada, resultando em v igual à raiz quadrada de 2gh.
Durante a colisão, as esferas permanecem unidas. Embora a colisão não seja perfeitamente elástica e, portanto, a energia mecânica não se conserve nesse intervalo, a quantidade de movimento do sistema conserva-se, pois as forças externas resultantes na direção do movimento podem ser desprezadas. Antes da colisão, apenas a esfera 1 possui velocidade, enquanto a esfera 2 está em repouso. Depois da colisão, as duas esferas, juntas, movem-se com a mesma velocidade v’.
Aplicando a conservação da quantidade de movimento:
\[\text{Q}_{\text{sist}}^{\text{antes}} = Q_{\text{sist}}^{\text{depois}}\] \[\cancel{m} v = 2 \cancel{m} v^{'}\] \[v^{'} = \frac{v}{2}\] \[v^{'} = \frac{\sqrt{2 gh}}{2}\]
O lado esquerdo representa a quantidade de movimento antes da colisão: a esfera 1 tem massa m e velocidade v, enquanto a esfera 2, em repouso, tem quantidade de movimento nula. No lado direito, a massa total do conjunto é 2m, pois as duas esferas ficam unidas, e ambas possuem a velocidade comum v’. Cancelando a massa m, obtém-se v’ = v/2. Substituindo o valor de v encontrado anteriormente, resulta na última expressão.
Após a colisão, as duas esferas unidas sobem juntas. A partir desse instante, desprezando novamente a resistência do ar, a energia mecânica do conjunto conserva-se. A energia cinética inicial do conjunto transforma-se em energia potencial gravitacional quando ele atinge a altura máxima h’, momento em que sua velocidade é zero.
Usando a velocidade imediatamente após a colisão:
\[\begin{array}{l}\text{E}_{\text{mec}}^{i} = E_{\text{mec}}^{f} \\ \cancel{2 \text{m}} v^{2} = \frac{\cancel{2 \text{m}} v^{2}}{2} \\ h^{′} = \frac{v^{2}}{2 \text{g}} \\ h^{′} = \frac{\left(\frac{\sqrt{2 gh}}{2}\right)^{2}}{2 \text{g}}\end{array}\] \[h^{'} = \frac{\cancel{2 \text{g}} h/4}{\cancel{2 \text{g}}}\] \[h^{'} = \frac{h}{4}\]
Na primeira expressão, a massa total do sistema é 2m, e sua energia cinética é calculada com a velocidade comum após a colisão. Ao atingir a altura máxima, essa energia transforma-se em energia potencial gravitacional. Substituindo v’ = v/2 e, depois, v = √(2gh), os fatores de massa e de gravidade se cancelam, restando h’ = h/4.
Portanto, a altura máxima atingida pelas duas esferas unidas é h/4. A alternativa correta é b).
Questão 10
FMJ 2023O pêndulo de Newton é constituído por um conjunto de pêndulos, formados por esferas de massas iguais, colocadas lado a lado de modo que tais esferas permaneçam em contato. Na figura está ilustrado um pêndulo de Newton no qual uma das esferas foi elevada até certa altura. Ao se soltar essa esfera, ela desce e se choca com as demais, fazendo com que apenas a esfera da extremidade oposta se movimente.
Desprezando-se as forças dissipativas e considerando-se os choques perfeitamente elásticos, durante as colisões, a energia mecânica e a quantidade de movimento do sistema constituído pelo pêndulo de Newton, respectivamente,
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: C
No que diz respeito à energia mecânica, o enunciado estabelece que as forças dissipativas devem ser desprezadas. Em um cenário físico onde não há resistência do ar ou atrito significativo para converter parte da energia em calor, a energia mecânica total do sistema se mantém inalterada ao longo de todo o processo de movimento e colisão.
Quanto à quantidade de movimento, a condição de que os choques entre as esferas sejam perfeitamente elásticos assegura a conservação dessa grandeza física. Como não há perda de energia cinética durante os impactos e o sistema opera sob essas premissas ideais, o momento linear total do conjunto permanece constante durante as interações.
