Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.
Revise a teoria: resumo de Composição de movimentos, resumo de Composição de movimentos – Roda e resumo de Composição de movimentos – Barco na correnteza.
Questões desta lista
Questão 1
ENEM 2025Segundo o princípio da independência dos movimentos, de Galileu, sempre que a velocidade resultante de um corpo puder ser decomposta em duas ou mais componentes perpendiculares entre si, cada um desses movimentos poderá ser analisado separadamente como se os outros não existissem. Esse princípio é muito útil para a simplificação de alguns problemas reais, em três dimensões.
Considere um avião que, ao decolar, é instruído pela torre a atingir, em 6 minutos, uma posição de 20 km a Leste, 20 km a Norte e 1 km de altitude em relação ao ponto de decolagem, conforme a figura (fora de escala). No entanto, no instante da decolagem, começa a soprar um vento cujo vetor velocidade tem componentes 30 km/h para Leste, 20 km/h para Sul e 1 km/h de cima para baixo.
Durante a ação do vento, a velocidade que o piloto deve estabelecer em relação ao ar para que o avião chegue à posição esperada no tempo indicado tem as componentes
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: D
O avião deve atingir, em relação ao ponto de decolagem, um deslocamento de 20 km para Leste, 20 km para Norte e 1 km para cima em um intervalo de 6 minutos. Como as componentes dos movimentos são perpendiculares e independentes, podemos analisar separadamente as direções horizontal Leste-Oeste, horizontal Norte-Sul e vertical.
Primeiro, é necessário expressar o tempo em horas, pois as velocidades fornecidas estão em km/h. Assim, 6 minutos correspondem a\(\frac{6}{60}\)hora. Em cada direção, a velocidade resultante do avião em relação ao solo é obtida pela soma da velocidade do avião em relação ao ar com a velocidade do vento. Portanto:
\[\begin{cases} v_{\text{Leste}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} + v_{\text{Leste}}^{\text{vento}} = \frac{Δs_{\text{Leste}}}{Δt} \\ v_{\text{Norte}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} – v_{\text{Sul}}^{\text{vento}} = \frac{Δs_{\text{Norte}}}{Δt} \\ v_{\text{cima}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} – v_{\text{baixo}}^{\text{vento}} = \frac{Δs_{\text{cima}}}{Δt} \end{cases}\]
Na direção Leste, o vento contribui com 30 km/h para Leste. Na direção Norte-Sul, o vento sopra 20 km/h para Sul, ou seja, em sentido oposto ao deslocamento desejado para Norte; por isso, essa componente aparece subtraída.
Analogamente, o vento sopra 1 km/h de cima para baixo, enquanto o avião precisa deslocar-se para cima; por isso, a componente vertical do vento também é subtraída.
Substituindo os deslocamentos, o intervalo de tempo e as componentes da velocidade do vento, obtemos:
\[\begin{cases} v_{\text{Leste}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} + 30 = \frac{20}{6/\left(60\right)} \\ v_{\text{Norte}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} – 20 = \frac{20}{6/\left(60\right)} \\ v_{\text{cima}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} – 1 = \frac{1}{6/\left(60\right)} \end{cases}\]
Como\(\frac{6}{60}\)hora corresponde a um décimo de hora, as velocidades resultantes necessárias para alcançar cada deslocamento são 200 km/h para Leste, 200 km/h para Norte e 10 km/h para cima. Isolando, em cada equação, a componente da velocidade do avião em relação ao ar, deve-se compensar o efeito do vento:
\[\begin{cases} v_{\text{Leste}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} = 170 km / \text{h} \\ v_{\text{Norte}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} = 220 km / \text{h} \\ v_{\text{cima}}^{\text{avi}\tilde{a}\text{o}} = 11 km / \text{h} \end{cases}\]
Na direção Leste, o avião deve voar a 170 km/h em relação ao ar, pois o vento acrescenta 30 km/h nessa mesma direção, totalizando 200 km/h em relação ao solo. Para o Norte, é necessário estabelecer 220 km/h, porque o vento produz 20 km/h para Sul e reduz a velocidade resultante para 200 km/h nessa direção. Na vertical, o avião deve subir a 11 km/h, compensando o vento de 1 km/h para baixo e produzindo a velocidade resultante de 10 km/h para cima.
Logo, a velocidade do avião em relação ao ar deve ter componentes de 170 km/h para Leste, 220 km/h para Norte e 11 km/h para cima. Portanto, a alternativa correta é a letra d.
Questão 2
UECE 2024Dois móveis A e B partem juntos da origem, em t = 0s, em trajetórias retilíneas seguindo direções que formam ângulo de 60°. Suas funções horárias são SA (t) = 40t e SB (t) = 30t + 5t2 em unidades do (SI). A distância, em metros, entre os móveis A e B dois segundos após o início do movimento é
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: B
Para determinar a distância entre os móveis após dois segundos, primeiro calculamos a posição de cada um nesse instante. Como ambos partem da origem, a posição indicada por cada função horária também corresponde à distância percorrida pelo respectivo móvel desde o ponto de partida.
Para o móvel A, substituímos t = 2 s na função horária SA(t) = 40t:
\[S_{A} \left(t = 2 \text{s}\right) = 40 \cdot 2\] \[S_{A} \left(t = 2 \text{s}\right) = 80 \text{m}\]
Assim, dois segundos após o início do movimento, o móvel A está a 80 m da origem.
Para o móvel B, usamos a função horária SB(t) = 30t + 5t2. O termo que contém t2 deve ser calculado elevando o tempo ao quadrado:
\[S_{B} \left(t = 2 \text{s}\right) = 30 \cdot 2 + 5 \cdot 2^{2}\] \[S_{B} \left(t = 2 \text{s}\right) = 80 \text{m}\]
Logo, o móvel B também está a 80 m da origem no instante considerado. Portanto, os segmentos que ligam a origem aos móveis A e B possuem o mesmo comprimento, ambos igual a 80 m. Como as trajetórias formam um ângulo de 60°, esses dois segmentos são os lados de um triângulo cujo ângulo entre eles mede 60°. Nesse caso, o terceiro lado, que representa a distância entre A e B, também terá 80 m. A aplicação da lei dos cossenos confirma esse resultado.

Se x representa a distância entre os móveis, a lei dos cossenos é aplicada ao triângulo formado pelos dois deslocamentos, com lados de 80 m e ângulo incluso de 60°:
\[x^{2} = 80^{2} + 80^{2} – 2 \cdot 80^{2} \cdot cos 60^{\circ} \overset{ cos 60 \circ = 05 , }{\rightarrow}\]
O valor do cosseno de 60° é 0,5. Substituindo esse valor na expressão, obtemos:
\[x^{2} = 80^{2} + 80^{2} – 2 \cdot 80^{2} \cdot 0.5\]
O produto entre 2 e 0,5 é igual a 1. Por isso, o último termo corresponde a uma única parcela de 802:
\[x^{2} = 80^{2} + 80^{2} – 80^{2}\]
Os dois primeiros termos positivos e o termo negativo têm o mesmo valor. Assim, resta:
\[x^{2} = 80^{2} x = 80 \text{m}\]
Portanto, a distância entre os móveis A e B dois segundos após o início do movimento é 80 m. A alternativa correta é a letra b.
Questão 3
IME 2024
Na figura, uma partícula S e os pontos extremos A e B de um espelho plano movem-se no plano xy de acordo com as seguintes equações paramétricas para as coordenadas (em metros) em função do instante t > 0 (em segundos):
\(\left\{\right. \begin{matrix}x_{A} \left(t\right) = 5 + t \\ y_{A} \left(t\right) = – 5 – 2 t\end{matrix} \left\{\right. \begin{matrix}x_{B} \left(t\right) = 10 + t \\ y_{B} \left(t\right) = – 5 – 2 t\end{matrix} \begin{cases} x_{S} \left(t\right) = sen \left(t\right) \\ y_{S} \left(t\right) = cos \left(t\right) \end{cases}\)
Observação:
– o plano do espelho é ortogonal ao plano xy.
A maior velocidade escalar atingida pela imagem da partícula no espelho, em m/s, é:
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: D
As coordenadas dos extremos do espelho são
\[\left\{\right. \begin{matrix}x_{A} \left(t\right) = 5 + t \\ y_{A} \left(t\right) = – 5 – 2 t\end{matrix} \left\{\right. \begin{matrix}x_{B} \left(t\right) = 10 + t \\ y_{B} \left(t\right) = – 5 – 2 t\end{matrix} \begin{cases} x_{S} \left(t\right) = sen \left(t\right) \\ y_{S} \left(t\right) = cos \left(t\right) \end{cases}\]
Os pontos A e B têm sempre a mesma coordenada vertical, pois tanto yA(t) quanto yB(t) são iguais a −5 − 2t. Portanto, o segmento AB permanece horizontal. Como sua coordenada vertical diminui à taxa de 2 m/s, o espelho se desloca verticalmente com velocidade vespy = −2 m/s.
A partícula S tem coordenadas xS(t) = sen(t) e yS(t) = cos(t). Essas coordenadas satisfazem a equação de uma circunferência de raio 1 m:
\[x_{S} \left(t\right)^{2} + y_{S} \left(t\right)^{2} = 1\]
Para determinar sua velocidade, derivamos cada coordenada em relação ao tempo. A derivada de sen(t) é cos(t), enquanto a derivada de cos(t) é −sen(t). Assim, as componentes horizontal e vertical da velocidade da partícula são:
\[\left\{\right. \begin{matrix}v_{x} \left(t\right) = \frac{dx_{S}}{dt} = cos \left(t\right) \\ v_{y} \left(t\right) = \frac{dy_{S}}{dt} = – sen \left(t\right)\end{matrix}\]
O módulo da velocidade é obtido a partir de suas duas componentes. Como a soma dos quadrados de seno e cosseno é igual a 1, a velocidade escalar da partícula permanece constante e vale 1 m/s:
\[v \left(t\right) = \sqrt{cos^{2} \left(t\right) + \left[- sen^{2} \left(t\right)\right]} = 1 \text{m} / \text{s}\]
Para um espelho plano, a imagem da partícula apresenta, em relação ao espelho, uma velocidade normal de módulo igual à velocidade relativa da partícula e do espelho, com a componente associada ao movimento do espelho refletida. Como o espelho se move verticalmente, considera-se a componente vertical da velocidade da partícula. Portanto, a velocidade da imagem é dada por:
\[v_{\text{img}} = 2 v_{\text{esp}}^{y} – v_{S}^{y }\]
O maior valor ocorre quando a componente vertical da velocidade da partícula tem sentido oposto ao movimento vertical do espelho e módulo máximo. Como a componente vertical da partícula pode atingir módulo 1 m/s, substituímos vespy = 2 m/s em módulo e vSy = −1 m/s:
\[v_{i m g}^{m a ́ x} = 2 \cdot 2 – \left(- 1\right)\]
Efetuando a operação, obtemos:
\[v_{i m g}^{m a ́ x} = 5 \text{m} / \text{s}\]
Logo, a maior velocidade escalar atingida pela imagem é 5 m/s, correspondente à alternativa d).
Questão 4
Escola Naval 2024Considere uma partícula se movimentando em um plano xy. Sabendo que as coordenadas cartesianas da partícula são x = t2 e y = (t – 1)2, com x e y medidos em metros e t em segundos, em que instante, em segundos, a velocidade da partícula é mínima?
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: B
A velocidade da partícula é um vetor com componentes nas direções x e y. Essas componentes são obtidas derivando as respectivas coordenadas em relação ao tempo:
\[\begin{cases} v_{x} = \frac{dt^{2}}{dt} = 2 t \\ v_{y} = \frac{d \left(t – 1\right)^{2}}{dt} = 2 \left(t – 1\right) \end{cases}\]
Assim, a componente horizontal da velocidade é vx = 2t, enquanto a componente vertical é vy = 2(t − 1). Como essas componentes são perpendiculares, o módulo da velocidade é determinado pelo teorema de Pitágoras:
\[v = \sqrt{v_{x}^{2} + v_{y}^{2}} = \sqrt{4 t^{2} + 4 \left(t^{2} – 2 t + 1\right)} = 2 \sqrt{2 t^{2} – 2 t + 1 }\]
Para encontrar o instante em que o módulo da velocidade é mínimo, procuramos o ponto em que sua derivada em relação ao tempo é nula:
\[\frac{dv}{dt} = 0 .\]
Aplicando a regra da cadeia à expressão do módulo da velocidade, obtém-se:
\[\frac{d \left(2 \sqrt{2 t^{2} – 2 t + 1}\right)}{dt} = 0\]
A derivada da raiz produz o fator correspondente ao inverso de duas vezes a própria raiz, enquanto a derivada do polinômio interno 2t2 − 2t + 1 é 4t − 2. Portanto:
\[2 \cdot \frac{1}{2 \sqrt{2 t^{2} – 2 t + 1}} \cdot \left(4 t – 2\right) = 0\]
Os fatores constantes e a raiz presentes no denominador não são nulos. Assim, para que o produto seja igual a zero, é necessário que o fator dependente de t seja nulo:
\[4 t – 2 = 0\]
Resolvendo essa equação para o instante, encontramos:
\[t = 0.5 \text{s}\]
Logo, a velocidade da partícula é mínima no instante de 0,5 s. Portanto, a alternativa correta é b) 0,5.
Questão 5
ENEM 2024Para os circuitos de maratonas aquáticas realizadas em mares calmos e próximos à praia, é montado um sistema de boias que determinam o trajeto a ser seguido pelos nadadores. Uma das dificuldades desse tipo de circuito é compensar os efeitos da corrente marinha. O diagrama contém o circuito em que deve ser realizada uma volta no sentido anti-horário. As quatro boias estão numeradas de 1 a 4. Existe uma corrente marinha de velocidade \(\left(\overset{\rightarrow}{\nu}\right)_{c} ,\) cujo módulo é 30 metros por minuto, paralela à praia em toda a área do circuito. Nas arestas mais longas, o nadador precisará nadar na direção apontada pelos vetores \(\left(\overset{\rightarrow}{\nu}\right)_{n}\) dos pontos 1 até 2 e de 3 até 4. Considere que a velocidade do nadador é de 50 metros por minuto, em relação à água, durante todo o circuito.

Nessa situação, em quantos minutos o nadador completará a prova?
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: B
Para resolver esta questão de cinemática relativa em meios fluidos, é fundamental compreender como a velocidade do nadador em relação à água se combina com a velocidade da correnteza para determinar o deslocamento efetivo sobre o solo ou fundo marinho.
O diagrama apresentado detalha as orientações vetoriais da correnteza, representada por \(\left(\left(\overset{\rightarrow}{v}\right)_{c}\right)\), bem como a velocidade de nado do atleta em relação à água, indicada por \(\left(\left(\overset{\rightarrow}{v}\right)_{n}\right)\). A interação entre esses dois movimentos gera uma velocidade resultante que define o trajeto real percorrido em cada trecho do circuito.
A imagem abaixo ilustra geometricamente essa composição vetorial para cada segmento da prova:

No primeiro trecho, que corresponde à aresta mais longa do percurso, o nadador precisa compensar o arraste da correnteza para manter uma trajetória retilínea perpendicular ao fluxo. Nesse caso, a velocidade de nado atua como hipotenusa do triângulo vetorial, enquanto a componente da velocidade resultante ao longo do trajeto e a velocidade da correnteza formam os catetos. A relação matemática que descreve essa configuração é expressa por
\[v_{12}^{2} + v_{c}^{2} = v_{n}^{2}\]
Ao substituir os valores conhecidos, onde a velocidade da correnteza é igual a 30 metros por minuto e a velocidade de nado em relação à água é de 50 metros por minuto, obtemos
\[v_{12}^{2} + 30^{2} = 50^{2}\]
Realizando as operações algébricas para isolar a velocidade resultante no trecho 1 até 2, calculamos o quadrado de 50 menos o quadrado de 30, o que resulta em 1600. A raiz quadrada desse valor nos fornece a velocidade efetiva de deslocamento sobre o solo
\[v_{12}^{2} = 1600\] \[v_{12} = 40 \text{m} / \text{min} .\]
No segundo segmento, que representa a aresta curta do circuito, o nadador enfrenta diretamente o fluxo da correnteza. Como os vetores de nado e de correnteza estão alinhados em sentidos opostos, a velocidade resultante é obtida pela subtração direta dos módulos
\[v_{23} = v_{n} – v_{c} = 50 – 30\]
O que resulta em uma velocidade efetiva de 20 metros por minuto para este trecho
\[v_{23} = 20 \text{m} / \text{min} .\]
No terceiro trecho, correspondente à segunda aresta longa, a situação geométrica é idêntica ao primeiro segmento. O nadador novamente precisa compensar o arraste lateral da correnteza para seguir um caminho reto perpendicular ao fluxo. A mesma relação pitagórica se aplica
\[v_{34}^{2} + v_{c}^{2} = v_{n}^{2}\]
Substituindo os módulos conhecidos
\[v_{34}^{2} + 30^{2} = 50^{2}\]
Isolemos o termo da velocidade resultante no trecho 3 até 4
\[v_{34}^{2} = 1600\]
E determinemos seu módulo
\[v_{34} = 40 \text{m} / \text{min} .\]
No último segmento, que retorna ao ponto de partida pela aresta curta, o nadador navega a favor do fluxo marinho. Desta vez, os vetores se somam, pois atuam na mesma direção e sentido
\[v_{42} = v_{n} + v_{c} = 50 + 30\]
O que gera uma velocidade resultante de 80 metros por minuto para o retorno
\[v_{41} = 80 \text{m} / \text{min} .\]
Com as velocidades efetivas de cada trecho determinadas, calculamos o tempo gasto em cada segmento utilizando a relação fundamental da cinemática, onde o tempo é igual à distância percorrida dividida pela velocidade média. As distâncias implícitas nos cálculos originais são de 800 metros para as arestas longas e 400 metros para as curtas. A soma dos intervalos temporais individuais fornece o tempo total da prova
\[Δt = Δt_{12} + Δt_{23} + Δt_{34} + Δt_{41}\]
Substituindo os valores de distância e velocidade calculados anteriormente
\[Δt = \frac{800}{40} + \frac{400}{20} + \frac{800}{40} + \frac{400}{80}\]
Realizando as divisões, temos 20 minutos para o primeiro trecho, 20 minutos para o segundo, mais 20 minutos para o terceiro e 5 minutos para o último
\[Δt = 20 + 20 + 20 + 5 Δt = 65 min .\]
Portanto, ao somar todos os intervalos calculados, conclui-se que o nadador levará exatamente 65 minutos para completar todo o circuito de maratonas aquáticas, considerando as compensações necessárias impostas pela velocidade da correnteza marinha
Questão 6
EFOMM 2024Uma roda circular de trator rola em linha reta sobre o chão horizontal sem escorregar. Uma partícula A da extremidade da roda descreve uma curva (chamada cicloide) cuja equação cartesiana é x = arcos(1−y)−√(2y−y2) com x e y medidos em metros em um sistema de coordenadas cuja origem está sobre o solo, com eixo x paralelo ao solo. Enquanto a partícula se desloca desde o contato com o solo até o ponto mais alto da roda, sua coordenada y varia desde o mínimo até o máximo valor para os quais a expressão para x é real. A razão entre o módulo da velocidade de A (em relação ao solo) e sua componente horizontal no instante em que A possui coordenada y = 1,62 vale
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: E
A coordenada horizontal da partícula é dada por uma função de sua coordenada vertical:
\[x = a arcos \left(1 – y\right) – \sqrt{2 y – y^{2}}\]
Como a partícula se move, tanto x quanto y variam com o tempo. Portanto, para obter a componente horizontal da velocidade, derivamos a expressão de x em relação ao tempo. Usamos a regra da cadeia: cada termo que depende de y é derivado em relação a y e, em seguida, multiplicado por \(\frac{dy}{dt}\), que é a componente vertical da velocidade, denotada por \(v_{y}\).
\[\frac{dx}{dt} = – \frac{1}{\sqrt{1 – \left(1 – y\right)^{2}}} \cdot \left(- 1\right) \cdot \frac{dy}{dt} – \frac{1}{2 \sqrt{2 y – y^{2}}} \cdot \left(2 – 2 y\right) \cdot \frac{dy}{dt}\] \[v_{x} = \frac{1}{\sqrt{1 – \left(1 – y\right)^{2}}} \cdot v_{y} + \frac{y – 1}{\sqrt{1 – \left(1 – y\right)^{2}}} \cdot v_{y}\] \[v_{x} = \frac{y}{\sqrt{1 – \left(1 – y\right)^{2}}} \cdot v_{y}\] \[\frac{v_{y}}{v_{x}} = \frac{\sqrt{1 – \left(1 – y\right)^{2}}}{y }\]
A última igualdade fornece a razão entre as componentes vertical e horizontal da velocidade. Agora relacionamos o módulo da velocidade, v, com suas componentes cartesianas. Pelo teorema de Pitágoras aplicado ao vetor velocidade:
\[v^{2} = v_{x}^{2} + v_{y}^{2}\] \[\left(\frac{v}{v_{x}}\right)^{2} = 1 + \left(\frac{v_{y}}{v_{x}}\right)^{2}\] \[\left(\frac{v}{v_{v x}}\right)^{2} = 1 + \left(\frac{\sqrt{1 – \left(1 – y\right)^{2}}}{y}\right)^{2}\] \[\left(\frac{v}{v_{x}}\right)^{2} = 1 + \frac{1 – \left(1 – y\right)^{2}}{y^{2}}\] \[\left(\frac{v}{v_{x}}\right)^{2} = \frac{2}{y }\]
Para \(y = 1.62\), substituímos esse valor na expressão obtida. A transformação de \(1.62\) para a fração \(\frac{162}{100}\) permite simplificar o cálculo:
\[\left(\frac{v}{v_{x}}\right)^{2} = \frac{2}{1.62} = \frac{200}{162} = \frac{100}{81}\] \[\frac{v}{v_{x}} = \frac{10}{9 }\]
Como a razão solicitada é o módulo da velocidade dividido por sua componente horizontal, o resultado é positivo. Portanto, a alternativa correta é e) 10/9.
Questão 7
FMJ 2023Uma pessoa saiu da Faculdade de Medicina, caminhou 200 m pela rua Francisco Teles, entrou à esquerda na rua Regente Feijó, onde caminhou por 250 m, entrou à direita na rua Frei Caneca, caminhou 200 m por ela e, finalmente, entrou à esquerda na rua Tibiriçá, por onde caminhou mais 50 m até o seu destino.
Considerando que essas ruas são perpendiculares entre si, o vetor que representa o deslocamento dessa pessoa entre a Faculdade de Medicina e o seu destino tem módulo igual a
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: A
O deslocamento corresponde ao vetor que liga diretamente a posição inicial, na Faculdade de Medicina, à posição final, no destino. Portanto, não se deve somar todos os trechos percorridos, pois essa soma representaria a distância total percorrida, e não o módulo do deslocamento.

Como as ruas são perpendiculares, os trechos do percurso podem ser agrupados em duas direções perpendiculares. Em uma delas, a pessoa caminhou 200 m e depois mais 200 m, totalizando 400 m. Na direção perpendicular, caminhou 250 m e depois mais 50 m, totalizando 300 m. Assim, o deslocamento forma a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos medem 400 m e 300 m.
Aplicando o teorema de Pitágoras, segundo o qual o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos, obtém-se:
\[d^{2} = 400^{2} + 300^{2}\]
Nessa expressão, d representa o módulo do vetor deslocamento. Os valores 400 m e 300 m são os comprimentos dos deslocamentos parciais em direções perpendiculares.
Calculando a soma dos quadrados e extraindo a raiz quadrada, resulta:
\[d = \sqrt{25 \cdot 100^{2}}\]
Como a raiz quadrada de 25 é 5 e a raiz quadrada de 1002 é 100, o módulo do deslocamento é:
\[d = 500 \text{m}\]
Logo, o vetor deslocamento tem módulo igual a 500 m. Portanto, a alternativa correta é a) 500 m.
Questão 8
Unichristus · Medicina 2022A figura a seguir apresenta o percurso realizado por um pedestre tendo como ponto de partida e de chegada a mesma localização física, como mostrado na imagem. O espaço percorrido no trajeto do pedestre foi de aproximadamente 3.400 m. O tempo que o pedestre levou para percorrer esse trajeto foi de 680 segundos.
Sobre a velocidade vetorial do pedestre no percurso indicado na figura, dentro do intervalo de posição indicado, constata-se que o(a)
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: C
Para compreender o comportamento da velocidade vetorial média nesse cenário, é fundamental distinguir o conceito de distância percorrida da ideia de deslocamento vetorial. Enquanto o enunciado informa que o pedestre caminhou uma extensão total de 3.400 metros, esse valor refere-se ao espaço escalar percorrido, ou seja, à soma de todos os passos dados durante o trajeto.
No entanto, a velocidade vetorial é definida pela razão entre o vetor deslocamento e o intervalo de tempo decorrido. O deslocamento vetorial leva em conta apenas a variação da posição entre o ponto inicial e o ponto final do movimento. Como o enunciado estabelece que o pedestre partiu de uma localização e retornou exatamente para esse mesmo ponto, a diferença entre a posição final e a posição inicial é inexistente.
Dessa forma, visto que o deslocamento vetorial resultante é zero, ao aplicarmos essa informação na definição de velocidade vetorial média, o resultado matemático será obrigatoriamente nulo. Portanto, independentemente da distância total percorrida ou do tempo gasto, a velocidade vetorial média para esse ciclo completo é igual a zero.
Questão 9
UNICENTRO 2022A localização de qualquer endereço, em um mapa, requer duas informações em relação a dois eixos de referência. Se, conforme ilustrado no mapa a seguir, adotarmos os eixos \(\hat{i}\) e \(\hat{j} ,\) a posição do Campus Santa Cruz é escrita como \(P_{5 c} = 10 \hat{i} + 1 \hat{j}\) e a posição do Campus Cedeteg é escrita como \(P_{c} = 2 \hat{i} + 11 \hat{j} .\)
Considerando o vetor deslocamento entre o Campus Cedeteg e o Campus Santa Cruz e a escala do mapa em que cada unidade seja igual a 250 m, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a velocidade vetorial média (vm) e seu módulo (|Vm|) em km/h, quando o percurso entre os dois campi é realizado em um intervalo de tempo igual a 1 hora.
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: A
A velocidade vetorial média é determinada pela razão entre o vetor deslocamento e o intervalo de tempo. O deslocamento deve ser calculado subtraindo a posição inicial, correspondente ao Campus Cedeteg, da posição final, correspondente ao Campus Santa Cruz. Como cada unidade do mapa equivale a 250 m, ou 0,25 km, o vetor deslocamento obtido em unidades do mapa deve ser multiplicado por 0,25 para ser convertido em quilômetros.
Assim, utilizando o intervalo de tempo de 1 hora e as posições indicadas, aplica-se:
\[\overset{\rightarrow}{V m} = \frac{P S C – P C}{\Delta t} = \frac{\left[10 \hat{i} + 1 \hat{j} – \left(2 \hat{i} + 1 \hat{j}\right)\right] \cdot 0.25}{1}\] \[V m = \left(2.0 \hat{i} – 2.5 \hat{j}\right) k m / \text{h}\]
Na subtração dos vetores posição, as componentes correspondentes são subtraídas separadamente. A componente na direção de \(\hat{i}\) resulta em 8 unidades do mapa, enquanto a componente na direção de \(\hat{j}\) resulta em −10 unidades. A conversão pela escala do mapa e a divisão pelo intervalo de 1 hora fornecem as componentes da velocidade em km/h. O sinal negativo da componente associada a \(\hat{j}\) indica que o movimento ocorre no sentido negativo desse eixo.
Para obter o módulo da velocidade vetorial média, utiliza-se o teorema de Pitágoras, pois as componentes nas direções dos eixos são perpendiculares:
\[\left|\overset{\rightarrow}{V m}\right| = \sqrt{2^{2} + \left(- 2.5\right)^{2}} = \sqrt{10.25}\]
O módulo é sempre uma grandeza não negativa; por isso, o sinal negativo da componente em \(\hat{j}\) desaparece ao ser elevado ao quadrado. Calculando a raiz quadrada do resultado, obtém-se:
\[\left|V m\right| = 3.2 k m / \text{h}\]
Portanto, de acordo com o gabarito indicado, a alternativa correta é a alternativa A.
Questão 10
UERJ 2022Ao mergulhar no mar, um banhista sente-se mal e necessita ser socorrido. Observe na imagem quatro trajetórias possíveis − I, II, III e IV − que o salva-vidas, localizado no ponto A, pode fazer para alcançar o banhista, no ponto B.
Desprezando a força da correnteza, a fim de que o socorro seja feito o mais rapidamente possível, o salva-vidas deve optar pela seguinte trajetória:
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: C
Para determinar a trajetória que permite o resgate mais célere, é fundamental analisar a relação entre as velocidades de deslocamento nos dois meios distintos: a terra e a água. Embora os quatro conjuntos de vetores apresentados resultem em um mesmo vetor soma, o tempo total de percurso não depende apenas da direção final, mas sim da magnitude das velocidades aplicadas em cada trecho do trajeto.
Considerando que o deslocamento terrestre ocorre com uma velocidade significativamente superior à velocidade de nado no mar, a estratégia para minimizar o tempo global consiste em otimizar a proporção entre esses dois movimentos. O objetivo é reduzir ao máximo o tempo gasto na água, que é o fator limitante do processo, sem sacrificar excessivamente o deslocamento em terra.
Dessa forma, a trajetória III apresenta-se como a escolha ideal, pois ela equilibra as componentes de movimento de maneira a priorizar um percurso mais curto ou mais eficiente no meio aquático, aproveitando a maior rapidez do salva-vidas quando está em solo para compensar o tempo total da operação.
