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Revise a teoria: resumo de Trabalho de uma força.
Questões desta lista
Questão 1
UFRGS 2026Uma força \(\overset{\rightarrow}{F}\) de módulo constante igual a 10 N é aplicada sobre uma caixa de massa 1 kg, paralelamente à superfície de um plano inclinado sem atrito, como representado na figura abaixo.

Considerando o módulo da aceleração da gravidade g = 10 m/s2, quando a caixa chega ao topo do plano, os trabalhos realizados pela força \(\overset{\rightarrow}{F}\) e pela força da gravidade durante o percurso terão sido, respectivamente,
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: B
Para determinar os trabalhos, é necessário identificar a distância percorrida ao longo do plano e a altura vertical alcançada pela caixa. Pela geometria indicada na figura, o plano inclinado forma um triângulo retângulo com catetos de 3 m e 4 m. Assim, a distância percorrida corresponde à hipotenusa do triângulo:
A relação de Pitágoras é aplicada porque a distância ao longo do plano é o lado oposto ao ângulo reto:
\[\text{d}^{2} = 4^{2} + 3^{2}\] \[d = 5 \text{m}\]
Logo, a caixa percorre 5 m ao longo do plano. Como a força \(\overset{\rightarrow}{F}\) é paralela ao deslocamento e atua no mesmo sentido do movimento, o ângulo entre a força e o deslocamento é igual a zero. Portanto, o trabalho dessa força é calculado pelo produto entre seu módulo e a distância percorrida:
\[\tau_{F} = Fd = 10 \cdot 5\] \[\tau_{F} = 50 \text{J}\]
Assim, o trabalho realizado pela força aplicada é positivo, pois essa força favorece o deslocamento da caixa, e seu valor é 50 J.
Agora, considere o trabalho realizado pela força da gravidade, ou força peso. A caixa sobe uma altura vertical de 3 m, que corresponde ao cateto vertical do triângulo. A força peso aponta para baixo, enquanto o deslocamento vertical da caixa é para cima; por isso, o trabalho da gravidade é negativo. Para uma subida, ele é determinado pelo negativo do produto entre a massa, a aceleração da gravidade e a altura alcançada:
\[\tau_{P} = – mgh = – 1 \cdot 10 \cdot 3\] \[\tau_{P} = – 30 \text{J}\]
O sinal negativo indica que a força peso se opõe ao deslocamento vertical para cima. A ausência de atrito não altera esses dois trabalhos: ela apenas significa que não há trabalho adicional realizado por uma força de atrito.
Portanto, os trabalhos realizados pela força \(\overset{\rightarrow}{F}\) e pela força da gravidade são, respectivamente, 50 J e −30 J. A alternativa correta é b).
Questão 2
EFOMM 2026Utilize o valor g = 10 m/s2 para a aceleração da gravidade, a menos que seja determinado o contrário em alguma questão
A corda AC é inextensível, possui 4,5 m de comprimento e 3 kg de massa uniformemente distribuída. Um fio de massa desprezível é amarrado à corda em B, e se estende horizontalmente até uma roldana fixa. A porção AB da corda mede 2,5 m.

O fio é puxado lentamente para baixo em sua extremidade livre até que AB forme um ângulo com a vertical cuja tangente vale 3/4. As porções AB e BC podem ser consideradas sempre retilíneas. A corda fica em repouso quando atinge a posição final mostrada na figura abaixo.

O trabalho realizado pela força que puxa o fio vale:
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: C
O trabalho realizado pela força externa pode ser determinado por meio da variação da energia potencial gravitacional da corda. Como o fio é puxado lentamente, a corda permanece, em cada instante, em equilíbrio; portanto, não há variação significativa da energia cinética. Assim, o trabalho da força externa é igual ao aumento da energia potencial gravitacional do sistema (𝑊ext) que corresponde a (Δ𝐸𝑝).
Como a corda é uniforme, sua densidade linear é constante e pode ser calculada dividindo-se a massa total pelo comprimento total
\[\mu = \frac{m_{\text{tot}}}{L} = \frac{3 \text{kg}}{4.5 \text{m}}\]
Logo
\[\mu = \frac{2}{3} \text{kg} / \text{m}\]
O segmento AB mede 2,5 m. Portanto, sua massa é
\[m_{\text{AB}} = L_{\text{AB}} \cdot \mu = 2.5 \text{m} \cdot \frac{2}{3} \text{kg} / \text{m}\]
Assim
\[m_{\text{AB}} = \frac{5}{3} \text{kg}\]
O segmento BC é o restante da corda, com comprimento igual a 2,0 m. Sua massa é, portanto
\[m_{\text{BC}} = L_{\text{BC}} \cdot \mu = 2.0 \text{m} \cdot \frac{2}{3} \text{kg} / \text{m}\]
Logo
\[m_{\text{BC}} = \frac{4}{3} \text{kg}\]
Adotando o ponto A como origem das alturas e considerando positivo o sentido vertical para cima, a configuração inicial é vertical. O centro de massa de AB fica no ponto médio desse segmento, a 1,25 m abaixo de A. Já o centro de massa de BC fica no ponto médio de BC: como B está 2,5 m abaixo de A e o ponto médio de BC está 1,0 m abaixo de B, sua altura é 3,5 m abaixo de A
\[y_{i , AB} = – \frac{2.5 \text{m}}{2} y_{i , AB} = – 1.25 \text{m}\] \[y_{i , BC} = – \left(2.5 \text{m} + \frac{2.0 \text{m}}{2}\right) y_{i , BC} = – 3.5 \text{m}\]
A energia potencial gravitacional inicial é a soma das energias potenciais dos dois segmentos
\[E_{\text{pi}} = m_{\text{AB}} \cdot g \cdot y_{i , AB} + m_{\text{BC}} \cdot g \cdot y_{i , BC}\]
Substituindo as massas, a aceleração da gravidade e as alturas dos centros de massa
\[E_{\text{pi}} = \frac{5}{3} \cdot 10 \cdot \left(- 1.25\right) + \frac{4}{3} \cdot 10 \cdot \left(- 3.5\right) = – \frac{62.5}{3} – \frac{140}{3} = – \frac{202.5}{3} E_{\text{pi}} = – \frac{405}{6} \text{J}\]
Na configuração final, o trecho AB faz um ângulo θ com a vertical, cuja tangente é 3/4. Isso corresponde a um triângulo retângulo com catetos proporcionais a 3 e 4 e hipotenusa proporcional a 5. Portanto
\[tan \theta = \frac{3}{4}\]
e, consequentemente
\[sen \theta = \frac{3}{5}\] \[cos \theta = \frac{4}{5}\]

O centro de massa de AB está no seu ponto médio. Como a distância vertical desse ponto até A é dada pela projeção vertical de metade do segmento, sua altura final é
\[y_{f , AB} = – 1.0 \text{m}\]
Logo
\[y_{B} = – 2.5 \cdot cos \theta = – 2.5 \cdot \frac{4}{5}\]
O ponto B está a uma distância vertical de 2,5 m de A ao longo do segmento AB. Portanto, sua altura final é
\[y_{B} = – 2.0 \text{m}\]
Assim
\[y_{f , BC} = y_{B} – \frac{L_{\text{BC}}}{2} = – 2.0 – 1.0\]
O centro de massa de BC está 1,0 m abaixo de B, pois BC mede 2,0 m e é uniforme. Portanto
\[y_{f , BC} = – 3.0 \text{m}\]
Logo
\[E_{\text{pf}} = m_{\text{AB}} \cdot g \cdot y_{f , AB} + m_{\text{BC}} \cdot g \cdot y_{f , BC}\]
A energia potencial final é, então
\[E_{\text{pf}} = \frac{5}{3} \cdot 10 \cdot \left(- 1.0\right) + \frac{4}{3} \cdot 10 \cdot \left(- 3.0\right) = – \frac{50}{3} – \frac{120}{3} = – \frac{170}{3} E_{\text{pf}} = – \frac{340}{6} \text{J}\]
Substituindo os valores finais das alturas
\[\begin{array}{l}W_{\text{ext}} = ΔE_{p} \\ W_{\text{ext}} = E_{\text{pf}} – E_{\text{pi}}\end{array}\]
Finalmente, o trabalho da força externa é a variação da energia potencial gravitacional
\[W_{\text{ext}} = – \frac{340}{6} \text{J} – \left(- \frac{405}{6}\right) W_{\text{ext}} = \frac{65}{6} \text{J}\]
Substituindo as energias inicial e final
\[W_{\text{ext}} = – \frac{340}{6} \text{J} – \left(- \frac{405}{6}\right) W_{\text{ext}} = \frac{65}{6} \text{J}\]
Portanto, o trabalho realizado pela força que puxa o fio é 65/6 J, correspondente à alternativa c
Questão 3
UDESC 2025A figura mostra um Parafuso de Arquimedes. Uma fazenda utiliza um Parafuso de Arquimedes para transportar água de um rio para um reservatório, em um terreno mais elevado. O parafuso é girado, manualmente, por uma pessoa e a água é deslocada para cima, ao longo de um tubo helicoidal inclinado.

Analise as proposições sobre o Parafuso de Arquimedes.
I. O Parafuso de Arquimedes é um exemplo de máquina simples que converte movimento rotacional em movimento linear.
II. O Parafuso de Arquimedes é capaz de aumentar a eficiência de transporte de líquidos, utilizando uma inclinação suave.
III. A maior eficiência do Parafuso de Arquimedes acontece quando está inclinado a 90 graus.
IV. A energia necessária para girar o Parafuso de Arquimedes depende apenas do peso da água e não do ângulo de inclinação.
V. O Parafuso de Arquimedes pode ser utilizado tanto para transportar líquidos quanto sólidos granulados, como grãos.
Assinale a alternativa correta.
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: B
Para compreender a validade das afirmações apresentadas, é necessário analisar o funcionamento mecânico e os princípios físicos que regem o Parafuso de Arquimedes. A primeira proposição é verdadeira, pois este dispositivo atua como uma máquina simples capaz de realizar a conversão de tipos de movimento. Quando o eixo helicoidal é girado, ocorre um movimento rotacional que, devido à geometria da espiral, impulsiona o fluido ou material ao longo do tubo em uma trajetória ascendente, caracterizando um deslocamento linear.
A segunda proposição também se mostra correta. A eficiência no transporte de fluidos por esse método é otimizada quando o dispositivo é posicionado com uma inclinação moderada. Uma inclinação suave garante que as cavidades formadas pelas espirais consigam reter uma quantidade significativa de líquido, facilitando o fluxo contínuo e reduzindo perdas durante a subida.
Em contrapartida, a terceira proposição é falsa. Se o parafuso fosse posicionado em um ângulo de 90 graus, ele estaria na vertical, o que dificultaria severamente a retenção do líquido nas espirais devido à ação da gravidade. Para obter o desempenho máximo, o equipamento deve operar em ângulos menores, situando-se tipicamente entre 30 e 40 graus em relação ao plano horizontal.
Quanto à quarta proposição, ela é incorreta porque ignora a complexidade do trabalho mecânico envolvido. A energia necessária para operar o sistema não depende exclusivamente da massa da água. O cálculo do esforço deve considerar a altura vertical que o fluido percorre, a qual é influenciada diretamente pelo ângulo de inclinação, além de levar em conta a velocidade de rotação e as forças de atrito presentes no mecanismo.
Por fim, a quinta proposição é verdadeira. A versatilidade do Parafuso de Arquimedes permite que ele seja empregado não apenas para o manejo de água ou outros líquidos, mas também para o transporte de materiais sólidos granulados, como grãos e minérios, sendo uma ferramenta comum em diversos processos industriais.
Conclui-se, portanto, que as afirmações I, II e V estão tecnicamente corretas, enquanto a III e a IV apresentam erros conceituais sobre a inclinação ideal e os fatores que determinam o gasto energético do sistema.
Questão 4
UNICAMP 2023O balonismo, um esporte aeronáutico com adeptos em todo o mundo, oferece um belo espetáculo para os observadores no solo. Um maçarico é usado para aquecer o ar no interior do balão, o que faz variar a densidade do ar, permitindo o controle do movimento de subida e descida do balão.
A massa total de um balão em um movimento de descida, desde a altura inicial h = 80 m até o solo, é m = 2000 kg. Qual é o trabalho da força peso sobre o balão durante a descida?
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: D
Durante a descida, o balão se desloca verticalmente para baixo, na mesma direção da força peso. Por isso, o trabalho realizado pela força peso é positivo e pode ser calculado pelo produto da massa m, da aceleração da gravidade g e do deslocamento vertical h:
\[W_{P}^{\rightarrow} = m g h = 2.000 \cdot 10 \cdot 80\] \[\boxed{W_{P}^{\rightarrow} = 1.6 \times 10^{6} \text{J}}\]
Nessa expressão, m representa a massa total do balão, igual a 2 000 kg; g é a aceleração da gravidade, considerada igual a 10 m/s²; e h é a distância percorrida na descida, igual a 80 m. Assim, o trabalho da força peso é positivo porque peso e deslocamento têm o mesmo sentido.
Portanto, a resposta correta é a alternativa d) 1,6 × 106 J.
Questão 5
PUC PR · Medicina 2023Um canhão de ar comprimido lança obliquamente, no instante t = 0 s, um pequeno objeto de massa m, dotado de uma sirene que emite som de frequência f0. O objeto descreve uma trajetória parabólica, atinge altura máxima três segundos após ser lançado e cai no solo num ponto situado numa mesma horizontal que o ponto de lançamento. A aceleração gravitacional na região é igual a 10 m/s2 e qualquer atrito pode ser desprezado. A respeito do descrito, considere as seguintes afirmativas.
I. O trabalho realizado sobre o objeto pelo seu peso entre os instantes t = 1,8 s e t = 2,0 s é igual, em módulo, ao realizado entre os instantes t = 4,0 s e t = 4,2 s.
II. Enquanto o objeto descreve seu movimento parabólico, um ouvinte localizado muito próximo ao ponto de lançamento do objeto percebe uma frequência sempre inferior a f0, independentemente do ângulo de lançamento com a horizontal.
III. O objeto foi lançado do solo com velocidade superior a 30 m/s.
É(são) afirmativas CORRETA(S) apenas
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: E
[I] Verdadeira. O movimento vertical é uniformemente variado, com aceleração constante igual a −10 m/s2. Como o objeto atinge a altura máxima em t = 3 s, os instantes que estão à mesma distância de 3 s correspondem a posições com a mesma altura: 1,8 s e 4,2 s são simétricos em relação ao instante da altura máxima, assim como 2,0 s e 4,0 s.
O trabalho realizado pelo peso depende apenas da variação vertical entre as posições inicial e final do intervalo, pois o peso é uma força conservativa. Portanto, nos intervalos de 1,8 s a 2,0 s e de 4,0 s a 4,2 s, as variações de altura têm o mesmo módulo, embora ocorram em sentidos opostos: no primeiro intervalo, o objeto está subindo; no segundo, está descendo. Assim, os trabalhos podem ter sinais opostos, mas possuem o mesmo módulo.
[II] Falsa. A frequência percebida pelo ouvinte depende do movimento relativo entre o objeto emissor e o observador. O ouvinte não percebe necessariamente uma frequência sempre inferior a f0, pois a frequência diminui quando o objeto se afasta e aumenta quando ele se aproxima.
Para ângulos de lançamento nos quais o alcance horizontal é maior que a altura máxima, o objeto pode permanecer, durante todo o trecho relevante da trajetória, afastando-se do ouvinte localizado próximo ao ponto de lançamento. Nessa situação, a frequência percebida seria menor que f0. Entretanto, para ângulos próximos de 90°, o alcance horizontal pode ser menor que a altura máxima. Nesse caso, depois de subir e passar pela região de maior afastamento horizontal, o objeto pode aproximar-se novamente do ouvinte durante a descida.
Consequentemente, nessa situação, o ouvinte percebe frequência menor que f0 durante a subida, quando o objeto se afasta, e frequência maior que f0 durante a descida, quando o objeto se aproxima. Logo, não é correto afirmar que a frequência será sempre inferior a f0, independentemente do ângulo de lançamento.
[III] Verdadeira. No ponto de altura máxima, a componente vertical da velocidade é nula. Como essa componente diminui a uma taxa de 10 m/s a cada segundo, a velocidade vertical inicial deve compensar a variação produzida pela gravidade durante os 3 s de subida. Assim, a componente vertical inicial tem módulo igual a 10 ⋅ 3 = 30 m/s. Portanto:
\[v_{0 y} = v_{0} \cdot sen \theta\] \[30 = v_{0} \cdot sen \theta\] \[v_{0} = \frac{30}{sen \theta}\]
Nessa expressão, v0 é o módulo da velocidade inicial e θ é o ângulo de lançamento com a horizontal. Como o lançamento é oblíquo, o ângulo não é igual a 90°; portanto, sen θ é necessariamente menor que 1. Dividir 30 m/s por um número menor que 1 produz um valor maior que 30 m/s. Desse modo, a velocidade inicial do objeto é superior a 30 m/s. O valor de 30 m/s seria obtido apenas no caso-limite de lançamento vertical, em que sen θ = 1.
As afirmativas I e III são verdadeiras, enquanto a afirmativa II é falsa. Portanto, estão corretas apenas as afirmativas I e III, correspondendo à alternativa e) I e III.
Questão 6
UFMS 2022O Wall Ball é um daqueles exercícios que se ama ou se odeia, pensando que é difícil encontrar um meio – termo para esse exercício. A situação mostrada a seguir apresenta o exercício em três estágios:
Se considerarmos apenas o trabalho mínimo para lançar a bola (m = 20 kg) verticalmente para cima, da primeira posição agachada para a posição em que a bola atinge o alvo, o valor encontrado será:
(Considere: a aceleração da gravidade igual 10 m / s2, resistência do ar desprezível).
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: B
O trabalho mínimo necessário para lançar a bola verticalmente para cima corresponde ao aumento de sua energia potencial gravitacional. Como a resistência do ar é desprezível e se considera apenas o trabalho mínimo, não há perdas de energia: o trabalho realizado deve ser igual à variação da energia potencial gravitacional.
Nessa expressão,
\[\tau = mgh\]
τ representa o trabalho realizado, medido em joules (J); m é a massa da bola, em quilogramas; g é a aceleração da gravidade, em metros por segundo ao quadrado; e h é a variação da altura, em metros. De acordo com as posições indicadas na situação, a bola deve subir 2,8 m. Substituindo esses valores, com m = 20 kg e g = 10 m/s², obtém-se:
\[\tau = 20 \cdot 10 \cdot 2.8\]
Calculando o produto, primeiro temos 20 × 10 = 200; em seguida, 200 × 2,8 = 560. Portanto, o trabalho mínimo necessário é:
\[\tau = 560 \text{J}\]
Assim, a alternativa correta é b) 560 J.
Questão 7
UFJF · PISM I 2022Um carro de massa total de 100 kg desliza sem atrito sobre os trilhos de uma montanha russa. Ele parte do ponto mais alto dos trilhos, que fica a 15 m do nível do solo, com velocidade de 10 m/s e desce os trilhos até o chão. Assinale a alternativa CORRETA:
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: E
[A] Falsa. A força normal é exercida pelos trilhos perpendicularmente à superfície de contato. Como o carro se desloca tangencialmente aos trilhos, a força normal é perpendicular ao deslocamento em cada ponto da trajetória. O trabalho de uma força é nulo quando ela é perpendicular ao deslocamento, pois não há componente da força na direção do movimento. Portanto, a força normal não realiza trabalho sobre o carro ao longo do trajeto.
[B] Falsa. O carro desce uma diferença de altura de 15 m. Como o deslocamento vertical ocorre para baixo, no mesmo sentido da componente vertical da força gravitacional, o trabalho da gravidade é positivo. Seu valor é calculado pelo produto entre a massa, a aceleração da gravidade e a queda de altura:
A expressão utilizada é:
\[\tau_{\text{grav}} = m g h = 100 \cdot 10 \cdot 15\] \[\tau_{\text{grav}} = 15000 \text{J}\]
Nessa relação, m é a massa do carro, g é a aceleração da gravidade e h é a diferença de altura entre o ponto inicial e o solo. Assim, o trabalho gravitacional é positivo e igual a 15000 J, e não negativo. Por isso, a alternativa é falsa.
[C] Falsa. Como não há atrito e a força normal não realiza trabalho, a única força que realiza trabalho sobre o carro ao longo do movimento é a força gravitacional. Portanto, a energia cinética final é igual à energia cinética inicial somada ao trabalho realizado pela gravidade.
A energia cinética inicial é determinada pela velocidade inicial de 10 m/s, enquanto a parcela mgh representa o aumento da energia cinética provocado pela descida de 15 m:
\[mgh + \frac{mv_{0}^{2}}{2} = E_{\text{cin}}\] \[100 \cdot 10 \cdot 15 + \frac{100 \cdot 10^{2}}{2} = E_{\text{cin}}\] \[E_{\text{cin}} = 20000 \text{J}\]
O primeiro termo corresponde ao trabalho da gravidade, igual a 15000 J, e o segundo termo corresponde à energia cinética que o carro já possuía no início, igual a 5000 J. Logo, no nível do solo, a energia cinética é 20000 J, e não 15000 J. Portanto, a alternativa é falsa.
[D] Falsa. A força normal não realiza trabalho, pois é perpendicular ao deslocamento; portanto, seu trabalho é nulo. Já a força gravitacional realiza trabalho positivo de 15000 J durante a descida. Como um trabalho é nulo e o outro é positivo, eles não possuem o mesmo módulo.
[E] Verdadeira. Durante a descida, a força gravitacional e o deslocamento têm componentes no mesmo sentido. Por isso, o trabalho da gravidade é positivo. Usando a massa de 100 kg, a aceleração da gravidade de 10 m/s² e a diferença de altura de 15 m, obtém-se um trabalho de módulo 15000 J. Portanto, a alternativa correta é a letra E.
Questão 8
UECE 2022Um experimento consiste em analisar o comportamento de um objeto de dimensões desprezíveis que será abandonado a partir do repouso de uma mesa até alcançar o chão percorrendo rampas de diferentes inclinações. O trabalho realizado pela força peso
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: A
O trabalho realizado por uma força mede a transferência de energia produzida por essa força durante o deslocamento. No caso da força peso, como o objeto desce, seu deslocamento vertical tem o mesmo sentido da componente vertical da força peso. Por isso, o trabalho do peso é positivo e depende apenas da variação de altura entre a posição inicial e a posição final.
Esse trabalho pode ser escrito como:
\[\tau_{P} = P h = m g h\]
Nessa expressão, \(\tau_{P}\) representa o trabalho da força peso, \(P\) representa o módulo da força peso, \(m\) é a massa do objeto, \(g\) é a aceleração da gravidade e \(h\) é a diferença de altura entre a mesa e o chão. Como a força peso é dada pelo produto da massa pela aceleração da gravidade, obtém-se a igualdade indicada na expressão.
As rampas podem ter inclinações diferentes e, portanto, comprimentos diferentes. Entretanto, se todas conduzem o objeto do mesmo ponto inicial, na mesa, ao mesmo ponto final, no chão, a diferença de altura \(h\) permanece igual. Além disso, a massa do objeto e a aceleração da gravidade também não se alteram. Logo, os fatores que determinam o trabalho da força peso são os mesmos em todas as situações.
Isso ocorre porque a força peso é uma força conservativa: seu trabalho depende apenas das posições inicial e final, e não do caminho percorrido. Assim, a inclinação ou o comprimento da rampa não modifica o trabalho realizado pela força peso. A velocidade do objeto também não aparece na expressão do trabalho do peso, portanto não determina seu valor.
Consequentemente, o trabalho realizado pela força peso é o mesmo para todas as rampas escolhidas.
Alternativa correta: a) é o mesmo e independe da rampa escolhida.
Questão 9
UERJ 2021Observe a reprodução da tela Cena rural , de Cândido Portinari, na qual um trabalhador faz uso de uma enxada.
Considere que um lavrador utiliza uma enxada de massa igual a 1,3 kg. Para realizar determinada tarefa, ele faz um movimento com a enxada que desloca seu centro de massa C entre os pontos x e y, sucessivamente, em uma altura h média de 0,8 m. Esse movimento é repetido 50 vezes, de modo que, ao final da tarefa, a força exercida pelo lavrador realiza o trabalho T. Observe o esquema:
Considerando a aceleração da gravidade g = 10 m / s2, o valor mínimo de T, em joules, é igual a:
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: B
Para determinar o menor trabalho realizado pelo lavrador, considera-se a variação da energia potencial gravitacional da enxada durante a subida. Isso ocorre porque, no movimento de descida, a força gravitacional contribui para o deslocamento, não sendo necessário que o lavrador realize trabalho adicional mínimo contra a gravidade nessa etapa.
Em uma única subida, a variação da energia potencial gravitacional é dada pelo produto entre a massa da enxada, a aceleração da gravidade e a altura média alcançada. Como o movimento de subida é repetido 50 vezes, o trabalho total mínimo é 50 vezes esse valor:
\[T = 50 \text{m} g h\] \[T = 50 \times 1.3 \times 10 \times 0.8\] \[T = 520 \text{J}\]
Na substituição, foram usados a massa m = 1,3 kg, a aceleração da gravidade g = 10 m/s2, a altura média h = 0,8 m e o número de repetições igual a 50. Portanto, o trabalho mínimo realizado pelo lavrador é de 520 J.
Assim, a alternativa correta é b) 520.
Questão 10
FAMERP 2021Em uma sessão de fisioterapia, um paciente executa um movimento lateral com a perna, alongando uma fita elástica, como mostra a figura.
A variação da força elástica exercida pela fita sobre a perna do paciente, em função da elongação da fita, é dada pelo gráfico a seguir.
Suponha que a força aplicada pela fita seja sempre perpendicular à superfície da perna do paciente. No deslocamento da posição X, na qual a fita tem elongação 20 cm. até a posição Y, em que a fita tem elongação 60 cm, o valor absoluto do trabalho realizado pela força elástica da fita sobre a perna do paciente é igual a
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: C
O trabalho realizado por uma força variável pode ser determinado pela área sob o gráfico da força em função da elongação. Como se deseja o valor absoluto do trabalho, considera-se o módulo dessa área, independentemente de a força elástica ter sentido contrário ao deslocamento da perna.
No intervalo analisado, a elongação aumenta de 20 cm para 60 cm. Portanto, a variação da elongação é de 40 cm, que deve ser convertida para o Sistema Internacional:
40 cm = 0,4 m
Pelo gráfico, nesse intervalo, a força elástica varia de 10 N a 30 N. Assim, a região sob o gráfico é um trapézio, cuja área é calculada pela média das forças multiplicada pela variação da elongação. Essa área corresponde ao módulo do trabalho:
\[T = \frac{\left(30 + 10\right) \cdot 0.4}{2}\] \[T = 8 \text{J}\]
A unidade do resultado é o joule, pois o trabalho é obtido pelo produto de uma força, em newtons, por um deslocamento, em metros. Logo, o valor absoluto do trabalho realizado pela força elástica é 8,0 J.
Portanto, a alternativa correta é c) 8,0 J.
