Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.
Questões desta lista
Questão 1
UFRGS 2026A figura abaixo representa a trajetória parabólica de um objeto lançado obliquamente ao ar, com velocidade inicial e ângulo θ0 com a direção horizontal.

As posições indicadas por A e C têm a mesma coordenada vertical, e a posição B assinala o ponto mais alto da trajetória. As posições indicadas por A e C têm a mesma coordenada vertical, e a posição B assinala o ponto mais alto da trajetória.
Desprezando a resistência do ar, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.
Nos pontos A e C, o objeto possui velocidades com o mesmo __________. No ponto B, o módulo da velocidade é __________, e o módulo da aceleração é __________. A componente __________ da velocidade permanece constante durante todo o movimento. No ponto C, o vetor aceleração aponta __________.
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: A
Considerando que os pontos A e C estão situados na mesma altura, as velocidades nesses locais apresentam o mesmo módulo. Ao atingir o ponto B, que representa o ápice da trajetória, a velocidade vertical se anula, resultando no valor mínimo para o módulo da velocidade, enquanto a aceleração permanece não nula devido à atuação constante da gravidade.
Durante todo o percurso do lançamento, a componente horizontal da velocidade não sofre alterações, mantendo-se constante. Por fim, no ponto C, assim como em qualquer outro momento do deslocamento, o vetor aceleração direciona-se para baixo.
Questão 2
EsPCEx 2026Um arqueiro medieval, montado em seu cavalo, está a galope e descreve um movimento retilíneo uniforme com uma velocidade horizontal de 9√(2) m / s em relação ao solo. O arqueiro lança uma flecha com uma velocidade de 18,0 m/s em relação a ele mesmo, cuja componente horizontal está na mesma direção e sentido do deslocamento do arqueiro. Para ele, a flecha é lançada com uma elevação de 45° acima da reta horizontal. O alcance da flecha em relação ao solo é:
Dados: Despreze as dimensões do cavalo, do arqueiro e da flecha e considere que o arqueiro está no nível do solo e que todas as velocidades e a aceleração da gravidade são coplanares; despreze as forças dissipativas; considere que o módulo da aceleração da gravidade é 10 m/s2 e que sen 45° = cos = 45° = √(2) / 2.
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: B
Como o arqueiro se desloca horizontalmente com velocidade constante, a flecha possui, em relação ao solo, uma componente horizontal resultante da soma de duas velocidades: a velocidade horizontal do arqueiro e a componente horizontal da velocidade da flecha em relação ao arqueiro. No entanto, o tempo de voo depende apenas do movimento vertical, pois a velocidade horizontal não interfere na ação da gravidade.
Tempo até a flecha atingir a altura máxima:
Na altura máxima, a componente vertical da velocidade da flecha torna-se nula. Considerando o sentido vertical para cima como positivo, a aceleração vertical é igual a \[- g\]. Assim, aplica-se a equação da velocidade do movimento uniformemente variado:
\[v_{y} = v_{0_{y}} + at\]
A velocidade inicial vertical é a componente vertical da velocidade de lançamento relativa ao arqueiro. Como a flecha é lançada com velocidade de 18,0 m/s e ângulo de 45° acima da horizontal, essa componente é \[v_{0} sen 45 \circ\]. No ponto mais alto, \[v_{y} = 0\]. Portanto:
\[0 = v_{0} sen 45 \circ – gt_{\text{sub}}\]
Isolando o tempo e utilizando \(sen 45 \circ = \frac{\sqrt{2}}{2}\), obtém-se:
\[t_{\text{sub}} = \frac{18 \cdot \left(\sqrt{2}\right)/2}{10}\]
A substituição de \(g\) por 10 m/s2 e de \(sen 45 \circ\) por \(\frac{\sqrt{2}}{2}\) leva a:
\[t_{\text{sub}} = \frac{9 \sqrt{2}}{10} \text{s}\]
Tempo total de voo:
Como a flecha parte e retorna ao mesmo nível do solo, o movimento vertical é simétrico: o tempo de subida é igual ao tempo de descida. Por isso, o tempo total de voo é o dobro do tempo necessário para atingir a altura máxima:
\[\text{t}_{\text{total}} = 2 t_{\text{sub}} = \frac{9 \sqrt{2}}{5} \text{s}\]
Alcance horizontal da flecha:
Para determinar o alcance em relação ao solo, é necessário considerar a velocidade horizontal da flecha nesse referencial. A velocidade horizontal do arqueiro é 9√(2) m/s. Além disso, a flecha possui, em relação ao arqueiro, uma componente horizontal igual a \(v_{0} cos 45 \circ\). Como essa componente tem a mesma direção e o mesmo sentido do movimento do arqueiro, as duas velocidades são somadas:
\[A = \left(v_{x} + v_{0} cos 45 \circ\right) \cdot t_{\text{total}}\]
Substituindo a velocidade horizontal do arqueiro, a velocidade de lançamento da flecha em relação ao arqueiro, o valor de \(cos 45 \circ\) e o tempo total de voo:
\[A = \left(9 \sqrt{2} + 18 \cdot \frac{\sqrt{2}}{2}\right) \cdot \frac{9 \sqrt{2}}{5} = \frac{36 \sqrt{2}}{2} \cdot \frac{9 \sqrt{2}}{5}\]
Na primeira parcela, a soma das velocidades horizontais resulta em \(\frac{36 \sqrt{2}}{2}\). Multiplicando essa velocidade pelo tempo total de voo, obtém-se o deslocamento horizontal da flecha em relação ao solo:
\[A = 64.8 \text{m}\]
Logo, o alcance horizontal da flecha em relação ao solo é 64,8 m. Portanto, a alternativa correta é b) 64,8 m.
Questão 3
EEAR 2025Um corpo A foi lançado do solo com velocidade inicial de 100 m/s, a partir de um ponto X e formando com a horizontal um ângulo de 30°, realizando um movimento oblíquo, atingindo uma altura máxima h e alcançando um ponto Y no solo. Outro corpo B, idêntico ao corpo A, iniciou um lançamento vertical para baixo a partir de uma altura H, exatamente no mesmo instante que o corpo A foi lançado, ambos atingindo o solo exatamente no mesmo instante e no mesmo ponto Y, conforme mostrado na figura a seguir. Sabendo que o valor da altura H é cinco vezes maior que h, qual o valor da velocidade, em m/s, que o corpo B iniciou o movimento de lançamento vertical, para que os dois corpos chegassem ao mesmo tempo no ponto Y?

Adote a intensidade da aceleração da gravidade no local igual a 10 m/s2 e despreze a resistência do ar.
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: C
Determinação da altura máxima h
O corpo A é lançado com velocidade inicial de 100 m/s, formando um ângulo de 30° com a horizontal. Para analisar a altura máxima, consideramos apenas a componente vertical da velocidade inicial. Essa componente é dada por v0y sen 30°. No ponto mais alto da trajetória, a velocidade vertical é igual a zero, pois o corpo deixa de subir e passa a descer.
A relação de Torricelli para o movimento vertical é:
\[\left(v_{y}\right)^{2} = \left(v_{0 y} sen 30 \circ\right)^{2} – 2 gh\]
Nessa expressão, vy é a velocidade vertical na altura considerada, v0y é a velocidade vertical inicial, g é a aceleração da gravidade e h é a altura máxima. Como a velocidade vertical no ponto mais alto é zero, substituímos vy por zero. Além disso, sen 30° = 1/2:
\[0 = \left(100 \cdot \frac{1}{2}\right)^{2} – 2 \cdot 10 \cdot h\]
A componente vertical inicial vale, portanto, 50 m/s. Isolando h na equação, obtemos:
\[h = 125 \text{m}\]
Assim, a altura máxima atingida pelo corpo A é 125 m.
Determinação do tempo de movimento dos corpos
O tempo de subida do corpo A pode ser encontrado pela equação da velocidade vertical. No instante em que o corpo atinge a altura máxima, sua velocidade vertical é zero:
\[v_{y} = v_{0 y} sen 30 \circ – gt_{s}\]
Substituindo a velocidade inicial de 100 m/s, a componente vertical correspondente a 50 m/s e a aceleração da gravidade de 10 m/s²:
\[0 = 100 \cdot \frac{1}{2} – 10 t_{s}\]
Resolvendo essa igualdade, encontramos o tempo de subida:
\[t_{s} = 5 \text{s}\]
Como o corpo A retorna ao solo na mesma altura em que foi lançado, o movimento vertical é simétrico: o tempo de descida é igual ao tempo de subida. Logo, o tempo total de voo é o dobro do tempo de subida:
\[t_{t} = 2 t_{s} = 10 \text{s}\]
Portanto, os dois corpos permanecem em movimento durante 10 s até atingirem simultaneamente o ponto Y.
Determinação da altura H
O enunciado informa que a altura H, de onde o corpo B é lançado verticalmente para baixo, é cinco vezes a altura máxima h do corpo A. Portanto:
H = 5h = 625 m
Assim, o corpo B inicia seu movimento a 625 m de altura em relação ao solo.
Determinação da velocidade inicial do corpo B
Adotando como sentido positivo o sentido para baixo, o corpo B percorre a distância H em um tempo total de 10 s. Como ele é lançado verticalmente para baixo, sua velocidade inicial v0B contribui para o deslocamento, assim como a aceleração da gravidade. A equação horária do movimento uniformemente variado é:
\[H = v_{0 B} t + \frac{\left(gt_{t}\right)^{2}}{2}\]
Substituímos H = 625 m, o tempo total tt = 10 s e g = 10 m/s²:
\[625 = v_{0 B} \cdot 10 + \frac{10 \cdot 10^{2}}{2}\]
O segundo termo representa o deslocamento produzido exclusivamente pela gravidade durante os 10 s. Simplificando esse termo:
\[625 = 10 v_{0 B} + 500\]
Subtraindo 500 m dos dois lados, resulta:
\[v_{0 B} = 12.5 \text{m} / \text{s}\]
Logo, o corpo B deve iniciar o movimento com velocidade de 12,5 m/s dirigida verticalmente para baixo. Portanto, a alternativa correta é c) 12,5.
Questão 4
UERJ 2024Durante uma ventania, uma árvore sofreu certa inclinação e, depois, retornou à posição inicial. Nesse processo, um de seus frutos foi projetado e submetido à ação exclusiva da gravidade, descrevendo um arco de parábola. Observe no esquema a trajetória do fruto e as setas I, II, III e IV, que representam possíveis vetores de velocidade resultante na altura máxima.
Sabe-se que a altura máxima é alcançada pelo fruto alguns instantes após seu lançamento.
Nesse caso, o vetor velocidade resultante do fruto é representado pela seguinte seta:
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: B
Para compreender o movimento do fruto, é necessário analisar as características de um lançamento oblíquo sob a influência exclusiva da gravidade. Esse tipo de trajetória é decomposto em dois movimentos independentes que ocorrem simultaneamente: um movimento retilíneo uniforme (MRU) na direção horizontal e um movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV) na direção vertical, regido pela aceleração da gravidade.
No eixo vertical, o fruto é submetido a uma aceleração constante voltada para baixo. Durante a subida, essa aceleração atua de forma contrária ao sentido do movimento, reduzindo progressivamente a componente vertical da velocidade até que ela se torne nula no ponto mais alto da trajetória. Portanto, no instante exato em que o fruto atinge sua altura máxima, a velocidade vertical é igual a zero.
Por outro lado, no eixo horizontal, não há forças atuando sobre o objeto (desprezando a resistência do ar), o que significa que a componente horizontal da velocidade permanece constante durante todo o percurso. Assim, mesmo quando a velocidade vertical desaparece no topo da parábola, o fruto ainda mantém sua velocidade de deslocamento lateral.
Consequentemente, no ponto de altura máxima, o vetor velocidade resultante é composto exclusivamente pela componente horizontal. Geometricamente, esse vetor deve ser tangente à trajetória parabólica e apontar na mesma direção do movimento horizontal, sem inclinação para cima ou para baixo. Analisando as opções apresentadas no esquema, a seta II é a única que representa um vetor puramente horizontal e tangente ao arco da parábola nesse ponto específico.
Em conclusão, como a componente vertical da velocidade se anula no ápice do lançamento, o vetor resultante coincide com a velocidade constante de translação horizontal, validando a alternativa B como a correta.
Questão 5
FCMMG 2024O squash é um esporte praticado em quadra fechada, o nome refere-se à bola apertável (do inglês squashable), utilizada no jogo. É um exercício aeróbico que aumenta a sensação de bem-estar, diminui a ansiedade, auxilia no controle de peso, ajuda a relaxar, reduz o risco de doenças vasculares como hipertensão e diabetes.
DANTAS, Patrícia Lopes. Squash. Mundo educação, 2023. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/educacaofisica/squash.htm#:~:text=O%20squash%20%C3%A9%20um%20esporte,caso%20de%20jogo%20em%20pares. Acesso em: 10 out. 2023.
Um atleta, ao realizar o saque em um jogo de squash, lança a bola para o alto, com uma velocidade de 72 km/h, em um ângulo de 45° com a horizontal. A bola atinge a parede que está a uma distância de 10 metros. Considerando a aceleração da gravidade local constante e igual a 10 m/s2, a velocidade da bola ao atingir a parede, desconsiderando as demais forças que não a da gravidade, em m/s, é de
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: A
O saque representa um lançamento oblíquo, sendo assim, decompõe-se a velocidade inicial nos eixos horizontal (x) e vertical (y), tratando-se as componentes correspondentes com MRU (movimento retilíneo uniforme) no eixo horizontal e LV (lançamento vertical) no eixo vertical.
Transformação de unidade e decomposição ortogonal da velocidade inicial (v0):

Como seno e cosseno de 45º são iguais, as componentes de também serão iguais:


Intervalo de tempo até a bola chocar-se com a parede:

Cálculo da velocidade no eixo vertical quando a bola se choca com a parede:

Cálculo da velocidade da bola ao tocar a parede:
A velocidade da bola será a soma vetorial das componentes ortogonais no momento que a bola toca a parede, ou seja, como no eixo horizontal temos um movimento uniforme a velocidade é constante, porém no eixo vertical a velocidade varia, pois o movimento é retardado durante a subida da bola e acelerado durante a descida. A soma de vetores ortogonais é obtida com o uso do teorema de Pitágoras.

Questão 6
UNIP · Medicina 2023Em outubro de 2022, um avião cargueiro da Boeing, o 747 Dreamlifter, perdeu uma das rodas de seu trem de pouso poucos segundos após a decolagem do aeroporto de Grottaglie, na província de Taranto, na Itália. A cena está retratada na figura 1.
Considere que, no momento em que a roda se desprendeu, o avião voava com uma velocidade V0 = 70 m / s inclinada de um ângulo θ em relação à horizontal, tal que cosθ = 0,8. A figura 2 mostra a trajetória da roda desde o instante em que se soltou do avião até tocar o solo plano e horizontal.
Desprezando a resistência do ar e sabendo que a roda demorou 3s para tocar o solo depois que se soltou do avião, a distância d indicada na figura 2 é
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: A
Após se desprender do avião, a roda passa a realizar um lançamento oblíquo. Como a resistência do ar é desprezada, a única aceleração considerada é a da gravidade, que atua na direção vertical. Portanto, na direção horizontal, a aceleração é nula e a componente horizontal da velocidade permanece constante.
Assim, o movimento horizontal é uniforme. A distância horizontal percorrida, indicada por d, é obtida multiplicando-se a velocidade horizontal pelo intervalo de tempo entre o desprendimento da roda e o instante em que ela toca o solo.
Primeiro, determina-se a componente horizontal da velocidade inicial. Como a velocidade inicial V0 forma um ângulo θ com a horizontal, utiliza-se a relação trigonométrica do cosseno:
\[v_{0 x} = v_{0} \cdot cos \theta = 70 \text{m} / \text{s} \cdot 0.8\] \[v_{0 x} = 56 \text{m} / \text{s}\]
Isso significa que, durante os 3 segundos de voo, a roda mantém uma velocidade horizontal de 56 m/s. A componente vertical da velocidade e a aceleração da gravidade determinam o tempo de queda, mas, como esse tempo já foi fornecido no enunciado, não é necessário calculá-lo para encontrar a distância horizontal.
Agora, aplica-se a relação do movimento uniforme na direção horizontal:
\[d = v_{0 x} \cdot t = 56 \text{m} / \text{s} \cdot 3 \text{s}\] \[d = 168 \text{m}\]
As unidades também confirmam o resultado, pois o produto de metros por segundo por segundos resulta em metros. Logo, a roda percorre horizontalmente 168 m antes de tocar o solo.
Resposta: alternativa a) 168 m.
Questão 7
UFRR · PSS I 2023Uma bola de tênis é lançada para cima, em uma direção que faz um ângulo θ com a direção horizontal. Sabendo que o módulo da velocidade inicial da bola é V0, que a aceleração da gravidade é g, que a resistência do ar deve ser desconsiderada e que 2senθcosθ = sen2θ, a distância horizontal máxima xm alcançada pela bola será dada por:
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: E
Como a bola é lançada e retorna ao solo no mesmo nível, a altura inicial e a altura final são iguais. Além disso, a única aceleração considerada é a da gravidade, dirigida verticalmente para baixo. Por isso, o movimento vertical é simétrico: o tempo de descida é igual ao tempo de subida. Consequentemente, o tempo total de permanência da bola no ar é o dobro do tempo necessário para atingir a altura máxima.
Assim, o tempo total de voo pode ser escrito como:
\[\text{t}_{\text{tot}} = 2 t_{sub }\]
Para determinar o tempo de subida, é necessário analisar a componente vertical da velocidade inicial. Como o ângulo θ é medido em relação à horizontal, a componente vertical é obtida usando o seno:
\[V_{0 y} = V_{0} \cdot senθ\]
Durante a subida, a velocidade vertical diminui por causa da aceleração gravitacional. No ponto mais alto da trajetória, a velocidade vertical instantânea é nula. Aplicando a relação entre velocidade inicial, aceleração e tempo, obtém-se:
\[v_{y} = v_{0 y} – g \cdot t_{\text{sub}} \overset{V_{y} = O}{\rightarrow} 0 = v_{0 y} – g \cdot t_{\text{sub}}\] \[t_{\text{sub}} = \frac{v_{0 y}}{g} t_{\text{sub}} = \frac{v_{0} \cdot sen \theta}{g}\]
A primeira igualdade resulta de isolar o tempo de subida na equação da velocidade. Em seguida, substitui-se a componente vertical da velocidade inicial por V0 sen θ. Portanto, ao dobrar o tempo de subida, o tempo total de voo é:
\[t_{\text{tot}} = \frac{2 V_{0} \cdot senθ}{g}\]
Na direção horizontal, a aceleração é nula, pois a resistência do ar foi desconsiderada e a gravidade atua somente na vertical. Portanto, o movimento horizontal é uniforme, e a distância horizontal é o produto da velocidade horizontal pelo tempo total de voo:
\[\text{x}_{m} = v_{0 x} \cdot t_{ tot }\]
A componente horizontal da velocidade inicial é obtida pela projeção do vetor velocidade sobre o eixo horizontal. Como o ângulo é medido a partir da horizontal, utiliza-se o cosseno:
\[V_{0 x} = V_{0} \cdot cos \theta\]
Substituindo a velocidade horizontal e o tempo total na expressão do alcance, tem-se:
\[x_{m} = v_{0 x} \cdot t_{\text{tot}}\] \[x_{m} = v_{0} \cdot cos \theta \cdot \frac{2 V_{0} \cdot sen \theta}{g} \overset{sen θcos \theta – sen 2 \theta}{\rightarrow}\] \[x_{m} = \frac{v_{0}^{2} \cdot sen 2 \theta}{g}\]
Na simplificação, os dois fatores V0 multiplicam-se, resultando em V02. O produto sen θ cos θ é substituído pela identidade fornecida no enunciado, 2 sen θ cos θ = sen 2θ. Dessa forma, a distância horizontal alcançada pela bola é:
Alternativa E: xm = v02 sen 2θ / g.
Questão 8
UFJF · PISM I 2023Considere g = 10 m / s2,sen(30∘) = 1 / 2,cos(30∘) = √(3) / 2.
Luiz e Geraldo querem estudar o movimento de projéteis. Eles fazem um experimento em que dois projéteis, A e B, são lançados de uma mesma altura e no mesmo instante de tempo. Enquanto o projétil A é lançado na direção vertical e para cima com velocidade inicial de módulo vA = 2,5 m / s. o projétil B é lançado com velocidade vB = 5 m / s. fazendo um ângulo de θB = 30∘ com a horizontal. Se desprezarmos a resistência do ar, podemos afirmar que:
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: D
O movimento de cada projétil pode ser analisado separando-se as componentes horizontal e vertical da velocidade. Como a aceleração da gravidade é vertical e dirigida para baixo, ela altera apenas a componente vertical da velocidade. No ponto de altura máxima, a componente vertical da velocidade é nula.
Tempo para que o projétil A chegue à altura máxima:
Para o projétil A, lançado verticalmente para cima, a velocidade inicial é inteiramente vertical. Na altura máxima, sua velocidade vertical passa a ser zero. Usando a relação entre velocidade, aceleração e tempo, temos:
\[0 = v_{A} – \left(g t\right)_{A}\] \[0 = 2.5 – 10 t_{A}\] \[t_{A} = 0.25 \text{s}\]
Assim, o projétil A atinge sua altura máxima após 0,25 s.
Tempo para que o projétil B chegue à altura máxima:
A velocidade inicial do projétil B deve ser decomposta. Sua componente vertical é dada por vB sen(30°). Na altura máxima, essa componente vertical também é igual a zero. Portanto:
\[0 = v_{B} sen 30^{\circ} – \left(g t\right)_{B}\] \[0 = 5 \cdot 0.5 – 10 t_{B}\] \[t_{B} = 0.25 \text{s}\]
O projétil B também alcança a altura máxima após 0,25 s. Logo, a alternativa a) é incorreta, pois nenhum dos dois chega primeiro: os tempos são iguais.
Altura máxima do projétil A:
Para determinar a altura máxima, considera-se o movimento vertical. Na altura máxima, a velocidade vertical é zero. Como o projétil A é lançado verticalmente, sua velocidade inicial coincide com a velocidade vertical inicial:
\[0 = v_{A}^{2} – 2 \left(g h\right)_{A}\] \[0 = 2 , 5^{2} – 2 \cdot 10 \left( h\right)_{A}\] \[h_{A} = 0.3125 \text{m}\]
Portanto, a altura máxima atingida pelo projétil A é 0,3125 m.
Altura máxima do projétil B:
No caso do projétil B, somente a componente vertical da velocidade inicial contribui para o movimento de subida. Essa componente é vB sen(30°):
\[0 = v_{B}^{2} sen^{2} 30^{\circ} – 2 \left(g h\right)_{B}\] \[0 = 5^{2} \cdot 0 , 5^{2} – 2 \cdot 10 \left( h\right)_{B}\] \[h_{B} = 0.3125 \text{m}\]
As alturas máximas são iguais. Por isso, a alternativa b) é incorreta.
Alcance horizontal do projétil B:
Como os dois projéteis são lançados e atingem novamente a mesma altura de referência, o alcance horizontal do projétil B pode ser calculado pela expressão do alcance de um lançamento oblíquo. Nessa expressão, vB é a velocidade inicial, θB é o ângulo de lançamento e g é a aceleração da gravidade:
\[A_{B} = \frac{v_{B}^{2} sen \left(2 \cdot 30 \circ\right)}{g}\] \[A_{B} = \frac{5^{2} \cdot \left(\sqrt{3}\right)/2}{10}\] \[A_{B} = \frac{5 \sqrt{3}}{4} \text{m}\]
O alcance horizontal é 5√3/4 m, e não 5√3/2 m. Portanto, a alternativa c) é incorreta.
Velocidade do projétil B na altura máxima:
Na altura máxima, a componente vertical da velocidade do projétil B é nula. Entretanto, sua componente horizontal permanece constante, pois não há aceleração horizontal. Assim, o módulo da velocidade nesse ponto é igual ao módulo da componente horizontal inicial:
\[\left(v_{B}\right)^{'} = \sqrt{v_{B x}^{2} + v_{\text{By}}^{2}} = \sqrt{v_{B}^{2} cos^{2} 30 \circ + 0^{2}}\] \[\left(v_{B}\right)^{'} = \sqrt{5^{2} \cdot \left(\frac{\sqrt{3}}{2}\right)^{2}}\] \[\left(v_{B}\right)^{'} = \frac{5 \sqrt{3}}{2} \text{m} / \text{s}\]
Logo, na altura máxima, o módulo da velocidade do projétil B é 5√3/2 m/s. Portanto, a alternativa d) é correta.
Comparação entre os módulos das velocidades:
As componentes verticais dos projéteis A e B evoluem da mesma maneira, pois ambos estão submetidos à mesma aceleração gravitacional e possuem a mesma componente vertical inicial, igual a 2,5 m/s. Porém, o projétil B possui também uma componente horizontal não nula, que permanece constante durante o voo.
Consequentemente, em qualquer instante correspondente, o módulo da velocidade de B é obtido pela combinação de uma componente vertical e de uma componente horizontal, enquanto A possui apenas a componente vertical. Assim, o projétil A não poderá ter velocidade de módulo maior que a do projétil B.
Portanto, a alternativa e) é incorreta.
Conclusão: a única afirmação correta é a que determina o módulo da velocidade do projétil B em sua altura máxima. Dessa forma, a resposta é a alternativa D.
Questão 9
UFGD 2023A Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) é realizada anualmente pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), entre alunos de todos os anos dos ensinos fundamental e médio em todo o território nacional. Em 2021, uma equipe participante realizou um lançamento oblíquo de foguete e obteve um alcance oficial de 200 metros. Como mostra a figura a seguir, a MOBFOG considera apenas o alcance da base de lançamento (ponto A) até o ponto B, onde a linha do alcance forma 90 graus com a linha do ponto de chegada do foguete. Para auxiliar no cálculo do valor X do deslocamento efetivo da sombra da trajetória do foguete, um estudante mediu a distância do ponto de chegada do foguete (C) até o ponto B e obteve 150 metros.
Tenha como base os dados apresentados e que a aceleração da gravidade é igual a 10 m/s2, e que sen45° = cos45° = √(2) / 2. Despreze a resistência do ar e considere que o ângulo de lançamento do foguete foi projetado para obtenção do alcance máximo. Dessa forma, é correto afirmar que a velocidade oblíqua de lançamento desse foguete foi de, aproximadamente,
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: E
Como o alcance oficial da MOBFOG corresponde ao segmento AB, de 200 m, e a distância entre o ponto de chegada do foguete e o ponto B corresponde ao segmento BC, de 150 m, os segmentos formam um triângulo retângulo. O deslocamento horizontal efetivo da trajetória, representado por AC ou \(x\), é a hipotenusa desse triângulo.
Aplicando o teorema de Pitágoras, segundo o qual o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos, obtém-se:
Pitágoras para calcular o alcance horizontal (X):
\(x^{2} = 200^{2} + 150^{2} = 40000 + 22500\)\[x = 250 \text{m}\]
Assim, o alcance horizontal utilizado no cálculo do movimento do foguete é de 250 m. Como o foguete é lançado e retorna ao mesmo nível, o movimento vertical é simétrico: o tempo total de voo corresponde ao dobro do tempo necessário para atingir a altura máxima.
O tempo de subida é obtido considerando a componente vertical da velocidade inicial, v0y. No ponto mais alto da trajetória, a velocidade vertical se torna nula; por isso, o tempo de subida é dado pela razão entre essa componente e a aceleração da gravidade. Logo:
O tempo total é igual ao dobro do tempo de subida.
\(t_{T} = 2 t_{s u b}\)\[t_{T} = 2 \frac{v_{0 y}}{g}\]
Na direção horizontal, desprezando a resistência do ar, não existe aceleração. Portanto, a componente horizontal da velocidade, v0x, permanece constante durante todo o voo. Dessa forma, o alcance horizontal é o produto dessa componente pelo tempo total de voo:
O alcance horizontal é:
\[x = v_{0 x} t_{T}\] \[x = v_{0 x} \frac{2 v_{0 y}}{g}\] \[x = \left(v_{0} cosθ\right) \left(\frac{2 v_{0} senθ}{g}\right)\] \[x = \frac{v_{0}^{2}}{g} 2 senθ \cdot cosθ\] \[x = \frac{v_{0}^{2}}{g} sen \left(2 \theta\right)\]
Nessas expressões, v0 é o módulo da velocidade inicial, θ é o ângulo de lançamento, g é a aceleração da gravidade e x é o alcance horizontal. A passagem para a última expressão utiliza a identidade trigonométrica 2 sen θ cos θ = sen(2θ).
O enunciado informa que o ângulo foi escolhido para produzir o alcance máximo. No lançamento oblíquo, isso ocorre para um ângulo de 45°. Portanto, o dobro do ângulo é 90°, e o seno de 90° vale 1. Substituindo o alcance de 250 m e a aceleração da gravidade de 10 m/s²:
Substituindo valores:
\(250 = \frac{v_{0}^{2}}{10} sen 90 \circ\)\[v_{0} = \sqrt{2.500} = 50 \text{m} / \text{s}\] \[v_{0} = 180 \text{km} / \text{h}\]
A conversão de 50 m/s para km/h é feita multiplicando por 3,6, pois 1 m/s corresponde a 3,6 km/h. Assim, a velocidade oblíqua de lançamento foi aproximadamente igual a 180 km/h.
Portanto, a alternativa correta é a letra e) 180 km/h.
Questão 10
UERR 2023A figura a seguir ilustra uma situação, no plano xOy, em que um corpo A é lançado no instante inicial t0 = 0, a partir da origem O, com velocidade inicial V0 e inclinação de 30° com relação ao eixo-y. No mesmo instante, uma partícula B, com raio r = 2,017 m e velocidade angular constante \(\omega = 200 \frac{rad}{s } ,\) começa a se movimentar em torno de um ponto sobre o eixo-y, iniciando com θ0 = 0.
Considerando-se que ocorra um encontro entre o corpo A e a partícula B, com θ = 2kπ. para k um número inteiro, e assumindo -se o valor da aceleração da gravidade igual a \(10 \frac{m}{s^{2}} ,\) em que sin(30°) 0,5 e cos(30°) = 0,87, é correto afirmar que, no momento do encontro, a partícula B terá dado
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Resposta: B
O encontro ocorre no instante em que o corpo A termina seu movimento de lançamento e a partícula B completa um número inteiro de voltas, pois a condição dada é θ = 2kπ. Portanto, é necessário determinar primeiro o tempo total de voo de A e, em seguida, compará-lo com o período do movimento circular uniforme de B.
Como o lançamento faz um ângulo de 30° com o eixo-y, a velocidade inicial deve ser decomposta em duas componentes perpendiculares. De acordo com a convenção adotada no enunciado e na resolução, a componente no eixo horizontal y é obtida com o cosseno, enquanto a componente no eixo vertical x é obtida com o seno.
Componente horizontal da velocidade inicial:
A componente horizontal permanece constante, pois não há aceleração nessa direção. Assim, usando cos(30°) = 0,87:
\[v_{0 y} = v_{y} = v_{0} \cdot cos 30^{\circ}\]
Nessa expressão, \(v_{0}\) representa o módulo da velocidade inicial, e \(v_{0 y}\) representa sua componente na direção horizontal. Substituindo o valor fornecido para o cosseno:
\[v_{y} = 0.87 v_{0 } \left(1\right)\]
Componente vertical da velocidade inicial:
A componente vertical é a responsável pela subida e pela descida do corpo A, pois nessa direção atua a aceleração da gravidade. Como sen(30°) = 0,5:
\[v_{0 x} = v_{0} \cdot sen 30^{\circ}\]
Logo, a componente vertical inicial é:
\[v_{0 x} = \frac{v_{0}}{2 } \left(2\right)\]
Na altura máxima da trajetória, a componente vertical da velocidade do corpo A é igual a zero. Aplicando a equação da velocidade no movimento uniformemente variado, com aceleração vertical igual a −g, obtém-se:
\[v_{x} = v_{0 x} – g \cdot t_{\text{sub}} \overset{v_{x} = 0}{\rightarrow} 0 = v_{0 x} – g \cdot t_{\text{sub}}\]
Isolando o tempo de subida, a relação fornecida na resolução é:
\[t_{\text{sub}} = \rightarrow_{g}^{v_{0 x \left(2\right)} } t_{\text{sub}} = \frac{v_{0}}{2 \text{g} }\]
O movimento é simétrico em relação ao ponto de altura máxima: o tempo de descida é igual ao tempo de subida. Dessa forma, o tempo total de voo é o dobro do tempo de subida:
\[t_{\text{tot}} = 2 t_{\text{sub}} = 2 \frac{v_{0}}{2 \text{g}}\]
Portanto:
\[t_{\text{tot}} = \frac{v_{0}}{g} = \frac{v_{0}}{10} \left(3\right)\]
Para determinar \(v_{0}\), utiliza-se o alcance horizontal indicado na resolução. A distância percorrida pelo corpo A até o ponto de encontro corresponde à soma dos 100 m até o centro do movimento circular com o raio da trajetória da partícula B, que vale 2,017 m. Assim, o alcance considerado é:
\[y_{\text{m}\acute{a}\text{x}} = 102.017 \text{m}\]
Na direção horizontal, o movimento é uniforme. Portanto, o deslocamento horizontal é igual ao produto da velocidade horizontal pelo tempo total de voo:
\[y_{\text{m}\acute{a}\text{x}} = v_{y} \cdot t_{\text{tot}}\]
Substituindo a componente horizontal, o tempo total de voo e a aceleração da gravidade:
\[102.017 = 0.87 v_{0} \cdot \frac{v_{0}}{10}\]
Essa igualdade permite determinar o quadrado da velocidade inicial:
\[v_{0}^{2} = 1172.61\]
Extraindo a raiz quadrada, obtém-se:
\[v_{0} = 34.24 \text{m} / \text{s}\]
Substituindo esse valor na expressão do tempo total de voo:
\[t_{\text{tot}} = \frac{v_{0}}{10} = \frac{34.24}{10}\]
Assim, o corpo A permanece em voo durante:
\[t_{\text{tot}} = 3.424 \text{s}\]
Agora, determina-se o período do movimento circular uniforme da partícula B. O período T é o tempo necessário para completar uma volta, e relaciona-se com a velocidade angular pela expressão:
\[T = \frac{2 \pi}{\omega} = \frac{2 πrad}{200 \text{rad} / \text{s}}\]
Como uma volta corresponde a um deslocamento angular de 2π radianos e a velocidade angular é 200 rad/s, o período é:
\[T = \frac{\pi}{100} \text{s} \approx 0.0314 \text{s}\]
O número de voltas realizadas pela partícula B até o encontro é obtido dividindo-se o tempo total disponível pelo período de uma volta:
\[n^{\circ} voltas = \frac{t_{ tot}}{T} = \frac{3.424 \text{s}}{0.0314 \text{s}}\]
Efetuando a divisão:
\[n o voltas = 109\]
Logo, no instante do encontro, a partícula B terá completado 109 voltas. Esse número é maior que 100 e menor que 110.
Resposta: alternativa b) mais de 100 e menos de 110 voltas.
