Tente resolver cada exercício antes de abrir a resposta. As resoluções ficam disponíveis logo abaixo de cada questão.
Questões desta lista
Questão 1
FAMERP 2026Em determinada modalidade de disputas de tiro esportivo, os competidores utilizam pistolas de ar comprimido que disparam projéteis de 0,50 g com velocidade inicial de 180 m/s.

A intensidade do impulso recebido pelo projétil, em um desses disparos, é de
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: A
O impulso recebido pelo projétil é determinado pela variação de sua quantidade de movimento. Como o cálculo considera a velocidade inicial do projétil e a variação de velocidade indicada é de 180 m/s, utiliza-se a relação entre impulso, quantidade de movimento, massa e variação da velocidade:
A expressão utilizada é:
\[I = ΔQ = mΔv\]
Nessa expressão, I representa o impulso, medido em N·s; ΔQ representa a variação da quantidade de movimento; m é a massa do projétil, em quilogramas; e Δv é a variação da velocidade, em metros por segundo.
A massa fornecida é 0,50 g. Como a unidade compatível com a velocidade em m/s é o quilograma, converte-se grama para quilograma:
\[I = 0.5 \cdot 10^{- 3} \cdot 180\]
Assim, a massa utilizada no cálculo é 0,5 × 10−3 kg. Substituindo esse valor e a variação da velocidade de 180 m/s na relação do impulso, obtém-se:
\[I = 0.09 \text{N} \cdot s\]
Portanto, a intensidade do impulso recebido pelo projétil é 0,09 N·s. Logo, a alternativa correta é a).
Questão 2
PUC Campinas · Medicina 2025Em um jogo de tênis, o jogador rebate a bola aplicando-lhe um impulso de 3,9 N ⋅ s, o que faz a bola retornar com velocidade de 35 m/s, na mesma direção e em sentido contrário ao que chegou à raquete. Sabendo que a massa da bola de tênis é 60 g, o módulo da velocidade com que essa bola chegou à raquete do tenista, nessa rebatida, foi de
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: C
Adota-se como sentido positivo o sentido da velocidade final da bola, isto é, o sentido em que ela se afasta da raquete após a rebatida. Como a bola chegou à raquete em sentido contrário, sua velocidade inicial terá sinal negativo nesse referencial.
O impulso está relacionado à variação da quantidade de movimento pelo teorema do impulso. Como a massa permanece constante, a variação da quantidade de movimento pode ser escrita em função da diferença entre as velocidades final e inicial. Assim:
\[\begin{array}{l}I = ΔQ = Q_{\text{fi}} – Q = m \left(v_{\text{fi}} – v\right) \\ 3.9 Ns = 60 \cancel{g} \cdot \frac{1 \text{kg}}{10^{3} \cancel{g}} \left(35 \text{m} / \text{s} – v_{i}\right)\end{array}\] \[v_{i} = 35 \text{m} / \text{s} – \frac{3.9 Ns \cdot 10^{3}}{60 \text{kg}} = 35 \text{m} / \text{s} – 65 \text{m} / \text{s} v_{=} – 30 \text{m} / \text{s} = \left|v_{i}\right| = 30 \text{m} / \text{s}\]
A massa de 60 g deve ser convertida para quilogramas, pois o impulso foi informado em N·s e as velocidades em m/s. Portanto, utiliza-se 60 g = 0,060 kg. A velocidade inicial obtida é negativa porque a bola se deslocava no sentido oposto ao sentido escolhido como positivo. Como a pergunta solicita o módulo da velocidade, considera-se apenas seu valor absoluto:
|vi| = 30 m/s
Logo, a velocidade com que a bola chegou à raquete tinha módulo de 30 m/s, correspondente à alternativa c).
Questão 3
FCMSCSP 2025Partindo do repouso, um avião, de massa 72 toneladas, desloca- se pela pista de um aeroporto até atingir a velocidade de 80 m/s, momento em que suas rodas deixam o solo. O impulso recebido por esse avião durante a decolagem foi de, aproximadamente,
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: C
O impulso recebido pelo avião durante a decolagem pode ser determinado pelo teorema do impulso e da quantidade de movimento. Esse teorema estabelece que o impulso resultante é igual à variação da quantidade de movimento do corpo:
\[I = \Delta Q = m \Delta v\]
Nessa relação, I representa o impulso, ΔQ é a variação da quantidade de movimento, m é a massa do avião e Δv é a variação de sua velocidade. Como o avião parte do repouso, sua velocidade inicial é igual a zero. A massa informada é de 72 toneladas, e, como cada tonelada corresponde a 103 kg, a massa deve ser expressa no Sistema Internacional como 72⋅103 kg. Assim, a variação da velocidade é a diferença entre a velocidade final, 80 m/s, e a velocidade inicial, 0 m/s:
\[I = 72 \cdot 10^{3} \cdot \left(80 – 0\right)\]
O produto da massa pela variação da velocidade fornece a variação da quantidade de movimento. A unidade resultante é kg⋅m/s, equivalente a N⋅s, que é a unidade de impulso. Efetuando a multiplicação, obtém-se:
\[I \cong 5.8 \cdot 10^{6} \text{N} \cdot S\]
Portanto, o impulso recebido pelo avião durante a decolagem é aproximadamente 5,8×106 N⋅s. Esse valor corresponde à alternativa c).
Questão 4
UEL 2024A RioBotz, equipe de robótica da PUC-Rio, foi criada em 2003, quando estudantes, orientados pelo professor Marco Antônio Meggiolaro, decidiram construir robôs de combate. Hoje a RioBotz é uma das 32 equipes que entraram na chave do Battlebots, programa de televisão norte-americano de luta de robôs. A equipe foi a única da América Latina a participar da competição.
Suponha que o robô da RioBotz tenha massa de 18 kg e possua uma lança cuja ponta tenha uma área de secção transversal de 1 mm2. Admita que a lança atinja uma parede perpendicularmente com velocidade de 15 m/s, recue com uma velocidade de 3 m/s e que o período da colisão tenha durado 9 ms.
Com base nos conhecimentos de física mecânica, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a pressão (em Pa) exercida pela lança sobre a parede, desconsiderando atritos e deformações.
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: A
Referencial e variação da velocidade
Escolhe-se como sentido positivo o sentido do movimento da lança antes da colisão. Assim, a velocidade inicial é 15 m/s. Como, após atingir a parede, o robô recua no sentido contrário, sua velocidade final deve ser considerada negativa: −3 m/s.
A mudança de sentido é importante porque a variação da velocidade não corresponde apenas à diferença entre os módulos das velocidades. Nesse caso, a velocidade varia de 15 m/s para −3 m/s, produzindo uma variação total de módulo 18 m/s.
Cálculo da força média durante a colisão
Para determinar a força média exercida durante o impacto, utiliza-se o teorema do impulso. O impulso resultante sobre o robô é igual à variação de sua quantidade de movimento. Como a colisão ocorre durante um intervalo de tempo muito curto, considera-se a força média atuante nesse intervalo:
\[\overset{\rightarrow}{I} = \left|\overset{\rightarrow}{\Delta Q}\right|\] \[F \cdot \overset{\rightarrow}{\Delta t} = \left|\overset{\rightarrow}{m} \cdot \overset{\rightarrow}{v_{f}} – \overset{\rightarrow}{m} \cdot v_{\rightarrow}\right|\] \[F = \frac{m \cdot \left|v_{f} – v_{i}\right|}{\Delta t}\]
Nessas expressões, I representa o impulso, ΔQ representa a variação da quantidade de movimento, F é o módulo da força média, m é a massa do robô, vi e vf são, respectivamente, as velocidades inicial e final, e Δt é a duração da colisão.
Os dados já estão, em sua maioria, no Sistema Internacional. É necessário apenas converter o tempo de colisão de milissegundos para segundos. Como 1 ms corresponde a 10−3 s, o intervalo de 9 ms é escrito como 9 · 10−3 s. Substituindo a massa de 18 kg, a velocidade inicial de 15 m/s, a velocidade final de −3 m/s e o intervalo de tempo de 9 · 10−3 s:
\[F = \frac{m \cdot \left|v_{f} – v_{i}\right|}{\Delta t} = \frac{18 k g \cdot \left|- 3 – 15\right| m / \text{s}}{9 \cdot 10^{- 3} \text{s}}\] \[F = 36 \cdot 10^{3} \text{N}\]
O módulo da variação da velocidade é obtido por |−3 − 15| = 18 m/s. Portanto, a força média do impacto é 36 · 103 N, ou seja, 36 000 N.
Cálculo da pressão
A pressão média é definida como a razão entre o módulo da força perpendicular à superfície e a área sobre a qual essa força atua:
\[P = \frac{F}{A} = \frac{36 \cdot 10^{3} \text{N}}{1 \cdot 10^{- 6} \left( m\right)^{2}}\] \[P = 3.6 \cdot 10^{10} P a\]
Na substituição, a área foi convertida de milímetros quadrados para metros quadrados: 1 mm2 = 1 · 10−6 m2. Como a ponta da lança possui área extremamente pequena, a força obtida concentra-se em uma superfície reduzida, resultando em uma pressão muito elevada.
Logo, a pressão exercida pela lança sobre a parede é 3,6 · 1010 Pa. Portanto, a alternativa correta é A.
Questão 5
EsPCEx 2024O Gráfico I fornece a intensidade da força resultante F sobre uma moto de 160 kg, em função do tempo t. O Gráfico I está associado apenas aos primeiros 20s de movimento da moto. O Gráfico II fornece o módulo da velocidade v da moto em função do tempo t, entre 20s e 25s. No instante 0s, a moto parte do repouso e, em 20s, atinge a velocidade escalar V1. Sabendo que toda a sua trajetória é retilínea, a variação da quantidade de movimento da moto entre os instantes 23s e 25s, em kg m/s, é:
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: E
Entre os instantes \(0\) e \(20\,\text{s}\), o impulso resultante sobre a moto é numericamente igual à área sob o gráfico da força em função do tempo. Como essa região é triangular, com base de \(20\,\text{s}\) e altura de \(10\,\text{N}\), calcula-se:
\[I = \frac{20 \cdot 10}{2} = 100 \text{N} \cdot s\]
Esse impulso corresponde à variação da quantidade de movimento da moto. Como ela parte do repouso, sua velocidade inicial é V0 = 0. Portanto, aplicando a relação entre impulso e quantidade de movimento, obtemos a velocidade V1 atingida no instante \(20\,\text{s}\):
\[I = \left(m V\right)_{1} – \left(m V\right)_{0}\] \[100 = 160 \left( V\right)_{1} – 0\] \[\left( V\right)_{1} = 0.625 \text{m} / \text{s}\]
Logo, a moto possui velocidade de \(0{,}625\,\text{m/s}\) no instante \(20\,\text{s}\). De acordo com o Gráfico II, entre \(20\,\text{s}\) e \(25\,\text{s}\), a velocidade varia linearmente de \(0{,}625\,\text{m/s}\) até \(0\,\text{m/s}\). Assim, a aceleração nesse intervalo é constante e pode ser determinada pela razão entre a variação da velocidade e a variação do tempo:
\[a = \frac{\Delta V}{\Delta t} = \frac{0 – 0.625}{25 – 20} = – 0.125 \text{m} / s^{2}\]
O sinal negativo indica que a velocidade está diminuindo, isto é, a moto realiza um movimento retardado. Para determinar a velocidade no instante \(23\,\text{s}\), consideramos que se passaram \(3\,\text{s}\) desde o instante \(20\,\text{s}\). Usando a equação da velocidade no movimento uniformemente variado:
\[v_{2} = v_{1} + \text{at}\] \[v_{2} = 0.625 – 0.125 \cdot 3\] \[v_{2} = 0.25 \text{m} / \text{s}\]
Portanto, no instante \(23\,\text{s}\), a velocidade da moto é \(0{,}25\,\text{m/s}\), enquanto no instante \(25\,\text{s}\) ela é nula. A variação da quantidade de movimento entre esses instantes é dada pela quantidade de movimento final menos a quantidade de movimento inicial:
\[\Delta Q = m \left(0 – V_{2}\right)\] \[\Delta Q = 160 \cdot \left(- 0.25\right)\] \[\Delta Q = – 40 k g \cdot m / \text{s}\]
O resultado negativo indica que a quantidade de movimento diminuiu no intervalo considerado, pois a moto estava se deslocando com velocidade positiva no instante \(23\,\text{s}\) e chega ao repouso no instante \(25\,\text{s}\). Portanto, a resposta correta é a alternativa e) – 40,0.
Questão 6
UESB 2023Um objeto se movimenta em uma trajetória retilínea, com velocidade constante, quando sofre ação de uma força externa paralela ao plano do seu movimento, porém sua velocidade permanece sem alteração do seu módulo. Sobre a situação descrita, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A direção da velocidade necessariamente sofreu alteração.
II. O módulo da quantidade de movimento do objeto permaneceu inalterado.
III. A força externa exerceu o impulso que provocou a variação da quantidade de movimento do objeto.
IV. Se a força exercida for perpendicular à direção inicial do movimento do objeto, a nova trajetória descrita será circular.
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: A
[I] Correta. Como a velocidade manteve o mesmo módulo, seu valor numérico não mudou. Entretanto, a atuação de uma força externa paralela ao plano do movimento pode alterar a direção do vetor velocidade. Nesse caso, a força deve ter componente perpendicular à velocidade instantânea, pois uma componente perpendicular modifica a direção do movimento sem alterar imediatamente o módulo da velocidade. Portanto, a direção da velocidade sofreu alteração.
[II] Correta. A quantidade de movimento de um objeto é uma grandeza vetorial definida por:
\[Q = m v\]
Nessa expressão, m representa a massa do objeto e v representa o vetor velocidade. Como não há indicação de alteração da massa e o módulo da velocidade permaneceu constante, o módulo da quantidade de movimento também permaneceu inalterado. Embora a direção do vetor quantidade de movimento tenha mudado junto com a direção da velocidade, seu módulo continuou o mesmo.
[III] Correta. A força externa aplicada durante certo intervalo de tempo produz um impulso. Pelo teorema do impulso, o impulso da força resultante é igual à variação da quantidade de movimento:
\[I_{F} = \Delta Q\]
Assim, mesmo que o módulo da quantidade de movimento permaneça constante, sua direção pode mudar. Essa mudança vetorial caracteriza uma variação da quantidade de movimento e é causada pelo impulso da força externa.
[IV] Incorreta. Se a força for perpendicular à direção inicial do movimento, ela produzirá uma aceleração perpendicular ao movimento inicial. Para analisar a trajetória, considere um sistema de coordenadas no plano xOy, com o eixo x paralelo à velocidade inicial e o eixo y perpendicular a ela. Nesse sistema, a força atua na direção do eixo y, como indicado pelas expressões a seguir.
Na direção x, não há aceleração associada à força considerada; portanto, o movimento é uniforme. A posição horizontal é dada pelo produto entre a velocidade constante v e o tempo t:
\[Eixo x\] \[x = vt\]
Isolando o tempo nessa relação, obtém-se:
\[t = \frac{x}{v}\]
Essa é a expressão (I), que permite substituir o tempo em função da posição x.
Na direção y, a força constante produz uma aceleração constante. Pela segunda lei de Newton, a aceleração é determinada pela razão entre a força e a massa:
\[\text{Eixo}\textrm{ } y\] \[\begin{cases} \begin{matrix}F = ma & a = \frac{F}{m} \left(II\right)\end{matrix} \\ \begin{matrix}y = \frac{a}{2} t^{2} & (\text{III})\textrm{ }\end{matrix} \end{cases}\]
Substituindo a expressão da aceleração, \(a = \frac{F}{m}\), na equação da posição vertical, e depois substituindo o tempo pela expressão \(t = \frac{x}{v}\), resulta:
\[y = \frac{F}{2 \text{m}} \left(\frac{x}{v}\right)^{2}\]
Efetuando a simplificação algébrica, chega-se a:
\[y = \frac{F}{2 mv} x^{2}\]
Como F, m e v são constantes, y é proporcional ao quadrado de x. Uma relação desse tipo representa uma parábola, e não uma circunferência. Portanto, a nova trajetória descrita será um arco de parábola, tornando a afirmativa IV incorreta.
Conclui-se que as afirmativas corretas são I, II e III. Logo, a alternativa correta é a) Apenas I, II e III.

Questão 7
PUC PR 2023Um bloco de massa m = 4 kg encontra-se em repouso sobre um plano horizontal quando, no instante t = 0 s, ele passa a sofrer a atuação de uma força resultante (FR) de direção paralela ao plano e cujo módulo varia, em função do tempo (t), conforme mostrado no gráfico a seguir.
A respeito do movimento do bloco no intervalo de tempo considerado no gráfico, são feitas as seguintes afirmações.
I. O bloco se desloca em movimento retilíneo uniformemente variado.
II. No instante t = 6 s, a velocidade do bloco possui módulo igual a 18 m/s.
III. No intervalo entre t = 0 s e t = 6 s, a força resultante realiza sobre o bloco um trabalho igual a 162 J.
É (são) CORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: E
I. Falsa. Como a massa do bloco permanece constante, a aceleração é determinada pela segunda lei de Newton, FR = ma. Portanto, se o módulo da força resultante varia com o tempo, o módulo da aceleração também varia. Assim, a velocidade não varia de maneira uniforme, e o movimento não é uniformemente variado. O bloco realiza um movimento retilíneo, pois a força é paralela ao plano e mantém direção constante, mas esse movimento é não uniformemente variado.
II. Falsa. Para determinar a velocidade do bloco no instante t = 6 s, utiliza-se o impulso da força resultante. Numericamente, o impulso corresponde à área sob o gráfico força resultante versus tempo. Entre 0 s e 6 s, essa área tem a forma de um triângulo, com base igual a 6 s e altura igual a 12 N. Logo:
\[I = \frac{12 \text{N} \cdot 6 \text{s}}{2} = 36 \text{N} \cdot s\]
O valor obtido, 36 N⋅s, é o impulso total da força resultante no intervalo considerado. Pelo teorema do impulso e da quantidade de movimento, o impulso é igual à variação da quantidade de movimento:
\[I = \Delta Q = m \left(v – v_{0}\right)\] \[36 = 4 \left(v – 0\right)\] \[v = 9 \text{m} / \text{s}\]
Como o bloco parte do repouso, v0 = 0. Substituindo a massa de 4 kg na relação entre impulso e variação da quantidade de movimento, obtém-se velocidade de módulo igual a 9 m/s, e não 18 m/s. Portanto, a afirmativa II é falsa.
III. Verdadeira. O trabalho realizado pela força resultante é determinado pelo teorema da energia cinética. Esse teorema afirma que o trabalho da força resultante é igual à variação da energia cinética do bloco:
\[\tau = ΔE_{c} = \frac{m}{2} \left(v^{2} – v_{0}^{2}\right)\] \[\tau = \frac{4}{2} \left(9^{2} – 0^{2}\right)\] \[\tau = 162 \text{J}\]
Na substituição, foram utilizados m = 4 kg, velocidade inicial v0 = 0 e velocidade final v = 9 m/s. Assim, o trabalho realizado pela força resultante entre 0 s e 6 s é igual a 162 J. Portanto, a afirmativa III é verdadeira.
Somente a afirmativa III está correta. Logo, a alternativa correta é e) III.
Questão 8
EFOMM 2023Um pequeno objeto com 100 g de massa é arremessado com velocidade inicial horizontal \(v_{0} = 10 \hat{i} m / \text{s}\) em direção a uma parede a 5 m de distância A colisão entre ele e a parede dura 1 ms e, durante esse tempo o objeto fica sujeito a uma força normal constante. Também durante esse intervalo, ocorre um ínfimo deslocamento vertical do objeto sobre a parede, sendo de 0,1 o coeficiente de atrito cinético entre ambos. Imediatamente após a colisão, o objeto retorna com velocidade \(v = \left(- 8 \hat{i} + v_{y} \hat{j}\right) m / \text{s}\) O módulo de vy vale aproximadamente:
Dado: g = 10 m / s2
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: C
O movimento até a parede ocorre na direção horizontal, com velocidade constante, pois não há aceleração horizontal antes da colisão. Assim, o intervalo de tempo entre o lançamento e a colisão é obtido pela razão entre a distância até a parede e a componente horizontal da velocidade inicial:
\[Δt = \frac{d}{v_{0 x}} = \frac{5 \text{m}}{10 \text{m} / \text{s}} = 0.5 \text{s}\]
Portanto, o objeto leva 0,5 s para alcançar a parede. Durante esse tempo, sua velocidade vertical é produzida pela aceleração da gravidade. Como o objeto parte com velocidade vertical inicial nula, aplica-se a relação da velocidade em um movimento uniformemente acelerado, vy = gt:
\[v_{0 y} = g t = 10 \cdot 0.5\]
Substituindo a aceleração da gravidade e o tempo de queda, resulta:
\[v_{0 y} = 5 \text{m} / \text{s}\]
Logo, imediatamente antes da colisão, a componente vertical da velocidade tem módulo 5 m/s e aponta para baixo. Durante a colisão, a parede exerce uma força normal horizontal sobre o objeto. Como existe atrito cinético, também atua uma força de atrito vertical, contrária ao movimento vertical do objeto. O impulso de cada força é igual à variação da quantidade de movimento na respectiva direção:
\[\begin{cases} I_{y} = ΔQ_{y} \\ I_{x} = ΔQ_{x} \end{cases}\]
Na direção vertical, o módulo da força de atrito cinético é μN, enquanto, na direção horizontal, a força normal tem módulo N. Como a força normal é constante durante o intervalo de colisão, os impulsos podem ser escritos como força multiplicada pelo tempo de atuação. Usando a massa de 100 g, que corresponde a 0,1 kg, ela se cancela ao dividir as duas relações:
\[\begin{cases} μNΔt = m \left(v_{y} + v_{0 y}\right) \\ NΔt = m \left(v_{x} + v_{0 x}\right) \end{cases} \div \mu = \frac{v_{y} + v_{0 y}}{v_{x} + v_{0 x}}\]
Na expressão horizontal, a velocidade inicial é 10 m/s e a velocidade final, após o retorno, é −8 m/s. O sinal negativo indica que o objeto passou a se mover no sentido oposto ao movimento inicial. Na expressão vertical, utiliza-se a velocidade vertical de 5 m/s obtida antes da colisão e a componente vertical final desconhecida. Substituindo esses valores e o coeficiente de atrito μ = 0,1:
\[\begin{array}{l}0.1 = \frac{v_{y} + 5}{10 – \left(- 8\right)} \\ 1.8 = v_{y} + 5\end{array}\]
Assim, a componente vertical final é negativa, pois o atrito reduz a velocidade vertical durante a interação com a parede. O que se pede, entretanto, é o módulo dessa componente, isto é, seu valor sem considerar o sinal:
\[\left|v_{y}\right| = 3.2 \text{m} / \text{s}\]
Portanto, o módulo da velocidade vertical imediatamente após a colisão é 3,2 m/s. A alternativa correta é c).
Questão 9
UPE · SSA I 2022Considere o módulo da aceleração da gravidade como g = 10,0 m / s2 e a constante da gravitação universal como G = 6,7×10−11 m3 kg−1 s−2 e utilize Π = 3
Uma aeronave de caça F-5, voando em baixa altitude com uma velocidade horizontal de 1800 km/h em uma altura 80,0 m, larga um dispositivo explosivo. O dispositivo controlado por sinal de rádio explode em duas partes iguais após 2,0 s, com velocidade horizontal de 100 m/s, em relação ao seu centro de massa. Qual a distância de separação entre as partes, em m, quando ambas tocarem no chão?
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: D
O movimento vertical do dispositivo é independente do movimento horizontal. Assim, para determinar o tempo de queda, analisamos apenas a componente vertical, enquanto a separação entre as partes será calculada pela diferença entre seus deslocamentos horizontais.
1. Queda do dispositivo antes da explosão
O dispositivo é abandonado, portanto sua velocidade vertical inicial é nula. A distância vertical percorrida em queda livre durante os primeiros \(t = 2 \text{s}\) é dada pela equação do movimento uniformemente acelerado, considerando a aceleração da gravidade:
\[y = \frac{g \cdot t_{0}^{2}}{2} = \frac{10 \text{m} / s^{2} \left(2 \text{s}\right)^{2}}{2}\]
Substituindo \(g = 10 \text{m} / s^{2}\) e \(t = 2 \text{s}\), obtemos:
\[y = 20 \text{m}\]
Logo, nos 2,0 s que antecedem a explosão, o dispositivo desce 20 m. Como foi lançado a 80 m de altura, a altura em relação ao solo no instante da explosão é:
\[h = 80 \text{m} – 20 \text{m}\]
Portanto:
\[h = 60 \text{m}\]
2. Tempo total de queda
Para calcular o tempo total que o dispositivo levaria desde o lançamento até atingir o solo, usamos novamente a relação da queda livre. Nesse cálculo, \(h\) representa a altura inicial de 80 m:
\[h = \frac{g \cdot t_{1}^{2}}{2}\]
Isolando o tempo, multiplicamos os dois lados por 2, dividimos por \(g\) e extraímos a raiz quadrada:
\[t_{1} = \sqrt{\frac{2 \text{h}}{g}} = \sqrt{\frac{2 \cdot 80 \text{m}}{10 \text{m} / s^{2}}} = \sqrt{16 s^{2}}\]
Assim:
\[t_{1} = 4 \text{s}\]
O dispositivo explode após 2 s de queda. Portanto, o tempo que resta desde a explosão até o momento em que as partes atingem o solo é:
\[t_{2} = 4 \text{s} – 2 \text{s}\]
Logo:
\[t_{2} = 2 \text{s}\]
3. Velocidades horizontais das partes
Antes da explosão, o dispositivo mantém a velocidade horizontal da aeronave. É necessário converter 1800 km/h para m/s, utilizando o fator de conversão \(\frac{1 \text{m} / \text{s}}{3.6 k m / \text{h}}\):
\[v_{0} = 1800 k m / \text{h} \cdot \frac{1 \text{m} / \text{s}}{3.6 k m / \text{h}}\]
Desse modo:
\[v_{0} = 500 \text{m} / \text{s}\]
Na explosão, as duas partes adquirem velocidades de 100 m/s em sentidos opostos em relação ao centro de massa. Como as partes possuem massas iguais, o centro de massa continua realizando o movimento que o dispositivo teria sem a explosão. Assim, uma parte passa a ter sua velocidade aumentada em 100 m/s, enquanto a outra tem sua velocidade reduzida em 100 m/s.
Para a parte que se move no mesmo sentido da aeronave:
\[v_{1} = 500 \text{m} / \text{s} + 100 \text{m} / \text{s}\]
Portanto:
\[v_{1} = 600 \text{m} / \text{s}\]
Para a parte que se move no sentido contrário ao impulso da explosão, a velocidade horizontal fica 100 m/s menor:
\[v_{2} = 500 \text{m} / \text{s} – 100 \text{m} / \text{s}\]
Assim:
\[v_{2} = 400 \text{m} / \text{s}\]
4. Separação horizontal até o impacto
Após a explosão, cada parte dispõe de 2 s para se deslocar horizontalmente até o solo. Como as velocidades horizontais são constantes, aplicamos a relação entre deslocamento, velocidade e tempo.
Para a parte 1:
\[x_{1} = v_{1} \cdot t_{2} = 600 \text{m} / \text{s} \cdot 2 \text{s}\]
Logo:
\[v_{1} = 1200 \text{m}\]
Para a parte 2:
\[x_{2} = v_{2} \cdot t_{2} = 400 \text{m} / \text{s} \cdot 2 \text{s}\]
Portanto:
\[x_{1} = 800 \text{m}\]
A separação entre os pontos de impacto é a diferença entre os deslocamentos horizontais das duas partes, pois ambas partem do mesmo ponto no instante da explosão:
\[\Delta x = x_{1} – x_{2} = 1200 \text{m} – 800 \text{m}\]
Assim:
\[\Delta x = 400 \text{m}\]
Portanto, a distância de separação entre as partes quando elas tocam o solo é de 400,0 m, correspondente à alternativa d).
Questão 10
UPE · SSA I 2022Considere o módulo da aceleração da gravidade como g = 10,0 m / s2 e a constante da gravitação universal como G = 6,7×10−11 m3 kg−1 s−2 e utilize Π = 3
O gráfico abaixo mostra a função-resposta da interação chão com uma determinada e pequena bola de borracha de massa m = 100 g. Quando se deixou cair de uma altura de 80 cm, após o repique com o chão, alcançou 45 cm de altura.
Com as informações, encontre a força média aproximada, em N, que atua na bola, durante o contato com o chão.
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: E
As alturas máximas atingidas pela bola antes e depois do repique permitem determinar os módulos das velocidades imediatamente antes e imediatamente depois do contato com o chão. Para isso, aplica-se a conservação da energia mecânica durante o movimento da bola fora do intervalo de contato com o solo. No ponto mais alto, a velocidade é nula; portanto, a energia potencial gravitacional nesse ponto é igual à energia cinética imediatamente antes ou depois do choque.
Velocidade imediatamente antes do choque
Considere h0 = 0,8 m a altura inicial da bola. Ao cair, a energia potencial gravitacional transforma-se em energia cinética. A massa aparece nos dois lados da igualdade e, por isso, pode ser simplificada.
\[E_{pg \left(antes\right)} = E_{c \left(antes\right)}\] \[\overline{\left.\right)m} \cdot g \cdot h_{0} = \frac{\overline{\left.\right)m} \cdot \left(v_{0}\right)^{2}}{2}\] \[10 \cdot 0.8 = \frac{\left(v_{0}\right)^{2}}{2}\] \[v_{0} = \sqrt{16} v_{0} = 4 \text{m} / \text{s}\]
Logo, o módulo da velocidade imediatamente antes do contato é 4 m/s. Como a bola está descendo nesse instante, adotando o sentido para cima como positivo, sua velocidade é representada por −4 m/s.
Velocidade imediatamente depois do choque
Depois do repique, a bola sobe até a altura máxima de 0,45 m. Nesse trecho, sua energia cinética logo após o contato transforma-se em energia potencial gravitacional. Novamente, a massa pode ser simplificada.
\[E_{pg \left(depois\right)} = E_{c \left(depois\right)}\] \[\overline{\left.\right)m} \cdot g \cdot h_{1} = \frac{\overline{\left.\right)m} \cdot \left(v_{1}\right)^{2}}{2}\] \[10 \cdot 0.45 = \frac{\left(v_{1}\right)^{2}}{2}\] \[v_{1} = \sqrt{9} v_{1} = 3 \text{m} / \text{s}\]
Assim, o módulo da velocidade logo depois do contato é 3 m/s. Como a bola está subindo, essa velocidade é positiva: +3 m/s.
Aplicação do teorema do impulso
O impulso da força resultante durante o contato é igual à variação da quantidade de movimento. A força média é representada por Fm, o intervalo de contato por Δt, a massa por m e as velocidades inicial e final do contato por v0 e v1, respectivamente.
\[I = \Delta Q\] \[F_{m} \cdot \Delta t = m \left(v_{0} – v_{1}\right)\]
O gráfico fornece o tempo de contato como 1 × 10−3 s. Como a velocidade antes do choque é negativa e a velocidade depois do choque é positiva, a variação de velocidade em módulo corresponde a 4 − (−3) = 7 m/s. A massa da bola é 100 g, isto é, 0,1 kg.
\[F _{m } \cdot 1 \times 10 ^{- 3 } \text{s} = 0 , 1 k g \left(4 \text{m} / \text{s} – \left(- 3 \text{m} / \text{s} \right)\right)\] \[F _{m } = \frac{0 , 1 k g \left(7 \text{m} / \text{s} \right)}{1 \times 10 ^{- 3 } \text{s} } \text{F} _{m } = 700 \text{N}\]
Portanto, a força média de contato exercida pelo chão sobre a bola é aproximadamente 700 N. A alternativa correta é e) 700,0.
