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Revise a teoria: resumo de Roldanas e resumo de Aplicações das Leis de Newton.
Questões desta lista
Questão 1
UNICAMP 2026Recentemente, grandes cidades iniciaram a implantação de faixas exclusivas para motocicletas como, por exemplo, a faixa azul na cidade de São Paulo. Um motociclista adentra, em t = 0, um percurso retilíneo de uma faixa azul com velocidade constante v0 = 36 km/h e mantém essa velocidade até o tempo t = 30 s (trecho I). Em seguida, continua o percurso com desaceleração constante (a < 0) até parar completamente diante de um semáforo em t = 50 s (trecho II). Após mais 30 s, ele retoma o movimento e mantém uma aceleração constante e positiva a = 0,8 m/s2 desde t = 80 s até t = 95 s (trecho III). Posteriormente, o motociclista segue com velocidade constante até t = 120 s (trecho IV).
A massa do conjunto motociclista + motocicleta é dada por m = 180 kg. Para o trecho entre os tempos t = 30 s e t = 50 s, em que o movimento tem desaceleração constante, é correto afirmar que o módulo da força resultante que age nesse conjunto é igual a
Ver resposta e resolução da questão 1
Resposta: B
No trecho II, o movimento é progressivo e retardado: o motociclista continua avançando no sentido positivo, mas sua velocidade diminui até chegar a zero. Para determinar a força resultante, é necessário calcular primeiro a aceleração nesse intervalo e, em seguida, aplicar o Princípio Fundamental da Dinâmica.
A velocidade inicial do trecho II é a velocidade constante do trecho I. Como ela foi fornecida em quilômetros por hora, devemos convertê-la para metros por segundo, unidade compatível com o tempo em segundos e com a unidade da aceleração:
\[36 \text{km} / \text{h} = 10 \text{m} / \text{s}\]
No trecho II, o motociclista inicia o movimento com velocidade de 10 m/s e termina parado, portanto sua velocidade final é igual a zero. Esse trecho dura de t = 30 s até t = 50 s, de modo que o intervalo de tempo é de 20 s.
A relação entre velocidade, aceleração e tempo no movimento com aceleração constante é:
\[v = v_{0} + a \cdot t\]
Isolando a aceleração, obtemos:
\[a = \frac{v – v_{0}}{t} = \frac{\left(0 – 10\right) m / \text{s}}{20 \text{s}}\]
Substituindo a velocidade final igual a zero, a velocidade inicial igual a 10 m/s e o intervalo de tempo igual a 20 s, a variação da velocidade é negativa, pois o motociclista está diminuindo sua velocidade:
\[a = – 0.5 \text{m} / s^{2}\]
O sinal negativo indica que a aceleração tem sentido oposto ao da velocidade. Para determinar o módulo da força resultante, interessa o valor absoluto da aceleração. Pelo Princípio Fundamental da Dinâmica, a força resultante é dada pelo produto da massa pela aceleração:
\[F_{R} = m \cdot a\]
Como a questão solicita o módulo da força, usamos o módulo da aceleração:
\[\left|\right. F_{R} \left|\right. = m \cdot \left|a\right|\]
Substituindo a massa de 180 kg e o módulo da aceleração, que é 0,5 m/s²:
\[\left|\right. F_{R} \left|\right. = 180 \text{kg} \cdot \left|- 0.5 \text{m} / s^{2}\right|\]
O módulo elimina o sinal negativo da aceleração, pois a força solicitada é uma grandeza escalar positiva:
\[\left|\right. F_{R} \left|\right. = 90 \text{N}\]
Assim, o módulo da força resultante que atua no conjunto motociclista mais motocicleta durante o trecho II é igual a 90 N. Portanto, a alternativa correta é b) 90 N.
Questão 2
UEA 2026O avião Airbus A320 é impulsionado por dois motores capazes de proporcionar uma força máxima de 98 000 N, cada um. Desprezando as forças de resistência ao movimento, na decolagem de um Airbus A320 com sua massa máxima permitida, que é de 80 000 kg, a maior aceleração que ele pode desenvolver é de
Ver resposta e resolução da questão 2
Resposta: C
Como as forças de resistência ao movimento são desprezadas, a força resultante na direção horizontal da decolagem é igual à soma das forças de propulsão exercidas pelos dois motores. A relação entre força resultante, massa e aceleração é dada pela Segunda Lei de Newton:
\[F_{R} = m \cdot a .\]
Nessa relação, \(F_{R}\) representa a força resultante, \(m\) é a massa do avião e \(a\) é a aceleração desenvolvida. Como os dois motores atuam no mesmo sentido, suas forças devem ser somadas. Cada motor exerce uma força máxima de 98 000 N, portanto:
\[F_{R} = 2 \cdot 98000 = 196000 \text{N}\]
Assim, a força resultante máxima disponível é de 196 000 N. Para determinar a aceleração, isolamos \(a\) na Segunda Lei de Newton, dividindo os dois lados da igualdade pela massa \(m\). Em seguida, substituímos a força resultante de 196 000 N e a massa máxima de 80 000 kg:
\[a = \frac{F_{R}}{m} = \frac{196000}{80000}\] \[a = 2.45 \text{m} / s^{2}\]
A unidade obtida é \(m / s^{2}\), pois, pela Segunda Lei de Newton, a aceleração é a razão entre força, medida em newtons, e massa, medida em quilogramas. Portanto, a maior aceleração possível ocorre quando os dois motores fornecem simultaneamente suas forças máximas:
Alternativa A: incorreta. O valor de 0,82 m/s2 é inferior ao resultado obtido quando se considera a força total dos dois motores e, portanto, não corresponde à aceleração máxima do avião.
Alternativa B: incorreta. O valor de 0,41 m/s2 também não resulta da aplicação correta da Segunda Lei de Newton. Ele pode estar associado a uma divisão incorreta ou à consideração inadequada da força disponível.
Alternativa C: correta. O valor de 2,45 m/s2 é obtido dividindo-se a força total dos dois motores, 196 000 N, pela massa do avião, 80 000 kg.
Alternativa D: incorreta. O valor aproximado de 1,23 m/s2 seria obtido considerando apenas um motor, pois 98 000 N divididos por 80 000 kg correspondem aproximadamente a esse resultado. Entretanto, o avião possui dois motores funcionando na situação descrita.
Alternativa E: incorreta. O valor de 2,83 m/s2 é maior que a aceleração permitida pela força máxima total de 196 000 N aplicada à massa de 80 000 kg.
Logo, a maior aceleração que o Airbus A320 pode desenvolver, nas condições apresentadas, é de 2,45 m/s2. Portanto, a resposta é a alternativa C.
Questão 3
FAMERP 2026Em 1971, o comandante da missão Apollo 15, David Scott, realizou um experimento na superfície da Lua. Scott soltou, simultaneamente e da mesma altura, uma pena de falcão e um martelo geológico, o qual tinha massa cerca de 50 vezes maior do que a da pena, e observou que ambos atingiram o solo no mesmo instante. Se esse experimento fosse realizado próximo à superfície da Terra, o martelo atingiria o solo antes da pena. Na Lua, eles atingiram o solo no mesmo instante porque
Ver resposta e resolução da questão 3
Resposta: B
A ocorrência de uma queda simultânea entre objetos com massas e formatos distintos, como a pena e o martelo, fundamenta-se nos princípios da mecânica clássica sob condições específicas de vácuo. Em um ambiente onde existe uma atmosfera, como na Terra, os corpos em queda sofrem a influência de uma força de resistência do ar, também chamada de força de arrasto. Essa força depende diretamente da área da seção transversal do objeto e da sua velocidade, o que faz com que objetos leves e com grande superfície, como uma pena, sejam retardados significativamente em comparação a objetos densos e aerodinâmicos, como um martelo.
No entanto, o fenômeno observado na Lua ocorre devido à inexistência de uma camada atmosférica significativa em sua superfície. Sem ar para interagir com os corpos em queda, a única força relevante atuante sobre eles é a força gravitacional. De acordo com a Segunda Lei de Newton e a Lei da Gravitação Universal, embora a força peso seja proporcional à massa do objeto, a aceleração que esse objeto adquire durante a queda livre é constante para todos os corpos próximos à superfície, independentemente de suas características físicas individuais.
Dessa forma, na ausência de resistência aerodinâmica, o tempo necessário para que qualquer objeto percorra uma determinada altura depende exclusivamente da aceleração da gravidade local e da distância percorrida. Como a Lua não possui atmosfera para gerar forças de oposição ao movimento, tanto a pena quanto o martelo aceleram exatamente com o mesmo valor gravitacional, atingindo o solo no mesmo instante.
Questão 4
UDESC 2025Um bloco de massa m = 5kg está em repouso sobre uma superfície horizontal sem atrito. Uma força horizontal de F = 20N é aplicada no bloco, e uma outra força de 10N é aplicada em sentido contrário ao movimento. Considere g = 10m/s2.
Com base nessas informações, analise e calcule as proposições.
I. A aceleração do bloco.
II. A força resultante atuando sobre o bloco.
III. Caso a força de 10N seja substituída por uma força de atrito, determine o coeficiente de atrito necessário para que o bloco se mova com velocidade constante.
Assinale a alternativa correta, respectivamente.
Ver resposta e resolução da questão 4
Resposta: C
Determinação da força resultante
Como a superfície é horizontal e não há atrito inicialmente, as forças horizontais são apenas a força de 20 N, responsável pelo movimento, e a força de 10 N, aplicada em sentido contrário. Portanto, essas forças possuem sentidos opostos e a força resultante é obtida pela diferença entre seus módulos. O sentido da resultante é o mesmo da força de 20 N, pois ela é a maior das duas forças.
\[F_{R} = 20 \text{N} – 10 \text{N}\]
A subtração das forças horizontais fornece o módulo da força resultante.
\[F_{R} = 10 \text{N}\]
Assim, a força resultante que atua sobre o bloco é de 10 N, no sentido da força aplicada de 20 N.
Determinação da aceleração
Para encontrar a aceleração, aplica-se a 2ª Lei de Newton. Essa lei estabelece que a força resultante sobre um corpo é igual ao produto de sua massa pela aceleração. No problema, a massa do bloco é 5 kg e a força resultante calculada é 10 N.
\[F_{R} = m \cdot a\]
Substituindo a força resultante e a massa pelos valores conhecidos, obtém-se:
\[10 \text{N} = 5 \text{kg} \cdot a\]
Para isolar a aceleração, divide-se ambos os membros da igualdade pela massa, que vale 5 kg.
\[a = \frac{10 \text{N}}{5 \text{kg}}\]
Como a unidade N/kg equivale a m/s², o resultado da divisão determina a aceleração do bloco.
\[a = 2 \text{m} / s^{2}\]
Logo, a aceleração do bloco é de 2 m/s², no mesmo sentido da força resultante.
Determinação do coeficiente de atrito para velocidade constante
Na terceira situação, a força de 10 N é substituída por uma força de atrito. Para que o bloco se mova com velocidade constante, sua aceleração deve ser nula. Pela 2ª Lei de Newton, isso significa que a força resultante horizontal também deve ser nula.
FR = 0
A força resultante horizontal é a diferença entre a força aplicada de 20 N e a força de atrito. Portanto, para que a resultante seja nula, a força de atrito deve ter o mesmo módulo da força aplicada e sentido contrário.
\[\begin{array}{l}F_{R} = F – F_{\text{at}} = 0 \\ F = F_{\text{at}} \\ F = \mu \cdot N \overset{N = P \left(horizontal\right)}{\rightarrow} F = \mu \cdot m \cdot g\end{array}\]
Como a superfície é horizontal e não há outras forças verticais além do peso e da força normal, a força normal tem módulo igual ao peso. Assim, N pode ser substituída por m⋅g. Igualando a força aplicada à força de atrito e isolando o coeficiente de atrito, resulta:
\[\mu = \frac{F}{m \cdot g} = \frac{20 \text{N}}{5 \text{kg} \cdot 10 \text{m} / s^{2}} \mu = 0.4\]
O coeficiente de atrito necessário é, portanto, 0,4. Reunindo os resultados, a aceleração é 2 m/s², a força resultante inicial é 10 N e o coeficiente de atrito necessário para o movimento com velocidade constante é 0,4. Portanto, a alternativa correta é c) 2 m/s²; 10 N; 0,4.
Questão 5
FEMPAR · Medicina 2024Três blocos I, II e III, de 200 g cada um, presos um ao outro por fios ideais de massas desprezíveis, são acelerados verticalmente para cima por uma força F de módulo igual a 9 N.
Considere g = 10 m/s2.
O módulo da resultante das forças que atua sobre o bloco II é
Ver resposta e resolução da questão 5
Resposta: A
Como os três blocos estão presos por fios ideais, isto é, fios de massas desprezíveis e que mantêm os blocos com a mesma aceleração, podemos analisar inicialmente o conjunto formado pelos blocos I, II e III. Cada bloco tem massa de 200 g = 0,2 kg; portanto, a massa total do sistema é 0,6 kg. A força externa F é dirigida para cima, enquanto o peso total do sistema é dirigido para baixo.
O peso de cada bloco é dado por P = mg. Com m = 0,2 kg e g = 10 m/s2, cada bloco pesa 2 N. Assim, o peso dos três blocos é 6 N. Aplicando o princípio fundamental da dinâmica ao sistema, tomando o sentido para cima como positivo:
\[\begin{array}{l}F_{R}^{\text{sist}} = F – P_{\text{sist}} \\ M_{\text{sist}} a = F – P_{\text{sist}} \\ 3 \left(0.2\right) a = 9 – 3 \left(2\right)\end{array}\] \[a = \frac{3}{0.6}\] \[\underline{a = 5 \text{m} / s^{2 }}\right|\]
Na substituição, 3(0,2) representa a massa total dos três blocos, enquanto 3(2) representa o peso total, pois cada bloco tem peso de 2 N. O resultado mostra que os três blocos sobem com aceleração de módulo 5 m/s2.
Como os fios são ideais, o bloco II também possui essa mesma aceleração. Para determinar a resultante das forças que atuam especificamente sobre ele, aplica-se novamente o princípio fundamental da dinâmica, agora considerando apenas a massa do bloco II, que é 0,2 kg:
\[F_{\text{RII}} = m_{\text{II}} a = 0.2 \left(5\right)\] \[\boxed{ F_{\text{RII}} = 1 \text{N} }\]
Logo, a resultante das forças sobre o bloco II tem módulo igual a 1 N. Portanto, a alternativa correta é a).
Questão 6
FEMPAR · Medicina 2024Um bloco de 120N desloca-se em movimento uniformemente retardado, sobre uma superfície plana e horizontal, em linha reta, sob a ação de seu próprio peso e da força que a superfície exerce sobre ele. O módulo da resultante dessas duas forças é 50N.
Nesse caso, o módulo da força que a superfície exerce sobre o bloco é de
Ver resposta e resolução da questão 6
Resposta: E
A figura representa as forças que atuam no bloco. A força exercida pela superfície pode ser decomposta em duas componentes perpendiculares: a componente normal, perpendicular à superfície, e a componente de atrito, paralela à superfície:

Os símbolos utilizados são definidos a seguir:
\[\left\{\right. \begin{matrix}P : peso do bloco ; \\ F_{S} : força que a superfície aplica no bloco ; \\ \underset{\underline}{N} : componente normal da força que a superfície aplica no bloco ; \\ A : componente de atrito da força que a superfície aplica no bloco .\end{matrix}\]
Como o bloco se desloca sobre uma superfície horizontal e não há movimento na direção vertical, sua aceleração vertical é nula. Pela segunda lei de Newton, isso significa que a resultante das forças verticais também é nula:
\[R_{y} = 0\]
Na direção vertical, atuam o peso, dirigido para baixo, e a componente normal da força da superfície, dirigida para cima. Portanto, os módulos dessas duas forças são iguais:
\[N = P\]
O peso do bloco foi informado como 120 N. Assim, a componente normal da força exercida pela superfície também tem módulo 120 N:
\[\underline{N = 120 \text{N}}\right|\]
Na direção horizontal, a única componente da força da superfície é a força de atrito. Como o bloco realiza movimento uniformemente retardado, existe uma aceleração horizontal no sentido oposto ao movimento. Logo, a resultante horizontal é o próprio atrito. O enunciado informa que o módulo dessa resultante é 50 N:
\[R_{x} = A\]
Consequentemente, o módulo da componente de atrito é:
\[\underline{A = 50 \text{N}}\right|\]
A força total exercida pela superfície é a soma vetorial de suas componentes normal e de atrito. Como essas componentes são perpendiculares entre si, seus módulos e o módulo da força resultante formam um triângulo retângulo. Portanto, aplica-se o teorema de Pitágoras:
\[F_{s}^{2} = N^{2} + A^{2} = 50^{2} + 120^{2}\]
Nessa expressão, \(F_{s}\) representa o módulo da força total da superfície, enquanto \(N\) e \(A\) representam, respectivamente, suas componentes normal e de atrito. Substituindo os valores e efetuando os cálculos:
\[F_{s} = \sqrt{2.500 + 14.400} = \sqrt{16.900}\]
Como a raiz quadrada de 16 900 é 130, obtém-se:
\[\boxed{F_{s} = 130 \text{N}}\]
Portanto, o módulo da força que a superfície exerce sobre o bloco é 130 N, correspondente à alternativa e).
Questão 7
FCMSCSP 2024No Sistema Internacional de Unidades (SI), há sete grandezas de base, dentre elas comprimento, L, massa, M, e tempo, T. As grandezas físicas foram organizadas em um sistema de dimensões, decidido por convenção, e cada uma das sete grandezas de base do SI é considerada como tendo uma dimensão própria, sendo as demais definidas em função das grandezas de base. Por exemplo, a dimensão da grandeza força no SI é M⋅L⋅T−2. Em um sistema de unidades hipotético, no qual as grandezas de base sejam massa, M, velocidade, V, e tempo, T, a dimensão da grandeza força seria
Ver resposta e resolução da questão 7
Resposta: A
Para determinar a dimensão da força no sistema de unidades hipotético, deve-se partir da Segunda Lei de Newton, que relaciona força, massa e aceleração:
\[F = ma\]
Nessa relação, F representa a força, m representa a massa e a representa a aceleração. Como a aceleração corresponde à variação da velocidade ao longo do tempo, sua dimensão pode ser expressa como a razão entre a dimensão da velocidade e a dimensão do tempo. Assim, a força pode ser escrita em função da massa, da velocidade e do tempo:
\[F = m \frac{v}{t}\]
Para obter a dimensão da força, substitui-se cada grandeza por sua dimensão. A massa tem dimensão M, a velocidade é uma das grandezas de base e, portanto, tem dimensão V, enquanto o tempo tem dimensão T. Dividir por T equivale a multiplicar por T−1:
\[\left[F\right] = \left[M \cdot V \cdot T^{- 1}\right] .\]
Logo, no sistema hipotético em que massa, velocidade e tempo são as grandezas de base, a dimensão da força é M⋅V⋅T−1. Portanto, a alternativa correta é a).
Questão 8
AFA 2024Uma partícula de massa 2 kg desloca-se em uma trajetória horizontal, sem atrito, com velocidade escalar de 10 m/s, quando uma força \(\overset{\rightharpoonup}{F_{,}}\) de intensidade constante na direção do deslocamento, passa a agir sobre ela durante um intervalo de tempo Δt. Dado que o impulso dessa força é igual a −28N⋅s, a velocidade escalar da partícula no instante em que cessa a ação da força \(\overset{\rightharpoonup}{F_{,}}\) em m/s, é
Ver resposta e resolução da questão 8
Resposta: D
O impulso de uma força é igual à variação da quantidade de movimento da partícula. Pelo teorema do impulso, essa relação é expressa por:
\[I = F \Delta t = m \Delta v\]
Nessa expressão, I representa o impulso, m é a massa da partícula e Δv é a variação da velocidade. Como a massa permanece constante, a variação da velocidade é a diferença entre a velocidade final e a velocidade inicial:
\[- 28 = 2 \left(v – 10\right)\]
O impulso é negativo porque a força atua no sentido oposto ao movimento inicial. Substituindo o impulso por −28 N·s, a massa por 2 kg, a velocidade final por v e a velocidade inicial por 10 m/s, obtém-se a equação acima. Resolvendo-a:
\[v = – 4 \text{m} / \text{s}\]
O sinal negativo indica que, ao final da ação da força, a partícula se move no sentido contrário ao sentido inicialmente escolhido como positivo. Portanto, a velocidade escalar algébrica final é −4 m/s, correspondente à alternativa d).
Questão 9
UNEMAT 2023Suponha que você esteja dirigindo um carro desgovernado e tenha apenas duas opções para frear o automóvel: 1) colidir com um monte de feno; ou, 2) colidir com uma parede de concreto.
Dada a situação hipotética acima, é prudente afirmar que a opção menos danosa seria chocar-se contra o monte de feno.
No caso de ter de colidir contra a parede de concreto, ou o monte de feno para se atingir o repouso, assinale a alternativa correta em relação a física envolvida na colisão.
Ver resposta e resolução da questão 9
Resposta: E
O princípio físico envolvido é o teorema do impulso, que relaciona o impulso da força resultante à variação da quantidade de movimento do carro:
\[I_{F} = ΔQ\] \[FΔt = ΔQ\] \[F = \frac{ΔQ}{Δt}\]
Nessas relações, \(I_{F}\) representa o impulso da força, \(F\) é a força média exercida durante a colisão, \(Δt\) é o intervalo de tempo de contato e \(ΔQ\) é a variação da quantidade de movimento do carro.
Nas duas situações, o carro parte de um estado de movimento e precisa atingir o repouso. Portanto, considerando que a massa e a velocidade inicial do carro são as mesmas, a variação de sua quantidade de movimento também é a mesma nos dois casos. Isso significa que o impulso recebido pelo carro tem o mesmo módulo, independentemente de ele colidir com o feno ou com a parede.
A diferença está no tempo de colisão. O monte de feno se deforma e permite que o carro reduza sua velocidade ao longo de um intervalo de tempo maior. Já a parede de concreto praticamente não se deforma, fazendo com que o carro atinja o repouso em um intervalo de tempo menor.
De acordo com a expressão da força, para uma mesma variação da quantidade de movimento, quanto menor for o tempo de contato, maior será a força média exercida. Assim, a colisão com a parede de concreto produz uma força mais intensa e, consequentemente, tende a causar danos maiores. No monte de feno, o tempo de contato é maior, o que reduz a intensidade média da força sobre o carro.
Logo, o carro será impulsionado na mesma proporção nos dois casos, pois sua variação da quantidade de movimento é a mesma, mas a força será mais intensa na colisão com a parede e o tempo de contato será maior na colisão com o monte de feno. Portanto, a alternativa correta é e).
Questão 10
UFU 2023Uma empilhadeira empurra com uma força constante de 1200 N três caixas emparelhadas (1, 2 e 3), que estão em uma superfície sobre a qual o atrito será desconsiderado. A caixa 1 tem massa de 400 kg, a 2, de 100 kg e a 3, de 700 kg. Cada lateral da caixa 2 que está em contato com as caixas 1 e 3 suporta a força máxima de 750 N sem se romper.
Quando o conjunto é empurrado pela empilhadeira, a força com que a caixa
Ver resposta e resolução da questão 10
Resposta: C
Como o atrito é desconsiderado, a única força horizontal externa que atua sobre o conjunto das três caixas é a força constante de 1200 N exercida pela empilhadeira. Portanto, podemos analisar as três caixas como um único sistema, cuja massa total é a soma das massas individuais.
Calculando a aceleração do sistema:
\[F = \left(m_{1} + m_{2} + m_{3}\right) a\] \[1.200 = \left(400 + 100 + 700\right) a\] \[a = 1 \text{m} / s^{2}\]
A soma das massas é 1200 kg. Aplicando a segunda lei de Newton, F = ma, a força resultante de 1200 N produz no conjunto uma aceleração de 1 m/s². Como as caixas permanecem em contato, todas possuem essa mesma aceleração.
Para determinar a força de contato entre as caixas 1 e 2, é conveniente considerar apenas o subsistema formado pelas caixas 2 e 3. A caixa 1 exerce sobre esse subsistema a força de contato \(F_{12}\), que é responsável por acelerar conjuntamente as caixas 2 e 3. A massa desse subsistema é \(\left(m_{2} + m_{3}\right)\).
A força de contato entre as caixas 1 e 2 acelera as caixas 2 e 3; assim:
\[F_{12} = \left(m_{2} + m_{3}\right) a\] \[F_{12} = \left(100 + 700\right) 1\]
\(F_{12} = 800 \text{N}\) a lateral da caixa 2, entre as caixas 1 e 2, rompe-se.
Isso ocorre porque a lateral da caixa 2 suporta, no máximo, 750 N, enquanto a força de contato calculada é de 800 N. Como \(800 \text{N} > 750 \text{N}\), a força excede a resistência máxima da lateral e provoca sua ruptura.
Logo, a alternativa correta é c): a caixa 1 empurra a caixa 2 com força de 800 N, fazendo com que a lateral da caixa 2 localizada entre elas se rompa.
